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Não acredite em dogmas ágeis, seja ágil na agilidade

Ahhhh, não pode isso, não pode aquilo, só é ágil se for assim, só é ágil se for assado, as vezes agilidade fica parecendo um culto de tantos dogmas. É preciso ser ágil na agilidade, começar por algum lugar e deixar as retrospectivas gerarem a evolução desejada na velocidade possível.

Não confunda debates sobre mediadores e moderadores com a prática diária. A teoria tem a ver com crenças e argumentos, citamos gurus e boas práticas, pesquisas, erros frequentes e fatores críticos de sucesso. Na prática é um passo de cada vez, aprendendo, cada caso é um caso.

Uso como alegoria o uniforme de um time de futebol, o tal manto sagrado tem cores, brasões, o jogo tem regras, mas cada jogador possui biotipo e características que exigem ajustes, talvez uma chuteira diferente que o privilegie, especialmente em função de sua dinâmica de jogo.

A máxima é simples, no lugar de dizer que está errado ou procurar culpados, pergunte: Estamos melhorando? Melhores que 2 meses atrás? Piores que 2 meses a frente? Sim? Siga em frente sem desmerecer o esforço, evoluímos, seja positivo e apoie o time, o caminho é esse.

Sem esquecer da máxima das artes marciais – Shu Ha Ri – pois devemos no Shu começar tentando entender e escolher um método, seguir seus preceitos, para então aos poucos ir adaptando a nossas características, sendo ágeis na agilidade, para então finalmente supera-lo em resultados.

Karasek – Job Strain Model

No mestrado usei o modelo JSM de Karasek, onde pessoas com maior autonomia (controle) sobre seu trabalho (demanda), são mais felizes (satisfeitas). Queremos alta demanda com alto controle, isso é trabalho ativo. Baixa demanda gera acomodação, baixo controle gera frustração.

Acredito no modelo de Karasek, opondo-se a Taylor e Fayol, as pessoas gostam de trabalhar, sentirem-se úteis e competentes, orgulhosos em fazer a diferença. Afinal, estamos vivendo uma era de crescimento pessoal, desenvolvimento de competências, soft skills, empatia em sinergia.

Agile não é religião

Cada vez mais escuto dogmas, se o objetivo é debater métodos e boas práticas, sou parceiro, gosto de me provocar a pensar, mas algumas vezes nem discuto, porque fujo de dogmas. Não discuto com quem só tem dogmas, é porque é ou porque leu, mas não tem fatos e vivências.

Quem já interagiu comigo sabe que sou enfático em minhas convicções, tenho frases intensas, meu objetivo é desacomodar. Mas em cada implantação, cada empresa, área, equipe e pessoas possuem sua dinâmica. É preciso entendê-la para saber porquês e adaptar-se, baby steps.

Demoro um tempo para me posicionar, nunca só pela teoria, porque na prática a teoria é outra. Me ajusto à procura de um primeiro passo, sem ser disruptivo além da conta frente ao status quo, o importante é dar um primeiro passo firme e efetivo, para então irmos evoluindo.

As vezes iniciamos 100% acoplados ao método e já introduzimos boas práticas de interesse, as vezes um mínimo de boas práticas selecionadas para gerar valor no dia-a-dia e garantir algo que nos dê crédito adiante. Nenhum argumento é tão bom para seguir em frente quanto resultados …

. Não trabalhamos para o processo, é o contrário;
. Qual é a cultura da empresa? Qual o perfil dos líderes?
. Quais as restrições, exigências e expectativas reais?
. Está gerando valor? Qual a opinião de todos?
. É preciso acompanhar pessoas em sprints para entendê-las;
. Para avaliar melhor, use os cinco porquês (busque a causa);
. Não é aconselhável, vamos entender a motivação;
. Se eu penso diferente, me explica, se possível me mostra;
. Importante, o que tem aparecido nas retrospectivas?
. Não idealize, não tenha pressa demais, calma, baby-steps.

Mudança tem um tanto de Schein, Schneider, tem a ver com Tuckman e Yerkes-Dodson, impossível adotar Agile sem falar de soft skills, T shape e carreira proteana. Dá uma lida no ebook sobre teorias e modelos essenciais sobre os quais já postei, uma leitura fundamental para quem quiser entender melhor os porquês – Clique aqui para baixar no dropbox!

