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12 dicas sobre Hackatons

Quais foram os nosso acertos e erros em Hackatons passados, quais foram os aprendizados? Tenho conversado com diferentes professores e profissionais com interesse especial em Hackatons, um evento especialmente útil para ao final de um final de semana termos uma ou mais soluções publicadas em produção.

Vamos planejar usando boas práticas ágeis, design thinking, scrum, kanban, lean startup, porque não tratar nosso Hackaton como um projeto digno de ideação e modelagem, planejamento e execução, contando com parceiros de viagem, vamos começar por uma reunião de ideação, modelagem e planejamento.

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Um Hackaton pode ser voltado a aprendizado, com estudantes, com profissionais ou com um mix destes dois, é possível ter como missão a integração e networking entre eles, pode ser fomento a inovação e empreendedorismo ou comunitário, para desenvolvimento de soluções à ONG’s ou associações de bairro. Mas sempre terá um viés tecnológico, fato que devemos privilegiar para que funcione.

Você já pensa em eventos colaborativos, mesmo se houver premiação, deixe os times mais livres para se resolverem, estimule a coopetição, até mesmo porque o maior valor que eles levarão não está apenas entre as linhas de código, mas na arte de se relacionar, ampliar seu networking, estabelecer parcerias.

A seguir 10 dicas para planejamento, tomadas de decisão e lembretes em etapas.

PROPOSIÇÃO

1. Parceiros de viagem? Escolha bem, ative sua rede, seu networking, busque alguns parceiros com profundos conhecimentos essenciais para uma empreitada desta natureza, outros aderirão, mas na cabeça é importante contar com uma galera pilhada. O ingrediente mais importante é boa energia e engajamento, de nada adianta um especialista genioso ou encrenqueiro na organização.

2. Por onde começar? Que tal um Business Model Canvas da nossa Hackaton, de forma a esclarecer quem queremos atender, com que valor, canais para inscrições, meios para relacionamento e comunicação, receita, recursos necessários, atividades chave, parceiros e custos a serem cobertos. Um bom Lean Canvas também é alternativa, com problema e solução, early adopters e métricas:
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3. Teremos um Tema? Assim como no Hackaton que rolou no GUDay do ano passado focado em dados abertos do POADigital ou no Act In Space (*) que vai rolar com temas sugeridos e que serão ranqueados, com premiação aos melhores na opinião dos organizadores – um voo em gravidade zero! Com frequência o tema é social, como na edição do Random Hacks of Kindness (RHOK), um Hackaton do bem que rolou na TW em 2012. A tempo, no dia 12/05 tem evento para tirar as dúvidas da galera interessada, será no Global Tecnopuc às 17h, apareçam lá!
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4. Valide com a galera: Antes de prosseguir, faça uma pesquisa de opinião com seu público alvo, veja quem curtiu a ideia, faça um facorm no Google Drive, um evento no Facebook e/ou um doodle com seus parceiros mais próximos e que gostaria de contar. Proponha algumas datas, verifique se não coincide com outro evento dentro de seu ecossistema, se não é período de provas, finzinho de mês também normalmente há restrições.

PLANEJAMENTO

5. Project Model Canvas: Aproveite e treine boas práticas de projetos, monte um Project Model Canvas com seu time de organização disponível, dissemine boas práticas de projeto. Discuta requisitos, stakeholders, premissas, restrições, riscos, equipe e programa.
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6. Mapping ou Cronograma: O passo seguinte, normalmente na sequência, fazendo uma linha horizontal na parede, iremos demarcar semana a semana as datas-marco, metas, dead-lines, oportunidades, atividades e tarefas necessárias para a organização da nossa Hackaton. Na prática, uma forma de usar Scrum, sprints semanais ou bi-semanais com distribuição de responsabilidades e checkpoints, como formação do time de mentores, confecção de banners, cartazes, realização de parcerias e patrocinadores, definição de local e infra-estrutura.

