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Dragon Dreaming (John Croft)

A primeira vez que li sobre a metodologia Dragon Dreaming eu achei que era uma viagem, alguns anos depois continuo achando uma viagem, pois apesar de curtir ambientação e rituais de raiz, tribais, sei bem a resistência de profissionais em relação ao treinamento e adoção de conceitos e técnicas de metodologias que propõem uma mudança muito mais sinuosa e fluidas.

Uma abordagem aderente ao escotismo e permacultura, mas um desafio de  introdução em médias e grandes empresas. Metodologias ágeis e congêneres propõem uma intensa quebra de paradigma, humana e cooperativa, mas mesmo assim mantem uma abordagem “urbana”, com certa parcimônia nas mudanças, sem rupturas. O Dragon Dreaming propõe algo mais transcendental, mais “root”, orgânico, uma frequência de energia que possuímos mas bloqueamos.

Uma metodologia inspirada na transcendentalidade de povos aborígenes da Austrália Ocidental, uma abordagem muito desafiadora para uma convivência urbana habitual que guarda distância protocolar entre colegas de trabalho, parceiros, clientes e fornecedores. O uso de inspirações e técnicas recheadas de simbolismos e princípios ritualísticos é um grande desafio à empresas e pessoas.

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Buscar conceitos seculares, tribais e aborígenes, exige um estado de espírito mais aberto, aceitando a criação de uma atmosfera mais franca, levando em consideração aspectos psicológicos relacionados a construção de grupos mais próximos e integrados de fato, ainda mais humanos, mas para isso exigindo baixar máscaras sociais que ainda são caras a maioria das pessoas.

Igual às metodologias ágeis, equipes e projetos são mais que tarefas e metas, são pessoas que precisam aprender a se reconhecer em seus pontos fortes e a desenvolver, é pensar em crescimento coletivo que vai muito além da simples soma dos seus indivíduos. A verdade é que a metodologia Dragon Dreaming é mais afeita a pessoas dispostas ao bem comum, por um mundo melhor e mais humano.

“Abordagem de sistemas vivos, baseando-se em idéias e inspirações da história, ciências, todas as culturas e tradições espirituais, para a criação de organizações e projetos extraordinariamente bem sucedidos para a Grande Virada do mundo, saindo de uma cultura doente e sem limites de crescimento para uma cultura que sustente o desenvolvimento da vida na Terra.”

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“O Dragon Dreaming é um método que  libera a sabedoria coletiva  e promove a capacidade de adaptação permitindo que indivíduos, grupos, empresas, comunidades, ONGs e órgãos do governo se ajustem de forma criativa e positiva a situações de mudanças rápidas e potencialmente caóticas. Aplicado há mais de 20 anos em projetos sociais, ambientais, institucionais e no planejamento estratégico participativo para projetos de desenvolvimento comunitário sustentável na Austrália, África, Papua Nova Guiné, Europa e agora no Brasil.”

O Karabirrdt

A ferramenta mais importante é o quadro chamado de Karabirrdt (do aborígene ‘Kara’ aranha, ‘birrdt’ teia), que gera um planejamento lúdico, como jogos de tabuleiro, com oportunidades e obstáculos à entender e resolver a cada passo. A principal ênfase está nos pontos de encontro das linhas da teia, chamados de Karlupgur, por onde fluem informações e recursos.

No site oficial brasileiro tem muita informação, com certeza pode ser uma grande fonte de inspiração. De fato, é fácil ver escoteiros e ONG’s usando esta proposta, pelos mesmos motivos que a origem e maior afeição diz respeito a projetos sociais, comunitário, pró-ecológicos, contextos que buscam a aproximação, a quebra das máscaras, conectar o eu interior – http://www.dragondreamingbr.org/

Dragon Dreaming Process

Encontrei este material muito legal, um guia prático para quem quer ir além – http://www.esaf.fazenda.gov.br/acesso-a-informacao/centros-regionais/minas-gerais/guia-pratico-dragon-dreaming-v02.pdf

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Oficinas sobre agile ao ar livre é quase serem escoteiros por um dia

Não tem diferença entre aplicar jogos e dinâmicas sobre cultura Lean e método SCRUM ou um programa de escoteiros por um dia, a vibe é formação de times, planejamento pessoal, senso de liberdade com responsabilidade, liderança, papéis, tudo o que praticamos em um grupo escoteiro é a essência do que queremos em times auto-organizados.

