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Personas é meio para empatia, entendimento e atendimento

Podemos e devemos entender que PERSONA é a chave, pela relevância de criarmos empatia e reamente compreendermos os clientes, stakeholders, público-alvo, em seus diferentes segmentos e perfis, tanto quanto nossos key-users, usuários, parceiros e operadores.

Para que um produto tenha sucesso, o substrato são as pessoas, quanto mais estabelecermos uma conexão com as pessoas envolvidas, em todos os sentidos, é fundamental. Aquelas que compram, mas também aquelas que vendem, operam, viabilizam, influenciam, …

Para cada produto, serviço ou processo, é preciso debater, pesquisar e mapear suas personas, cada qual com seu peso e equilíbrio em relação às demais, entender a relação entre elas, o peso de suas ações e decisões, como envolvê-las, torná-las parceiras.

Nem sempre as técnicas são explicitas, é uma questão de escolha, algumas serão construídas colaborativamente, algumas as vezes são materializações mais simples, as vezes reaproveitamos mapas já materializados e confirmados, cada caso é um caso.

Ao imaginarmos uma startup ou um novo time de produto, é possível imaginar alguns passos iniciais de grande valor agregado e que sustentarão nossa estratégias a execução – mapas de empatia, mapas de rede, mapas de mercado e a identificação de amostragens:

A) Canvas de empatia possuem variadas abordagens e campos, todos mapeiam personas, com o objetivo de entender, monitorar e cada vez mais buscar o maior nível de conexão e satisfação, através de produto, serviço ou processo.

B) Mapas de rede oferecem amplitude de visão, representando o relacionamento entre diferentes perfis e o que estes relacionamentos nos dizem, um zoom out, informações que enriquecem o processo de empatia em uma visão mais ampla. Os nodos

C) Estatísticas diversas, dados de 1° e 2° nível, pesquisas, especialistas, tendem a gerar visões significativas, com frequência subsidiando projeções e volumetria, curvas normais com medias e extremos, por adesão, por quantidade, por necessidade, etc.

D) Amostragem, porque um dos maiores ganhos do método de mapeamento de personas é a identificação de amostragens assertivas que serão usadas para direcionar pesquisas, eventos de validação, promoções, relacionamento e experiências.

Técnicas de levantamento, validação, elicitação, debates, estudos, … que podem ser usadas a qualquer momento em meio a ciclos iterativo-incrementais, permanentemente buscando entender e validar nossos pressupostos, sua evolução e (re)posicionamento.

Em se tratando de Toolbox, as quatro técnicas acima e as doze abaixo, nos ajudam a dar start em um processo iterativo virtuoso, pois ajudará na visão de personas, proposta de valor, MVP’s, validações, desenvolvimento do cliente e pivots de diferentes níveis.

1. Entrevistas sempre serão úteis, a preferência é por técnicas mais coletivas, posto que registrar opções pessoais é anos luz atrás de reunir pessoas e gerar informações percebidas como convergentes ou divergentes;

2. Pesquisa Desk é a técnica de se utilizar de seu computador conectado a grande rede e rastrear o que ela tem a nos oferecer sobre mercado, clientes, concorrentes, fornecedores, … tudo isso ao alcance de um click;

3. Surveys são pesquisas online, dedicando-se o tempo necessário para formulá-la, antecipando possibilidades e cenários. É importante fazer um piloto, que pode inclusive ser analisado em um grupo de especialistas;

4. Análise de conteúdo é uma técnica tão antiga quanto as entrevistas, pois os documentos e material citados em algum momento podem ser requisitados, agrupados, para serem analisados, entendidos;

5. Experimentos são consultas a partir da realização de uma sequência de passos previamente preparados de forma a reproduzir condições para diferentes grupos e assim analisá-los de forma comparativo em suas semelhanças e diferenças;

6. Shadowing é uma técnica de observação, muito utilizado por times de variados produtos e serviços, providenciando horas, turnos ou dias acompanhando clientes, key-users, parceiros, para melhor entendê-los;

7. Diário é uma técnica em que pedimos para alguém registrar tudo o que acontece em certo período de tempo, usado por exemplo, quando o shadowing não é possível, quando pedimos para o próprio cliente fazer os registros;

8. Pesquisa aqui tem uma abordagem abrangente, podendo utilizar-se de questionários, quantitativa ou qualitativa, seguindo métodos mais científicos e a partir dele levantando hipóteses ou conclusões;

9. A técnica Delphi é uma consulta a especialistas, de forma que cada um se posicione sob seu ponto de vista, expertise e know how, informações que são cruzadas para buscar suas variações e coincidências;

10. O uso de debates possui dezenas de formatos, desde painéis, fishbowls, open spaces, world café, técnicas mais abertas ou fechadas, formais ou informais, com coordenação centralizada ou auto-organizados;

11. Focus Group é quando reunimos um grupo de pessoas representativo de uma de nossa personas para validação de informações, que são submetidos garantindo evitar-se influenciar suas percepções;

12. Unfocus Group é uma proposta que segue uma boa prática de debates da IDEO, onde em um grupo de discussão inclui-se propositalmente perfis desconexos, como um psicólogo, sociólogo, alguém completamente fora do tema que será debatido.