7. Patrocínio e apoio? É fundamental correr atrás de patrocínio para garantir ter a disposição alguma coisa para roer e principalmente café quentinho, porque o desafio é desenvolver uma solução e publicá-la em produção até o final do Hackaton, que usualmente é de 24, 36 ou 48Hrs. Biscoitos, sanduichinhos, bolo, etc, para acompanhar o café, não necessariamente almoço, que pode ficar a encargo de cada time, mas em eventos como TecnoTalks uma grande rodada de pizzas e refrigerante sempre caem bem.
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EXECUÇÃO

8. Local com acesso a grande rede? O local é essencial, com mesas e espaços adequados para trabalhar, descansar, comer, um local agradável que possa receber as eventuais entradas e saídas da galera no transcorrer das muitas horas, noite e dia. Sempre contando com o acesso fácil e irrestrito à internet, fundamental, posto que a galera precisará baixar bibliotecas, frameworks, ter acesso a ferramentas variadas na nuvem com boa performance. É possível iniciar em um local, liberar a galera de forma que vão para outros locais e retornem apenas em horários pré-acordados ou no final para os pitchs.

9. Traquitanas? Ítens como adaptadores, line filters, cabos de rede, luminárias, TV’s ou projetores, roteador wi-fi, disponibilidade de uma impressora, também é útil se houver a possibilidade de emprestar mouses e teclados. São itens tão úteis quanto pratos, copos e talheres, cafeteira e algum tipo de geladeira.

10. Incentivo / Premiação? Sempre é um grande incentivo a possibilidade de ganhar um prêmio, por mais simbólico que seja, a galera se motiva e persiste quando existe a possibilidade de ser um dos três projetos mais votados. A pontuação pode ser realizada 50% por uma banca e 50% por notas dadas pelos próprios participantes.

11. Mentoria em negócio? Tudo inicia pelas ideias, pela modelagem, pelo MVP, algo possível de ser feito no tempo e recursos disponíveis. Outra possibilidade é escalar, ter várias equipes trabalhando em um mesmo projeto. É possível deixar isto a encargo dos participantes, mas ter mentores que os apoiem, especialmente os mais jovens, talvez estudantes, para que não se percam em desperdícios e metas inatingíveis, mantenham o foco. Uma alternativa é ter reports a cada turno, avaliando o andamento versus planejamento e adaptando-se às hipóteses não confirmadas e possam exigir pivots.

12. Mentoria em Tecnologia? Essa é a base para o sucesso de um Hackaton, de nada adianta ter planejamento, tema, método e não ter um apoio consistente em tecnologia. É bom ser responsabilidade da galera trazer notebooks já preparados, mas é vital ter bons profissionais identificados para prover conhecimentos nas plataformas.  Sendo assim, quer por orientação prévia ou a partir dos dados nas inscrições, trabalhar para identificar a necessidade e os profissionais que serão referências técnicas para a galera mais inexperiente.
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PROGRAMAÇÃO

Você pode dar tarefas prévias, sabendo trabalhar isso e tendo sorte é possível que a galera antecipe-se e venha no dia do evento com notebooks bem configurados, já com as ferramentas necessárias. Peça aos seus mentores em tecnologia para postarem informações, checklists, sugerindo ferramentas open space e na nuvem, bem como seus mentores de negócios sugiram dicas, abordagens e modelagens.

No dia, uma programação simples, abrindo com boas-vindas, definição dos times, ideação (o ideal é provocar que todos já venham com ideias) e escolha do projeto por cada equipe, que pode ser de 3 a 5 integrantes. Legal permitir que mais de uma equipe trabalhe na mesma ideia de forma a construir algo maior e de mais valor.

As equipes realizam uma inception, planejam o MVP e se organizam para iniciar o desenvolvimento, que durará um ou dois dias, sendo importante atuar como Agile Coach e combinar pontos de contato a cada turno para que os times mostrem como vai indo o resultado do seu trabalho, incentivá-los e orientá-los.

É possível combinar um pitch da ideia modelada no início e um ao final para apresentação do resultado do trabalho. É fundamental manter um clima de colaboração, descontraído, divertido, autorizar que levem sacos de dormir, estar pronto para mitigar atritos e desconfortos, é para ser uma experiência positiva.