 

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TTalks documentação – Debates não miram receitas, mas insights

Após o TecnoTalks do dia 26/07/17, algumas pessoas me mandaram mensagens e conversaram comigo sobre suas percepções de que esperavam outra coisa do debate proposto sobre documentação, eles queriam uma palestra sobre documentação. Uma em especial disse ter saído mais cedo porque achou caótico demais, percebeu que não obteria as respostas que procurava, um passo-a-passo.

Mas o formato quebrando em pequenos grupos para gerar debates e compartilhamentos finais entre eles era o objetivo desde o início quando propus um debate. Já temos receitas de bolo demais, métodos, frameworks e boas práticas, ao procurar mais uma receita de bolo, só o que acharemos é mais uma entre várias. Temos passo-a-passos em palestras, quando alguém apresenta ou resume um tema, como documentação por exemplo.

Um debate serve para nos tirar da zona de conforto, sua missão é o confronto de ideias, somente será um sucesso se seus participantes tiverem que se virar nos 30 para desenvolver suas argumentações. Pode debater aspectos teóricos ou ter base prática de seus debatedores, mas sua natureza é o debate. Documentação, por exemplo, é documentação de valor, conforme contexto, necessidade e valor que agrega.

Além de métodos, frameworks e processos, já há receitas e dogmas demais, tradicionais e ágeis. O que pesa mesmo são valores e princípios, de resto, cada vez mais acho que inexiste projeto ágil ou tradicional, existem projetos, apenas projetos bem ou mal gerenciados conforme a necessidade, não existe documentação ágil ou tradicional, o que existe ou não é documentação útil e efetiva, adequada a necessidade e realidade.

Dito tudo isso, a chave-mestra é Lean, é potencialização de valor e eliminação de desperdício em equidade, iniciando em algum lugar e melhorando continuamente, debatendo o que acontece no mundo, em outras empresas, seus acertos e erros, aprendizado vicariante, para então construir sua própria história … sem tantos dogmas, tabus e maldições.

Sobram operários e faltam filósofos na era do conhecimento
Poiesis, a arte da criação, da construção, do ser criativo

Os parceiros da noite na facilitação foram a Karina Kohl e o Vladson Freire, os dois deram uma aula de facilitação de um debate:
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A seguir os vídeos do debate sobre documentação no TTalks de 26/07 as 19:00, para a maioria foi uma oportunidade para debater, argumentar, refletir, colocar em cheque ou re-significar suas crenças sobre o assunto. Para mim, uma noite incrível de provocações, com dezenas de parceiros de viagem, muitos amigos, colegas e conhecidos de estrada. Pretendo fazer outro post mais adiante, mas por enquanto esse

 

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Um guia de 12 páginas com o resumo do resumo

É preciso ser ágil na agilidade, por um lado tem a ver com a cultura Lean, sermos enxutos e objetivos, também tem a ver com capacidade absortiva e carreira proteana, tanto quanto criar ambientes sustentáveis e positivos. Para isso, precisamos ser criativos, planejar sucintamente, seguir MVP, validar e evoluir, é mais fácil do que parece.

IIAp

Sempre curti criar resumos, esquemas, diagramas, uma forma de fixar conhecimento, desde criança os faço para estudar, instigando minha memória visual e motora. Talvez dai venha minha paixão por registrar tudo o que aprendo e pratico aqui no blog e em livros, guias, encartes, canvas, acima de tudo escrevo para mim.

O guia de uma página A3 criado em 2014 foi crescendo (como esperado), a partir de cada livro, artigos, posts, fui incorporando conceitos e lembretes sobre diferentes métodos, frameworks e propostas, chegando a 12 páginas A3 que estão sempre comigo e compartilho com quem interajo em projetos pelo meu link no dropbox:

https:/dropbox.com/s/hp05qzvks54qad6/Super Guia Rápido.pdf

Já esta tudo aqui nos posts do blog a muito tempo, acessível em seus posts, páginas, BlogMap e links úteis, mas ainda não tinha compartilhado esta versão em pdf, talvez tenha passado desapercebido por quem acompanha os posts e não navega no blog, o conteúdo deste guia é:

  1. Estratégia e adoção Agile
  2. Papéis e carreira
  3. Pré-game e ideação
  4. Business Model Generation
  5. Preparação para o planejamento
  6. Planejamento
  7. Execução SCRUM
  8. Sustentação KANBAN
  9. Management 3.0
  10. Design Thinking
  11. DevOps
  12. Self-Assessment

O link é dropbox porque é lá que mantenho todos os pdf’s que compartilho por aqui, o link do guia A3 original onde este de 12 páginas começou é este aqui:

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Desafio ToolBox – POA e São Leo – 14/07/17

14/07/17 – DBTALKS Porto Alegre – TecnoPUC Sala 204 / 99a – Ao todo eramos cinquenta pessoas contando com a galera da DBserver, que chegou cedo para reorganizar asala em torno das mesas que trouxemos da 206, compondo 10 equipes de 5 integrantes. Muitos companheiros de viagem, de outras jornadas, que durante duas horas proporcionaram um ambiente barulhento enquanto negociavam suas cartas e preenchiam os tabuleiros. O feedback foi muito bom e novos insights para melhorar o jogo.

