Inovação – mitos e verdades

Inovação – mitos e verdades

Em um mundo globalizado e competitivo, as empresas falham em convocar seus colaboradores à inovação, contratando consultores e mudando seus processos em um modelo imposto, de cima para baixo. Apesar da necessidade inquestionável, a maioria comete o erro comum de investir apenas na retórica, embasando sua estratégia no método e não nas pessoas.

As empresas que conseguem virar este quadro, frequentemente valorizam o funcionário, apostam na cultura organizacional, na descentralização e no aprendizado contínuo originado em uma experimentação sustentável. Não esperam que diferentes colaboradores respondam da mesma forma a um estímulo, mas cria as condições para que a interação entre pessoas de distintas vivências, perfis e visão de mundo gerem um ambiente de constante inquietação e questionamento.

Inovação e Renovação

É incrível como o mundo corporativo aposta em fórmula consistente, mas a mantém temporalmente inalterada, esperando que após três eventos os indivíduos envolvidos continuem motivados e inspirados, em um moto-continuo de criação. Pode até funcionar, mas a psique humana reage melhor a quebras de padrões, pois é razoável supor que é mais fácil a inovação surgir através de um ambiente e um processo também inovador.

Espirais de visão e inovação, através de brainstorms, de retrospectivas/lições aprendidas, com técnicas as mais diversas podem e devem possuir um planejamento baseado nas mesmas bases que as motivam, realizando-se em local diferente, inusitado, com uma dinâmica quebra-gelo divertida, seguido de um jogo intelectual ou retrospectivo, forçando as pessoas a se desligarem de seu modelo mental e dos problemas e restrições do dia-a-dia, abrindo suas mentes à inovação.

Contextualização

As ciências que estudam o comportamento humano e o trabalho junto a jovens sob um prisma construtivista, oferecem um portfólio imenso de oportunidades em dinâmicas e técnicas com foco no aprender a pensar, filosofar, valorizando a diferença e o incomum, visualizando sempre soluções e oportunidades em vez de empecilhos e problemas.

Socialmente e profissionalmente as pessoas vão criando modelos mentais, armaduras e salvaguardas, conscientes e inconscientes, de forma a ajustarem-se ao status-quo, enquanto historicamente, vemos grandes gênios e inovadores-natos com dificuldade em enquadrarem-se aos modelos vigentes, frequentemente contestadores, muitas vezes dotados de idéias e atos revolucionários.

Conclusão

Acredito que inovação é um ato solidário, é uma construção heterogêneas, na maioria das vezes não saberemos jamais de quem foi a “idéia”, posto que o resultado emerge de uma sequencia de colaborações e trocas muitas vezes casuais e alienadas de seu curso ou destino. Para o sucesso, eu apostaria em momentos continuados que estimulem o pensar coletivo e de experimentação, um ambiente cooperativo e permanentemente inquieto.

Um comentário sobre “Inovação – mitos e verdades

  1. Pingback: Um ano e meio de blog – Obrigado galera! | Jorge Horácio "Kotick" Audy

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