Lições das Oitavas de Final da Copa 2014 sobre Times e Trabalho

Um time profissional deve ter equilíbrio emocional, saber qual o seu papel e missão, cada integrante deve apoiar e incentivar seus colegas a fazerem mais e melhor, as carências e deficiências precisam ser percebidas, debatidas e rapidamente mitigadas ou resolvidas. A emoção e os problemas da vida pessoal de cada um devem sempre ficar do lado de fora, devemos ser sensíveis em perceber fragilidades e dificuldades e sermos profissionais para tratá-las como devem ser tratadas … com certeza não é chorando nem tendo faniquitos.

chororó

Analisemos nossa seleção do mundial 2014: Esse time é uma pilha de nervos, um poço sem fundo de emoções. Deveria ser  11 profissionais multimilionários conscientes do que são em seus times, mas ao invés disto deixam se envolver demais pela baboseira da tal família Scolari. Desculpa aí, mas são profissionais jogando um mundial, pode até ser que ganhem o mundial, mas mais parecem um grupo de amadores traumatizados por uma vida de sofrimentos e restrições.

Guardando as proporções, é como a gente se abraçar e ficar soluçando no final de projetos a cada build gerado com sucesso ou um teste de regressão zerado … ou eu sou muito insensível ou está faltando um eixo emocional no meio de todo esse choro no hino, choro na entrevista, choro em apoio, choro de raiva e choro de classificação. Se eu fosse alguém da CBF eu contrataria um psicoterapeuta imediatamente, talvez o Analista de Bagé.

analista

O que me parece é que essa é a estratégia menos profissional e propositalmente mais emocional possível, me parece que o Felipão e a comissão tenta envolver e formar um sentimento de time a partir da emoção explícita, chororó, frases de efeito, lágrimas e soluços. Isso é necessário em times de amadores que precisam se agarrar em força interior para se superar e não em um time com alguns dos craques  mais bem pagos do mundo.

Tá faltando alguém dar umas chacoalhadas nessa gurizada e lembrar quem eles são, dizer para não entrarem na onda da CBF e da mídia que valoriza cada choro e cada demonstração de fragilidade emocional. Oras, eles são os melhores no Real, Barcelona, Bayern, Manchester, PSG, Milan, Internazionale, … pois que hajam como tal. Eu acho que essa estratégia obsessiva-compulsiva-depressiva da CBF é um contra-exemplo aos mais jovens, nas raias da irracionalidade.

Assim como nós, são profissionais e assim como nós, devemos a cada dia tentar encontrar nosso ponto de equilíbrio e de que forma ele pode contribuir para o centro de equilíbrio de todo o time. Usar propositalmente de emoção como meio para o sucesso é uma estratégia desesperada, usada quando não existe outro caminho nem qualidade individual ou de grupo.

A tempo, alemães, ingleses, italianos, holandeses, … todos podem chorar de tristeza ou alegria, mas é enxugar e partir para outra ao invés de se atolar no meio de lágrimas e um poço sem fundo de emoções e nervos a flor da pele.

Como profissionais, somos mais que isso, e acho que o Neymar, Davi Luis, Thiago Silva, Daniel Alves, Julio Cesar, Marcelo e demais também são, falta alguém lembrar eles disso ao invés de se abraçar e chorar junto a toda hora.

A força do time está em cada um de seus participantes e a força de cada participante está no time” – Phil Jackson – Recordista de títulos como treinador do LA Lakers e Chicago Bulls na NBA

Você tem que ser capaz de ajudar psicologicamente os seus jogadores, o apoio-sábio, estar em contato com eles, então eu acho que a gestão de pessoas é muito importante” – Phil Jackson – Recordista de títulos como treinador do LA Lakers e Chicago Bulls na NBA

5 comentários sobre “Lições das Oitavas de Final da Copa 2014 sobre Times e Trabalho

  1. Falou tudo. Cheio de dinheiro no bolso propagandas na TV e pouco profissionalismo. Não podemos chorar em cada m q temos na vida profissional. Pq no futebol é diferente?

    • Não entendo essa estratégia da CBF, do Felipão, da Globo, a toda hora é cartinha, depoimentos, chororós, familiares relembrando a infância, buscando de toda forma um soluço, uma lágrima, é doentio … como se tivessem que chorar para mostrar que estão empenhados … é o ó do borogodó! 😦

  2. Balotelli quando questionado porquê não costuma comemorar seus gols:
    “- O carteiro comemora quando entrega uma carta? É só o meu trabalho, por que comemorar?”

    É claro que não dá pra generalizar, mas cada coisa tem seu lugar e hora.

    A pior cena foi a do CAPITÃO Tiago Silva, sozinho num canto pensativo antes da cobrança de penalidades. Isso não é atitude de capitão, de líder, ir pro canto pensar na vida quando o time precisa de motivação.

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