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II edição SCRUM Prêt à Porter

Mais um Sábado de muita interação, conteúdo, sorrisos e trocas de experiências. A base era Scrum, mas com muitos links para Kanban, Lean e XP, como deve ser. Tudo começa com um supre storytelling com a Julia Roberts, o PersOnal Stylist dela (PO), o deSiMpedidor (SM) e a equipe de alta costura da nossa maison.

Amo muito essas incursões aos Sábados, sempre repleta de gente muito querida, curtindo uma admiração mútua que acaba transcendendo as redes sociais para o mundo real, brilho nos olhos, paixão em compartilhar, sorrisos e trocas de planos de carreira, ensino, aprendizados, trabalho, empresas, … vida! Só paro se for obrigado a parar por força maior, senão vou continuar a fazer com a frequência possível e viável.

storytelling workshop

Alguém postou algo que achei muito instigante, dizia que era um curso meu com minha didática peculiar 🙂 Foi um post que me fez refletir o que seria essa peculiaridade. Com certeza não dizia respeito à nata batida com os morangos  🙂  rsrsrsrs, talvez uma abordagem mais pragmática, crença de que o mais importante é começar para então esforçar-se em aprender e melhorar, quem sabe pela abordagem sincrética de várias fontes, por um Scrum que em boa parte não está no Scrum Guide … ou algo que nem imagino.

O mais importante é a presença de amigos(as), colegas e conhecidos(as) das redes, muitos sorrisos e iteração do início ao fim. Amo muito tudo isso, inclusive o cachecol, fitas métricas e gravatas borboletas \o/  O objetivo do jogo é fixação, mas também descontração em meio a um dia denso de conteúdo, longe de ser um curso técnico, mas denso pelo viés de volume de informações, algumas vezes referenciando o guide, fundamentos e citações, mas na maior parte do tempo compartilhando prática e formas de fugir das armadilhas e de teses/teorias que na prática não se sustentam.

Na página do SCRUM 360° tem todo o conteúdo … fico a disposição o/

A dinâmica segue a abordagem do Banco Intergaláctico e da edição Pokedéx, algo muito divertido para exercitar sem se apegar a tecnicismo ou mesmo à rigides de método e processo, mas a interação humana, comunicação e paixão por entregar valor … pauta permanente – o que é valor, porque estamos fazendo o que fazemos, de que forma agregamos ao cliente, ao produto, ao projeto, ao time e à empresa.

O valor do curso cobre e gera uma margem para cobrir a logistica, materiais, coffee, almoço e amenidades para descontrair e divertir. Pelo volume de informação, sem essa válvula de escape, ia ficar pesado pra caramba 🙂 rsrsrsrsrs

A alimentação é um capítulo a parte, desde as frugalisses como frutas, morangos a granel e nata batida, aos sanduichinhos e pãos de queijos quentinhos do Silva e muitos biscoitinhos, merengues e gostosuras … às pizzas do meio-dia.

coffee

É isso aí, três trilhas que muito me orgulham, três workshops derivados de meus livros e dinâmicas, autorais, peculiares. Não são (até aqui) um negócio, não são um produto, é meu hobby, a cada workshop um valor acessível à qualquer um, mesmo assim gratuito a quem por algum motivo eu queria muito que fizesse, abrindo janelas para reciclagem, colegas, amigos queridos, com o objetivo de abalar algumas estruturas  🙂

A tempo, esta edição é mais divertida, a do Banco Intergaláctico e a Pokedéx eram apaixonantes, esta dá um trabalhão, mas as outras era um esforço do cão em função de material e organização. Eram muito mais complexas, atendiam os mesmos objetivos, mas exigiam muito mais tempo prévio, impressões, variedade de material e tornava as dinâmicas mais trabalhosas a todos, na Prêt à Porter todos se divertem mais para os mesmos aprendizados essenciais.

trilhas workshops

 

 

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Vídeo animado do jogo Desafio Toolbox é uma obra de arte

Que tal assistir o vídeo com a animação do tutorial do jogo DESAFIO TOOLBOX 360°? Depois de assistir, comenta aqui ou nas redes, compartilha se acha que o jogo pode ser útil para mais alguém da sua rede. A criação é da Anima Pocket, estúdio do Alexandre Linck e da Adri Germani, os personagens no vídeo e tabuleiro são da Luisa Audy.

