0

Evento com jovens administradores CRA-RS

Nesta nova edição repaginada do Troca de Cartões tivemos duas lightning talks, uma com o Alexandre Ascal e outra comigo, ele falando de liderança ágil e eu falando do profissional do século XXI, tangenciando conceitos do meu Toolbox 360°.

A técnica não foi aquela que criei para o primeiro Troca de Cartões aqui no TecnoTalks, mas uma bem mais caótica, ao invés de grandes grupos montando na parede uma rede de conexões possíveis, pequenos grupos aleatórios debatendo identidades e oportunidades.

Ao invés de um painel, duas pequenas talks de 15 minutos, seguido de mais de 30 minutos de interação descentralizada, auto-organizada, fechando com um feedback e compartilhamento de insights. O resultado foi muito legal, com muitas trocas e depoimentos.

https://jorgeaudy.com/2015/11/25/conecte-me-uma-nova-dinamica-de-networking/

A dinâmica de Troca foi sob a provocação de “Compro Ouro”, uma folha A4 pendurada no pescoço de cada um com uma apresentação, onde a galera colou postits com as oportunidades surgidas durante as conversas em grupos. Alguns sairam com vários potits, outros sem nenhum … mas os que começaram tímidos, acabaram se envolvendo.

Este é um exercício que provoca quebra das zonas de conforto, um treinamento de desinibição e propósito, de início mais de 50% fica cabreiro, parece que quer se esconder embaixo da cadeira, tem receio de sair falando com estranhos, aos poucos este freezing inicial vai-se quebrando.

É fascinante estar no meio da sala observando, o quanto a tensão e introspecção vai abrindo espaço à conversas e trocas de opiniões, o prazer em ver que alguns percebem a dificuldade de outros e propositalmente tentam ajudar com uma aproximação divertida, descontraída ou cadenciada.

Esta no sangue de muita gente esta doação de energia e tempo para ajudar, para quem está observando é algo mágico observar os rostinhos, o distensionamento, a descontração e entrega posterior. No início resistência, a oportunidade e no final a alegria.

Esta turma em especial era mais contida, nos feedbacks finais poucos falaram, compartilharam, mas era perceptível que o exercício tinha mexido positivamente em todos. Alguns ao final vieram agradecem a experiência, outros acenam com a cabeça e desejam sorte, o objetivo desde o início é fazer (re)pensar, refletir, se questionar.

Que venha o próximo!

3

Toolbox 360° – Edição SP Março 2019

A parceria e organização foi da Egrégora Inteligência, puxado pela amiga Renate Land, na DoMore Training da Av Paulista a uma quadra da FIESP, a sala preparada para um dia de muita interação, compartilhamentos, debates e insights … do jeito que eu gosto, com fundo de cena e provocações implícitas e explícitas a cada minuto.

O workshop oferece fundamentação, histórico e mediadores da mudança ou quebra de paradigmas do século XX para a nova era do conhecimento proposta pelo século XXI, seguida de vários trabalhos em grupos, dinâmicas autorais como o jogo Desafio Toolbox, Toolbox Wall e técnicas variadas.

Todo o fundo de cena, desenhos e personagens são obra da Luisa Audy, hoje estudante na VFS no curso de animação, o vídeo animado dos personagens é trabalho da Anima Pocket da Adri Germani … eu fico emocionado sempre que olho o vídeo do jogo Desafio Toolbox 360°, é muito FO-FO!

Contei com a presença de muita gente querida, parceiros de viagem, alguns com quem já muito interagi, alguns que só conhecia virtualmente pelo linkedin e facebook – a Claudia Montagnoli, Monique Padilha, Camila Teixeira, Robson Sanchez, Frederico Oliveira, Karen Medina, Laura Fontana, com uma variedade de empresas presentes, algumas já parceiras de outras edições como a TOTVS, Everis, BRQ e Itaú, além de novos parceiros nas redes sociais a partir de agora  o/

Ao final, hora do feedback em relação a nossos temas e metas, primeiro sobre fundamentos e oportunidades de mercado e técnicas, segundo com a prática do jogo para resolução de desafios propostos pelos próprios grupos, terceiro a proposta prática de GC com o Toolbox Wall e por fim o core deste workshop através das 10 disciplinas organizacionais – quatro essenciais, humanas, que oferecem substrato para a constituição de um ecossistema ágil, além das outras seis pragmáticas com prismas e técnicas específicos para um trabalho eficaz e eficiente.

image_2b3ba484-f4e4-4f28-849d-f13a1c8fdb9a20190324_080826

55505689_10217695727160433_4305180182769041408_o

Sempre bons feedbacks, desde a estrutura, organização, conteúdo e especialmente a interação N x M, formato que descentraliza e deixa muito mais rico os exercícios práticos, quer seja o jogo com suas cartas, o mural com sua técnica colaborativa ou os 10 exercícios realizados a cada disciplina organizacional apresentada.