Tive a oportunidade de realizar dinâmicas em oficinas vivenciais para turmas do S2Ba no CI, um pouco na sala do CriaLab e a maior parte do tempo nos gramados e sob as árvores do TPUC, uma turma era de jovens interessados na trilha de infraestrutura, banco de dados e desenvolvimento.

As oficinas tiveram agile games e desafios diferentes, mas a lógica era sempre fazer pensar sobre quem são os profissionais do século XXI e o quanto cada um deles está planejando sua carreira, o que vem fazendo por seus objetivos e onde querem chegar nos próximos 2, 5 e 10 anos.

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Quais as dinâmicas rolaram? Eu sempre me esforço para ter jogos novos para que aqueles jovens que já participaram das edições anteriores não repitam mais que um ou dois. Mas a grande maioria, quase totalidade, nunca haviam participado do S2B e tudo era novidade.

Tivemos o jogo dos escalpos e bandeiras, do boneco, Scrumia, Mashmellow Challenge, esquis, diferentes disputas entre equipes, comando-controle, invertendo a linha, além de muitas dicas sobre dinâmicas, técnicas e métodos. Foram momentos bem descontraídos e sempre puxando ganchos com o dia-a-dia de equipes de TI:

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Um dos participantes tinha mais de 1,80 Mts de altura e apenas 19 anos … tem meu respeito, 19 anos e já participando de um programa como o S2B Advanced, com planos e energia de causar inveja a muitos bons profissionais que estão acomodados a anos ou décadas na mesma rotina, insatisfeitos mas materializando inconscientemente a alegoria da caverna de Platão.

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Vamos aprender Agile e Gamification com os Escoteiros

E POR FALAR EM PRINCÍPIOS ÁGEIS:

O escotismo é um movimento sócio-construtivista por excelência, ele possui um programa e princípios que buscam oferecer atividades variadas, interessantes e divertidas, um abordagem lúdica na transferência de conhecimento e valores. Acima de tudo, a crença que cada indivíduo tem um potencial a desenvolver e algo a contribuir, ninguém é igual e unindo o melhor de cada um vamos além.

“Construtivismo é uma das correntes teóricas empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio.”

Como no SCRUM, há um guia que nos orienta, um framework baseado em princípios que valorizam as pessoas e suas individualidades, apostando no coletivo como meio de obter o pleno desenvolvimento de cada potencial, baseado em respeito, direitos e deveres, que a soma sempre é maior que um.

Visão: A organização de um grupo escoteiro fundamenta-se em reuniões semestrais chamadas INDABAs, onde todos os chefes reúnem-se para discutir como estão se saindo e como melhorar, organizando ou confirmando a programação futura, cada item com um responsável, meta e todas as idéias e sugestões anotadas.

Releases: Um ano é quebrado em diferentes ciclos de programa, cada qual com suas metas e objetivos, datas-marco e principais atividades, pensadas como meio para passar conhecimento na prática, se utilizando de todos os recursos disponíveis, sempre com muita criatividade e com um viés de desafios reais e superação, baseado sempre no perfil de seus escotistas e escoteiros.

Sprints: A cada semana há um grande esforço, reuniões e contatos, para organizar a próxima atividade de Sábado ou final de semana. O planejamento é complexo, sempre apoiado em 6 áreas, relacionadas ao desenvolvimento Físico, Intelectual, Social, Afetivo, Espiritual e Caráter. Não existe uma receita, fazer o melhor exige percepção do que se tem e potencial a cada momento.

Stakeholders: Há assembléias gerais entre escotistas + pais, conselhos de seção com escoteiros + escotistas + pais, há reuniões frequentes de escotistas + escoteiros, as famílias também podem participar como “pais de apoio”, interagindo e ajudando na administração e nas atividades. Cada pai pode contribuir com seu conhecimento profissional e vivências em eventos e passagem de conhecimento.

Kanban: Cada faixa etária, conhecida como seção ou ramo (lobinhos, escoteiros, seniors, pioneiros) possui mapas de avaliação com as seis áreas, etapas de crescimento e especialidades conquistadas e absolutamente nenhuma delas é imposta, deve partir de cada jovem interessar-se em dedicar-se a conquistar os famosos distintivos escoteiros.