Um case de personas, quem elas são, o que comem, onde moram?

Imagine Travis Kalanick imaginando em 2009 o Uber como um serviço de taxis executivos, as personas a serem mapeadas eram os clientes preferenciais (executivos) e a rede no seu entorno, não executivos, motoristas, taxis, ônibus, parceiros, oficinas, postos, …

Aproximar-se destas personas, entendê-las, gerar e induzir empatia em ambos os sentidos, cada uma delas poderia e teve um papel fundamental na história da Uber … Para o founder, business owner, product owner e envolvidos, mapear as suas personas de forma ampla é crucial.

Se não quiser chamar de persona quando não é o cliente final, batize de outro nome, chame-os de bruxos, mas conhecer seu perfil, comportamento e necessidades é tão importante quanto conhecer seu cliente. Porque são engrenagens de uma mesma máquina.

 

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Contribuindo no planejamento de carreira de jovens – um acelerador de 0 a 100!

Com frequência, jovens e alunos, alguns veteranos também, me procuram para ajudar a quebrar alguns paradigmas, refletir e materializar um plano de carreira. Para ajudar é preciso resgatar sua história, aspectos essenciais, ajudar a melhor mapear e organizar seu contexto, referências, novas atitudes e principalmente, estabelecer objetivos.

Fui criando guias, hoje são duas folhas A3 que conduzem um storytelling com HMW sobre sonhos, profissão e carreira, gerando as deixas para falar sobre empatia, cenários, antecipação, valor, com destaque para networking e provocações sobre o paradigma onde o profissional precisa escolher a empresa tanto quanto a empresa escolher o profissional.

Em cada nova informação, podemos usar cards com cores que identifiquem prioridades, insights, pontos de atenção, especialmente a primeira folha, onde temos formação (podemos colocar tickets destacados com certificações ou treinamentos), em hobbies, posto que muitas vezes hobbies são grandes aliados para integração e interação.

Entrevistas e contatos, ter na ponta da língua o que quer, porque, referências, competências:

A empresa mapeia e sabe exatamente o que esta procurando, infelizmente quem esta sendo entrevistado as vezes só quer um emprego, não tem muito o que dizer, conversar, se posicionar. Antigamente precisávamos do CV e uma prova técnica, hoje também temos longas conversando sobre vivências, plano de carreira, mapa de competências, expectativas.

Planejamento de carreira é algo essencial para entrantes no mercado, que muitas vezes nem tem muita convicção sobre o que querem fazer, informações úteis ao se prepara para uma entrevista, posto que cada vez mais os entrevistadores buscam pessoas que sabem o que querem, tem atitude, certos de suas certezas e de suas incertezas.

Profissionais, é fundamental constantemente expandir sua rede com profissionais de referência (pág.1):

Mapear quem são os nomes em destaque, porque se destacam, onde e como interagem e geram valor, usualmente nomes do circuito de eventos, palestras, webinars, artigos, posts, que merecem ser fonte de inspiração. Eu uso o termo cercar, quer dizer, seguir nas redes, assistir, interagir sempre que possível, conhecer e se fazer conhecido.

Ao fazê-lo, nos mantemos informados sobre a excelência, não só competências essenciais, hard e soft skills que os destacam, mas sobre ferramental, técnicas, boas práticas, seguindo o modelo de Broadwell que destaca a importância em saber que existe, sair da ignorância, para então ter atitude e querer aprender, se desenvolver.

Atuações (personas) e valor, saber as profissões e carreiras em destaque onde pode e quer atuar (pág.2):

Uso a alegoria de personas do design thinking para explicar papéis almejados, uma forma de entender que é preciso saber pelo que esse profissional é valorizado, que valor ele agrega, seus principais atributos. Essas informações geram em nós a percepção de prioridade naquilo que é nosso plano de desenvolvimento, estudos, investimento.

A oportunidade de ampliar de forma constante seu networking com profissionais da área e papéis que temos interesse é um grande acelerador para saber rapidamente de oportunidades, novos conhecimentos, chances de tornar-se conhecido na área de forma discreta. Se você é da área jurídica, o mínimo é ter uma rede crescente de advogados, escritórios e até juízes sempre que possível.

Empresas, networking e canais, estamos no ápice de uma visão de cenários possíveis e envolvimento (pág.2):

Identificar as empresas onde mais quer trabalhar é um exercício permanente, ao ter um bom e crescente networking, ao participar de fóruns e eventos, inevitavelmente conhecemos mais e mais detalhes sobre empresas. Sua cultura, práticas, oportunidades, investimentos, também sobre seus negócios, produtos e serviços, até mesmo sazonalidade.