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Se você for a um evento, faça valer seu tempo, aproveite cada instante

Se você for a um evento, faça valer seu tempo, curta, tenha bom humor, aproveite-o ao máximo e não o transforme em um enorme desperdício. Acima tudo, lembre-se que está lá por sua própria vontade, logo, já que lá está, divirta-se, aprenda, troque, compartilhe, torne cada evento digno de nota.

1. Ajude a divulgar na sua rede: Tem gente que se inscreve, curte e não compartilha, algo tipo “é bom, curti, mas não vou falar para ninguém” ou “eu vou, mas não ganho nada para divulgar”. Quanto maior o quórum, melhores eventos!;

2. Não presuma, vá preparado: No lugar de prever que receberá um bloco e caneta, ou reclamar da qualidade, leve um caderno de capa dura, encaixe uma caneta nele e use-o em todos os eventos, como se fosse um caderno de atas;

3. Anote, não desperdice conhecimento: Dicas de artigos, livros, teorias, autores, frases antológicas, oportunidades ou mesmo riscos que mereçam ser lembrados. Ir a um evento sem um lugar para registro é o maior desperdício;

4. Se tiver pergunta, pergunte: É prejuízo ter medo ou timidez para perguntar, o evento existe exatamente para compartilhar conhecimento, se ficar inquieto com algo, externe via comentário ou pergunta, todos agradecem;

5. Não seja chato, daí não dá: Pergunte, comente, mas não monopolize, em um evento com 50 pessoas é sacanagem virar uma metralhadora de perguntas, pergunte, mas deixe também os outros perguntarem;

6. Siga as regras, seja educado: Se perguntas estiverem abertas durante, mande bala, levante a mão e aventure-se, senão, anote suas dúvidas no seu caderno ou bloco (físico ou virtual) e faça as perguntas no final, ou mesmo após o final;

7. No break, aproveite mais que o coffee: O espaço para café em eventos normalmente não são uma simples possibilidade para comer e beber, elas proporcionam momentos de networking e conversas descontraídas;

8. Seja natural, sem neuras: Se quiser trocar de lugar, por qualquer motivo, não faça reboliço, troque silenciosa e naturalmente, não se estresse e não atrapalhe os outros perguntando ou se desculpando por algo tão trivial;

9. No final, não saia correndo: Na maioria das vezes, a meia-hora após o término do evento é o momento que a mágica acontece, pois ficam alguns com dúvidas, sugestões, feedback, causos, oportunidades, parcerias, … aproveite;

10. Se der branco, seja um bom papagaio de pirata: Chamamos assim aqueles aspones que ficam atrás de políticos para aparecer na foto, fique um pouco mais, aproxime-se e acompanhe os debates pós-evento, garanto que não se arrependerá. Se não tiver nenhuma pergunta ou aparte, pelo menos fique por perto, na próxima já terá mais e maior fluência e proximidade com a galera;

11. Seja um confrade – Eventos de GU (Grupos de Usuários) e CoP (Comunidades de Prática), são verdadeiras confrarias. Nada mais prazeroso em um evento quanto receber e ser recebido por um sorriso e um cumprimento caloroso. Na maioria dos casos não somos “amigos” de se frequentar e sair, mas nos encontramos em seguidos eventos, temos semelhantes interesses, conhecemos e respeitamos a opinião e posicionamento uns dos outros;

12. Critique construtivamente, lembre que todos são voluntários: Uma das características de GU’s e CoP’s é que todos são voluntários, é muito fácil reclamar de um evento, mas ao invés disso, porque não ajuda um pouco, pergunte ao chegar se pode apoiar em algo, fique ligado. Um dos motivos de alguns GU’s ou CoP’s pararem de gerar eventos é porque possuem pouca mão de obra, se você não pode ajudar a organizar, então retribua a gentileza, boa vontade e colaboração de quem se dispôs a fazer, talvez ajudando ou se dispondo a ajudar naquele evento.

Durante e após o evento, valorize os palestrantes twitando, facebukando, linkeditando ou instagrandando, é uma forma de fazer com que essa galera que se dispõe se sinta realmente valorizado e volte outras vezes, eu por exemplo, sempre compartilho e posto no meu blog todos os eventos que organizo ou participo.