14/07/17 – TecnoSinos, Prédio UniTec 2, Mini auditório – Um evento organizado pela GVDASA, aberto ao ecossistema TecnoSinos-Unisinos. Foram mais de três horas com abertura do Marcos Arnoldo, a participação do Jonathan Stein, a parceria da Mayra Rodrigues de Souza. Muita energia, novamente cada grupo ao redor do tabuleiro debatendo, argumentando, todos entraram no jogo, ensinaram e aprenderam a medida que as rodadas iam distribuindo as cartas, cobrindo suas mais de 70 técnicas, frameworks e boas práticas.

 

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Workshop de Inovação e Criatividade – Mentes Audazes

Conheci o Jackes Heck a um ano e acabamos nos encontrando no Desafio Toolbox 360º no DBTalks de 15/07/17 no TecnoPUC, com a chancela de ser professor de pós na Faculdade SENAC-RS, onde conheço tantos amigos e profissionais que admiro. Ele se define como um Design Thinker, Colaborativo, Criativo e Cocriativo.

SORTEIO – Quem compartilhar este post citando o Jackes Heck concorrerá a dois sorteios com inscrição gratuita no workshop … é só compartilhar e torcer 🙂

Daqui a uma semana, no Sábado de 22/07/17 entre 8:00 e 12:00 na sede do SESCON-RS na Rua Augusto Severo, 168, perto do Bourbon da Assis Brasil, vai rolar um workshop em meio a um projeto seu chamado de Academia de Mentes Audazes – https://www.facebook.com/mentesaudazes/

Eu achei a proposta legal e o workshop tem um investimento de R$139, para quem esta querendo repensar ou empreender ideias em seus projetos pessoais ou profissionais, ele garante que você não sai o mesmo de lá, após abordagens, dinâmicas e jogos colaborativos … gostei do nome: Mentes Audazes  🙂

Eu apoiei na realização do lançamento do programa e formação em coaching criativo da Gislene Guimarães com o TecnoTalks e DBServer, também curti e por isso compartilho mais esta oportunidade, porque é minha paixão colaborar no desenvolvimento de pessoas: Melhores pessoas, Melhores profissionais!

Inscrição, clique aqui: http://bit.ly/2sviMlj

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Do Takt Time do Lean ao Tiki-Taka do Barcelona

Os conceitos e fundamentos do Lean sobre fluxo são essenciais para entender métodos ágeis. Tem a ver com a percepção de produtividade e efetividade, evitando a sensação de trabalhar muito e não ter os resultados e reconhecimento desejados. Então vamos falar de Takt Time e cadência  \o/

Takt Time é o tempo dividido pela demanda na indústria Lean, um fundamento essencial ao conceito de sistemas puxados, se for rápido demais gerará stress e estoques intermediários, se for lento demais gerará ociosidade e descompasso, ambos induzindo ao erro e desperdícios.

Cadência é o estabelecimento de um ritmo sustentável e equilibrado entre recursos, pessoas, tempo e produção, com valor e qualidade. O segredo é encontrar um ritmo constante que mantenha o fluxo, desafiador mas possível, seguro mas não pessimista.

SCRUM

Equipes que seguem o método SCRUM são impelidas a trabalhar com conceitos e regras que os induzem ao estabelecimentos de seu Takt Time e cadência a cada projeto, de forma iterativo-incremental-articulada, ajustando conforme avançam e aprendem.

Baseado nesta premissa conceitual eu propus o Scrum Setup Canvas antes do planejamento do Release PLan, de forma a levarmos em consideração os vetores e variáveis que influenciam as estimativas em cadência, validando nossa capacidade a cada sprint.