Review: A todo momento, dada a valorização do coletiva para potencializar o desenvolvimento individual, jovens e seus pais participam e comemoram cada conquista, etapa atingida, distintivos alcançados, pequenas vitórias do dia-a-dia, um olhar especial ao fato de que cada um é especial e segue adiante em seu caminho.

Retrospectiva: Periodicamente os jovens de cada seção reúnem-se em rocas de conselho, côrtes de honra, comissões administrativas, além dos conselhos e assembleias, para avaliar o andamento do último período, decidir o que querem, como vem sendo o desenvolvimento, como melhorar, repactuar suas metas.

E POR FALAR EM GAMIFICATION:

Cada ano em um grupo escoteiro, cada trimestre, grandes eventos, mas principalmente cada reunião semanal é tratado como um grande jogo. Cada momento tem uma meta declarada a ser conquistada, uma sequencia de passos e atividades a serem superadas, medalhas e reconhecimentos a serem obtidos.  A elaboração de atividades escoteiras é uma construção sócio-construtivista, posto que em um ambiente descontraído e desafiador atingimos nosso melhor.

Quer seja um Sábado, um acampamento ou um evento escoteiro, ele inicia com um quebra-gelo, jogos divertidos de integração, instruções com novos conhecimentos, desafios a serem superados, mesclando games colaborativos e competitivos, iniciando sempre com um momento cívico junto a bandeira nacional e uma reflexão para desenvolvimento espiritual, sem religiões, mas a internalização de boas virtudes, valores, moral e ética próprios a cada idade.

Lobinhos: Cada Grupo Escoteiro pode possuir uma ou mais Alcatéias de lobinhos (crianças de 7 a 10 anos de idade), que realizam atividades lúdicas em que aprendem brincando o que são direitos e deveres, a respeitar o espaço dos outros, a cumprir sua promessa de fazer o melhor possível e boas ações. O fundo de cena é a Jungle Book, eles são lobinhos, reunidos em matilhas com nomes e cores próprias, que se reúnem em uma alcatéia, os adultos possuem nomes de animais da história de Mowgli e cada jogo segue suas histórias. Cada matilha possui um Primo e Segundo eleitos, são os lobinhos mais experientes, aprendendo a liderar, a ser um exemplo para os mais jovens.

Escoteiros: Os jovens entre 11 e 14 anos são escoteiros, são organizados em Tropas e divididos em patrulhas, cada uma delas auto-organizada de forma que eles mesmos selecionem papéis temporários entre eles – Monitor, sub-monitor, cozinheiro, primeiros-socorros, almoxarife, lehador, … Assim, eles desenvolvem diferentes habilidades e conhecimentos, aprendendo a trabalhar em equipe, liderança, responsabilidade, impacto de suas decisões e ações.

Seniors e Guias: Os jovens de 15 a 17 normalmente já possuem vivência nas seções anteriores e nesta etapa passam a desafiar seus limites, um passo além em autonomia, planejando suas atividades e as executando, o fundo de cena é aventuras radicais, jornadas de 15 kilometros, acampamentos em mata nativa, rapel, tirolesas, montanhismo, aventuras terrestres e aquáticas em que vão além nos mesmos princípios de equipe iniciados no ramo escoteiro.

Pioneiros: São os jovens adultos de 18 a 20 anos, o fundador Baden Powell imaginou esta seção como uma forma de mostrar aos jovens o quanto todo o aprendizado lúdico se materializa na vida social de cada um. O foco é cidadania, é ajudar o próximo em círculos concêntricos iniciando por si mesmo, família, grupo, sociedade, humanidade. As conquistas dizem respeito a ações em que se empenham a abrir horizontes durante atividades comunitárias e sociais. Geram oportunidades de fazer a diferença em suas vidas, dos que o cercam e de pessoas até então desconhecidas, obtendo reconhecimento comunitário de suas ações.

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A maioria dos agile games e dinâmicas lúdicas de transmissão de conhecimento sobre trabalho em equipe, colaboração, auto-organização, e muito mais são oriundos de minha experiência escoteira. Mais informações e conteúdo escoteiro que corroboram esta abordagem está no site do meu grupo de coração – http://www.guialopes.com.br.

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Estilos: Chefia – Coaching – Mentoring

Profissionalmente, já fui funcionário público concursado na Procempa, fui empresário na década de 90 (ainda não existia o glamour de ser uma startup), fui professor e GP no primeiro ano da Ulbra em 1989, coordenador de desenvolvimento na iniciativa privada para ADP Brasil e Grupo RBS, sou mestrando na FACE/PUCRS e iniciei atuação como Agile Coach e Mentor para empresas de diferentes portes.