Investir na aproximação de profissionais, empresas e desenvolver um networking que gere um ciclo virtuoso de informações e oportunidades, também tem a ver com a reflexão sobre canais e relacionamento. Como você usa as redes sociais, o quão é ativo e atrai a atenção, o quanto posta e compartilha coisas sobre a sua área, isso não pode ser difícil, se é, é um ponto de preocupação.

A primeira página A3 é um exercício de visão de vida, contexto e trajetória até aqui, na prática é um aquece para a segunda página:

1. Identificar o nome e, se quiser, família imediata, com quem vive;
2.  Algo que curte muito sobre o seu momento hoje;
3. Algo que o preocupa, que o tira do sério hoje;
4. Liste seus hobbies, talentos, esportes, coisas que faz por curtição;
5. Rendimentos (quanto ganha hoje) ou de onde vem essa grana;
6. Despesas (quanto gasta hoje) ou onde vai a sua grana.

7. Formação, com seus cursos, eventos, etc;
8. Experiência, sobre trabalho, formais ou informais.

9. Sonhos, desejos para a vida, viagens, família, conquistas;
10. Carreira, o que já havia projetado ou previsto;

11. Profissionais de referência, aqueles que vale a pena se aproximar;
12. Competências que os destacam, que os fazem ser reconhecidos como tal.

A segunda página é onde mapearemos nossas percepções, meios, objetivos e um plano com priorização de atividades priorizadas:

1. Papéis ou personas sobre as atuações possíveis ou desejadas, podendo ser cargo, função, colocação;
2. Qual o valor que estes papéis entregam e são valorizados, hard e soft skills, desempenho.

3. Quais as empresas são aquelas top 3 onde quer realmente continuar ou entrar em breve;
4. Networking é a identificação de quem pode ajudá-lo a fazer isso acontecer, chegar onde quer chegar.

5. Canais e relacionamento? Qual passará a ser sua estratégia em redes sociais, grupos, eventos, …

6. Um plano de atividades, ações, empenho, mudanças, devidamente priorizada e sequenciada de 1 a 5.

Tenho dezenas de posts com ferramentas destinadas para auto-conhecimento, abordagens, modelos, técnicas, um carinho especial com planejamento de carreira por ser professor e ver esta inquietude e muitos erros em jovens meio perdidos neste quesito. O artefato acima descrito não é a evolução disso tudo, mas um instrumento mais, pois as vezes um SWOT basta, as vezes um mapa de rede, outras um Value Proposition com um plano de melhoria naquilo que faz para tornar-se melhor, caso-a-caso:

Mas, com ou sem planejamento de carreira, boa sorte aí!

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Aprender a mapear experiências (jornadas) é um diferencial essencial

Tudo na vida pode ser visto como histórias, quer seja um produto, serviço, trabalho, família, amigos, etc. Tudo fica mais claro quando visualizamos o passo-a-passo e os enriquecemos com informações, expectativas e percepções, melhor ainda se reunirmos um grupo para isso. Técnica poderosa, em uma retrospectiva para lições apendidas, para a compreensão de negócios ou co-criação de algo disruptivo.

A gênese desta abordagem acompanha a humanidade desde a idade das pedras, quando os grupos humanos passaram a se reunir para contar sua história, crenças, leis, façanhas e temores, inicialmente ao redor do fogo. Storytelling é uma técnica ancestral, pela qual todos nós somos capazes de contar uma história passada, presente ou futura, real ou ficção, onde todos que participam viajam e tornam-se parte dela.

STORYTELLING é mais que uma mera narrativa, mas a arte de contar histórias envolventes, fazendo as pessoas se sentirem realmente parte dela, gerando empatia com seus personagens, para assim transmitir uma mensagem de forma inesquecível.

Uma história bem contada tem o poder de nos transportar a momentos, lugares e dimensões, quando mais facilmente nos colocamos em outro papel e contexto, vendo o mundo pelos olhos de um protagonista. No mundo dos negócios surgiram técnicas para mapear a experiência do cliente, do colaborador, do cidadão, buscando no passo-a-passo de alguém uma relação a uma ideia de negócio, produto ou serviço.

A palavra-chave é Empatia, colocar-se no lugar de outra pessoa, hora para entender como aconteceu, acontece, aconteceria ou acontecerá. O objetivo não é apenas entender a narrativa, mas induzir as pessoas a incorporarem um papel, vivenciar a experiência junto ao protagonista, olhando pelos seus olhos, sentindo o que ele sente. Para isso, podemos contar com diferentes sentidos – visão, audição, tato (motor), etc.

EMPATIA é uma palavra de origem grega, significando a habilidade de entender a necessidade do outro, sentindo o que outra pessoa sente, conseguindo se colocar no lugar dela para ver o mundo pela sua perspectiva e singularidade.

