Agile Brasil – 2º dia – 1ª parte

O que dizer de um dia que inicia com ninguém menos que James Shore na abertura ??? O carinha é uma lenda e novamente tivemos o prazer de mais uma hora e meia com muito conteúdo.

KeyNote – James Shore

Ele iniciou relatando sua experiência no projeto em que estava quando tudo começou a mudar e ele tomou os primeiros contatos com XP. A caos em que estavam metidos com as idas e vindas, mudanças, demissões e contratações. De início, ele achava que o XP era uma viajem, que na época as pessoas não diziam abertamente que trabalhavam com XP. Ele era um cara de Perl e o uso de praticas do XP lhe mostraram que esse era um caminho a ser tentado.

Ao trocar de empresa e iniciar um projeto do zero com XP, com cliente on site, entregas frequentes, iterações de 3 semanas, tudo menos o conceito de “evolucionary design”, que ele achava que ai seria demais … Doze anos depois, trabalhando como consultor de startups e spinoffs, com até 200 funcionários, ele viaja o mundo transmitindo sua experiência e conhecimento.

Citou Brian Marick e a teoria de que deveria-se abolir o termo AGILE e substitui-lo por algo um pouco mais obscuro, como Artisanal Retro-Futurism and Team-Scale Anarcho-Syndicalism, de forma que ninguém possa dizer que sabe exatamente o que é … Segundo Marick, “today, Agile is sick”, afirmando que o manifesto deveria ter incluído mais 4 princípios – Skill (habilidade), Discipline, Ease e Joy, sendo que Shore inclui ainda FLUÊNCIA (*).

(*) William Larson possui um site dedicado a preservação de linguas em extinsão (site), como o caso de linguas de algumas tribos indígenas americaas. Ele classifica a FLUÊNCIA em 4 níveis de proeficiência, de forma muito humorada:

  • Tarzan at the party – voce aponta, nomeia e afirma frases curtas
  • Going to the party – sabe questionar onde fica, como chegar, etc
  • Discussing the party – consegue debater informações sobre a festa
  • Charlie Rose on parties – um debate antropológico sobre a festa

Como em eventos, sempre haviam muitas questões sobre o “como funciona” de verdade o mundo ágil e agora começa a se materializar um modelo mais claro e pratico, baseado em FLUÊNCIA – Clique no link http://agilefluency.com para acessar na página de MARTIN FOWLER um longo artigo explicando cada nível (estrela), conceitos, meios e objetivos. Baixe aqui o diagrama, vamos ouvir falar muito dele nos próximos meses e anos … Pode acreditar !!!

Outro conceito legal são os tres circulos abaixo – negócio, tecnologia e pessoas:

  • Negócio – é imprescindível para o sucesso da empresa
  • Tecnologia – pode quebrar uma empresa de sucesso
  • Pessoas – são capazes de “colar” a empresa novamente

A idéia do modelo de FLUÊNCIA indica que cada estrela exige esforço e investimento, salientando que em nenhum momento é exigido 4 estrelas para uma empresa ter sucesso. A decisão de evolução no modelo de FLUÊNCIA cabe a cada empresa analisar qual o patamar mais interessante para sí. Principalmente, FLUÊNCIA tem a ver com prática constante, hábito, disposição, proeficiência.

StartUp DOJO – Fabricio Buzeto –

Antes de continuar, assista este vídeo que encontrei na web com o Fabricio explicando o assunto http://www.youtube.com/watch?v=VLsuZ9sVWPM, para depois aprofundar o case do PELADROID, que ao invés de eu transcrever minhas anotações, busquei posts deles explicando em primeira pessoa:

http://startupei.ro/2011/06/peladroid-3/ – aqui tem um vídeo muito show!
http://startupei.ro/2012/03/aprendizados-do-peladroid/