Nada é por acaso, cada peça neste xadrez tem provocações por tráz do título, mediadores e moderadores em seus 360°, mas o cerne sempre é gerar valor, converter para resultados em equidade, desde organizações exponenciais, MUndo.VUCA, Digital Transformation, Design Thinking, óbviamente Agile, mas cada um e outros prismas sob aspectos que usualmente não são debatidos, não estão nas palestras e treinamentos certificados usuais que só falam da parte glamourosa.

Muita, mas muita mesmo, interação com um resultado invertido, interações em técnicas em que através do debate com outros nos conhecemos mais e mais. Debatemos o tempo todo custo-benefício, oportunidade-conversão, mitos-verdades, o quanto o mercado vende a casquinha mais por motivações financeiras que valorosas ao cliente, distorcendo teorias e fatos, em um mercado que movimenta bilhões em cursos, certificações e consultorias.

O ponto não é discutir o Agile Business, mas o discernimento e isenção pessoal, profissional e organizacional em buscar o que é melhor para si sem se deixar influenciar mais pela retórica publicitária, palestras e eventos que por fatos, sempre baseados não pelo método, técnica e condição inicial, mas pelo PDCL, apredizados e evolução que nos permite evoluir além de qualquer destes métodos e certificações para aquilo que mais gera transparência, colaboração, equidade e valor.

Para encerrar de forma descontraída … o vídeo do jogo Desafio Toolbox 360° pra vocês:

 

0

Organizar workshops é muito mais que burocracia

As preliminares, pensar em como desenvolver, bolar um fundo de cena fofo, ter carinho por cada detalhe de forma que ele fale por si. Para um workshop de um dia, é muito prazeroso dedicar-se o dobro para sua preparação, organização, holisticamente (todo e partes). O material e seus kits, o fundo de cena, as dinâmicas, até mesmo um coffee que indique sustentabilidade, saúde, sabor e sinergia.

Aprendizado experiencial – Quem vê o jogo, o cosplay, os kits e o coffee, quem vê as fotos dos workshops pode ter a enganosa impressão de que é muita diversão e descontração, mas na verdade eu garanto que tudo isso é exatamente para compensar um volume de informação e compartilhamento em 360° que seria pesado demais para reter a atenção por tantas horas corridas.

Fundo de Cena – As mesas, a apresentação e as paredes trabalham em conjunto para formar um sutil fundo de cena, no passado recente era o Darth Vader no Banco Intergaláctico, o Pikachú na Pokedéx 360°, com frequência o Super Mario para falar de Toolbox e agora o meu predileto Scrum Prêt à Porter. Tornar um dia com denso conteúdo e processsamento em algo o mais leve possível é a meta!

Variado e interessante – Todos os workshops oferecem uma alternância entre conceitos, debates e práticas. O Toolbox 360° inicia com o jogo autoral Desafio Toolbox 360°, debates e exercícios sobre quatro disciplinas – pessoas, equipe, líderança e conexões – depois vem a técnica autoral de Toolbox Wall, fechando com as demais seis disciplinas pragmáticas – estratégia, modelagem, validação, planejamento, engenharia e desafios.

As 10 disciplinas organizacionais – São uma proposta conceitual baseada em muitos aprendizados, logo, também pragmática. Os propus no transcorrer de diferentes workshops Toolbox com o objetivo de estabelecer disciplinas onde métodos, técnicas e boas práticas possam ser percebidas e agrupadas.

Toolbox Wall – O mural foi proposto como uma técnica ativa e interativa de gestão do conhecimento, não é só um mural, tem vida, de forma que tenha gente se dispondo ou buscando ajuda para aprender, ensinar e crescer enquanto profissionais, times e organizações. Empresas que vivem conflitos entre a teoria e a prática ágil tem grandes dificuldades em dedicar tempo à fundamentos do Art Of Hosting, o mural pode ajudar a mudar isso.