No mundo dos negócios, sempre tivemos técnicas de diagramação, contando com notações formais para desenho de processos, desde fluxogramas a casos de uso e BPMN. A diferença entre BPMN e storytelling é que jogamos fora o formalismo, para que qualquer pessoa ou grupo, juntos possam debater de forma livre e aberta, provavelmente usando quadros brancos ou postits, para desenhar jornadas.

O BPMN é útil para registro formal de processos, treino e regulação, auditorias, automação, mas exige profissionais treinados em sua notação e técnicas, possui ciclos longos de levantamento e desenho devido ao seu rigor técnico. O uso de desenhos informais como jornadas permite que qualquer grupo de profissionais use de criatividade e busque consenso para o melhor desenho frente a seu entendimento e objetivo.

BPMN ou “Business Process Model and Notation” é uma notação para gerenciamento de processos de negócio, prevendo uma centena de ícones padrão, regras e pré-definições no desenho de processos organizacionais, visando treinamento, padronização e auditoria.

Desapegue, use técnicas abertas que geram bons resultados em qualquer contexto, pela assertividade encontrada a partir de poucas regras e muito diálogo, materializando mapas de fluxo, com notação e forma sempre singulares, com informações auto-organizadas, hipóteses, afirmações úteis. As técnicas mais ricas e empáticas possibilitam enriquecimento adaptativo de informações, como em Customer Journey Map e Blueprints.

Jornadas são como filmes com extras, com pontos fortes e fracos, dados sobre atores, valor, evidencias, background, dispositivos, ideação, satisfação, etc. Originalmente são propostos mapas cartesianos, frente a um passo-a-passo da primeira linha, contando com diferentes trilhas de informações adicionais logo abaixo, cada passo acrescendo dados, para que na soma deles possamos compreender o seu real potencial.

Na minha opinião, são conceitos e técnicas fundamentais a qualquer profissional, tanto para quem é de negócios, backoffice, quanto de tecnologia. Ter experiências mapeando blueprint e journeys é uma garantia de vivência na co-criação de empatia e compreensão coletiva sobre a experiência de quem queremos melhor conhecer e atender, desde clientes, colaboradores, cidadãos a perfis mais específicos e singulares.

Dica importante? Só se aprende fazendo, desapegando de eventual Síndrome do Impostor (*), acreditando que este é um trabalho colaborativo e que juntos debateremos o assunto e selecionaremos construtivamente as informações pertinentes ao contexto em direção ao nosso objetivo. Todos os aprendizados, tentativas e erros, desenvolverá em cada um de nós melhor capacidade de empatia e modelagem de experiências.

(*) SÍNDROME DO IMPOSTOR na psicologia é uma linha de pensamento onde a pessoa não consegue aceitar que é capaz, sendo levada a procrastinar ou não fazer, postergando desenvolver-se como profissional, achando que somente os outros é que conseguem.

Eu parto da missão para a escolha das técnicas, sequenciamento e profundidade, antes, durante e depois, conforme o objetivo acordado, segundo o mix de atores envolvidos, o tempo disponível, perfil dos principais protagonistas e das equipes envolvidas. O uso de pesquisa, briefing, técnicas de visão relacionadas a estratégia, negócio, entendendo se partimos de uma ideia, evoluímos um produto ou buscamos oportunidades.

Raramente uso templates como os abaixo, encontrados em qualquer pesquisa no Google, mas acho que engessa o fluxo inquisitivo e criativo, prefiro definir cores para os tipos de informações a medida que afloram. Inicio apresentando as técnicas e depois co-criamos juntos mapas de informações que raramente são quadradinhas e cartesianas, mas sempre representam o tanto de real alinhamento e valor que definimos.

No desenho de jornada é possível visualizarmos o passo-a-passo e as informações e percepções consequentes que auxiliarão na empatia, debate e tomada de decisão colaborativa daquilo que queremos entender e melhorar, enquanto no blueprint temos uma visualização exata de camadas, alçadas e meios envolvidas a cada passo. Em ambos temos a identificação de áreas quentes, propícias a ideação e melhorias.

A cada passo em uma jornada, podemos incrementar uma infinita gama de informações pertinentes, escolhidas (com certa parcimônia) pelo grupo reunido, sempre o mais multidisciplinar possível, usando recursos presenciais ou remotos de modelagem, quer postits físicos ou virtuais, talvez com quadros brancos e paredes, mas também podendo ser com o software Miro ou Mural, sempre da forma mais colaborativa possível.

No exemplo abaixo, debatemos a ideia de negócio no #1, empatizamos com as personas no #2, desenhamos a jornada deles no #3 enriquecida com o máximo de informações a cada passo, contexto e proposta de valor, para no #4 desenharmos a jornada futura e no #5 propôr uma sequência baseada em valor, percebendo-se etapas como MVP’s ou Releases para validações e negócios. O #6 é próximos passos.