Esta última versão é primorosa, tabuleiro e baralho em gramatura 300, frente e versos coloridos, a editoração ficou muito legal, contando com 115 cartas com conceitos, técnicas e boas práticas descritas e com link (QRCode) para artigos. Semanalmente eu posto para todo o Brasil, sempre nas segundas-feiras:

Para adquirir o kit, envie para toolbox.audy.360@gmail.com seu endereço completo, o que quer e quantidade, eu retornarei com instruções e postarei registrado via correios para rastreio – 1 kit é R$100, 3 kits são R$250 e 5 kits são R$375

KIT COM TABULEIRO E BARALHO TOOLBOX 360°

Seu propósito é instigar o aprendizado, inovação e protagonismo. O baralho possui 115 cartas, mais portátil e melhor que um livro, mais versátil, podemos ordenar, separar, marcar, categorizar e muito mais. Cada kit pode ser usado por grupos de 5 a 6 pessoas por vez, com 5 baralhos fazemos dinâmicas com 25 a 30 pessoas.

O jogo Desafio Toolbox é autoral, para ser usado na disseminação, ensino e aprendizado de novas técnicas, para planejamento e modelagem de técnicas para projetos ou operações. Eu uso em workshops, equipes, eventos e com alunos em sala de aula.

Em 2015 lancei o livro TOOLBOX 360°, então com 70 técnicas, em 2016 lancei o jogo DESAFIO TOOLBOX 360° com tabuleiro e cartas, em 2017 a técnica TOOLBOX WALL, destinado a estabelecer uma gestão do conhecimento auto-organizada.

O jogo tem como missão compartilhar mais de uma centena de técnicas, boas práticas e abordagens em um viés pedagógico, fazendo seus jogadores se questionarem sobre a “sua” Toolbox, pela riqueza das boas práticas que pratica e pelo valor que agrega.

Para a galera que tem as versões anteriores do Desafio Toolbox, as mesmas regras da edição atual podem ser utilizadas, evoluiram a partir de Play Tests e observações em empresas e pessoas que utilizam o jogo. A nova regra pode ser utilizada nas 4 versões, desde a 1ª em lona resinada, dado e fichas individuais, a 2ª com regras tipo Master e ainda fichas individuais e a terceira já simplificada, com ficha coletiva.

tabuleiros

O jogo tem regras simples voltadas a instigar debate em torno do atendimento de um cenário real ou fictício, a seguir apresento as regras e sugestões para o uso do jogo: INICIAÇÃO > CENÁRIO > CARTAS > NEGOCIAÇÃO > ENCERRAMENTO > DICAS & VARIAÇÃO:

INICIAÇÃO

1. As equipes devem ser de 5 jogadores, um ponto de equilíbrio para gerar e permitir o debate e argumentação;
2. Cada equipe escolhe um mestre, ele terá a responsabilidade de resolver impasses e fazer fluir o jogo;
3. O mestre também joga, como os outros jogadores, ele se diferencia apenas quando o jogo não estiver avançando;

CENÁRIO

4. A equipe sorteia ou escolhe uma das seis cartas-exemplo de cenários, mas pode propor um cenário real;
5. O objetivo de todos, como um time, é escolher as melhores cartas para atender o melhor possível o cenário;

CARTAS

6. O mestre mistura o baralho de cartas de técnicas e depois distribui cinco cartas aleatórias a cada jogador;
7. Os jogadores analisam suas cinco cartas e o mão (primeiro a esquerda do mestre) inicia com a sua melhor carta;
8. O jogador ao propor uma carta, a justifica brevemente e indica qual acha que é a sua posição (de 1 a 6) no tabuleiro. Por exemplo, provavelmente uma carta de planejamento é mais para o início e lições aprendidas é mais para o fim.
9. Em sentido horário, a partir do primeiro, um jogador por vez propõe uma carta ou passa a vez se não tiver mais nenhuma carta útil;

NEGOCIAÇÃO

10. Após as seis posições do tabuleiro ocupadas, a cada nova jogada é possível propor trocas (retirar uma das já propostas por uma melhor), pode-se propor a retirada de uma das cartas justificando porque aquela carta não é útil e/ou propor trocas de posições entre as 6 cartas para que a sequência faça melhor sentido para execução;
11. Um a um, em sequência jogam novas cartas, propondo mudanças ou passando a vez;
12. Assim que concordarem que as cartas no tabuleiro são as melhores jogadas até o momento com o objetivo de atender o melhor possível o cenário proposto no início, encerra-se a jogada;

ENCERRAMENTO

13. Somente após encerrada a jogada é que todos mostram as cartas restantes em mãos, é uma oportunidade de aprender um pouco mais ao perceberem que haviam boas cartas que poderiam ter sido usadas;
14. Encerrado o breve debate que pode acontecer ao terem sido definidas as 6 melhores cartas para atender o cenário e terem sido apresentadas todas as cartas em mão, recolhem-se todas as 25 cartas da rodada e as colocam bem embaixo do baralho para que o jogo seguinte se utilize de novas cartas;
15. Reiniciar o jogo com a definição de um cenário em comum acordo e distribuição de novas cartas.