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Você não precisa fazer nada disso, mas se fizer vai perceber rapidamente a diferença que isso faz em todos os sentidos … curta a viagem, evite ficar só esperando para curtir o destino final 😉

GU e CoP’s, amo muito tudo isso!

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TecnoTalks 24/11 – 12º Troca de Cartões do CRA-RS

Galera, teremos um evento sensacional no dia 24/11, 3ªfeira as 19:00, que contará com um rápido debate sobre oportunidades de networking e geração de negócios entre grandes nomes de nosso ecossistema, seguido de variadas dinâmicas de apresentação e mapeamento de negócios entre todos os presentes – estudantes, profissionais, empresas de pequeno, médio e grande porte. Não fique fora deste que será uma parceria entre a câmara de jovens administradores do CRA-RS, TecnoTalks, TecnoPUC, RAIAR e NÓS Coworking.

Quanto mais próximo do evento, mais informações publicaremos, novas empresas apoiadoras e diferentes parcerias visando potencializá-los. 🙂

https://www.facebook.com/events/553837568105519/

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O que rolou no TecnoTalks – Vamos falar de empreendedorismo!

Na noite de 29/07/2015 rolou mais um TecnoTalks antológico, desta vez focado na organização de um grupo de interessados em empreender, em inovação, em conhecimentos relacionados a tomada de decisão sobre iniciar uma empresa, em tirar uma ideia da cabeça, validá-la e fazer acontecer.

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Os idealizadores foram o Rafael Vicentin da “Vai dar Bolo” e o Marcelo Pereira da “Cell In Case”, que entraram em contato comigo e montamos a comissão que organizou durante o mês de Julho um evento que contou com mais de 150 pessoas, lotando as salas 204 e 217 do 99A do TecnoPUC.

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As duas salas aqueceram os tamborins com algumas Lightning Talks de 15 minutos cada, com relatos de casos e apresentações sobre os primeiros passos, dificuldades, oportunidades, estratégia e execução. Os palestrantes fizeram rodízio palestrando em uma e depois indo para a outra sala:

Rafael Vicentin – Fundador da bolaria “Vai Dar Bolo” e falou sobre os desafios, tomada de decisão, primeiros passos, especialmente sobre o uso inteligente das redes sociais a favor de um marketing digital ativo intenso e envolvente – https://www.facebook.com/VaiDarBolo?fref=ts

Marcelo Pereira – Fundador da loja de acessórios e serviços “Cell In Case”, além da “Multiweb Design”, que falou da sua motivação, do desafio de abrir uma loja física, das dificuldades e das aspirações relacionadas a crescimento e franquias – https://www.facebook.com/CellInCase?fref=ts

Rafael Chanin – Sócio do “Nós Coworking”, entre outras empresas, professor da FACIN na PUCRS e investidor, falou sobre seus cases e descreveu o que é, como iniciar, financiamento, estratégias e muito mais sobre suas experiências – https://www.linkedin.com/in/rchanin

Felipe Foliatti – Profissional e colaborador da DBServer que iniciou uma startup, incubada na RAIAR, incubadora do TecnoPUC, que compartilhou o processo de negociação para esta iniciativa, oportunidades, riscos, desafios e projeções – https://www.linkedin.com/pub/felipe-foliatti/54/106/271

Associação Gaúcha de StartUps – Lucas Sagrilo e Cleiton Scarabelot – Uma organização joven e sem fins lucrativos, a AGS é uma instituição criada para fortalecer, conectar e representar a comunidade de startups no Rio Grande do Sul – https://www.facebook.com/agstartups

Eu ainda tive a oportunidade de falar um pouco sobre multi-convergência metodológica, montando um painel de frameworks e boas práticas na parede em folhas A4, uma provocação enquanto a galera discutia quais os assuntos que gostariam de ver nos eventos dos próximos meses. É a evolução do meu mapa com postits amarelos que venho utilizando em eventos e compartilhei aqui.