A tempo, quando ajudo a montar jornadas e blueprints eles se parecem com a imagem real abaixo (não posso deixar nítida por termo de confidencialidade) no ítem #3 e #4:

O mapeamento de uma jornada e o eriquecimento de informações junto a cada passo é, em hipótese, algo simples e descentralizado, se temos 10 pessoas discutindo uma jornada, o foco é qualquer um dos participantes, em especial se houver um facilitador, ir registrando a discussão através de passos e informações em postits, ao natural as coisas vão se estruturando, sequenciando e fazendo mais sentido.

Um amigo certa vez descreveu uma inception por um prisma muito interessante, nos primeiros passos há um misto de sentimentos, como “o tempo está passando”, “tenho pressa, assim não vai dar”, “já discutimos isso”, “gostaria de pular tudo isso e ir direto ao ponto”, mas é preciso  acreditar na lógica do processo e se engajar para que dê certo, aos poucos as coisas começam a encaixar e as decisões sempre fluem a bom termo.

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Home Office exige disciplina e indisciplina na medida certa

Listei alguns tópicos relevantes para quem nesses dias de covid-19 está atipicamente em casa fazendo um home office forçado, marquei de forma despretensiosa com (+) aqueles que exigem um tanto de maior disciplina e com (-) aqueles que inevitavelmente, por bem ou por mal, exigirá abrir um pouco a mão da disciplina e controle:

Antes de mais nada, carinho com quem tem menos compreensão: Tenha empatia, alerte e combine com os colegas e chefe para todos terem um pouco de paciência com eventuais deslizes dos filhos. Mas, pense bem, ter o papai ou a mamãe em casa, mostrando para eles como é legal o seu trabalho, pedindo uma “ajudinha”, brincando vez em quando no vídeo com os colegas, … Assim ficará mais fácil eles colaborarem. Lembre-se que seus filhos (gatos e cachorros também) estão acostumados a ter toda sua atenção quando você está em casa, precisarão de tempo para se acostumar que você está em casa, mas não a disposição, tenha paciência com eles e se necessário alerte e peça que o chefe, o cliente e os colegas também tenham.

AMBIENTE (+): Estabeleça uma mesa para ser o seu “home office”, preferencialmente uma mesa para que tenhas uma postura ergonômica, isso vai ajudar a seu cérebro começar a se adaptar caso essa parada de covid-19 demore um pouco mais que o esperado, sem stress, mas essa definição ajuda também a conjuge, filhos, outras pessoas a lembrarem que estás trabalhando.

CHURRASCARIA (+): Divirta-se, faça uma placa tipo churrascaria, vermelha de um lado e verde do outro. Assim como o garçom, se estiver no vermelho não é para atrapalhar (vídeo, áudio ou tentando achar uma solução), só não deixe sempre no vermelho nem brigue se alguém esquecer … é uma forma de tornar esse puxa e solta com a família mais inusitado, diferente;

START (+): Eu recomendo o mindset da técnica dos 7 minutos no início de cada dia ou jornada, garanta alguns minutinhos com uma folha em branco, <1> liste as pendências do dia anterior, <2> liste os compromissos do dia, <3> seja criativo, pense o que vai rolar, ordene, priorize, veja e avise a quem está aguardando se algo não vai rolar. Um brainstorming individual e singular no início de cada dia ajuda a ter maior clareza nas prioridades, entregas, comunicações de status e é um excelente motor de arranque;

AGENDA (+): É importante manter uma agenda clara de reuniões, mesmo aquelas que antes não precisava agendar. No escritório é só cutucar o ombro do colega e bater um papo, mas lá percebemos o contexto, se o momento é apropriado, agora estamos todos distantes uns dos outros, então é preciso um pouco mais de disciplina e se possível combinar os melhores horários e agendá-los;

HORÁRIO (+/-): Por um lado, é muito positivo manter a rotina, acordar, tomar um bom banho, colocar uma roupa (**) confortável, mas por outro é preciso relaxar com os pequenos imprevistos previsíveis por estar em casa, o interfone, o vizinho, o conjuge, a filha (*), o contexto doméstico exige que não tornemos o dia “duro” demais para não tornar a experiência tensa … aproveite;

(*) FILHOS (-): Cara, relaxa, tenha uma visão de produtividade e entrega para o seu dia, mas não tente fazer de conta que está no escritório, seus filhos ou crianças não conseguirão entender isso. É preciso ser estratégico, ter papel e lápis, ir administrando e fazendo combinações de boas, sem stress, a parada tem que ser equilibrada e diplomática, senão vai ser o inferno. Em alguns casos, sua produtividade provavelmente será menor e a galera, inclusive o chefe tem que entender isso;

(**) DRESS CODE (-): Pessoalmente acho ruim trabalhar em casa de pijama e pantufa, melhor manter um mínimo de indicadores ao cérebro que você está perto do sofá, da TV, da geladeira, mas que não é final de semana e temos trabalho a fazer. Manter o habito de “ir para o trabalho” é significativo para o seu cérebro. Outra coisa, evite iniciar um vídeo sem camiseta, de cueca, etc, achando que ninguém vai perceber, daqui a pouco o celular cai, você passa na frente do espelho, o note fecha e aí vira folclore;

SW VÍDEO (+): Mantenha o(s) SW de video sempre aberto(s) e disponível(is) para chamadas (***), combine entre a galera o meio e mantenha-o aberto, porque cada um deles tem seu tempo para abrir e conectar, o Zoom usa uma chave, Teams, Whatsapp web, Skype, Hangout, Whereby, etc, cada um demora um tanto para abrir e fechar a conexão, senão terão que chamar mandar email ou Whats pedindo para abrir o vídeo ou áudio.