Scrum Prêt a Porter é a nova versão de um curso 100% pragmático e vicariante, muito além do Scrum Guide porque reflete 10 anos de Scrum com muitas experiências, tentativas, aprendizados, erros e acertos que consolidaram uma lista de técnicas e boas práticas que ajudarão nos primeiros passos, reciclagem ou refletir sobre uma desejada e esperada melhoria contínua.

Os workshops de Lisboa serão pela Scopphu – https://scopphu.com/,  empresa de treinamento e consultoria ágil européia onde o Magno e o Pimentel também ministram seus cursos. Lá está também o amigo e velho conhecido do ecossistema TecnoPUC nos anos 2013 a 2017 – Diego Maffazzioli, hoje consultor e instrutor pela empresa.

1

1° Toolbox na Educação no SENAC

No dia 27/02/19 a noite aconteceu o primeiro Toolbox na Educação na Faculdade SENAC por iniciativa da profª Aline de Campos, que fez as honras, deu as boas-vindas a casa e pareou comigo na facilitação. Presentes haviam professores do SENAC, PUCRS, IFRS, Dom Bosco, alunos e outros interessados pelo tema em debate, professores de graduação, ensino médio e fundamental, rede pública e privadas, consultores e facilitadores..

Muita gente querida, o tema era como e porque fazemos nosso planejamento de aula, pontos de atenção, fundamentos, objetivos. Logo após as boas-vindas e pacto inicial de participação e interação, fizemos um Fishbowl para aquecimento, seguido de debates em grupo no formato World Café com um giro, apresentação dos melhores pontos debatidos por grupo e consolidação … uma noite especial.

Meu maior orgulho em eventos aqui no Sul é sempre receber muitos amigos queridos, colegas, parceiros de eventos anteriores, muitos sorrisos e sempre a certeza de novos parceiros. A tempo, fazer um evento no SENAC é para mim um prazer especial, já fui patrono de uma turma, tenho especial carinho por professores da faculdade e da unidade de cursos técnicos.

O resultado foi uma pá de insights, uma noite proveitosa, divertida, materializada com uma mapa de melhores pontos e dicas para cada um dos quatro grupos e reflexões para os próximos Toolbox na Educação:

GRUPO #1

  • Seminários – prof propõe, aunos desenvolvem, prof complementa e introduz avanços;
  • Alternando conceitos pelo prof e a experiência dos alunos;
  • Sala invertida;
  • Uma visão de progressão durante o semestre, com autonomia para ir além e apoiando os que mais precisam;
  • Exercícios complementares com desafio maior para os que estão adiante não se desmotivarem;
  • Monitores;
  • Práticas sobre o conteúdo;
  • Grupos e sub-grupos dentro de cada conteúdo;
  • Problem Basis Learning.

GRUPO “Como fazer o aluno entrar no jogo?”

  • Diferenças entre infantil e superior;
  • Contrato (pacto) conforme contexto;
  • Diálogo / storytelling;
  • Apresentação de casos;
  • Cooperação / competição;
  • Expectativas;
  • Harward – Método de Casos – Prof desenvolve com os alunos casos reais ou fictícios usando facilitação visual, árvore de decisão – Aluno tem que estudar o caso, debater em grupos e o prof conduzirá a aula baseado em perguntas;
  • Quadros resgistram toda a discução.

GRUPO Edumix

  • Grupo no whatsapp – desafios durante a semana ou propostos durante a aula;
  • Desafios x Feedback;
  • Diagnosticar a expectativa do aluno;
  • Fazer a diferença em um clima de empatia;
  • Carência sistêmica do ato de planejar;
  • PDCL durante o semestre e aulas;
  • Planejamento flexível;
  • Iniciar apresentando o planejamento de aula;
  • Transformação da realidade – práticas da vida real;
  • Palestrantes;
  • Não é só para passar na disciplina;
  • Método Socrático;
  • Aprender a perguntar, aprender a aprender, aprender a construir;
  • Grupo de colaboração.

