Pessoas
Principal ativo de qualquer empresa, devemos ter orgulho de nossas equipes e ela de sí mesmo, incentivá-las a trabalhar colaborativamente, de forma racional e assertiva, é o grande desafio de diversas correntes, desde os métodos ágeis ao conceito de equipes de alto-desempenho.
O método Scrum define tres papéis, com características muito próprias:
Product Owner – É o representante do cliente junto ao time, responsável por organizar as necessidades e sonhos, entender o ROI, definir e negociar a evolução do produto, tomar as decisões de priorização, aceitar ou recusar o trabalho feito e fechar a agenda de entrada em produção;
Scrum Master – É o responsável por garantir que o Scrum seja entendido e aplicado. Os Scrum Masters fazem isso garantindo que as equipes de Scrum obedeçam à teoria, práticas e regras do Scrum. O Scrum Master é um líder-facilitador para a equipe do Scrum.
Equipe Scrum – A equipe de desenvolvimento consiste de profissionais que realizam o trabalho de construir e entregar uma versão pronta das necessidades priorizadas pelo Product Owner. Elas são auto-organizadas e a sua sinergia e auto-organização realimentam a eficiência e os resultados a cada entrega.
Se selecionar, treinar e colocar cada pessoa no local certo é um desafio, o que dizer de equipes já existentes, treinadas e habituadas a modelos tradicionais de gestão de projetos, em que o paradigma de trabalhar sob pressão, com forte hierarquia, muita adrenalina, especialistas, escopos fechados e prazos impostos?
Nada resume mais métodos ágeis que os tres pilares do Scrum – Transparência, Inspeção e Adaptação – a garantia de todo o método esta no direito e no dever em poder falar e ser ouvido, com realismo, educação e cooperação permanente. Cada integrante deve ter o sentimento de que é também dono e responsável pelo produto resultante. Havendo transparência, automaticamente teremos a inspeção (análise e diagnóstico) e adaptação (opções, decisão e correção).
Tem um conceito importante, nada entre as pessoas que praticam métodos ágeis pode ser surpresa, se aconteceu e foi legal, elogie, se não foi bom, fale, coloque-se a disposição para ajudar, sugira melhorias construtivas. Os japoneses tem o termo “GEMBA”, que significa que há um lugar e hora certa para falar as coisas, onde as coisas acontecem, não fale pelas costas, não minta ou fale meias-verdades, seja cortes e educado, mas sempre sincero e objetivo.
Cada equipe pode começar praticando estes conceitos em uma reunião periódica onde definirá um pacto de boa convivência (o que querem e não querem que aconteça) e formas de melhorar o trabalho realizado em conjunto, o pacto permitirá eliminar do dia-a-dia as atitudes juniors que tanto detestamos, mas todos serão zeladores do pacto, levá-lo a sério e lembrar aos esquecidos.
Uma coisa importante, todos, mas especialmente a chefia, deve parar de postergar o impostergável, de acomodar, evitar o caminho fácil de mascarar os problemas a partir de uma entrega, tapinhas nas costas e elogios pouco honestos. Queremos sinergia, produtividade e qualidade, não tem caminho fácil.
Dica, antes de iniciar vale a pena dar uma olhada no livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, de Dale Carnegie, um livro com uma linguagem um pouco antiga, mas que acerta na mosca em cada conceito e sugestão:


