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Dia 26/01/19 vai rolar um curso SCRUM de raiz

Tenho vários amigos e colegas querendo fazer uma reciclagem ou mesmo ter uma introdução aos princípios, métodos e moderadores na prática de métodos ágeis. Este não é um curso de certificação, é um workshop focado no que dá certo, no que não dá certo, principais desvios e oportunidades.

Terá teoria, práticas e diversão, um Sábado entre iguais, com pessoas com desconhecimento ou dúvidas sobre o tema. Quero compartilhar 10 anos de experiência e muito aprendizado vicariante (acertos e erros) – http://bit.ly/s360-0119

MODELO MENTAL Escotismo | Muros e feudos | Desarmando rótulos e paixões | Sociedade industrial ou do conhecimento | Autoconhecimento Não mudo nada porque não posso mudar tudo | Felicidade | Individualismo ou coletivo | Confiança e melhoria são como uma poupança | Mudança de hábito | Morte às baias e gaveteiros | Equilíbrio

SOBRE OS OMBROS DE GIGANTES  Lei Yerkes-Dodson | Ciclo de Deming | Pareto e Juran | Teoria da dissonância cognitiva | Teoria da contingência | Curva de Tuckman | Teoria da agência | Teoria institucional | Teoria das restrições | Matriz Cynefin | Gamification

PRINCÍPIOS ÁGEIS  Por que o método se chama “ágil” | Granularidade ágil | Manifesto ágil | Princípios ágeis | Algumas pessoas olham para o lado errado | Gestão do tempo | Estratégias de adoção | Pacto de equipe

INTRODUÇÃO AO MÉTODO  Scrum | Três pilares do Scrum | Overview do método Scrum | Product Owner | Scrum Master | Equipe de desenvolvimento | Fases do Scrum, Discovery e Delivery

DISCOVERY  Visão, 77 | User story | Critérios de aceitação | Reuniões de elicitação | Mínimo Produto Viável | User story mapping | Product backlog e sprint backlog

DELIVERY  Sprint planning | Planning poker | TDD, Test Driven Development | Engenharia ágil | Scrum board | Tarefas | Daily Burndown | Artefatos adicionais

MELHORIA CONTÍNUA  Review Entrega de pacotes | Retrospectiva | Melhoria contínua em TI é com Dojos | Resumo de 4 dicas em cada momento | Ferramentas para Scrum

GESTÃO E LIDERANÇA  Esferas de atuação | Gestão e liderança ágil | Agile é uma revolução permanente | Evite ser ágil só enquanto tudo dá certo | Ensaio sobre estimativas | Sem confiança não existe agilidade | Contratos ágeis

MÉTODOS  Extreme programming | Lean software development | Kanban | BDD, Behavior driven development | DDD, Domain driven designPMBOK | Engenharia de software

ECOSSISTEMA  Execução | PDCL, ágil | Estratégia para inovação | Manifesto ágil ajustado para outras áreas | Um PDCL no financeiro | Rainforest

GESTÃO DO CONHECIMENTO  Gestão do conhecimento | Conceito de Ba | Comunidades de prática | Agile subway maps e dashboards | Tipos de eventos | Hackatona PDCL | A colaboração é a menor distância | Eventos, confrarias e voluntariado | Acho que aprendi algo novo

Aqui compartilho um PDF em tamanho A3 no dropbox, se quiser baixar e imprimir, para ter na forma de um guia rápido a disposição – <baixe aqui>.

guiarápidoSCRUM360

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II Toolbox na Educação na Politécnica – 1ª parte

Uma noite mágica, o privilégio de interagir com mais de 50 professores da Politécnica, colegas e amigos dos cursos da engenharia, arquitetura e informática. Uma sequência de dinâmicas 100% horizontais, auto-organizadas, descontraidas … que geraram um mapa inicial de técnicas e estabeleceram metas para a segunda parte, mais duas horas semana que vem onde teremos Lightning Talks e detalhamento auto-organizado das melhores sugestões para 2019/1.