Não planejei deixar de ser chefe e passar a fazer Coaching, as coisas foram acontecendo, mas é muito legal transferir conhecimento e experiências de vida aos mais jovens e pares, bem como ficar atento em sempre estar aprendendo. De tudo isso, o mais importante é ver que a vida não passa de uma escola em turno integral, com direito a recreio, e nela somos eternos aprendizes.

Algumas pessoas tem o privilégio, ainda muito jovens, de participarem de experiências como no escotismo, intercâmbios no Rotary, Leo Clubes, DeMolays, vivências que ampliam suas percepções de horizonte e de mundo, das pessoas, lidar com lideranças, trabalho em equipe, responsabilidade, cultura, essências que a maioria dos colégios e faculdades tem menos a oferecer.

CHEFE

Fui “chefe” na maior parte de minha vida profissional, na cultura organizacional clássica esse papel a todo momento toma decisões em prol dos interesses da empresa, mantem o foco na busca de maiores resultados e menores custos. Resilientes, são valorizados na mesma medida em que conseguem isso: Sob pressão, melhorar resultados e diminuir as despesas.

Desde sempre na história humana houveram “chefes”, mesmo quando não era necessário emergiam aqueles mais carismáticos, conhecedores, experientes, poderosos ou ambiciosos, que assumia as rédeas, com ou sem legitimidade. Faz parte da história humana, do bem e do mal.

  • chefes tribais, por serem os mais fortes e/ou hereditário;
  • na igreja devido a seu carisma e sedução nos mistérios da fé;
  • no clã ou família em sociedades patriarcais ou matriarcais;
  • no trabalho, por conhecimento, tempo ou oportunismo;
  • na política, por princípios, oratória ou desonestidade;
  • é o princípio que organiza os exércitos e polícias, etc …

COACH

Não existe melhor exemplo de Coach que um técnico de futebol, ele sempre está lá mas não joga, é responsável por organizar e orientar o desenvolvimento dos seus jogadores, cobrar metas, indicar o que devem aprender ou aprimorar para melhor cumprir seu papel, montar um programa de treinamento.

Um treinador não necessariamente foi jogador, mas tem que conhecer bem o assunto, pode só ter participado em outros papéis e mesmo assim ser um grande coach. Quem faz acontecer é cada jogador e o coletivo, o treinador agrega uma visão neutra, imparcial, sempre interessado no melhor para jogadores e time.

Há mais de 30 anos já existe a prática do Coaching Executivo, através de consultores externos os executivos de grandes empresas recebem conselhos sobre áreas de desenvolvimento pessoal e profissional, debatem quesitos que lhe proporcionarão maior consistência para continuar seu crescimento na empresa.

O papel de Scrum Master acaba proporcionando esta mesma abordagem, mas em um coaching NÃO executivo, orientando coletiva e individualmente sobre como desenvolver-se em meio a um modelo auto-organizado. Uma mudança que gera muitas oportunidades e necessita apoio para contornar riscos que exigem conhecimento e um tanto de empatia.

MENTOR

O Mentor é aquele profissional experiente, hábil na comunicação interpessoal para transferência de conhecimento, atua mais no campo estratégico que operacional, ele transfere suas experiências de vida, conhecimentos, vivências e muito aprendizado vicário, com o objetivo de motivar e orientar seus pupilos à eles mesmos assumirem as rédeas, montarem seu planejamento pessoal e profissional.

O papel do Mentor é o papel de um irmão mais velho, que tem o interesse de vê-los desenvolver todo o seu potencial, se possível evitando que eles cometam os erros conhecidos, talvez já vivenciados por ele mesmo. Não se restringe a um campo de conhecimento, busca oferecer incremento consciente a nível de capacidade absortiva, ampliando a percepção de mundo, de oportunidades e riscos.

Um exemplo de mentoring é o que incubadoras e aceleradoras oferecem a suas startups, profissionais experientes que orientam sobre estratégia, negócios, produtos, princípios e métodos, tanto quanto pontos e competências pessoais, de carreira e profissionais. Normalmente os pupilos são jovens em sua primeira experiência de mercado e alguém com vivência agrega novos prismas e praxis.