(***) OLHO-NO-OLHO (-): Uma coisa que aprendi com algumas equipes remotas é que podemos manter a chamada de vídeo o tempo que quisermos, mesmo sem falar, focados no trabalho, com todos em MUTE, para alguns ver os rostinhos dos colegas ali na tela ao lado ou em background torna tudo mais confortável e focado. Dá para fazer uma brincadeira, mostrar um recado, aproximar descontraindo;

GELADEIRA (+): Você vai ter que ter mais disciplina com a geladeira, no final de semana assaltar a geladeira faz parte, mas assaltar sete dias por semana não vai dar … policie-se, senão quando o covid-19 passar, você vai ter que passar uma temporada numa clínica de emagrecimento ou spa. Mantenha os mesmos hábitos do trabalho, um chimarrão, talvez um lanchinho no horário de sempre. Uma opção legal é ter frutas a mão e comprar menos bugigangas, isso tira a ansiedade gerada pela proximidade da geladeira;

Relaxe e aproveite, quem sabe é uma experiência forçada que nos autorizará a praticá-la com mais frequência por opção no futuro próximo.

A tempo, covid-19 não é o apocalipse Zumbi, então não consuma mais que o necessário, não compre mais que o necessário, seja racional em tudo, é só seguir as orientações … sem corridas aos supermercados, ok! Com calma, cuidados, consumo inteligente e usando a tecnologia a nosso favor, logo passa e dentro do possível aos poucos voltamos ao normal.

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Carreira – The six “coffees” of separation

No final da minha aula semana passada, fiquei em sala até bem mais tarde conversando com um aluno que está na busca do que ele de fato quer fazer, qual carreira seguir – data science, desenvolvimento de software web, mobile, … Falamos é claro sobre papéis, cargos, funções, emprego, mas principalmente que a resposta a essa pergunta não está nos livros, mas na vida real lá fora.

Falamos sobre networking e como ativá-lo, citei alguns exemplos de bruxos nas áreas de conhecimento que ele citava, quase todos atuando em empresas a curta distância de onde estávamos conversando naquele momento, no 32 da PUCRS. Acredito na tese de Milgram, que encontramos qualquer pessoa a no máximo seis “cafés” ou hangouts de distância (*).

(*) The six degrees of separation, estudo científico dos anos 60 do psicólogo Stanley Milgram, ele confirmou que com até seis cartas é possível conectar duas pessoas quaisquer no mundo. O experimento enviava a pessoas uma carta com um destinatário, se o conhecessem deveriam reenviar a ele, se não o conhecesse deveria mandar a alguém de suas relações que talvez o conhecesse, gerando uma sequência de no máximo seis pessoas. Em estudo mais recentes, usando redes sociais, Facebook e Yahoo provaram que a taxa de separação entre duas pessoas quaisquer caiu para 3 a 5 pessoas.

Existem muitas ferramentas para ajudar a modelar e planejar nossas carreiras, mas a maioria delas pressupõem que já temos um mínimo de convicção do que queremos fazer, com o que queremos trabalhar. Sem isso, é preciso iniciar pelo começo, pesquisar, entrevistar, conversar, mapear e conhecer melhor diferentes empresas, áreas e profissionais que atuem nos diferentes papéis que atraem nossa atenção.

Como no duplo diamante do Design Thinking, iniciando por pesquisa, entrevistas, consultas, gerando um mix de opções de carreira, então selecione um por vez, iniciando pelo mais promissor, entender suas características, hard e soft skills, mercado, empresas, valores, até escolher um deles. Então, vivenciar, crescer, consolidar ou pivotar, mudar se preciso ou desejado.

“Café” é a melhor estratégia  🙂

REDE – Se sair da inércia é o primeiro passo, então o segundo é marcar um Hangout, é usar a teoria de Milgram a nosso favor, se Data Science é uma possibilidades, é agendar alguns contatos com profissionais envolvidos em ciência de dados, BI, data warehouse, people analytics, data lake. Se não os conhece, acione quem conhece e peça ajuda, triangule, conheça melhor sua rotina, skills, etc.

PERSONAS – A medida que vamos tomando cafés (também pode ser um suco, biscoitinhos, smoothies, almoços, visitas ao trabalho, etc), vamos conhecendo o melhor possível empresas e suas diferentes oportunidades, função, cargos, profissão, vagas relacionadas. É possível manter tudo isso na memória, mas sugiro ir montando um mapa conceitual do networking e mapas de personas sobre cada uma destas opções.