Rolou um papo inicial sobre o conceito e oportunidades, seguido de um super-warm up que adoro, o dos bonecos, que se transformaram em três personas em um exercício de empatia sobre o que esperam e pensam sobre o semestre que em mais um mês se inicia. Depois debates em grupos sobre aulas, técnicas e boas práticas, com a escolha e apresentação daquelas que cada grupo acreditava serem as mais impactantes e clusterização de todas. Daqui a uma semana tem mais …

A preparação foi desde cedo, murais, material distribuido em mesas para 10 grupos, chegando ao prédio 32 sob o coro de passarinhos, em meio a uma vegetação ímpar e que transmite uma grande satisfação em poder considerar a PUCRS-TecnoPUC minha segunda casa. Hoje seria a primeira parte de duas, a segunda será daqui a mais uma semana e terá a missão proposta pelo próprio grupo de montar nosso mural e cada um detalhar aquela técnica que mais curte, para aplicar a técnica de wall com postits verdes e amarelos sobre dompinio e desejo … gestão do conhecimento em sua materialização mais distribuida.

Todos nós somos mestres e alunos nessa vida, nos inspiramos e somos inspiração, curto Piaget, Bandura, Prensky, Ausubel, Kolb, Maturana, Ebbinghaus, … dezenas de mestres que interpretamos e nos apropriamos, resignificamos a nosso contexto, porque o mundo gira e muda um pouco a cada volta. Como base, cada mesa ficou com uma provocação falando sobre Educação 3.0, nativos/imigrantes digitais e sobre o movimento PUCRS 360° cada vez mais materializado em cada prédio e colega.

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Planejamento – Quase sempre as preliminares são cruciais

Há alguns anos eu propus e uso de um canvas para pré-inception, entretanto, não é só em software que esta abordagem faz sentido, isso vale para a vida. O canvas em questão é o SCRUM SETUP CANVAS, destinado a materializar, debater ou refletir sobre questões básicas relacionadas ao planejamento de um software corporativo.

Há exceções, reunir um grupo de pessoas para discutir um projeto de software em uma organização pode seguir um viés de inovação tal que não temos nem ideia de qual a tecnologia, quem serão as pessoas envolvidas, metodologia, bem como arquitetura ou plataforma … mas essa não é a regra, nem para tecnologia, nem boas práticas.

Em 95% dos projetos que me envolvo há um domínio e tecnologia implícita, usualmente há uma equipe envolvida, há padrões e limitações. Em sistemas financeiro, de RH, logística, varejo, entre outros, a inovação via de regra está nas histórias, nas características, ergonomia, usabilidade, etc.

A tempo, clique no link para acessar o manual com o canvas em A3 para impressão – https://jorgeaudy.com/manual-ssc-scrum-setup-canvas-ed-5/

A Mayra de Souza Machado incrementou alguns campos adicionais relacionados a outras combinações, como times remotos, ajustado a realidade do ZAP em https://medium.com/guma-rs/alinhamento-teamrules-facilita%C3%A7%C3%A3o-agreements-teams-canvas-acordos-do-time-cee832b65ba3

Nem sempre preencho todos os campos, as vezes alguns campos possuem seu próprio quadro ou canvas, como o Elevator Stetement ou um Mapa de Tecnologia, mas a intenção aqui é registrar o contexto metodológico e tecnológico em que o projeto transcorrerá.

Arquitetura e tecnologia

Um amigo meu defende que não vale a pena perder tempo mapeando a arquitetura e tecnologia no início, diz que isso deve acontecer conforme o projeto anda e decisões vão sendo tomadas, mas a minha experiência em projetos de software é que poderão haver experimentos, mas sempre temos um mapa amplamente conhecido.

Digo isso, porque frameworks, bibliotecas, linguagem, automação, boas práticas e técnicas influenciam em tudo, desde expectativas, estimativas até a aceitação, algumas vezes já prevendo possíveis variações entre MVP’s e Releases. Normalmente é rápido e muito elucidativo a todos os envolvidos – riscos e oportunidades.

Planejamento Estratégico ou Tático

Sempre que posso, saber quem somos é fundamental, já conduzi várias dinâmicas de planejamento estratégico, portfólio, programas, meu primeiro passo sempre é mapear quem são as partes envolvidas, seu dimensionamento e ao que estão dedicados, se possível, com um mapa de dedicação e portfólio.

Eu chamo estas prévias de aquecimento de sinapses, conheço muita gente que acha que ser inovador é partir de uma página em branco, mas estes casos sempre demoram mais para chegar no ponto de largada e com frequência esquecem coisas importantes que inviabilizarão suas conclusões.