No escotismo esse é o papel do chefe escoteiro ou mestre pioneiro, orientar, de forma que cada jovem faça o seu melhor, assumindo o controle e o remo de sua própria canoa (frase do fundador do movimento, Sir Baden Powell).

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Que tal um PICNIC como KickOff para 2014?

Você sabe o que é um Picnic? É um lanche ou refeição de pequeno porte realizada durante um passeio em local junto a natureza, podendo ser sobre a grama de um jardim, parque, reserva florestal, praia e em breve também em um parque tecnológico \o/ Para participar é só confirmar presença lá no evento criado no FB – https://www.facebook.com/events/690169584336652/

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No dia 29/01/2014, uma quarta-feira, o TecnoTalks está organizando um PicNic de integração que acontecerá em um dos gramados do complexo formado pelo campus da PUCRS e parque tecnológico TecnoPUC.  Assim que todos os detalhes estiverem definidos eu compartilho para inscrições … Vamos começar 2014 curtindo um networking diferente e muito divertido. O campo é um grande parque, as alternativas são bem variadas, mas todas excelentes:
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A origem da palavra não importa muito creio eu, há sites que apontam a origem em uma gíria francesa relacionada ao verbo ‘piquer’ e outros dizem ser do inglês em uma origem menos frugal relacionada ao período da escravatura. Sei lá, o que importa é que PicNic é prazeroso e um ótimo instrumento de integração.

Um PicNic deve ser junto a natureza, ser opcional a quem quer ir e se divertir, não devendo ser compulsório, precisa de uma toalha ou tecido grande sobre o qual sentaremos (existem mesas de picnic ou camping) e ao centro coloca-se o que cada um trouxer. A história deste divertido convescote entre amigos ou familiares diz que cabe a cada participante trazer algo a ser compartilhado:

  • Evitar trazer industrializados, melhor coisas simples e artesanais
  • Faça ou compre uns sanduichinhos, pasteizinhos, quiches, …
  • Faça um bolo, biscoitos ou sobremesas individuais em copinhos
  • Uma grande pedida são frutas de toda e qualquer espécie
  • Evite refrigerantes e valorize sucos e água mineral
  • É heresia esquecer de um bom chimarrão e térmicas com água

Para passar o tempo temos nos dias de hoje uma relação infindável de jogos, eu tenho um kit que uso a vários anos tanto para eventos escoteiros, familiares ou entre amigos. Tenha um com os ítens que lhe agradem mais pois é garantia de diversão e entretenimento para crianças, jovens, adultos e velhos:

  • Papel e canetas (só isso abre uma lista de possibilidades)
  • Cartas normais e carteado espanhol para Truco
  • Tabuleiros como damas, xadrez, gamão, etc
  • General (lembre de levar os dados, bloco e caneta)
  • Bola de qualquer tipo (futebol, vôlei ou mesmo basquete)
  • Corda ou fita para demarcar espaços, goleira, cesta, …
  • Frisbee é um jogo muito divertido e tudo a ver com picnic

Há alguns itens que são básicos para qualquer diversão ao ar livre:

  • Uma caixa térmica de qualquer tipo com gelo é muito bom
  • Bloqueador solar e repelente de mosquitos
  • Caixinha de primeiros socorros (esterilização e bandagem)
  • Lampião ou lanterna se for em final de tarde e local ermo
  • Celulares ou rádios comunicadores
  • Mapa do local com pontos de encontro e de emergência

No Sábado de 14/12/2013 houve um grande Picnic noturno no parque da Redenção, juntando centenas de pessoas no seu eixo central entre o chafariz e o arco do Triunfo. Uma ação pacífica que se amplia a cada ano como forma de cidadãos reivindicarem melhores condições e segurança em parques públicos. Eu fui com minha família e passamos horas conversando e nos divertindo sobre uma toalha de picnic, um lampião no centro, sanduichinhos, suco, frutas e vários jogos como batalha naval, gamão, cartas, general. Fazer isso entre dezenas de outros grupos em meio a noite junto ao chafariz central do parque foi supimpa.
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No escotismo chamamos de lanches comunitários, com frequência convidamos crianças e jovens a trazerem cada um algo que será compartilhado, alguns trazem salgados, outros doces e outros bebida. Assim, realiza-se algo muito parecido com picnics no meio da manhã, tarde ou mesmo refeições coletivas e muito divertidas … normalmente em meio a mata, na sede ou em acampamentos.
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Um novo Game chamado “Bambu Challenge”

A partir das regras e princípios dos melhores Agile Games que conheço, como o Mashmellow Challenge, Aviões 2.0, Scrumia e alfabeto perdido de macondo, criei o “Bambu Challenge” para uma introdução lúdica ao gerencimento de projetos por jovens escoteiros do Ramo Pioneiro (18 a 20 anos de idade).