DICAS & VARIAÇÕES

A. O objetivo do jogo, em sua origem, é pedagógico e busca proporcionar e instigar o debate sobre técnicas e abordagens. A existência do mestre é para evitar que o foco se perca e acabem gastando mais tempo discutindo opiniões detalhes ou sutilezas, ao invés de oportunidades e abstração;

B. É importante perceber que muitas técnicas possuem grande versatilidade, podendo serem utilizadas em diferentes momentos e contextos, mas podem ser adaptadas, utilizadas, por isso é de bom tom instigar a reinterpretação do uso de suas boas práticas, desde que façam sentido e aparentemente gerem valor no uso.

C. O baralho pode ser usado para montar um primeiro mural de boas práticas, pode ser usado de forma versátil como fonte de consulta e organização, principalmente como uma técnica de gestão do conhecimento, a galera cola postits verdes naquilo que pode ajudar, amarelos naquilo que quer aprender ou precisa de ajuda.

D. É possível fazer mais de uma rodada com o mesmo cenário, buscando provocar o debate sobre o melhor atendimento com diferentes cartas, contando com 25 cartas novas a cada vez e assim abrindo diferentes percepções de uso e aprendizados sobre a existência de variadas opções para cada fim;

E. É possível distribuir até 3 notas ou moedas fictícias de R$100 para cada jogador, que na sua vez de jogar pode se utilizar delas para comprar ao custo de R$100 uma nova carta por vez. Esta variação permite ao final da rodada a reflexão se era realmente necessário ter gasto dinheiro atrás de outras técnicas ou não;

F. É possível retirar do baralho aquelas cartas de técnicas fora de contexto, bem como incluir novas cartas que podem ser impressas e recortadas em uma gráfica expressa, reorganizando o baralho e utilizando-o como uma técnica de planejamento, distribuindo todas as cartas com o objetivo de encontrar a melhor composição possível.

Vale a pena dar uma olhada no registro de um workshop com fotos, informações e depoimentos acumulados de várias edições – https://jorgeaudy.com/2018/09/17/workshop-toolbox-360-a-cada-passo-um-novo-se-descortina/

 

 

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Vem pro 2° workshop Toolbox 360° em São Paulo

Workshop Toolbox 360° em São Paulo – Estarei na segunda-feira de 08/10 a tarde em São Paulo e quero aproveitar para rodar mais uma turma do Workshop Toolbox 360°. Se você é de SP, compartilha e fecharemos o quórum \o/

Todos os inscritos ganham o kit do jogo contendo o tabuleiro A3 e o baralho fartamente ilustrados e coloridos, contendo 115 técnicas e boas práticas desde estratégia, ideação, planejamento, validação, brainstormings, gestão do conhecimento e mais.

Uma tarde inteira de interação, com o jogo, mural e debates sobre variadas técnicas disponíveis no baralho que cada um levará. Estou abrindo inscrições, dependerá de quórum mínimo para sair, confirmarei se será no WeWork Berrini.

https://jorgeaudy.com/2018/09/17/workshop-toolbox-360-a-cada-passo-um-novo-se-descortina/

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Workshops de 14/07 – Jogos 360° e Toolbox 360°

O Sábado com dobradinha dos workshops de Jogos e Toolbox contou com um mix de participantes de diferentes segmentos e cidades, como serra gaúcha e SP, com professores, facilitadores, Scrum Masters, empresas de eventos, entre outros:

“Foi útil, divertido e traduziu o sentido da aprendizagem 3.0, que valoriza o conhecimento dos indivíduos e constrói novos conhecimentos a partir da troca de experiências. A condução foi consistente e fluída, combinou jogos, teoria e exemplos práticos de aplicação. Além disso, a conexão das pessoas potencializou a criatividade, a visão crítica e a flexibilidade cognitiva, características relevantes na sociedade do século XXI.” – Fabiane Castro – Inteligência Competitiva e de Mercado | Escola de Negócios da PUCRS