O mais surpreendente e positivo em um bom briefing e combinações sobre o contexto em que estaremos planejando algo é que com frequancia não há um consenso fácil e alguns termos precisam ser pactuados, as vezes, alguém tem que ceder ou decidir para que uma só percepção seja estabelecida coletivamente.

Desperdício

Planejar a revelia de quem somos, o que somos, nossas competências e deficiências, é sinônimo de querer não perder tempo alinhando percepções essenciais, expondo conhecimentos e domínios relevantes, normalmente isso é sinônimo de engavetamento, porque na hora de fazer, surgem questões que foram deixadas de lado.

Para qualquer tipo de planejamento, quer estratégico, tático ou técnico, auto-conhecimento e alinhamento de quem somos e quem queremos ser é fundamental, porque gera uma percepção de realidade e desafios, pontos de atenção e viabilidade. O maior valor é o debate, resultando em um pacto em torno de termos de contexto.

Por exemplo, em Design Thinking se diz que um MVP (Minimum Viable Product) é a intersecção entre algo que é Desejável, Factível e Viável. Logo, é de se pressupor ser importante um bom mapeamento e auto-conhecimento para balizar o que é factível e o que é viável, ou pelo menos o que não é e exigirá mais recursos ou tempo.

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As 10 disciplinas organizacionais básicas

Comecei a disseminar de forma estruturada a compilação do meu livro TOOLBOX 360° em 2015, lancei o jogo DESAFIO TOOLBOX em 2016, a técnica TOOLBOX WALL em 2017 e finalmente um workshop baseado no jogo em 2018, que foi evoluindo para um baralho com 115 técnicas e boas práticas.

Durante o transcorrer desta estrada foi preciso diferenciar a executivos, gestores e profissionais envolvidos quais seriam as disciplinas envolvidas, já que a angústia sempre era o fato de existirem centenas de métodos, frameworks, técnicas e boas práticas … aos poucos estabeleci 10 delas.

As 10 disciplinas organizacionais por mim propostas foram divididas em 4 disciplinas essenciais – Pessoas, Equipes, Lideranças e Conexões – e 6 disciplinas pragmáticas – Estratégia, Modelagem, Validação, Planejamento, Engenharia e Desafios.

Não tem nada a ver com polarização ou discução sobre qual o método, framework ou corpo de conhecimento ideal, mas ser preciso conhecer ao maior número possível deles, pontos fortes e fracos, especialmente complementares, caso-a-caso, conforme cultura, contexto e pessoas.

Pela visão poética do Pequeno Príncipe, do ócio criativo proposto pelo sociólogo italiano Domenico de Masi, passando por desenvolvimento pessoal, carreira, desenvolvendo projetos e operações, produtos e serviços, uma provocação à frequente miopia organizacional ao focar apenas em uma delas.

Por exemplo, materializando este sincretismo, eu mesmo publiquei alguns livros e ebooks ecléticos sobre SCRUM, Toolbox, Team Building Games, todos com reflexões sobre modelos e teorias, muitas oriundas da filosofia, psicologia, sociologia, ciências sociais, um deles só sobre isso – “Sobre os Ombros de Gigantes!”.

Tudo parte de um modelo mental iterativo-incremental-articulado, um passo de cada vez, com foco naquilo que é mais relevante e voloroso, eliminando ou mitigando todo tipo de desperdício. Isto exige empatia, sinergia e protagonismo, individual e coletivo em seu sentido mais amplo.

As essenciais refletem e provocam a necessidade da mudança pessoal, coletiva, na relação líder-liderados e principalmente na relação entre todos os envolvidos, gerando conexões fortes lastreadas em metas e objetivos comuns ou complementares, convergentes ou coopetidos (*).

(*) “Coopetição é uma estratégia de negócios baseada na Teoria dos Jogos, combinando cooperação e competição, com ganhos percebidos a todos os envolvido”.

As 4 disciplinas que eu batisei de “essenciais”, dizem respeito a base cultural, pessoas e suas relações, desde aspectos de carreira (proteana), passando por equipes (auto-organizadas), lideranças (management 3.0) e as conexões espontâneas, induzidas ou orquestradas.

