Agile Trends 2018 – pontos de referência

Uma palestra que batizei de Breadcrumb, alusão a marcar a trilha, pontos de referência, porque nem só nos guias de alguns poucos frameworks está o traçado que devemos estar atentos nessa caminhada ágil.

Primeiro, os princípios ágeis, boas práticas e frameworks não se sustentam sozinhos, é preciso construir estruturas em rede, como proposto por Takeushi e Nonaka na estrutura em hipertexto para empresas que aprendem e na Dual de Kotter (clique aqui para ler sobre hipertexto e dual).

Eles não propuseram uma holocracia (1) nem anarquia (2), mas o estabelecimento e coexistência de uma estrutura formal e organizada que apoie sub-estruturas dinâmicas e auto-organizadas em múltiplas redes com propósitos específicos.

(1) Holocracia é uma forma de administrar que substitui a estrutura hierárquica por uma com auto-distribuição da autoridade.

(2) A Anarquia é humanista e defende que grupos humanos são capazes de se organizar de forma não hierárquica, descentralizada e dinâmica.

Segundo, é a desmistificação de que existe um só Agile para todos, o próprio mindset e princípios se ressignificam frente a diferentes contextos, conforme estrutura, complexidade organizacional, tecnologia. Outro mito de alto risco, é uma TI apenas Bi-Modal, que percebe ou algo previsível e controlado, ou inovador e auto-organizado.

A ideia Bi-Modal foi útil e colaborou para a introdução do Agile em grandes organizações, mas está na hora de deixá-la para trás e buscar novos passos. O substrato é um só, precisamos de empresas mais ágeis, flexíveis, absortivas (leia mais sobre Teoria da Absorção aqui), se utilizando de uma grande Toolbox em prol de uma organização Lean.

Terceiro, inexiste profissional com sua carreira, startup com suas hipóteses, até grandes organizações com suas áreas, produtos e serviços que possam prescindir de um bom portfólio baseado em sua missão, visão e objetivos, que mesmo dinâmicos, nos oferecem um norte para avaliação, seleção e priorização de nossos investimentos de qualquer natureza.

A existência de um Norte é base para a manutenção de portfólio, sub-portfólios, projetos ou operações que nos impulsionam a frente. Assim como a Alice, se não sabemos ou pressupomos onde queremos ir, corremos o risco de gerar grandes desperdícios, inclusive o de não estar atentos a oportunidades de antecipação, mudança, otimização ou potencialização de resultados e valor.

Quarto, uma gestão visual sobre as atribuições, projetos, operação, planejamento e prioridades de equipes de uma área, gestão ou negócio é essencial para a construção do senso de pertença e coletivo. Uma visão transversal ativa a comunicação e contribuição além da própria tarefa e objetivos singulares.

Além disso, o papel da liderança ainda será essencial por muito tempo, vai além da auto-organização e redes, um processo de desenvolvimento de pessoas, equipes, áreas e organizações (intra e inter) gerará cada vez mais autonomia e agilidade, mas o papel dos líderes no apoio e balizamento em aspecto de estratégia e equalização transversal é vital.

Quinto é o senso de causa-efeito, se queremos ser exponenciais, inicia pela consciência de que cada opção, decisão ou ação hoje geram consequências no futuro de curto, médio e longo prazo … Like efeito borboleta.

A base de tudo é auto-conhecimento, pessoas, carreiras, equipes, quais são forças e fraquezas, oportunidades e ameaças. Isso materializa senso de responsabilidade individual e coletivo, tudo tem causa e efeito, as soluções são em single e double loop (Cris Argyris).

Sexto é cadência, fluxo contínuo, ritmo, quer no encadeamento e sincronismo entre discovery e delivery, entre DoR e DoD, nos esforçando por ter a especificação antes de iniciar o desenvolvimento, atingindo o done, já validado, ok.

Aqui entra o esforço de DevOps, automação, fluxo contínuo, eliminar delays e sla, impossivel tornar-se uma equipe de alta performanca com perda de tempo (e dinheiro) por falta de fluides no processo, com tecnologia e esforço para eliminar todo e qualquer desperdício.

Por exemplo, nada mais inócuo e ilusório que pressão inconsequente, baseada na busca e geração de factóides, gerando todo tipo de retrabalho e desperdício. Value Stream Mapping, a busca pelo fluxo contínuo de valor um pouco a cada decisão, dia, sprint, ação consciente e coletiva.

Sétimo, o segredo de uma empresa que aprende está no uso de boas praticas de gestão do conhecimento. Você pode inspirar-se em comunidades de pratica ou de conhecimento, tribos e guildas, em conceitos de GC, Art of Hosting ou Dragon Dreaming.

A mitigação mais efetiva para desvios e postergações é o coletivo, é a parceria, a psicologia nos mostra que um grupo bem orientado e bem intensionado tende a minimizar alguns mecanismos inconscientes que nos levam a nossas zonas de conforto.

O Silas, colega de DB em SP transmitiu pelo meu celular um face live em duas partes, por deficiência da rede ficou bem truncado, mas esta aqui – link do primeiro vídeo – link do segundo vídeo. E abaixo tem algumas fotos pra ilustrar:

No meu bloco eu pareei com a Cristiane Coca Pitzer (Paddy Power Betfair), que falou sobre sua experiência nacional e internacional como Agile Coach.

AT 2018 – breadcrumb – vs08

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