Igual, tanto ele quanto outros palestrantes vem divulgando a estratégia no uso de landingpages e adwords para validar hipóteses, após tantas referências, não sei se esta fórmula não se esgotará rapidamente, pois se todo mundo fizer dezenas destas opções para escolher alternativas e validar pressupostos em páginas sem nenhuma funcionalidade, só com a possibilidade de cadastrar seu email … vai haver uma revolução das massas em breve !!!    😦

O grupo de StartUp Dojo de Brasília aparentemente foi o primeiro do país e já tem seguidores em diversos estados, inclusive no RS, cada qual com sua fórmula. O de Brasília reune-se mensalmente, na penúltima 2ªfeira de cada mês, com 5 grupos fixos e 1 grupo convidado, 2 horas e 30 separadas em Pit de 30 segundos, 5 minutos de alinhamento, 10 minutos de debate e mais 5 minutos para relatar planejamento dos próximos passos – [ P + 5 + 10 + 5 ]. Há ciclos de 3 meses, quando ocorre uma retrospectiva e permite-se a entrada de novos grupos.

Muito mais informações em http://startupei.ro/, mas ao final ele salientou as duas maiores dúvidas que chegam sobre o tema – Roubo de idéias e Papel do grupo de DOJO. Ele afirma que DOJO é uma relação de confiança, que se a solução é tão simples ou frágil para ser facilmente copiada não tem muito sentido, que cada um esta preocupado com sua idéia. Por outro lado, esclareceu que o DOJO não é uma incubadora ou aceleradora, logo, não prove espaço, cobrança ou ação dentro de cada grupo, é mais conceitual e lições aprendidas.

MVP – Aaron Erickson – Thoughtworks

Se voce tem inglês em um bom nível – clique aqui e veja o vídeo desta palestra em um webminar que encontrei dele no site da TW. Aqui ele falou bastante no mito “Too Big to Fail” e apontou grandes riscos além de uma escala dos erros:

  1. Otimismo – boas intensões, estimativa esperançosa, ideal x real
  2. Gap de realidade – sonho x realidade, murphy
  3. Dinheiro explosivo – falência, mais dinheiro, impacto profissional
  4. Bozo Explosion – X níveis projetizados, programas, head hunters
  5. Dia do Julgamento – Dar explicações

Inovar é tentar algo novo, mudar o status quo, tentar vencer ou fracassar rapidamente, pivotar, não arrastar tempo o suficiente para deixar o eventual fracasso ficar ligado a sua carreira e nome. Prototipação, feedback do usuário, evolução contínua, MVP, testar no mercado real, … Fez analogia interessante entre o método científico e agilidade, pois ambos deveriam ter mais de 50% do seu ciclo em validações e testes de diferentes níveis.

Tenho muitas páginas sobre esta palestras, não vai dar para postar tudo hoje, a apresentação foi muito completa e acho que vale a pena fazer um post a parte semana que vem, Ok.

Giovanni Bassi e Renato Ricardo – Lightning Talks – Métricas

Foi indicado um livro de métricas e gerenciamento (link) e dado muita ênfase a necessidade de equilibrar funcionalidades x qualidade, benefícios por metas, indicadores de produtividade, citando o exemplo conhecido de uma fábrica de pregos … que fazia pregos mais finos quando a métrica era quantidade e passou a fazer pregos mais grossos passarem a medir o peso/dia. Se dermos benefícios por funcionalidade entregue, provavel que a qualidade será prejudicada.

“Métricas são amigas, não minta para elas”, elas não são o objetivo do projeto, não as manipulem para provar algo ou para ficar bonito ou certo, o papel delas é dar uma tendência, um indicativo, um risco, … devem ser o mais realistas e honestas possível. O uso de gráficos ajudam na leitura do histórico, do momento e da tendência futura.

Um comentário sobre “Agile Brasil – 2º dia – 1ª parte

  1. Pingback: Um ano e meio de blog – Obrigado galera! | Jorge Horácio "Kotick" Audy

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