Não adianta debater metodologias sem antes refletir sobre paradigmas de valores pessoais e coletivos, desenvolvimento de carreira, nossos sonhos e seus reflexos comportamentais, preferencialmente sinérgicos às metas e objetivos organizacionais – Pessoas, Equipes, Lideranças e Conexões:

Nas 6 disciplinas que batisei de pragmáticas, complementares e consequentes às anteriores, estabelece-se a necessidade de alinhamento em seus 360°, desde o mercado, empresa, missão, visão, objetivos, de forma a gerar resultados valorosos em equidade a todos os envolvidos.

O foco aqui é o permanente ajuste do próprio foco, usando de empatia e sinergia, na construção de processos fluidos onde o protagonismo é compartilhado em 360° e constantemente redirecionado à melhoria contínua – Estratégia, Modelagem, Validação, Planejamento, Engenharia e Desafios.

Cada uma destas disciplinas possui dezenas de oportunidades, algumas fundamentais, por vezes complementares, outras divergentes, mas ao todo são centenas de  boas práticas para desenvolvê-las a bom termo. Este substrato garantirá que nossas escolhas não sejam casuais, mas uma opção comparativa e depois evolutiva.

Human Thinking – Das 10 disciplinas básicas de uma organização, quatro delas são essenciais a qualquer objetivo e ao seu sucesso, dizem respeito à pessoas e suas relações, outras seis são mais pragmáticas, relativas a projetos e operações, produtos e serviços, exploitation e exploration. Em uma visão holística, todas são igualmente relevantes, mas em uma visão sustentável e exponencial, pessoas são a base

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Somos sapos ou gatos na grande panela universal

Tem a história do sapo que entra em uma panela com água fria e não percebe o tempo passar, a temperatura subir, usando a habilidade de compensar sua temperatura interna, gastando toda sua energia nisso, e quando quer sair, já não tem mais energia suficiente para isso.

Por outro lado, tem os gatos, animaizinhos que sabem o que querem e o que não querem, que estão sempre alertas, por mais que estejam satisfeitos onde estiverem, não aceitam algo que não esteja de acordo, não ficam passivos, ao contrário, buscam uma relação entre iguais.

. O quanto está feliz e seu trabalho tem um propósito que o instiga?
. O quanto você cresceu em 2018 e o quanto foi reconhecido por isso?
. O que aprendeu e o quanto isso o ajuda a crescer na sua carreira?
. O quanto você acredita naquilo que faz, nos meios e resultados?
. O quanto continua sonhando, esforçando-se a ser o que quer ser?

A questão não é (só) dinheiro, a questão é VIVER, 1/3 de nossa vida é trabalho, 1/3 é descanso e 1/3 é tudo o mais, temos 2/3 acordados que merecem nosso esforço em  aprender, crescer, sermos felizes e evoluírmos, … de olho no futuro que queremos e só nós mesmos podemos fazer acontecer.

sapo

Não seja o sapo que fica dentro da panela sem olhar para fora, gastando todas as suas energias para “sobreviver” ao invés de “viver”. Inquiete-se, aproveite o final deste ano e monte um mapa dos sonhos, uma roda da vida, um business model you, … planeje um 2019 de mudanças para melhor.

Era do conhecimento

Somente percebemos se estamos em movimento se houver pontos de referência, é como um avião no céu, parece estar parado se não houver nuvens, pássaros ou outros aviões. O mesmo com um barco a deriva se não houver estrelas, então precisamos interagir para nos lembrar se estamos andando ou parados.

A chave para estar atento, aberto às boas oportunidades é um bom networking, então participe de uma interação mensal com o mercado, quer em um GU, CoP, Fóruns ou eventos, conheça e se faça conhecer, acima de tudo isso é um antídoto à síndrome do sapo na panela.

Se a cada mês analisar a agenda de eventos e oportunidades, a maioria gratuitas, chegará a conclusão que vale a pena perder a novela ou o jogo uma vez a cada mês para participar e aprender algo novo, aprofundar, compartilhar, conhecer gente.

