E por falar em terceirização de equipes no SCRUM …

Já participei de vários projetos em que a equipe era composta de funcionários e terceiros, minha abordagem como Scrum Master é que no dia-a-dia não devem ser considerados os crachás, um time SCRUM deve ser baseado em confiança e todos devem ter iguais direitos, visibilidade e alçada … ou não é SCRUM.

Isto quer dizer que em timeboxes de visão, mapping, planning, daily, review e retrospectiva não pode e não deve haver qualquer diferença, todos tem igual liberdade e responsabilidade para sugerir, estimar, apropriar, refletir e crescer. A confiança á a base responsável pela retroalimentação diária e é insubstituível.

A frase que eu uso é que existem dois “universos” paralelos, uma é o do time, sem crachás, com liberdade e transparência que nos habilita a sermos ágeis, outro é o dos gerentes onde são discutidos contratos e valores. Há claros pontos de contato entre estes dois mundos, mas não podem alterar os princípios ágeis.

No caso de não haver confiança, temos que refletir e perceber se ainda somos muito ágeis no rótulo e pouco na prática, mas ainda não conseguimos trabalhar desta forma, precisando de tempo e energia para quebrar nossos paradigmas, mas existem casos em que temos a necessidade de substituir alguém, acontece!

Equipes terceiras e remotas

Há exemplos de contratos que terceirizam todo o time SCRUM, remoto, é nestes casos com a equipe a 30 Km de distância que eu trabalhei com um formato em que a empresa também possui um SM além do PO. Pensar em dois Scrum Masters não é redundante, eles interagirão e serão complementares.

O Scrum Master do fornecedor tem o papel usual como facilitador e coach, que necessita proximidade e cotidiano, ainda mais no caso de ser uma equipes não tão madura em SCRUM. Ele terá a interação e acompanhamento diário que lhe permitirá ajudar na execução do método e no seu crescimento e melhoria.

O Scrum Master da empresa atuará como uma espécie de proxi especializado com a equipe, SM do fornecedor e PO, um conhecedor do método que participa das principais timeboxes e momentos, lhe permitindo trocar ideias com o SM do fornecedor, com o PO e ter voz ativa nas timeboxes de retrospectiva.

Não tenho um nome para este “segundo SM”, mas na minha experiência é um papel de interlocução importante em que alguém da TI da empresa participa de diferentes projetos com equipes remotas e busca estabelecer critérios metodológicos mínimos de comunicação, qualidade e produtividade.

Talvez alguém pergunte porque mais um SM e a resposta é que, independente do nome do papel, o que necessitamos nestes casos é alguém não 100% dedicado, com conhecimento do método, com a percepção de um facilitador, com habilidades interpessoais e bom trânsito na empresa e junto ao fornecedor.

Já participei de diferentes projetos com equipes remotas desta forma e já consegui solucionar problemas crônicos em casos destes em que sugeri à empresa a nomeação de um SM seu, de forma que ele apoie o PO e o SM da equipe do fornecedor, resolvendo problemas sérios de comunicação e foco.

#4

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