Os instrumentos oferecidos com sucesso pelo método é o DoR (Definition of Ready) e DoD (Definition of Done), o primeiro estabelece os critérios que permitirão o desenvolvimento de cada história de forma eficiente, o segundo são critérios para considerar cada história pronta para o cliente.

o Dor e DoD estabelecem o ritmo de um time, que proporcionará um compasso estabelecendo mínimo desperdício e alta performance sustentável para entrega contínua de valor ao cliente com a qualidade estabelecida e acordada.

A intenção é estabelecer um ritmo cadenciado entre o DoR e DoD, enquanto os desenvolvedores trabalham no desenvolvimento partindo do DoR das histórias do sprint corrente até seu DoD, colegas trabalham para o estabelecimento do DoR do próximo sprint, orquestrando a evolução.

KANBAN

No kanban temos o conceito de fluxo contínuo, método que utilizo muito para equipes de sustentação. Neste caso, não temos o Release Plan, DoR e DoD como no Scrum, pois trabalha foco naquilo que é mais importante a cada momento, não constituindo sprints, mas continuamente.

Mas o mesmo mecanismo é utilizado de forma diferente, priorizadas as alterações corretivas ou evolutivas o time vai puxando conforme escala e trabalhando de forma a entender, executar e atender, entregando valor e qualidade sem o estabelecimento de demandas para cada duas semanas de trabalho.

Neste caso, ao se utilizar de suas boas práticas, teremos um quadro físico ou virtual com a evolução de status até estar pronto, regras explícitas, estabelecimento de quantidades, monitoramento de fluxo com métricas como lead time, cycle time, throughput, burn down, cumulative flow.

Na prática, a essência do conceito de equipes de alta performance diz mais respeito a cadência coletiva que a produtividade individual, quais as técnicas que nos auxiliam a práxis de comunicação ativa, colaborativa e tomadas de decisão a cada dia em prol de eficácia e eficiência em processo e produto.

TIKI-TAKA

Uma analogia descompromissada com o famoso conceito Tiki-Taka do Barcelona e seleção espanhola, definido como um sistema baseado em posse de bola através de passes curtos utilizando todos os espaços do campo e todos os jogadores, a bola não para, cada jogador sempre com múltiplas opções de passe rápido.

No sistema catalão, também usado pela seleção espanhola, todos os jogadores participam direta ou indiretamente da jogada, movimentando-se de forma a serem uma opção para receber a bola e passar a outro colega, mantendo o ritmo, atenção e colaboração ativos sempre, envolvendo o adversário e, com frequência, vencendo.

CONCLUSÃO

Os desperdícios do Lean dizem respeito a tudo o que possa comprometer nosso Takt Time e cadência de valor, produção apressada com estoques intermediários inúteis e de alto risco, movimentação indesejada, execução defeituosa, foco fora da prioridade a cada momento, tudo isso dinamicamente.

Fazer certo a coisa errada é tão ruim quanto fazer errado a coisa certa, é preciso fazer certo a coisa certa, um passo de cada vez, de forma cadenciada, sempre iterativo-incremental-articulada, com pequenos e contínuos ciclos sustentáveis, projetando, executando, validando e corrigindo.

Não é tão difícil assim, é só começar a andar e a cada ciclo ir experimentando, aprendendo e melhorando, deixando as retrospectivas fazerem seu trabalho. Como disse o Bilbo Bolsseiro, “Você pisa na Estrada, e, se não controlar seus pés, não há como saber até onde você pode ser levado …” \o/

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Após 6 anos o layout mudou, qual sua opinião?

Por favor, quero sua opinião, comenta aqui, quem puder dar uma olhadinha geral no blog e dar sua opinião. Fiz uma grande mudança, um layout mais descolado e aderente ao Savana SCRUM, o que mais você mudaria???  o/

Após 6 anos ele mudou, assinei a versão paga de entrada do wordpress por US$33 anuais, mudei o tema, limei as propagandas que o WP coloca no meio dos posts na versão gratuita e dei umas ajeitadinhas aqui e ali. Aproveitei para explicitar o conceito lúdico do Savana SCRUM que a Luisa criou para mim e está recém começando.

Inclui uma opção de língua oferecida pelo Google para tradução instantânea para uma centena de opções, não sei se é útil, mas é divertido ver em espanhol, inglês, japonês, etc.

Esse tema destaca melhor a direita os três livros, o ebook, o Scrum Setup Canvas e o Desafio ToolBox, também o menu superior. Talvez assim de destaque às páginas e conteúdo identado dos livros, das tirinhas, o blogmap com quase todos posts categorizados e a agenda, além de links úteis e o famoso about (eu):

blog II