GRUPO Solução

  • Como sair da zona de conforto;
  • Metodologia Ativa – conteúdo atrativo;
  • No início apresentar os objetivos, conduzir técnicas e fechar ao final com aprendizados;
  • Ajudar o aluno através dsa problematização com propósito;
  • Criatividade, uso de vídeos, jogos, celular;
  • Provocar a troca de conhecimento.

PRÓXIMOS PASSOS

  • Medição de uso (tipo web analytics);
  • Tecnologia Zoom;
  • Debater EAD;
  • Interdisciplinaridade e sinergia inter-curso;
  • Aprendizado por Projeto;
  • Processos avaliativos;
  • Fazer enquete para definir metas para o próximo;
  • Situações além do conteúdo;
  • Dias de semana ou Sábado?

A Aline criou um atalho para o grupo – http://bit.ly/toolboxeducacao e abaixo alguns links de edições anteriores no TecnoPUC, PUCRS e F5 da GVDASA:

0

Mecanismos mínimos para Empresas Livres de Assédio (Empresas Seguras)

Que tal um evento para debater mecanismos mínimos para “empresas seguras”, livres de assédio? O objetivo seria uma espécie de manifesto sobre as características mínimas para empresas que querem ser mais transparentes no esforço de mudança e adequação a padrões éticos.

Creio que não deveríamos nos reunir para discutir a empresa, pessoas ou cases, não é um tribunal de exceção, a proposta é estabelecer qual deveria ser o mínimo explícito que caracterize uma Empresa Livre de Assédio, uma Empresa Segura. No paradigma de um manifesto, algo simples, objetivo, factível, algumas poucas linhas contendo o ciclo virtuoso da empresa segura para todos. Isso posto, as correções se endereçariam!

No escotismo somos convidados a fazer uma prova psicológica e social em que devemos refletir e dizer como seria sua atitude e comportamento frente a cases de situações passíveis de acontecer em grupos humanos, ainda mais envolvendo crianças e jovens, das mais variadas, envolvendo indícios, situações indevidas, desvios, etc.

Na minha opinião, a discussão deveria ser propôr mecanismos que viabilize algo prático, que garantam um mínimo:

  • Um código de Ética vivo – De nada adianta palavras ocas em um panfleto, é preciso protagonismo junto a entidades de classe, talvez um selo de “Empresa Segura” pelos conselhos regionais, na minha opinião a CIPA é segurança física e psiquica, muito além de cartazes e EPI;
  • Conscientização Permanente – Inicia na entrada do novo colaborador, reciclagens, incentivo a comunidades de prática auto-organizada e com protagonismo responsável para sugerir planos de ações para melhorias no ambiente, cultura organizacional, etc;
  • Ouvidoria Ativa – Se não tiver a quem recorrer além do(a) assediador(es), de nada adianta, é preciso abrir um canal seguro para receber e encaminhar averiguação e desdobramentos, mas de nada adianta criar uma e não fazer nada, ou pior, piorar ainda mais a situação;
  • Feedback Responsável – Tanto o assediador quanto o assediado, devem receber feedback de forma responsável, resguardando, não na forma de report, mas de coaching, de apoio, talvez ambos precisem de ajuda, lembrando que pode ser um mal entendido, mas também pode ser caso de polícia;
  • Melhoria Contínua – Um ecossistema, um habitat saudável, humano, capaz de gerar coisas boas e ruins, mas que saiba assimilar, corrigir, melhorar.

Pode acontecer em qualquer lugar e se nada for feito pode parar em qualquer lugar, o mais comum é perder-se o brilho nos olhos, mas as consequências pode ser bem maiores – http://www.osul.com.br/funcionarios-do-google-organizam-protesto-contra-o-assedio-sexual-na-empresa

Quais os mecanismos mínimos para evitar códigos de ética inúteis, direitos e deveres ocultos, inexistência de um canal para relatar assédio, garantias de sigilo e feedback, principalmente o apoio continuado à mudança da cultura organizacional para melhor?

A palavra ética vem do grego ethos e significa aquilo que pertence ao “bom costume”, “portador de caráter”. Entre o marketing e a prática, estamos em 2019 e muitos(as) “optam” por não reclamar quando assediados(as), simplesmente porque sabem que dá em nada e pode piorar.

Assédio Moral: “Conduta abusiva que se manifesta por comportamentos, palavras, atos ou gestos que podem causar danos à personalidade, dignidade, integridade física ou psíquica, colocando em risco seu(s) emprego(s) e degradando o clima de trabalho.” (Hirigoyen, 1998).

