Desafio ToolBox

Em Abril/2017 lancei o jogo Desafio ToolBox 360º, inspirado neste livro Desafio ToolBox 360°, após uma fase de play tests e negociado escala para o tabuleiro e baralho na Cópias Todeschini na biblioteca da PUCRS. O lançamento foi em um dos maiores eventos ágeis da América Latina, no Agile Trends SP 2017.

Se alguém tiver interesse em adquirir o jogo, é só me enviar um email que vemos um jeito de entregar – jorge.kotick.audy@gmail.com

O jogo conta com um tabuleiro em tamanho especial, maior que uma A3, um baralho de cartas também em tamanho especial com mais de 70 técnicas, boas práticas utilizadas desde a ideação, modelagem, planejamento, execução, entrega, aprendizado e carreira, mais fichas e um dado. Ele sugere alguns desafios a serem atendidos e uma dinâmica com objetivo em aprendizado e fixação de boas práticas.

tabuleiro

09/04 – Spoiler dos meus ppt’s do Agile Trends 2017
02/02 – Play Test do Desafio ToolBox 360º – Sucesso!
07/03 – Lançamento Desafio ToolBox 360º em Porto Alegre
12/04 – Lançamento Desafio ToolBox 360º no Agile Trends 2017
13/04 – Agile Trends 2017 – Desafio ToolBox 360°
14/07 – Desafio ToolBox – POA e São Leopoldo

“O diabo sabe mais por ser velho que por ser diabo”, gosto de me apresentar como mestre em gestão da informação, fui concursado da Procempa na década de 80, empresário nos 90, coordenador de desenvolvimento corporativo em uma multinacional nos anos OO, agile coach e scrum master nos anos 10 e atualmente consultor e instrutor na DBServer. Fui professor no final dos anos 80 na ULBRA e hoje na PUCRS, coordenei adoções PMI, MSF, MPS-BR e SCRUM. Em 2005 entrei para o movimento escoteiro, algo que mudou minha visão de mundo, pessoal e profissional.

Minha motivação era fechar um ciclo, aproveitando o aprendizado dos anteriores, o livro sobre SCRUM em que eu compartilhei tudo aquilo que não está no Scrum Guide e que é fundamental para o entendimento e adoção, estabilização e melhoria contínua. O segundo livro foi o de jogos para formação de times, com icebreakers, warmups e agile games, tudo aquilo que usei e uso em palestras, workshops, cursos, timeboxes, em especial retrospectivas em times ágeis. Mas faltava algo, um mapa de tudo o que sabemos.

O jogo passou por várias fases, inicialmente acanhado e ganhando um que de adrenalina e diversão a medida que play tests e interações com amigos e colegas iam acontecendo. Desenvolver um jogo é ainda mais divertido que postar no blog ou desenvolver um livro, a cada passo rola muitos insights e a cada nova edição ou tentativa, muitos feedbacks.

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Tem vencedor, tem disputa, mas tem colaboração e transparência para o melhor resultado coletivo. A regra abaixo é uma proposta standard, ao dominarem a dinâmica é possível propor novas regras, provocando ainda mais oportunidades em cada realidade.

REGRA GERAL

Um jogador inicia como MESTRE, fica com os baralhos e tem voto de desempate, quem está a esquerda do mestre é o MÃO e será o mestre ao final da rodada. O mestre pega ao acaso uma carta de cenário, lê e põe na posição no tabuleiro;

O MESTRE joga o dado, definindo o número de cartas que poderão ser usadas para atender o cenário. Se o dado der 1 a 4, soma 4, se der 5 ou 6, soma 1, assim o resultado será 5, 6, 7, 8, 6 ou 7. Se não tiver um dado disponível, escolham um número de 5 a 8;

Cada jogador recebe do mestre uma ficha colorida e põe na posição de início do tabuleiro, para então também receber do mestre suas cartas do baralho de técnicas, que não deve mostrar aos demais. Para dois jogadores são 10 cartas cada, para três jogadores são 7 cartas, acima de quatro jogadores são 5 cartas para cada;

Cada cenário é um desafio a ser resolvido usando as cartas que cada um tem em mãos. Os jogadores devem fazer um rápido brainstorming para entender e combinar o cenário, visualizando a situação, divertindo-se ao acrescentar detalhes e condições hipotéticas. Conhecido o cenário, dê dois minutos para lerem suas cartas e entenderem seu valor;

O mão coloca a primeira carta em uma das posições possíveis, defende o porquê ela ajuda a resolver o cenário. As cartas são postas nos espaços livres de 1 a N ao centro, conforme os dados ou o mestre definiu. A carta fica mais para a posição 1 ou N de acordo com o que o jogador acredita na cronologia do uso da técnica no atendimento ao cenário;

A seguir, um por vez propõe uma carta que tem em mãos que acredita ajudar na solução do desafio, até completar o número de cartas máxima. A partir daí trocas, mudanças, eliminações de cartas, tudo é possível, mas depende da proposta e argumentação a cada jogador, com anuência da maioria e voto de minerva do mestre se necessário;

Para incentivar o aprendizado, é importante a interação e participação de todos a cada rodada, o jogo encerra quando tivermos a melhor sequência proposta pelos jogadores. Ao encerrar da melhor forma um cenário, cada jogador move sua ficha ao redor do perímetro do tabuleiro conforme segue.

Para dois jogadores, cada cartas sua que ficou no tabuleiro atendendo o cenário valem duas casas, para três jogadores vale três casas a frente, acima de quatro jogadores cada carta vale quatro casas. Há uma casa adiante de bônus para cada carta na mesa que o jogador tiver praticado nos últimos meses;

Após movidas as peças, cada jogadores mostra as cartas que ficaram em suas mãos e avaliam juntos se uma boa técnica não foi subestimada e não aproveitada. A reflexão final é aprendizado de novas técnicas, fugindo da zona de conforto de algumas que conhecemos e usamos no nosso dia-a-dia.

Ao final de cada rodada, o cenário atendido volta para o final do baralho de cenários e as cartas de técnicas voltam todas para o final do baralho de técnicas, de forma que a próxima rodada pegue um cenário novo e técnicas novas. Termina quando algum dos jogadores chegar ao final do percurso no perímetro do tabuleiro.

VARIAÇÕES

Uma empresa me deu retorno de que estava permitindo aos jogadores comprarem algumas cartas adicionais, de forma que o jogo tivesse mais cartas em jogo a cada rodada.

Outra empresa disse que distribuía todas as 70 cartas, sem os curingas, para que o time encontrasse a melhor alternativa, sendo usadas como se fosse sua grande toolbox de técnicas.

Várias empresas já começaram a escrever seus próprios cenários ou permitindo que o time decida por usar cenários de seus próprios projetos ou aqueles experimentais que vão no jogo.

No caso de o jogador praticar de fato alguma de suas cartas vem sendo usado como uma forma de incentivar ou valorizar as práticas, algumas só vale para cartas na mesa, outras as da mão também.

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