“A experiência foi sensacional. Tive inúmeros insights de erros que costumamos cometer sem nos darmos conta e consegui pensar em inúmeras aplicações de jogos em ambientes de sala de aula visando a maximização do processo de aprendizagem. ” – Barbara Silva Costa – Professora Unisinos

JOGOS 360° – Team Building Games

Durante toda a manhã o workshop exercitou dezenas de jogos para formação de times, utilizando-se de quebra-gelos, aquecimentos e jogos pedagógicos, alternando o espaço externo entre os dois prédios do Global TecnoPUC e o espaço do Café Coworking no térreo a esquerda.

Com 40 participantes, quase sempre divididos em grupos, rolou de tudo, com balões, esquis, TNT, papel, tesoura, espaguetti, fita adesiva, adereços como gravatas e bichos de pelúcia (urso e pinguim), canetinhas coloridas, … sempre discutindo o valor, dicas, princípios, …

Quarenta participantes pela manhã e trinta a tarde, entretanto 14 estiveram presentes nos dois turnos e por isso pedimos muita Pizza e refri, que se juntou a nossa tradicional mesa de Coffee com frutas, cuca, biscoitos, merengues, Café Dolce Gusto e várias outras guloseimas.

TOOLBOX 360° – Desafio Toolbox e Toolbox Wall

No turno da tarde foram quatro horas dedicadas a debates e interação contando com 30 participantes, separados em cinco grupos que iniciaram logo cedo com o jogo DESAFIO TOOLBOX 360°, com os bons resultados e bons feedbacks esperados quanto a descobertas e debates sobre técnicas variadas.

Na sequência, alguns debates e o exercício da técnica de TOOLBOX WALL 360°, contando com o assinalamento daquelas técnicas de interesse por cada um dos presentes, gerando um incrível ponto de contato porque a maior parte dos mais votados estavam na programação – planejamento de carreira, modelagem e resolução de problemas.

 

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Debates entre Especialistas na Escola Politécnica

A cada semestre implemento um programa de Debate Entre Especialistas, convidando não só profissionais de muita experiência para montar um painel ou storytelling sobre um tema de grande interesse, como BDD (Behavior Driven Development), DDD (Domain Driven Design), DevOps e GP em projetos ágeis.

O objetivo é aproximar alunos e profissionais experientes para uma hora de interação, troca de percepções, muito aprendizado vicariante. As contribuições são em 360º, além dos debatedores ou palestrante, a aula é aberta, mesclando alunos com profissionais da comunidade TecnoTalks de empresas do parque TecnoPUC.

Não só em 2018, mas em anos anteriores sempre tive a oportunidade de contar com grandes profissionais, contando com a presença e contribuição do Sr Lincolm Aguiar, Matheus Alagia, Paula Martins, Patrícia Garay, a cada ano conforme o tema e interesse das turmas nas disciplinas de GP e Tópicos Especiais em Engenharia de SW.

Hoje (22/06/18 as 19:30) teremos o encerramento na disciplina de GP com três grandes nomes em PMO, Agile e Projetos com o objetivo de debater o papel do novo escritório de projetos em empresas ágeis, interagindo com os papéis de Agile Coachs, Scrum Masters e Gerentes de Projetos.

Na quinta-feira de 21/06 as 19:30 tivemos o compartilhamento de conhecimento de um dos grandes arquitetos de solução do RS, Cléber da Silveira falou todo o abecedário de um projeto do século XXI usando as melhores práticas de DevOps, automação, escalabilidade, papiline de infraestrutura a software.

No dia 07/06 tivemos um super-debate sobre uma disciplina obrigatória em equipes que buscam uma arquitetura de solução orientada a domínios e não a tecnologia, três profissionais responsáveis por aplicá-la em seus projetos ou empresa interagiram e compartilharam suas experiências.

Sobre BDD o bicho pegou, falamos da teoria e o contrastes com a prática de mercado, dificuldades, resistências e equívocos em lidar com BDD como uma técnica de automação de testes sem envolver todo o processo e desde o início para entendimento e modelagem a partir de comportamento.

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Projetos de Games? Christian Likawka / Rockhead Games

Convidei o Christian Likawka da Rockhead Games para dar um overview sobre projetos de games aos alunos da disciplina de gerenciamento de projetos do curso de Sistemas de Informação da Escola Politécnica da PUCRS no dia 04/05/18 as 19:30.