Após as lightning talks e antes do Open Space, tivemos um momento de incentivo ao networking proporcionado pela Vai Dar Bolo, com 10 bolos de vários sabores:

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Hora do prato principal, o Open Space que definiria as regras e calendário para os eventos que organizaremos no segundo semestre. Foi proposta uma grade de discussão, de forma que aspectos importantes gerassem critérios para que as comissões de organização dos eventos tivessem seu trabalho facilitado e balizado – dias e horários, periodicidade, programação e assuntos, disponibilidade e palestrantes, oportunidades e riscos mapeados, pontos de atenção:

1. Grupo aberto e mediado pela galera a cada evento – No caso de interação inadequada por participantes ou situações politicamente incorretas, a própria galera na retrospectiva ao final de cada evento decidirá como proceder;

2. Conteúdo aberto, orgânico, baseado em um ranking de interesse da galera, mas não perdendo oportunidades e pró-atividade de integrantes. Para tanto, manteremos uma programação planejada bimestral e mensais oportunistas;

3. O local foi definido como no TPUC nos eventos maiores, bimestrais, tendo o local dos mensais oportunistas escolhidos por conveniência, podendo ocorrer em outras universidades ou salões em players de mercado;

4. O horário escolhido por maioria foi o preferencial noturno em dias de semana e diurno aos Sábados quando necessário um tempo maior, como mini-cursos, workshops, hackatonas, etc;

5. A programação ficou então definida para os eventos programados, também se possível os mensais, na segunda semana de cada mês, preferencialmente na 3ª, 4ª ou 5ªfeiras, conforme disponibilidade de sala e dos palestrantes;

6. Os eventos devem conter um mix de interesse, diferentes prismas e opções. Ex: Uma única empresa para apresentação de seus produtos devem locar espaço direto com o TPUC, assim evitamos tráfego de influência e conflitos futuros;

7. Preferência a eventos gratuitos, há sempre interesse de empresas e profissionais em compartilhar e participar destes eventos gratuitamente, assim evitamos remunerações e grana rolando = interesses conhecidos dessa vibe;

8. Por consenso lembrar de fazer campanhas para doações sazonais, agasalhos no inverno, material escolar em Março, presentinhos em Outubro e Dezembro, aproveitando para fazer o bem e encaminhar a instituições sérias.

Não foi um evento, foi uma maratona, pois no final, para fechar com chave de ouro, houve um grande sorteio de vales presentes e docks para Galaxy oferecidos pelo Marcelo da Cell In Case – Av. Júlio de Castilhos, 37.

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Para quem tem um dispositivo com iOS (ipad, iphone, ipod touch), o Vicentin compartilhou todas as LT’s e debates finais pelo Periscope em tempo real, que ficam a disposição por 24Hrs … corre lá no periscope que dá para assistir ou rever até a noite de hoje, está no user @Rafaelvicentin.

A cada TecnoTalks temos uma comissão, voluntários que trabalham para fazer acontecer, construtivamente, desafiando fazerem o evento seguinte ser ainda melhor. Esta comissão foi formada por mim, Marcelo Pereira e Rafael Vicentin.

Ajudar na organização agrega a possibilidade de ampliar conhecimentos, networking, contraditórios, fruto de um debate e argumentação positiva sobre estratégia, tática e execução, a foto abaixo traduz nosso sentimento:

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Confissão, pois perdi mais alguns fios de cabelo ontem:

Em mais de 40 eventos, só pelo TecnoTalks, esse foi o que mais me preocupou. Explico: Tínhamos a sala 204, e mesmo com pouca divulgação inicial fomos a 170 inscritos, quando ultrapassou os 200 consegui a sala 217 e paramos, quase não postávamos, quando ultrapassou os 350 eu fechei o GDrive de confirmação de presença e comecei a dançar a dança da chuva para garantir quebra maior que 50% … na noite do evento foi a 404 “confirmados” no evento do Facebook.

Que bom que estatística e probabilidade são ciências magicamente exatas, não fosse a quebra de praxe em torno de 50% e eu estaria dando explicações até agora, mas tudo deu certo. Porque? Após vários anos a frente de eventos de GU e CoP é cristalino que 50% das pessoas inscrevem-se por impulso por ser um evento gratuito e na hora não vão.