Dicas e Conclusão

Se você não explicita para você mesmo o que quer, então qualquer coisa estará de bom tamanho, sem objetivos tanto faz. Auto-conhecimento faz com que você não seja aquele sujeito que fica gastando energia só em se adaptar, os 10 ítens abaixo podem ajudar:

#1. Seja fiel as suas crenças e princípios, siga-os;
#2. Acredite em você mesmo, mas tenha parceiros de viajem;
#3. Sonhe e planeje um passo de cada vez, tenha metas de curto prazo;
#4. Incomode-se, sempre tente ampliar a sua zona de conforto;
#5. Você é um só, equilibre sua vida pessoal e profissional;
#6. Poucos limites são definitivos, tente superá-los;
#7. Preocupe-se mais com você e menos com os outros;
#8. Não tenha medo, arrisque e aprenda com seus erros;
#9. Somos mortais, não entre em postergação indefinida;
#10. Curta a viajem e seja Feliz! :o)

Desde cedo aprendi que se não trabalhamos diariamente para nossos sonhos, tão somente trabalhamos para quem os tem e paga para que outros (enquanto lhe são úteis) se dediquem a sua construção. Que todos tenham um 2019 com desafios, em movimento, como gatos e não como sapos!

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Uma alegoria livre sobre valor agregado para pensar nosso 2019

Equipes engajadas e auto-organizadas, ágeis, tem muito mais a contribuir além de (apenas) fazer aquilo que lhe solicitam (ordenam). Em equipes ágeis, valor agregado real pressupõe o entendimento e engajamento ao problema, no valor que uma solução representa para alguém em seu contexto, sem desperdício.

Sem este modelo mental ou paradigma aplicado, agilizamos o óbvio de forma tão aleatória quanto no passado, as vezes o erro, as vezes o acerto, mas jamais atingiremos a sinergia de nosso potencial. Trabalhando juntos, somando conhecimentos sempre seremos mais fortes que cada uma das partes.

Valor agregado não é uma receita de bolo, cada grupo de pessoas, empresa, contexto tecnológico, deve buscar as suas competências essenciais, hard e soft skills, criatividade, empreendedorismo, com um que de inovação, superação e reconhecimento.

Valor Agregado na cadeia produtiva

Quero partir deste conceito elementar para falar de pessoas, equipes e empresas. Valor agregado é o valor adicional que adquire um bem ou serviço ao serem transformados durante o processo produtivo. Em uma empresa, é a contribuição adicional de um recurso, atividade ou processo a um produto ou serviço.

Uma equipe ou profissionais que apenas cumprem ordens, como se militares fossem, equivaleria a plantar e vender o cacau in natura. Entretanto, quanto mais houver sinergia, pelo somatório de vida, experiências, paixões, interesses comuns versus objetivos, maior o valor agregado, equivalendo a processar, servir, encantar.

O erro nesta abordagem é fazê-lo sem ter um driver por valor iterativo-incremental-articulado, um passo de cada vez, racional e responsável. Trabalhar orientado a MVP (Minimum Viable Product), pequenas releases, seguindo o conceito de programas ou small project philosophy (Standish Group).

Valor agregado em equipes ágeis

Independente da metodologia ou nomeclatura, a base diz respeito a sinergia, alguns chamariam filosoficamente de egrégora. É como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas, quando um grupo alia-se e congrega para gerar resultados além do racional, além do óbvio.

Empatia e dedicação de todos em relação ao ciclo de vida completo, desde o cliente que origina uma necessidade, passando por todos os envolvidos direta e indiretamente para que cada vivência pessoal e expertise somem-se gerando um substrato que racionalize cada passo na busca daquilo que precisa ser feito.

Para isto, é preciso haver clareza em um denominador comum, em equilibrio e equidade, onde todos percebem seu valor enquanto parte de algo maior que apenas pedidos, hierarquia, ordens e tarefas bem executadas. Não a toa o mindset ágil baseado em valor, empatia, sinergia e auto-organização está na moda.

O case de um presente de Natal

A Luisa Audy (21) está fazendo um curso de cinema no Canadá, venho passar 15 dias de férias conosco e resolvemos comemorar indo ao Natal Luz em Gramado. Desde o início ela queria comprar umas lembrancinhas de suas férias para os seus professores e pensava em chocolate de Gramado.

Exercitando empatia com seus professores, não só levou uma lembrança, mas ofereceu uma experiência. Ela poderia ter só levado chocolate, mas contou uma história criando um vínculo entre eles, apresentando Gramado, seus chocolates artesanais, o festival de cinema, o kikito e o prêmio oferecido pelo Canadá em 2017.