Este game foi idealizado para o II Moot InterAmericano em Osório entre 31/12 e 04/01, oferecido aos 1200 jovens escoteiro de países latino-americanos com idade entre 18 e 20 anos. Iniciativa do PMI-PR através de seu diretor e chefe escoteiro Sérgio Marangoni, apoio do PMI-RS que forneceu os banners e material impressos, com a parceria do Chefe escoteiro Mauro Lages.

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Um Agile Game diferente de todos os outros, prototipagem, planejamento de tempo, materia-prima, responsabilidades e metas, com aquisição do material planejado, distribuição de tarefas, pair para transferência de conhecimento, renegociação, conclusão e venda, com possibilidade de bônus ou penalidades, por valor agregado, quebra de “contrato” e/ou qualidade.

As regras ficaram bem interessantes, a seguir um resumo 360º da dinâmica, lendo assim pode parecer bem mais complexo do que é, mas com a facilitação passo-a-passo o game se desenvolveu de forma muito simples e divertida, contando com dezenas de bons insights e trocas de aprendizados:

. Cada grupo tinha de 15 a 20 escoteiros e eram divididos em 4 equipes;
. Cada equipe recebe 40 moedas impressas em papel e recortadas;
. A meta final era construir um mastro autoportante de pelo menos 3 metros;
. O planejamento consistia em 10 minutos livres para definir o nome da equipe, definir um interlocutor, construção de uma maquete para planejamento de um mastro para hasteamento de uma bandeira e explicitação de quais seriam as tarefas necessárias para sua execução;
. Para a maquete, cada equipe recebia uma prancheta com papel, caneta, 20 palitos de churrasco e durex, com o qual criariam um modelo em escala do mastro para demonstração e cálculo do número de amarras e estimativa de metros de sisal, inclusive para a adriça de hasteamento  da bandeira. O formato do mastro, quer usando tripé, tablado ou torre era livre a cada equipe;
. Passados os 10 minutos de planejamento, cada equipe apresentava a si mesmo e sua maquete, projetando quantos metros de altura teria, quantos pedaços de taquara necessitariam e quantos metros de sisal seriam necessários;
. A compra usando parte das moedas recebidas no início seguem a tabela de R$1 por 2 taquaras e R$2 por 5 metros de sisal.

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Uma vez planejado, a produção acontece em 3 sprints de 15 minutos cada, intercalado com 5 minutos de review (apresentação ao cliente), retrospectiva e replanejamento (renegociar e adquirir mais material se necessário). Não utilizamos kanbans, mas no caso de um treinamento Agile seria muito instrutivo fazer um story mapping no planejamento inicial, dividindo tarefas em 3 Sprints e gerando o quadro de tarefas no início de cada Sprint.

A cada Sprint as equipes produziam e ao final de cada Sprint eles discutiam entre si como estava rolando, apresentavam ao cliente o que conseguiram fazer e finalmente revisavam o planejamento, podendo alterar a altura proposta e se precisariam adquirir mais taquaras e sisal.

Após o final do terceiro Sprint, no caso de atrasos, cada minuto representava uma penalidade de uma moeda até o hasteamento. Cada metro planejado e entregue (a partir de 3 metros) recebia 20 moedas, cada metro não planejado entregue a mais recebia 10 moedas, penalidade extra de 20 moedas a cada metro planejado e não entregue e, finalmente,  um bônus ou penalidade de 5 moedas para cada amarra conforme a qualidade acima ou abaixo do mínimo exigido.