O resultado foi uma super-aula sobre projetos de games, estratégia, mercado, como iniciar, com a experiência como professor no programa de pós-graduação, ele ofereceu uma visão 360º deste segmento a partir de sua exitosa carreira.

Na medida que ele ia falando, fui registrando tópicos, tags, dicas, fases, etc, colei as fotos deste registro logo após o vídeo, apenas para efeito de marcação, pois garanto que o vídeo vale cada segundo, ele dá muitas dicas legais para quem tem interesse ou curte games.

O registro de dicas e bullets da narrativa a medida que ele ia falando está logo abaixo, inclusive as dicas de sites e links:

Quer saber mais sobre a Rockhead? http://gamereporter.uol.com.br/rockhead/

Quer saber mais sobre o Starlit Adventures? http://starlitadventures.com/

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Insights no Learning 3.0 Camp na Trinca – Abril/2018

Imagine uma imersão de 16 horas com o mineiro Yoris Linhares, em dois blocos de 8 horas sem a pressão usual de conteúdo programático, mas proporcionando uma dúzia de dinâmicas facilitadas “também” pelo facilitador, mas principalmente pelos participantes.

Uma edição de luxo, contando com grandes parceiros de outros eventos e comunidade, como a Mayra, o Motta, a Claudinha, a galera da TRINCA, uma turma excepcional pela riqueza de conhecimentos e vivências que compartilham compulsivamente  \o/

Há uma espinha dorsal alinhavada pelo Alexandre Magno, mas o maior valor foca no aprendizado em 360 graus, N x N, onde a cada momento todos propõem técnicas, dinâmicas, abordagens e trocam experiências.

  • Learning 1.0 – O processo e o conteúdo é unilateral;
  • Learning 2.0 – O conteúdo é unilateral e o processo compartilhado;
  • Learning 3.0 – O processo e o conteúdo é compartilhado.

Não vou compartilhar aquilo que já está no blog, inclusive o Canvas e muitas das técnicas discutidas, mas algumas técnicas e conceitos que eu ainda não tinha aqui no blog nem no livro eu listo a seguir, algumas delas provavelmente merecerão daqui a alguns dias um post só pra elas após algum estudo e talvez uma prática. Várias delas são usadas com variações ou com outra abordagem, mas esta flexibilidade é a maior riqueza de domínio para um facilitador:

1. LEARNING MOSAIC

Um mural que inicia com um postit para cada participante, podendo ser usado o icebreaker em que desenhamos coletivamente cada um de nós, um traço com cada “colega”. Ali no mural cada um vai incluindo suas expectativas e seus aprendizados com postits menores ao redor de sua imagem, compondo um mural cumulativo, que inicia com algumas expectativas e vai incrementando com aprendizados na medida em que o Camp vai evoluindo. Cabe ali modelos, dicas de livros, técnicas, boas práticas, networking, insights, oportunidades, etc.

2. A BANHEIRA DE TAYLOR

Foi apenas um comentário, mas achei resenhas do livro de Niels Pflaeging – “Organize for Complexity” (2014). Muitas organizações ainda mantém paradigmas semelhantes ao que Taylor defendia no início do século XX. O termo “banheira” remete à forma do gráfico sobre o mindset mais dinâmico, artesanal e adaptativo no século XIX e colaborativo e adaptativo no século XXI,  tendo no meio (século XX) um período de grande demanda e baixa concorrência, com foco na oferta, hierarquia, repetitividade e previsibilidade. Niels afirma que no século XXI não é possível manter o mesmo mindset Tayloriano sem pôr em risco a sobrevivência das empresas.

3. PROBLEM PITCH

Uma espécie de notação para declaração de problemas, assim como em User Stories, é possível gerar maior assertividade se ao declararmos um problema usarmos a notação, apresentada como arquétipos – <Papel> <Emoção> < Ação> <Motivo>. Como pode ser exemplificado em “Como integrante de um time ágil, fico perdido e chateado, quando repriorizam algo sem esclarecer e debater o porque da mudança, benefícios e ônus”. Assim como em uma User Story, a notação padronizada nos oferece a disseminação de uma técnica que colabora para uma comunicação mais objetiva sobre problemas e oportunidades, para então priorizá-las.