Assédio vertical é quando alguém com posição hierárquica ascendente submete subalterno a constrangimento ou situação vexatória, quer frente ao grupo ou isoladamente – pressão desmedida, agressão verbal, palavras chulas, rebaixamento cognitivo, entre outros.

Assédio horizontal ocorre entre colegas, motivado por diferenças, inveja, competição, discriminação racial, gênero, costumes, via de regra praticados de forma silenciosa, através de boatos, sabotagem, expondo, cercando ou isolando, entre seus pares.

Eu, como todo mundo, tenho dezenas de histórias de assédio em grandes, médias e pequenas empresas, mas não precisa ser assim, a solução para isso não deveria ser o aeroporto, mas um esforço conjunto por estabelecer patamares mínimos para uma mudança de paradigma.

Em diferentes leis municipais brasileiras: “Considera-se assédio moral todo tipo de ação, gesto ou palavra que atinja, pela repetição, a auto-estima e a segurança de um indivíduo, fazendo-o duvidar de si e de sua competência, implicando em dano ao ambiente de trabalho, à evolução da carreira ou estabilidade do vínculo empregatício:”

. subestimar esforços;
. criticar com persistência;
. espalhar rumores maliciosos;
. tomar créditos de idéias de outros;
. sonegar informações de forma insistente;
. fixação de objetivos e prazos inatingíveis;
. Perder responsabilidade para funções triviais;
. Ataques persistentes ao rendimento profissional;
. Atacar a reputação por rumores e ridicularização;
. Ignorar, excluir, se dirigir através de terceiros;
. Ofender ou desprezar sistematicamente.

O primeiro passo é o entendimento sem idealizações, debater e obter a conscientização do mínimo possível para qualquer empresa que queira começar a mudar. Em 2025 teremos 50% de Millenials na força ativa, uma empresa que queira contratar talentos, desenvolvê-los e mantê-los terá que fazer mais que pagar salários.

Já existem casos bem práticos, como o da ABRINQ, outras entidades de classe como os Conselhos Regionais por exemplo, deveriam promover algo semelhante, um selo de Empresa Segura, não só para crianças, mas para jovens, adultos e corôas como eu.

Selo de “Empresa livre de assédio vertical, horizontal, moral e sexual!”, você ainda vai ter um!

 

0

Scrum Prêt à Porter para DBServantes

O Agile Game do Scrum Prêt à Porter ficou ao mesmo tempo muito didático e muito fofo, estou adorando e a cada edição melhorando, não sei se vou voltar a aplicar os meus do Banco Intergáctico ou Pokedéx, acho que já ficaram na história.

O Prêt à Porter desde o quebra gelo, o storytelling, a construção do manequim, o planejamento para o Oscar e a execução das sprints gera todos os ganchos que necessito de uma forma mais lúdica e muito mais intensa em relação ao recado a passar.

Assim como o banco intergaláctico e a Pokedéx, contei com a arte e sensibilidade da Luisa e da Marinês para os desenhos do storytelling, os ATM’s do Banco Intergaláctico são uma obra de arte e agora a Mari vai montar meus manequins em escala com um material mais durável e chique.

Os que fiz e faço até aqui são recortes de caixas de servidores da Dell, sempre que acho uma a deriva para ser jogado fora lá no quinto do 99A eu pego e separo, porque eles se estragam e lá vou eu noite adentro fazer mais alguns para eliminar os que se danificam … Acho divertido essa parada de usar caixas, desenhá-las e recortar.

Os modelitos criados foram muito divertidos, nesta teve superman, modelitos pós-modernos like Andy Warhol anos 60, roupinhas casuais e um vestido com a saia toda rendada muito chique. Um Agile Game que exige preparação, organização, uma hora para start e uma hora para desmobilizar, mas vale cada minuto dedicado.

Sempre justifico um jogo pelo valor que agrega, os Agile Games que criei são lúdicos, para fixação, mas tem um papel fundamental para descontração em um workshop denso e pegado, com muita informação e compartilhamento de aprendizados por minuto … sem eles seria muito tenso, mas não deixam espairecer demais.

Estar entre colegas é diferente, já ministrei cursos os mais variados para milhares e milhares de profissionais, mas não estou acostumado a treinar colegas, isso me faz lembrar o tempo de RBS, porque treinar colegas é bem diferente de treinar clientes ou realizar workshops abertos … tem outra batida, links e contrapontos.

