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Comece entendendo e delimitando os domínios

Quinta-feira, 19:30 as 21:00, Debate Entre Especialistas sobre DDD (Domain Driven Design) – qual a práticade mercado, acertos e erros, como e por onde começar, como persistir e evoluir.

Ajude compartilhando com sua rede … e se você é um especialista no assunto o convite não é só para assistir, mas esta convidado a agregar seu case e debater com o Antonio Castro, Tiago Totti e Mauro Leal.

Não é um evento teórico, este trio tem muita experiência além de serem estudiosos sobre o assunto – https://www.facebook.com/events/201645133982313/

Na apresentação do livro do Evans na Amazon, referência base de quem pratica, temos: ”

A comunidade de desenvolvimento de softwares reconhece que a modelagem de domínios é fundamental para o design de softwares. Através de modelos de domínios, os desenvolvedores de software conseguem expressar valiosas funcionalidades e traduzi-las em uma implementação de software que realmente atenda às necessidades de seus usuários. Mas, apesar de sua óbvia importância, existem poucos recursos práticos que explicam como incorporar uma modelagem de domínios eficiente no processo de desenvolvimento de softwares. O Domain-Driven Design atende essa necessidade. Este não é um livro sobre tecnologias específicas. Ele oferece aos leitores uma abordagem sistemática com relação ao domain-driven design, ou DDD, apresentando um conjunto abrangente de práticas ideais de design, técnicas baseadas em experiências e princípios fundamentais que facilitam o desenvolvimento de projetos de software que enfrentam domínios complexos. Reunindo práticas de design e implementação, este livro incorpora vários exemplos baseados em projetos que ilustram a aplicação do design dirigido por domínios no desenvolvimento de softwares na vida real. Com este livro em mãos, desenvolvedores orientados a objetos, analistas de sistema e designers terão a orientação de que precisam para organizar e concentrar seu trabalho, criar modelos de domínio valiosos e úteis, e transformar esses modelos em implementações de software duradouras e de alta qualidade.

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O que Santos Dumond tem a ver com a placa Arduino?

Você sabe a diferença entre Santos Dumond e os irmão Wilbur e Orville Wright? Diz a história que Dumond propositalmente abriu mão de registrar a patente do seu veículo voador mais pesado que o ar para compartilhar sua invenção com o mundo e permitir que milhares de inventores e investidores construíssem e o melhorassem em prol do desenvolvimento humano. Diz a lenda que os Wrights fizeram o avião antes, mas em sigilo, resguardando a patente de sua invenção.

Tem gente que escreve muita bobagem sobre o desapego de Dumond ou sobre o mercantilismo dos Wrights, criticando um ou outro, mas o fato é cada qual seguiu seus princípios e objetivos, há espaço, glória e fortuna para todos. Isto nos mostra que o dilema do hardware ou software proprietários ou em Open Source não é de hoje. Todos entraram para a história, os Wrights ganharam dinheiro e talvez a aviação não tivesse se desenvolvido tão rápido sem os projetos abertos do 14Bis e Demoiselle.

Em 1991 Linus Torvalds abriu o seu projeto Linux, quem poderia imaginar que anos depois este sistema operacional Open Source seria mais estável que o Windows contando exclusivamente com voluntários. Lembremos também que o Open Source está na gênese da Internet e hoje é difícil imaginar ela sem Linux, Java, Perl, Ruby e Apache. Talvez Torvalds poderia ser mais um Bill Gates, mas fez o que achava ser o seu caminho e com certeza ganhou o dia 🙂

opensource

Em 2005 os italianos Massimo Banzi e David Cuartielles eram professores na High Tech Design School in Ivrea na Itália e se propuseram a projetar uma placa de baixo custo para prototipação de hardware e convidaram o aluno Gianluca Martino para fazer o código necessário. A placa Arduíno (nome de um pub local) permitia a qualquer aluno, mesmo sem muito domínio de programação, prototipar diferentes equipamentos com sensores, motores e luzes.

O projeto iniciou com uma boa dose de inovação e empreendedorismo, mas ainda sem pretensão empresarial, com um lote inicial de 200 placas direcionados à suas aulas na escola. Mas para surpresa dos seus criadores, assim que publicado, a notícia se espalhou e do mundo inteiro começou a surgir centenas, milhares de pedidos de Arduínos. A decisão de seus criadores foi manter o projeto Open Source.

Como Open Source, qualquer interessado pode produzir o original ou melhorá-lo sem prévia autorização ou pagamento de royalties, restringindo-se a dar o crédito ao projeto e projetistas originais. assim, qualquer evolução deve seguir a mesma licença Creative Commons de forma a manter o original e suas evoluções igualmente Open Source. Os criadores resguardam apenas o direito a marca Arduíno, constituindo assim uma rede de franquias da marca pelo mundo.

arduino

A experiência inovadora dos criadores do Arduíno como Hardware Open Source aponta visão e empreendedorismo desde o início, a rentabilização da sua criação está em monetizar suas experiências como inventores, no fortalecimento da marca como uma garantia de qualidade e evolução contínua. Mes em especial na constituição de uma comunidade de voluntários colaboradores que garantem a evolução e reinvenção do produto, fornecendo base instalada e multiplos cases e adaptações disponíveis, acelerando projetos especiais mais complexos.

Eu estou com uma ideia fixa de propôr uma hackatona prática com arduino, mas enquanto isto não rola, dei uma navegada e achei alguns vídeos introdutórios e uma página entre as tantas existentes sobre o assunto, é muito barbadinha:

http://www.comofazerascoisas.com.br/categorias-especiais/arduino