É o mesmo para dietas, atividades físicas e procrastinações habituais em que o único beneficiado somos nós mesmos, na hora bate um cansaço e muitos deixam para outro dia. Muitos não, 50% apenas, por não terem desembolsado nada e ninguém além deles mesmos poderiam reclamar por ter desperdiçado a oportunidade, procrastina-se … Graças aos céus a estatística não mente!  \o/

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CoP, capacidade absortiva e desempenho organizacional

Uma das minhas muitas paixões é a participação em comunidades destinadas a gerar e compartilhar conhecimento, periodicamente interagir com pessoas de outras empresas com interesses comuns em temas sobre agilidade, gestão do conhecimento, carreira, gestão de projetos, entre outros …

É tudo de bom, aprendemos e compartilhamos, fazemos grandes amigos, ampliamos nosso networking e ,acima de tudo, vivenciamos a geração de conhecimentos a partir de tudo isso. Não como expectadores, mas como protagonistas. Como se diz: conhecimento é como o amor, que ao dividirmos ele cresce e se multiplica.

Em parceria com o colega Mário Oscar Steffen e com a orientação da Profª Drª Mirian Oliveira, construímos uma pesquisa sobre o impacto da participação em Comunidades de Prática (CoP) interorganizacionais. Qual a influência que eventos abertos de compartilhamento de conhecimento tem sobre a realização de eventos internos desta natureza, sobre o desempenho e a capacidade absortiva.

A profª Mirian ministra a disciplina e é responsável pela linha de pesquisa sobre gestão do conhecimento no programa de pós-graduação da FACE/PUCRS. A pesquisa em questão foi aprovada e apresentada no XXXVIII ENANPAD, Encontro da Ass. Nac. dos Programas de Pós-Graduação em Administração.

A pesquisa realizou uma consulta a mais de 100 participantes da comunidade de prática TECNOTALKS, um grupo com mais de mil profissionais que organiza eventos de interesse comum, com assuntos os mais variados – métodos ágeis, arduino, coaching, startups, pesquisas, tecnologia, engenharia de software, etc.

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Esta pesquisa adaptou as escalas adaptadas por Felipe Nodari (2012) a partir da original sobre doação e coleta de conhecimento proposta por Hooff e Ridder (2004), capacidade absortiva por Szulanski (1996) e Yoo, Vonderembse e Ragu-Nathan (2011), e desempenho organizacional por Drew (1993).

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A análise dos dados desta pesquisa verificou que o compartilhamento do conhecimento interorganizacional influencia em sequencia o compartilhamento intra-organizacional, capacidade absortiva e desempenho organizacional.

Capacidade absortiva é “a capacidade que uma empresa tem de reconhecer o valor do novo e das informações externas e assimila-las. Aplica-las em seus propósitos comerciais é crítico para sua capacidade de inovação” (Cohen & Levinthal, 1990, p. 128) ou como o “conjunto de procedimentos e rotinas através das quais as empresas adquirem, assimilam, transformam e exploram conhecimento para produzir uma capacidade organizacional dinâmica” (Zahra e George, 2002, p.186).

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A contribuição desta pesquisa é provocar a reflexão em empresas e profissionais sobre o valor da participação em uma ou mais CoP interorganizacionais como meio de fomento ao compartilhamento do conhecimento intra-organizacional, e a relação disto com os resultados para a empresa como a capacidade absortiva e o desempenho organizacional.

Existem milhares de estudos conduzidos com bom rigor metodológico, em contextos reais de atuação de empresas e profissionais, tenho compartilhado teorias, modelos e pesquisas, mas pretendo cada vez mais compartilhar seus resultados. O valor de uma pesquisa científica vai muito além das universidades, urge instigar seu consumo como substrato à tomadas de decisões em todos os níveis. Elas serão usadas como parte da capacidade absortiva em empresas, como conhecimento geral ou específico por profissionais, baseará negociações e seus argumentos.

Intuição e prática são úteis, mas o conhecimento de teorias e pesquisas, em suas diferentes formas e métodos, reduzem curvas como a proposta por Tuckman, pois quanto maior o domínio, melhor o planejamento e condução, gerando a redução ou mitigação de riscos, também com potencialização dos resultados.