EMPRESAS – Além de um mapa de possíveis colocações e atuações, importante já ir montando uma matriz ou mapa mental com as informações sobre as empresas. Times, profissionais, tecnologia, contratações, valores, pontos fortes e fracos, opiniões, tudo o que lhe auxiliar a ir estruturando suas escolhas e plano de ação.

Pouco tempo ao tempo Com toda certeza, deve ser um plano adaptativo, iterativo-incremental, cada passo deste processo deve demorar dias, o objetivo neste caso é ir validando e avançando. Nada é definitivo, então faça acontecer, não sente encima porque não é um ovo, tenha objetivos de curto prazo, o mais importante é dar um passo após o outro em alguma direção.

É importante ter em mente que para chegar a ser um profissional cobiçado, provavelmente obterá antes um estágio, um nível júnior inicial, aprendendo e crescendo, como na alegoria dos três horizontes da McKinsey. Pensar os primeiros passos é mais importante que a dúvida natural sobre o tamanho da fatia de tempo prevista, que é relativa conforme a pessoa, área, papel e desafio.

ODYSSEY – Tenho uma releitura do Odyssey Plan do Evans e Burnett, o sequenciamento só diz respeito a ordenação, não a fatias de tempo, podem ser semanas, meses até anos. O importante é que a partir do primeiro café, já é possível começar o mapa de rede, personas e empresas, logo, também começar a pensar no seu Odyssey.

Feito o Odyssey, por favor, faça um quadro físico com postits ou um virtual no Trello, garanta que seu cérebro irá se indignar se os cards não andarem e o tempo sim. Um quadro kanban é a garantia de auto-gestão, um antídoto à procrastinação … por isso, prefiro quadros físicos, na geladeira, na porta do roupeiro, porque ele nos alerta a cada dia se as coisas estão andando ou estamos rolando com a barriga.

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Entrevista para o programa Mundo VUCA

Falamos sobre paradigmas e pragmatismos, disrupção e status quo, sobre teorias e modelos, porque se o Mundo é VUCA, como fazer para surfar nessa onda? É óbvio que não tem receita de bolo, mas tem muitas dicas legais de ingredientes, gestão do conhecimento, parceiros de viagem e sobretudo autoconhecimento, autodiagnóstico e mãos a obra, experimentando, tentando e aprendendo a cada tentativa.

Conheci o Alexandre Ascal e o Ramon Peres Luis da I2DH em um dos meus workshops Toolbox 360° há um ano atras, como o universo conspira e é 100% VUCA, quis o destino que descobríssemos amigos em comum e que acabaríamos no Living 360° juntos gravando um programa sobre empresas e profissionais do século XXI para o programa Mundo VUCA da Esteio News OnLine, onde são âncora, produção, direção e câmera.

Grato pela oportunidade!

Alexandre Ascal – https://www.linkedin.com/in/alexandre-ascal-de-melo-05230921/

Ramon Luis – https://www.linkedin.com/in/ramon-luiz-486473195/

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Mapa tático para (re)colocação profissional

Tenho paixão por ajudar jovens e veteranos a organizar as ideias em relação ao seu planejamento de carreira, com certeza um tema frequentemente desconsiderado por muitas pessoas. Como professor e mentor, uso muitos artefatos, caso a caso, mas faltava algo que me ajudasse a direcionar sob aspectos que credito serem de muita utilidade e em uma sequência de alto valor agregado em muitos casos.

Para ser didático, concentrei quesitos que não constam em nenhum dos outros canvas e que são essenciais a minha abordagem, auto-conhecimento complementar a um SWOT, mapa dos sonhos na linha dos três horizontes da McKinsey, persona e rede sobre o papel desejado e quem pode ser acionado, finalmente, qual a tática a ser adotada, iniciando pela empresa ou segmento, oportunidade e plano de ação.

Um canvas simples, que preenche uma lacuna expressiva em um bom mindset para a busca de (re)colocação, já usei com alunos e amigos em cafés e almoços no 32 e no living, ex-colega e filhos de amigos de longa data, em um viés de gerenciamento de projeto de carreira, apresento também em sala de aula para alunos de SI … vejo nele aspectos de estratégia, visão, escopo, tempo, riscos e qualidade, recursos e aquisição.

Em anos anteriores eu explicava cada um destes quesitos e ia materializando em diferentes folhas ou só orientando a relevância de certas informações, este canvas materializa e vem atingindo o valor que me propus ao criar um A3 conveniente. Tem me ajudado a encurtar caminhos nos debates com quem me procura para discutir planejamento de carreira, com frequência pivot, reposicionamento ou recolocação.

Para cada quadrante há toda uma abordagem que o expande ou limita, quanto a relevância estratégica de ter cenários de curto, médio e longo prazos, uma adaptação dos três horizontes da McKinsey, o enorme potencial de auto-conhecimento e o quanto podemos mergulhar em pontos e resgatar informações ocultas, escolher a(s) persona(s), explicitar o networking com empresas, pessoas, contatos e traçar um plano de ação.