4. APRENDIZAGEM em 70:20:10

Os pesquisadores McCall, Eichinger e Lombardo propuseram um modelo de aprendizagem identificado por 70:20:10, materializando o que grandes pensadores já haviam proposto, mas que as pesquisas apontaram uma proporção, onde apenas 10% de nosso aprendizado vem de cursos e teorias a nós apresentadas, 20% seria fruto de aprendizado vicariante, fruto da interação com outras pessoas e o conhecimento de suas experiências, enquanto 70% é resultante de suas próprias experiências. Trata-se de um modelo que podemos sustentar por outros estudos, como o aprendizados experiencial de Kolb e no aprendizado vicariante de Bandura.

5. EXPOSIÇÃO DE TÉCNICAS

Uma dinâmica muito produtiva foi o desafio que cada um de forma independente desenhou ou registrou em folhas as técnicas que utilizava para resolver problemas, para aprender novas técnicas, para criar novas soluções. Cada participante montou nas paredes uma exposição de técnicas, as quais foram apresentadas e discutidas rapidamente, cada um compartilhando suas origens, motivações, experiências e resultados com cada uma delas. O resultado foi a obtenção de vários insights, variações e cenários em que cada técnica seria útil e valorosa para aproveitar ou resolver diferentes tipos de desafios.

6. TATAKI DAI (Japão) ou DISPUTATIO (Latim)

Uma variação do Team Building Game de Tribunal, onde foi proposto um tema – “Quais as dicas para o desenvolvimento de uma Aprendizagem 3.0” – de forma que cada um listou suas principais percepções para que alguém ou grupo implemente um ambiente de aprendizado 3.0. Na sequência, cada integrante apresenta de forma aleatória algumas destas dicas e todos os demais tentam encontrar justificativas do porque aquela dica não geraria valor, seria inviável ou incerta. Diferente da técnica de Tribunal, ao invés de papéis de defesa e acusação, temos uma pessoa apresentando um tópico e todos os demais contrapondo.

7. MOODBOARD

Outra citação casual que valeu a pena ir atrás e conhecer um pouco mais, em agências, o Moodboard ou “Quadro de Atmosfera” é uma boa prática para a materialização visual de um mural de referências visuais que pretende assim gerar um conceito visual (Look & Feel) para nosso projeto. Uma ferramenta frequentemente usada por designers para criar uma identidade com o projeto, uma atmosfera de empatia. Já usei este conceito em vários times, sem saber que tinha um nome, não só em relação a projetos, produtos ou negócios, mas em eventos, datas especiais e relacionamento em comunidade.

8. HYPER ISLAND

Ao discutirmos sobre User Experience, venho a tona a referência da Hyper Island como referência em design, uma IDEO Sueca, criada em Estocolmo e que espalhou centros de aprendizagem e de consultorias em todo o mundo mundo, incluindo o Brasil. Programas e cursos educacionais para imersão de jovens talentos e profissionais da indústria e Consultoria em Inovação Empresarial para aumentar a compreensão de como a era digital muda a sociedade e o comportamento do consumidor – e apoiar as organizações no processo de mudança de permanecer ou se tornar criativo e competitivo em um mundo cada vez mais digitalizado.

9. TÉCNICA DE FEYNMAN

o Prêmio Nobel de Física de 1965 foi Richard Feynman, que metodizou e compartilhou sua técnica para ajudar a rapidamente entender qualquer tema. Uma pessoa que se destacava pela capacidade de sintetizar de forma muito assertiva temas complexos, propôs quatro passos para esta habilidade – Inicie entendendo o conceito e origem daquilo que quer explicar, tente criar uma definição clara e acessível a seus interlocutores, compartilhe e revisite tudo o que sabe e refatore sua definição melhorando-a, finalmente o desafio é tornar esta definição o mais enxuta e simples possível – na arte de explicar o complexo de forma simples!

10. FLUXO DE APRENDIZADO

A essência do fluxo de aprendizado é primeiro Problematizar, Criar Sentido e Compartilhar de forma iterativo-incremental-articulada, melhorando a cada ciclo, baseado em pesquisa, conexão e prática. Vários exercícios durante os dois dias seguiram esta receita, começando sempre pela discussão e entendimento do problema para então gerar empatia e sentido a este entendimento, de forma que ele possa ser compartilhado. O que também nos levava ao Manifesto do Learning 3.0:

A facilitação do Yoris Linhares é uma aula de facilitação, um papel as vezes mal entendido que ele exercita com maestria, baseado em empatia, oportunidade, com foco em valor em co-criação … no fundo é uma aula de humildade, onde o esforço permanente é ter como protagonista TODAS as pessoas e a interação entre elas.