Estilos: Chefia – Coaching – Mentoring

Profissionalmente, já fui funcionário público concursado na Procempa, fui empresário na década de 90 (ainda não existia o glamour de ser uma startup), fui professor e GP no primeiro ano da Ulbra em 1989, coordenador de desenvolvimento na iniciativa privada para ADP Brasil e Grupo RBS, sou mestrando na FACE/PUCRS e iniciei atuação como Agile Coach e Mentor para empresas de diferentes portes.

Não planejei deixar de ser chefe e passar a fazer Coaching, as coisas foram acontecendo, mas é muito legal transferir conhecimento e experiências de vida aos mais jovens e pares, bem como ficar atento em sempre estar aprendendo. De tudo isso, o mais importante é ver que a vida não passa de uma escola em turno integral, com direito a recreio, e nela somos eternos aprendizes.

Algumas pessoas tem o privilégio, ainda muito jovens, de participarem de experiências como no escotismo, intercâmbios no Rotary, Leo Clubes, DeMolays, vivências que ampliam suas percepções de horizonte e de mundo, das pessoas, lidar com lideranças, trabalho em equipe, responsabilidade, cultura, essências que a maioria dos colégios e faculdades tem menos a oferecer.

CHEFE

Fui “chefe” na maior parte de minha vida profissional, na cultura organizacional clássica esse papel a todo momento toma decisões em prol dos interesses da empresa, mantem o foco na busca de maiores resultados e menores custos. Resilientes, são valorizados na mesma medida em que conseguem isso: Sob pressão, melhorar resultados e diminuir as despesas.

Desde sempre na história humana houveram “chefes”, mesmo quando não era necessário emergiam aqueles mais carismáticos, conhecedores, experientes, poderosos ou ambiciosos, que assumia as rédeas, com ou sem legitimidade. Faz parte da história humana, do bem e do mal.

  • chefes tribais, por serem os mais fortes e/ou hereditário;
  • na igreja devido a seu carisma e sedução nos mistérios da fé;
  • no clã ou família em sociedades patriarcais ou matriarcais;
  • no trabalho, por conhecimento, tempo ou oportunismo;
  • na política, por princípios, oratória ou desonestidade;
  • é o princípio que organiza os exércitos e polícias, etc …

COACH

Não existe melhor exemplo de Coach que um técnico de futebol, ele sempre está lá mas não joga, é responsável por organizar e orientar o desenvolvimento dos seus jogadores, cobrar metas, indicar o que devem aprender ou aprimorar para melhor cumprir seu papel, montar um programa de treinamento.

Um treinador não necessariamente foi jogador, mas tem que conhecer bem o assunto, pode só ter participado em outros papéis e mesmo assim ser um grande coach. Quem faz acontecer é cada jogador e o coletivo, o treinador agrega uma visão neutra, imparcial, sempre interessado no melhor para jogadores e time.

Há mais de 30 anos já existe a prática do Coaching Executivo, através de consultores externos os executivos de grandes empresas recebem conselhos sobre áreas de desenvolvimento pessoal e profissional, debatem quesitos que lhe proporcionarão maior consistência para continuar seu crescimento na empresa.

O papel de Scrum Master acaba proporcionando esta mesma abordagem, mas em um coaching NÃO executivo, orientando coletiva e individualmente sobre como desenvolver-se em meio a um modelo auto-organizado. Uma mudança que gera muitas oportunidades e necessita apoio para contornar riscos que exigem conhecimento e um tanto de empatia.

MENTOR

O Mentor é aquele profissional experiente, hábil na comunicação interpessoal para transferência de conhecimento, atua mais no campo estratégico que operacional, ele transfere suas experiências de vida, conhecimentos, vivências e muito aprendizado vicário, com o objetivo de motivar e orientar seus pupilos à eles mesmos assumirem as rédeas, montarem seu planejamento pessoal e profissional.

O papel do Mentor é o papel de um irmão mais velho, que tem o interesse de vê-los desenvolver todo o seu potencial, se possível evitando que eles cometam os erros conhecidos, talvez já vivenciados por ele mesmo. Não se restringe a um campo de conhecimento, busca oferecer incremento consciente a nível de capacidade absortiva, ampliando a percepção de mundo, de oportunidades e riscos.

Um exemplo de mentoring é o que incubadoras e aceleradoras oferecem a suas startups, profissionais experientes que orientam sobre estratégia, negócios, produtos, princípios e métodos, tanto quanto pontos e competências pessoais, de carreira e profissionais. Normalmente os pupilos são jovens em sua primeira experiência de mercado e alguém com vivência agrega novos prismas e praxis.

No escotismo esse é o papel do chefe escoteiro ou mestre pioneiro, orientar, de forma que cada jovem faça o seu melhor, assumindo o controle e o remo de sua própria canoa (frase do fundador do movimento, Sir Baden Powell).

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