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É um game muito interessante, mas exige espaço externo para os mastros, que podem atingir mais de 5 metros de altura, além disto, exigiu uma lista legal de material … se você for fazer e quiser entrar em contato comigo, posso ceder boa parte do material necessário, especialmente o bambu (ou taquara):

  • 4 pranchetas, folhas de papel, caneta;
  • 200 moedinhas ou notas de dinheiro falso para as compras;
  • 2 pacotes de espetinhos de churrasco ou espaguete grosso;
  • 2 rolos de fita durex estreita ou fita crepe;
  • 2 rolos de sisal
  • 4 tesouras;
  • 60 pedaços de taquara cortados em +/- 1 metro cada;
  • 4 argolas para servirem de passador para as adriças;
  • 4 bandeiras com tecido grosso (para que tenham peso);
  • 1 flip-chart para explicitar as regras, negociações e ranking;
  • 4 Canetões de cores diferentes.

Para os kanbans, por estarmos em ambiente externo, seria importante termos 4 folhas grandes de flip-chart, 4 blocos de postits, 4 canetões e pesos para firmar as folhas no chão, para que não voem (é melhor ter 1 flipchart para cada equipe, mas podemos deixar os kanbans no chão com pesos nas pontas para não voar).

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Paiol de dinâmicas Parte 2
Eventos de DOJO
Dojos – Por que a TI não treina ?

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Dia da Criança é muito mais que presentes

Todos somos crianças enquanto quisermos, Feliz dia das crianças!

Criança se diverte com muito pouco, dois gravetos, um amigo ou imaginação, quem torna muitas crianças ávidas por presentes, por grifes, por quantidade, por aparências, são os pais, tios, avós, um modelo mental óbvio, batido, estudado, mas mesmo assim continua sendo o mais usado.

Sentimento de culpa pela ausência em função do trabalho, a compra da felicidade da forma mais simplista através de presentes … é como o capitão Barboza do Piratas do Caribe, “após pilhar o tesouro azteca, toda a comida, toda a bebida, todas as mulheres, nada mais satisfazia, estavam ocos por dentro”.

A falta de crenças e valores baseadas em uma vida mais justa e sustentável cria um vórtice de mediocridade, já vi crianças receberem dezenas de presentes em um único Natal, palavra de escoteiro, tendo na lista um notebook e um ipod, a cada presente desembrulhado, mãos inquietas para desembrulhar o próximo, quando o presente era para outro, angústia, ansiedade e olhares de inveja.

Presente é como elogios, se o banalizar gera-se um sentimento eterno de frustração pois quanto mais se ganha, mais distorcido é seu valor, que acabará por distorcer seu sentido e muito provavelmente gerará uma pessoa frustrada ou exigente, certo de que o universo gira ao redor de seu umbigo.

 Sugestão para este final de semana

Logo a seguir dois dos livrinhos que compilei a partir de conteúdos diversos coletados para serem distribuídos a crianças em eventos comunitários, grupos escoteiros e amigos, baixe, abra uma página aleatoriamente e jogue um jogo com uma criança … você vai se surpreender pelo fato de não custar nada, não gastar energia elétrica e mesmo assim gerará momentos inesquecíveis:

UJ01 – Jogos para a família – Este livrinho é o meu predileto entre todos os que já compilei, escrevi e usei, há uma infinidade de jogos para todos os momentos.

UJ02 – Histórias Infantis – Para momentos de diversão com crianças pequenas, fábulas, histórias, desenhos para colorir, …

Um pouco de história sobre este dia

Oficialmente o dia 12/10 como Dia das crianças remonta a década de 20, mas só se consolidou de fato na década 60 por iniciativa da Brinquedos Estrela e outros fabricantes de brinquedos, tornando-a a segunda data mais importante em vendas de brinquedos, perdendo apenas para o Natal.

A data não é uma unanimidade mundial, a ONU marca o dia 20/11 como sendo das crianças para comemorar o dia em que foi promulgada pela UNICEF a Declaração Universal dos Direitos das Crianças, enquanto outros países comemoram em diferentes datas as mais variadas, Março, Maio, Junho.

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Crenças e valores jovens

Ao iniciar uma palestra sempre pergunto quem foi escoteiro, sempre menos de 5%, mas tenho profundo respeito por jovens que dedicaram ou dedicam seus Sábados a trabalhar em equipe, respeito a pátria e a espiritualidade, cultivando valores quase esquecidos de justiça, moral, ética, fraternidade, …

Crianças e jovens Escoteiros, Leos Clubes, juventude Rotariana, DeMolays, há organizações internacionais que esforçam-se em mostrar desde cedo, sempre de forma simbólica, lúdica, construtivista, humanista, valores que são maiores que o dinheiro e o poder.

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