Agile Brazil 2013 – 1º Dia – 2ª parte

Como sempre, na primeira fila, em cada sala, no coffee, a gauchada estava presente, são 50 Gaúchos presentes no Agile Brazil 2013 aqui em Brasília, na foto abaixo estamos com a galera da PROCERGS, entre eles a colega Suzana Sfogia da época da graduação em Análise de Sistemas da PUCRS em 1982:

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A cada Agile Brazil percebemos um ou outro tema como se fosse um padrão, pois de uma forma ou outra é percebido em muitas palestras com ênfase redobrada. Lembram daquilo que falei do keynote Patrick Kua, aquele lance de maturidade, que lembrava o modelo de fluência do James Shore ano passado?

Pois vários palestrantes comentaram estarem mais flexíveis e menos preditivos quanto a prática de métodos ágeis, já não há mais só o 100% CERTO ou todo o resto ERRADO, há patamares que ao agregar valor de alguma forma não deixam de ser uma vitória a ser comemorada, “melhores que ontem, piores que amanhã”.

Cecília Fernandes e o William Mizuta – Manifesto

Na tarde do primeiro dia participei de um “mão-na-massa” com uma dupla da Caelum, ela cursando Ciência da Computação pela USP, ele mestrando no curso de Ciências da Computação no IME-USP, ambos praticantes de XP. O workshop foi um debate em grupos sobre cada uma das premissas e princípios do manifesto ágil, sinceramente, dava para tirar mais deste tema, mas foi pitoresco ver o pessoal discutindo cada palavra, verbo, etmologia, …

Natalia Arsand e Glauber Ramos – Thoughtworks
Apresentação da experiência deles como UX no projeto da interface de um sistema médico para o hospital da cidade de Mirebalais, no Haiti, apresentando as técnicas e processos de design que utilizaram para chegar a uma interface que se encaixa no cotidiano e contexto dos usuários deste sistema, e como conseguiram trabalhar simultaneamente com os desenvolvedores, cliente e usuário.

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O projeto foi baseado no maior Open Source para a área médica do mundo, o “OpenMRS” – http://en.wikipedia.org/wiki/OpenMRS

1. Levantamento das personas, quantos são e quem são os diferentes clientes e usuários do sistema;2. Desenho de todos os processos Off e OnLine, mapeando-os usando um grande quadro e postits (*);
3. Screen Flow com a proposta de fluxo de telas e navegação;

(*) Dada a distância, distribuição geográfica das equipes e fuso horário, eles relataram que os gaps de entendimento eram preenchidos com suposições que eram posteriormente validadas, dinâmica que agilizou em muito o desenho.

4. Sketches – Eles se reuniam em uma sala, faziam as vezes dezenas de desenhos possíveis para cada funcionalidade, debatiam, escolhiam os melhores e apresentavam a equipe, que validava ou indicavam a necessidade de um novo ciclo, gerando um bom volume de validações;
5. MockUps – A partir dos Sketches selecionados, eles construiam os mockups que norteariam a construção de protótipos em html e css, sempre contemplando em torno de 3 opções, mas o escolhido tinha já seu html e css parcialmente aproveitáveis, agilizando a curva inicial de desenvolvimento;
6. Construção pela equipe de um MVP;
7. Testes com usuários no Hayti, todos os testes foram gravados (vídeo, mouse, clicks e áudio) e os usuários eram instruídos a irem relatando sua linha de raciocínio enquanto tentavam executar uma tarefa usual;8. Guia de Estilo – Foi construído um guia que nortearia a equipe em tudo o que diz respeito a cores, fontes, botões, elementos gráficos, inclusive com uma página de testes com todas as possibilidades;
9. Framework SASS – Um arquivo único compilava todos os estilos, semelhante ao modelo do BootStrap, quanto a arquivos de variáveis, estilo modular, funções, mixins, etc.

Paulo Cruz – Game Design

A palestra seria sobre equipes multidisciplinares em um domínio de desenvolvimento de games, o Mutant Eggs, entretanto foi quase uma introdução ao Scrum, com papéis e fluxo do ciclo de vida do projeto, suas timeboxes e artefatos, com uma equipe de 2 dev + 1 ux + 1 po + 1 sm, salientando a importância de cosntituir uma linguagem ubiqua entre todos, desde o cliente.

Rafael Nascimento – @Rafanasil

Mais uma palestra mais voltada a iniciantes, falando muito sobre adoção, baby-steps, kaizen, resistências, crenças, valores pessoais e cultura empresarial e sentimentos como medo ou alegria. Levantou um histórico desde a revolução industrial até os métodos ágeis, sobre guerrilha ágil e do caráter subversivo de fazer agile e instigar aos outros a também fazerem pelo exemplo.

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Ao encerrar, retornamos ao hotel na cidade satélite de Candangolândia, que é simplezinho mas limpinho, não tem restaurante ou copa, mas tem uma boa wi-fi e é silencioso. Hoje o trânsito estava pesado, com policiais desviando o tráfego, poucos ônibus e uma atmosfera diferente em função dos protestos.

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4 comentários sobre “Agile Brazil 2013 – 1º Dia – 2ª parte

  1. Pingback: Um ano e meio de blog – Obrigado galera! | Jorge Horácio "Kotick" Audy

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