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Agile Lifestyle e Anywhere – Dra Yael Dubinsky (IBM e Technion)

Faço neste post uma reflexão sobre algumas das percepções e publicações da jovem pesquisadora Dra Yael, sua visão de um Agile Lifestyle, construção claramente baseada em grandes mestres, vale a pena entender e ainda mais (se o seu  Inglês estiver afiado) inscrever-se e interagir, uma boa oportunidade de aprendizado e troca de conhecimento.

Dia 26/05, terça-feira, um evento sobre Agile com a Dra Yael Dubinsky do Depto de Ciências da Computação do Instituto de Tecnologia de Israel (Technion). Uma experiente colaboradora do Depto de Software e Serviços no Laboratório de pesquisas da IBM em Haifa. Autora dos livros Agile Aniwhere e Agile Software Engineering. A palestra será em Inglês, no dia 26/Maio, terça-feira, das 14:00 as 17:00 na sala 217 do 99A do TecnoPUC ==> clique aqui para se inscrever!

Na introdução de um dos seus livros, Agile Anywhere ou “Agile em qualquer lugar”, ela apresenta dez dicas para estabelecer um Agile LifeStyle, algo que acredito ainda mais, pois desde 2008 afirmo que agilidade não é para projetos, é para a vida, nosso maior projeto, o trabalho é apenas uma parte :o)

Acredito muito no que ela publica, tão inspiradora quanto uma coqueteleira com pensamentos de Schein, Argyris, Tuckman, Bandura e tantos outros mestres. Mudança exige esforço, energia, tempo, mas para realizá-la também é preciso método e colaboração. Ela divide suas dez dicas ou orientações em três grupos, relativos a alteração em características básicas de mudança, comportamento e emoções:

[1 a 4] – Sobre características da mudança ela oferece quatro sábias percepções, primeiro que tudo tem seu tempo e ficar empurrando além do possível atrapalha mais que ajuda, segundo que mudar com preparação prévia do substrato da mudança é mais eficaz que mudar de improviso e desorganizadamente, terceiro é o famoso baby-steps ao invés de querer mudar tudo ao mesmo tempo e o quarto é ter um foco inicial claro e ir expandindo como as ondas em um lago.

Opinião: Não só concordo, como uso diferentes fontes e argumentos para trabalhar mudança de forma a evitar rupturas, respeitando a cultura da organização e seu “timing”, iniciando com um piloto para gerar argumentos próprios e não externos, mudança é tanto mais eficaz quanto maior for a energia intrínseca que a move, com cases próprios, com erros e acertos, aprendendo a cada passo e crescendo de forma sustentável.

[5 a 7] – Quanto ao comportamento esperado durante a mudança, a quinta dica é priorizar e mudar uma coisa por vez de forma a poder perceber causa-efeito e aprender, a sexta é garantir retrospectivas ou lições aprendidas a cada passo sempre, a sétima dica é um dos princípios chave do Lean, qualidade é a base, responsabilidade de todos a cada passo.

Opinião: As reflexões e orientações da Yael quanto a comportamento perpassam algumas das bases do trabalho de Deming, Juran e Ishikawa, além claro do mestre Taiichi Ohno. Do ciclo PDCA, da tríade de Juran, do Lean Toyota do pós-guerra japonês temos a relevância da eliminação de desperdícios, foco naquilo que é mais valor a cada dia, o mantra Kaizen e Gemba sobre aprendizado e melhoria contínua em processos com qualidade desde o início e com o conceito aplicado de Poka-yoke.

[8 – 10] Quanto a emoções, temos a oitava dica fundamental relacionada a confiança de que todos estão engajados, são transparentes e acreditam nos princípios ágeis e seus desdobramentos, o nono é feedback contínuo 360º e crença de que este é o caminho, não é fácil, mas é evolutivo.

Opinião: Impossível não lembrar do Samuel Crescêncio e sua pirâmide Lean, contendo no topo seu principal valor – TRUST – incentivando equipes auto-organizadas, conscientes de seu papel e da importância do coletivo para atingir seus objetivos e resultados-chave. A construção de um ambiente de equidade e crescimento pessoal e profissional enquanto constrói e entrega o maior valor possível a cada iteração.  ==> clique aqui para se inscrever!