Ao contrário de outros workshops meus, neste eu foco mais em trabalho, avesso a meu estilo, não entro em mediadores e moderadores, modelos e teorias … todas vão aparecendo como observações a medida que avançamos, mas não tem páginas e imagens explícitas … o foco é SCRUM em 360°, acoplando tudo o mais necessário.

0

II edição SCRUM Prêt à Porter

Mais um Sábado de muita interação, conteúdo, sorrisos e trocas de experiências. A base era Scrum, mas com muitos links para Kanban, Lean e XP, como deve ser. Tudo começa com um supre storytelling com a Julia Roberts, o PersOnal Stylist dela (PO), o deSiMpedidor (SM) e a equipe de alta costura da nossa maison.

Amo muito essas incursões aos Sábados, sempre repleta de gente muito querida, curtindo uma admiração mútua que acaba transcendendo as redes sociais para o mundo real, brilho nos olhos, paixão em compartilhar, sorrisos e trocas de planos de carreira, ensino, aprendizados, trabalho, empresas, … vida! Só paro se for obrigado a parar por força maior, senão vou continuar a fazer com a frequência possível e viável.

storytelling workshop

Alguém postou algo que achei muito instigante, dizia que era um curso meu com minha didática peculiar 🙂 Foi um post que me fez refletir o que seria essa peculiaridade. Com certeza não dizia respeito à nata batida com os morangos  🙂  rsrsrsrs, talvez uma abordagem mais pragmática, crença de que o mais importante é começar para então esforçar-se em aprender e melhorar, quem sabe pela abordagem sincrética de várias fontes, por um Scrum que em boa parte não está no Scrum Guide … ou algo que nem imagino.

O mais importante é a presença de amigos(as), colegas e conhecidos(as) das redes, muitos sorrisos e iteração do início ao fim. Amo muito tudo isso, inclusive o cachecol, fitas métricas e gravatas borboletas \o/  O objetivo do jogo é fixação, mas também descontração em meio a um dia denso de conteúdo, longe de ser um curso técnico, mas denso pelo viés de volume de informações, algumas vezes referenciando o guide, fundamentos e citações, mas na maior parte do tempo compartilhando prática e formas de fugir das armadilhas e de teses/teorias que na prática não se sustentam.

Na página do SCRUM 360° tem todo o conteúdo … fico a disposição o/

A dinâmica segue a abordagem do Banco Intergaláctico e da edição Pokedéx, algo muito divertido para exercitar sem se apegar a tecnicismo ou mesmo à rigides de método e processo, mas a interação humana, comunicação e paixão por entregar valor … pauta permanente – o que é valor, porque estamos fazendo o que fazemos, de que forma agregamos ao cliente, ao produto, ao projeto, ao time e à empresa.

O valor do curso cobre e gera uma margem para cobrir a logistica, materiais, coffee, almoço e amenidades para descontrair e divertir. Pelo volume de informação, sem essa válvula de escape, ia ficar pesado pra caramba 🙂 rsrsrsrsrs

A alimentação é um capítulo a parte, desde as frugalisses como frutas, morangos a granel e nata batida, aos sanduichinhos e pãos de queijos quentinhos do Silva e muitos biscoitinhos, merengues e gostosuras … às pizzas do meio-dia.

coffee

É isso aí, três trilhas que muito me orgulham, três workshops derivados de meus livros e dinâmicas, autorais, peculiares. Não são (até aqui) um negócio, não são um produto, é meu hobby, a cada workshop um valor acessível à qualquer um, mesmo assim gratuito a quem por algum motivo eu queria muito que fizesse, abrindo janelas para reciclagem, colegas, amigos queridos, com o objetivo de abalar algumas estruturas  🙂

A tempo, esta edição é mais divertida, a do Banco Intergaláctico e a Pokedéx eram apaixonantes, esta dá um trabalhão, mas as outras era um esforço do cão em função de material e organização. Eram muito mais complexas, atendiam os mesmos objetivos, mas exigiam muito mais tempo prévio, impressões, variedade de material e tornava as dinâmicas mais trabalhosas a todos, na Prêt à Porter todos se divertem mais para os mesmos aprendizados essenciais.

trilhas workshops