Como a maioria dos Canvas, há uma recomendação sobre a ordem de preenchimento, que pode ser alterada, mas a ordem induz a uma linha de raciocínio, como iniciar pensando nos seus sonhos de curto, médio e longo prazos. Seguindo pelo auto-conhecimento sobre sua história recente, forças e fraquezas, então discutir personas, networking (rede) e plano de ação. Ele não substitui nenhum dos outros, mas é complementar.

Antes é possível que façamos um SWOT, diversas personas de papéis de interesse, jornadas ou propostas de valor (melhoria), talvez johari, um mapa de competências, um BMY com sonhos, gurus e seus talentos, mas em algum momento concentro e direciono neste canvas que criei e na maior parte das vezes (quando da tempo) criamos ou oriento a montagem de um Odyssey (Evans & Burnett) para um maior compromisso.

Estratégia = Sonhos

Tudo começa pelo topo, divertido fazer um desenho, pode ser o que quiser, uma alegoria, um ícone, caricatura, para então registrar os três horizontes, que via de regra são diferentes, passos para chegar ao sonho, mas não necessariamente há três diferentes. Só esses três campos gera um bom debate e bons insights, legal reconectar-se com sonhos esquecidos, tanto quanto perceber que eles mudaram com o tempo.

Resgate à história recente

O passo seguinte é preencher como ele vê a essência de seu histórico, o que já fez, onde, porque, ganhos e dores, aprendizados, forças e fraquezas, não chega a ser um Johari, mas é significativo refletir pelo que se foi e se é valorizado, feedbacks de chefias e ex-colegas, empresa e mercado. Este quadrante a esquerda é uma reflexão sobre auto-conhecimento a partir de sua experiência recente.

Persona = Papel/cargo/função

É importante desenhar a persona almejada, qual é esse papel/cargo/função e o porque tem seu interesse, qual a principal justificativa, quais as dúvidas. Selecione uma apenas após dar a oportunidade de desenhar tantas quantas a pessoa tenha percepção de interesse real, para então identificar o que faz a esquerda e a direita o que o destaca ou diferencia como um bom profissional em hard e soft skills. No quesito persona, as vezes uso um mapeamento de diferentes persona ou mesmo empathy canvas. Simulo benchmarks, discutindo o que faz este profissional em diferentes empresas, variações, estilos, qual a mais atraente, remuneração, tendência e cenários futuros.

Rede/conexões/parceiros

Para este recolocação, quais os contatos de seu networking de 1st, 2nd ou 3rd, com quem poderá contar, acionar, pedir ajuda. Brinco que uma forma melhor de procurar é cercar as empresas almejadas, na pratica estamos falando de pessoas, encontrar e convidar para um café, um almoço, uma visita a empresa, conhecer melhor, identificar lacunas e gaps, até mesmo confirmar se é ali mesmo que quer chegar. Acredito que este quesito é um dos mais relevantes e importantes.

Plano de ação

Minha abordagem é pró-ativa, escolher as empresas que mais queremos, oportunidades conhecidas ou desejadas e o que fará para fazer acontecer, lições aprendidas. Ir atrás dos contatos e conexões que possam agilizar o processo de (re)colocação e principalmente aprendendo ao máximo a cada interação, o que falta, porque não, se não foi selecionado, o que foi o diferencial, gap analisys, para por em prática ajustes, estudos, certificações, se o que falta de fato é possível adquirir, complementar, estar melhor preparado para a próxima tentativa.

Conclusão

Vários colegas, alunos e conhecidos me procuram para debater autoconhecimento, estratégia e plano de ação para entrar, voltar ou movimentar-se no mercado. Como em tudo o mais, não tem um roteiro, é quase caso a caso, escolho uma entre muitas técnicas, todas já compartilhadas aqui – roda da vida e da profissão, personas (papéis), proposta de valor (as is – to be), swot/fofa, jornada, networking map, mapa de competências, business model you, odyssey plan, grow, …

Mas faltava algo, haviam gaps de informações e sequenciamento, por isso quero fazer refletir sobre estes tópicos, como no modelo de Broadwell, o primeiro passo é saber o que não sabemos, isto nos permite escolher usar ou não, mas se não sabemos o que não sabemos, o risco da ignorância mascara erros simples e desperdícios de aprendizados e melhorias em algo tão importante como carreira.

Tenho dezenas de posts relacionados a este assunto (carreira), fiz uma pesquisa e listei abaixo alguns, em especial um webinar antigo (*) antes de criar este canvas e facilitar uma mentoria de carreira. No webinar cito várias possibilidades de técnicas, mas havia algo faltando. Estes posts mostram que há anos venho tentando facilitar uma orientação baseada em técnicas análogas ao que usamos em projetos para empresas.