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GUMA + TecnoTalks = Nitroglicerina

Hoje a noite rolou o II GUMA Agile Games, uma edição em parceria com o TecnoTalks no TecnoPUC. Eramos ao todo 48 participantes e 10 pessoa na organização e facilitação de 6 jogos relativos a trabalho em equipe. Algumas equipes vieram montadas entre colegas, como a DBServer e RBS.

Mais de 50% eram profissionais do TecnoPUC, mas tínhamos uma galera da grande POA e até um colega da análise de sistemas que está radicado no nordeste, o Flávio Sákis. Um mix enorme de gente conhecida e querida, da DBServer, RBS, eCore, ADP Labs, SuperPlayer, TW, incubados RAIAR, …

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Cada jogo oferecia até 20 pontos à equipe que melhor desempenha-se e proporcionalmente com uma regra de três as demais ficavam entre 20 e zero. Desta forma, cada jogo pode trabalhar a sua pontuação e ao final converter.

Logo após a abertura, foram três horas em que cada equipe decidiu qual a ordem dos jogos acreditava ser a melhor para poder jogar o maior número deles e melhor pontuar. Alguns jogaram dois, outros três ou até quatro. O ranking foi:

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Um evento diferente, lúdico, com a adrenalina da competição, incentivando o mindset ágil. A premiação foi sensacional, teve duas vagas nos cursos workout da IonaTec, 10 agendas e 10 pendrives da grife PUCRS e carregador de celular, camisetas e caneca da MobilTec. Premiação de luxo! \o/

Rafael Chanin do Nós Coworking – Princípios Ágeis: Um jogo democrático sobre os princípios ágeis. Cada equipe recebia um princípio, enquanto uma equipe tinha que defend~e-lo, outra precisava derrubá-lo. Após este debate acalorado, as outras equipes se encarregavam em escolher quem melhor desempenhou seu papel. Uma técnica que se presta para debates de grandes grupos para discutir paradigmas, técnicas, práticas.

Alejandro Olchik da Ionatec – Management 3.0: O Managament 3.0, disciplina na qual o Olchik é mentor e agile coach, é rico em dinâmicas de quebra-gelo, warm’ups para energização, desenvolvimento de times. Foram realizadas diferentes dinâmicas, sempre com foco no desenvolvimento de times de alto desempenho.

Gislene Guimarães da Centrarte – Coaching: Uma dinâmica em que as equipes tinham que construir um barco com sucata, com a psicóloga e coach Gislene assessorada pela também coach Shinobu Takeuchi e a arquiteta Marinês Audy. Um jogo aparentemente simples, mas na prática bem complexo, pois envolvia diferentes momentos e constante feedback ao grupo e individuais, inclusive com técnicas de relaxamento e compartilhamento.

Georgina Reategui da ADP Labs – Construindo cidades: Um jogo com pelo menos 4 variações, um melhor que o outro, a partir de user stories, material, execução, desperdícios, vai-se executando os sprints, construindo uma cidade e somando entregas de valor. Eu conheci com a Alejandra Alfonso da Ten Pines, já apliquei outra versão na aceleradora da DB, tem este 3D da Georgina e outro com Lego.

Eduardo Klein da Mobiltec – Macondo: Um clássico, o Alfabeto Perdido de Macondo foi aplicado pelo Eduardo e Caliel, um Agile Game com três sprints com bugs e débito técnico, onde a estratégia e planejamento pode exigir adaptação a partir dos números que saírem nos dados. O mestre neste jogo é o Eduardo Peres, que tem uma página explicativa.

Jorge Audy da DBServer – Bamboo Challenge: Um jogo SCRUM com Release Plan e três sprints para a construção de um mastro auto-portante que suporte o hasteamento de uma bandeira … com os times tendo que comprar o material necessário e ganhando bônus por metro de mastro entregue e penalidades por desperdício.

A organização contou com um tão engajado time de apoio, com a Shinobu Takeuchi, Caliel Costa, Cesar Coutinho, Madison Padilha e Marinês Audy.

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fotos4No grupo do TecnoTalks no FaceBook postaremos muito mais fotos, as últimas logo abaixo são as três equipes campeãs, a terceira Sprint Racers, a segunda Xpiritos e a primeiríssima EquiPi:

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