Junto de bombons, trufas e um Kikito de chocolate, criou uma tirinha relatando sua origem geográfica, as hortências, o chocolate artesanal, o festival de cinema latino-americano que premia desde 1973, a aproximação com o Canadá, com a VanArts e a TFS, resignificando aquela estatuetinha de chocolate que ganhariam.

Isso é valor agregado, é incluir paixão à algo que poderia ter sido apenas chocolate, neste caso mantendo tempo, custo e escopo, mas transcendendo e oferecendo uma experiência nova, agregando conhecimento, compartilhando vivência, um storytelling que transforma algo simples e objetivo em pura magia.

Ponto para reflexão para 2019

Ao entender um problema, negócio, cliente, desafio, carreira, não temos mais como missão só fazer o que foi solicitado, mas gerar uma experiência que traduza algo singular, o somatório do conhecimento de vida de um grupo de pessoas envolvidas, que oferecerão mais que “chocolate”, elas oferecerão uma “experiência de valor”.

Afora isso, no case acima apresentado, rolou paixão, viabilidade técnica, entendimento do que seria o mínimo produto viável, um protótipo, confecção, parceria na montagem, tudo isso em não mais que algumas horas espalhadas em alguns dias lastreado em um propósito singular … presentear seus professores como sinal de estima.

Vem aí 2019, qual é o seu propósito, como e com quem você quer encantar, não só o cliente, mas o mundo ao seu redor?

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O valor de uma certificação não está no certificado

Certificações não atestam domínio, mas conhecimento em determinado momento, podem atestar que alguém sabe ou tem boa memória, porque é a prática, experiência, vivências, interações cotidianas e evolução que atestarão nosso real interesse, aprendizados reais, práticos, evitando fazer por fazer.

A meus alunos eu afirmo que certificações são como histórias do usuário em um planejamento de produto, ela não está sozinha, e a priorização de sua obtenção e investimento, deve ser avaliado de forma holística, conforme valor comparativo a outros cursos e investimentos que poderia fazer e se beneficiar.

O Brasil possui muitas empresas reconhecidas como algumas das melhores do mundo, com excelentes profissionais, por exemplo, a PSPO que fiz com o Alexandre Mac Fadden é oficial, ele atua nos EUA e internacionalmente como instrutor preparando turmas e profissionais para certificarem-se.

Há alguns anos atrás fui aprovado na PSM I por solicitação da empresa, era importante ter alguma certificação oficial na mão. Optei pela PSM I da Scrum.org ao custo de US$100 na época, pois a Scrum Alliance e PMI eram bem mais caros. De lá para cá o mercado de certificações recebeu de forma consistente a Scrum Study, a EXIM, etc.

Uma coisa não mudou, o Brasil possui uma riqueza de eventos nacionais, regionais e locais de classe mundial – Agile Brazil, Scrum Day, Agile Trends, Agile Days, Gathering, meetups a rodo e Comunidades de Prática como o TecnoTalks. Participar de eventos e comunidades geram profundos aprendizados vicários e networking.

Eu não sou apaixonado por certificações, mas tenho consciência e recomendo a alunos e amigos que reflitam transversalmente como se sua carreira e vida tivesse sprints, nos quais eles precisam estabelecer metas e valor com mínimo desperdício e máxima agregação às dimensões que mais lhe abrirão portas e reconhecimento.

O mercado de cursos e certificações movimentam centenas de milhões, talvez bilhões a cada ano, o que não é um demérito, mas é preciso que tenhamos consciência destas cifras, para relativizar tudo o que assistimos e ouvimos versus a nossa realidade e de mercado.

Todas as organizações certificadoras de Scrum, Kanban, Lean, SAFe, PMI, coaching, e muito outros, possuem valor em determinado momento e contexto e é importante que dediquemos algum tempo tentando esclarecê-lo antes de sair investindo por impulso ou sem clareza de objetivos …

Antes de fazer, aproveite as simulações que as instituições abaixo oferecem, existem certificações gratuitas de entrada e provas simuladas que possuem questões reais da prova de certificação … leia o Scrum Guide e faça várias vezes as simulações para entrar no clima e ganhar ritmo, até atingir 100%.

Não é preciso dizer que ler algumas vezes, se possível debater o Scrum Guide, é muito importante para uma certificação Scrum, mas também tem outros materiais, ebooks, livros, até mesmo um BOK (corpo de conhecimento oferecido gratuitamente pela Scrum Study):