Pesquisa desk

O mundo na ponta do nosso dedo, ao alcance de alguns clicks, esta é a realidade do mundo ocidental no século XXI. Me dê uma ideia ou desafio e um punhado de minutos e saberemos o que está acontecendo mundo afora em relação a ideias, negócios, produtos, serviços, se tiver cunho social, saberemos sobre governos, ONG’s, empreendedorismo social, … se tem muito lixo, também tem muita coisa boa.

Em se tratando de ideias, ao tê-las, nada impede e os resultados são sempre imprevisíveis se fizermos uma pesquisa, quem mais teve a ideia, onde, como, quando, … Se não encontrar nada, provavelmente esta procurando pelo termo errado, traduza para o inglês, espanhol, em breve teremos que traduzir para o mandarim. O primeiro passo é descobrir os termos, depois só vai …

O que é Pesquisa desk?

Também conhecida como pesquisa secundária ou documental, é um método de pesquisa que baseia-se em dados já existentes e disponíveis. Basicamente envolve busca, seleção, agrupamento, tratamento e consumo. A diferentes categorias de fontes possíveis, as relacionarei mais adiante, mas podem ser fruto de pesquisas primárias realizadas, analisadas e disponibilizadas, gratuitamente ou não, por alguém,

Via de regra exige tempo, mesmo que alguns dados secundários possam ser adquiridos, ao contrário da pesquisa primária, que exige investimento, pois exige planejamento, preparação, coletando dados em primeira mão junto a determinada amostragem, podendo terceirizar parte deste trabalho, empregar terceiros, havendo inclusive empresas dedicadas a pesquisas primárias.

Fontes de dados secundários

Temos como fontes secundárias de dados, bibliotecas de trabalhos acadêmicos, científicos, bibliotecas públicas, dados públicos abertos, de agências governamentais e organizações não governamentais,

Dados gratuitos disponíveis na Internet – Podemos fazer coleta de dados secundários através de pesquisas regulares via buscadores e em navegação. Compartilhamento de comunidades de práticas, organizações, ONG’s, governo e empresas constituídas tem preferência por ter maior idoneidade, mas sites e blogs pessoais, em especial de referências e influenciadores são também opção, tomados os cuidados necessários quanto a aferir, cruzar com outras fontes, sobre sua confiabilidade.

Agências governamentais e não governamentais – Dados os mais variados são oferecidos de forma aberta, inclusive algumas em formato já XML ou REST para automação de acesso e de atualizações. Dados de senso, dados de transparência, de mercado, de interesse público, dados oficiais ou oficiosos, relevantes para determinados fins e que empresas ou organizações podem usar. Há sim dados abertos, mas há dados de senso, regulatórios, históricos, pelos quais pode haver alguma taxa envolvida.

Grandes repositórios públicos – Bibliotecas, acervos, museus, … são certamente boas fonte de pesquisa de dados secundários, inclusive o termo pesquisa documental vem daí, no passado as fontes tinham concentração nas bibliotecas públicas em documentos impressos. As bibliotecas públicas podem ter cópias de pesquisas históricas, além de disponibilizarem documentos, livros, anuários, coleções de publicações governamentais, estatísticas de mercado, negócios e boletins informativos.

Instituições de ensino e científicas – Bases de dados como a Elsevier, variados revistas científicas de diferentes níveis de avaliação e reconhecimento, inclusive de grandes escolas e universidades de reconhecimento internacional. O número de pesquisas realizadas a cada semestre por qualquer programa de pós-graduação, mestrandos, doutorandos e projetos de pesquisa é desproporcionalmente maior que em qualquer outro setor empresarial.

Informações comerciais – Empresas de mídia, como jornal, rádio e tv possuem sempre grandes acervos, sempre úteis em pesquisas secundárias. Há também empresas e entidades que levantam informações gerais de mercado ou específicas de determinada ordem ou natureza para seus sócios, associados ou classe. Informações sobre desenvolvimentos econômicos, agenda, mercado, demografia, focados em segmento rural, indústria, varejo, saúde, …

Método básico

  1. Esclareça o tema de pesquisa, seus objetivos, necessidades e restrições;
  2. Identifique as fontes de pesquisa, dados, condições, confiabilidade;
  3. Coleta dos dados a partir do acesso a cada um deles, validação e organização;
  4. Combine, agrupe, trate, limpe, cruze, mapeie o que tem e atribua nível de confiança;
  5. Analise os dados e trabalhe suas conclusões

A pesquisa secundária é previsivelmente menos onerosa em recursos como tempo, custos, pessoas envolvidas, ela deve ser aproveitada o melhor possível. As vezes 15 minutos de pesquisa na internet nos agrega muitas informações e insights, negar isso é aumentar os riscos desnecessários decorrentes de desconhecer algo que está acessível a qualquer um.

A desvantagem é inerente a sua natureza, porque fosse uma pesquisa primária, estruturada exatamente a nossa demanda, garantindo o regramento e metodologia necessários para que seus resultados sejam o mais confiáveis e úteis possível. Na secundária, sempre podemos estar sujeitos a leitura e interpretação equivocadas, que levaram a informações erradas ou tendenciosas.

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