Operação
Já postei porque adotar métodos ágeis (1 de 5), a disciplina de ESTRATÉGIA (2 de 5), a disciplina de PESSOAS (3 de 5), vou agora apresentar qual a abordagem da diciplina de OPERAÇÃO, que é o processo propriamente dito, boa leitura:
Somos uma unidade de desenvolvimento de produtos digitais, nossa melhor opção foi a criação de um processo baseado em métodos ágeis, usando SCRUM, mesclado com técnicas e conceitos do KANBAN, LEAN e um pouco de XP.
Por outro lado, aproveitamos esta capacitação para treinar nossas áreas de negócios e corporativas a utilizarem os mesmos princípios ágeis de auto-organização, transparência, inspeção e adaptação para organizar seus projetos e dia-a-dia, agregando mais valor e sinergia em nossa relação.
O Scrum está baseado nas teorias empíricas de controle de processo. O empirismo afirma que o conhecimento vem da experiência e tomar decisões baseados no que se conhece. O Scrum aplica uma abordagem iterativa e incremental para aperfeiçoar a previsibilidade e o controle de riscos.
Como podemos ver no diagrama Scrum, logo abaixo, cada eventos prescrito usado no Scrum, cria uma rotina e minimiza a necessidade de encontros não definidos no Scrum. O Scrum usa eventos time-boxed, onde cada evento tem uma duração máxima, garantindo uma quantidade apropriada de tempo gasto em planejamento, documentação, construção, validação, entrega e ciência.
Terei posts específicos para cada um das legendas do Scrum logo acima, mas resumirei por enquanto na forma de um glossário, ok :
Discovery: Ciclo inicial de prospecção, conhecimento, priorização e detalhe;
Delivery: Ciclo final de construção, desenvolvimento e entrega da solução;
Visão: Processo de aprendizado e difusão da real cadeia de valor do produto;
Product Backlog: Lista geral qualificada dos sonhos e demandas do produto;
Release Planning: É a priorização e linha de tempo de curto prazo do Backlog;
User Stories: Conceito de uma unidade de escopo a ser construído;
Sprint: Ciclo de desenvolvimento de 2 a 4 semanas, com foco claro de valor;
Sprint Backlog: Subset de tarefas que serão construídas em uma Sprint;
Sprint Planning: Reunião para entender e estimar tempo e prazos do trabalho;
Quadro Scrum: Quadro de tarefas para diagnóstico em tempo real dos status;
PostIt: Cartão colorido auto-colante de diferentes tamanhos p/quadros Scrum;
Daily Meeting: Reunião diária de 15 minutos para acompanhamento e ajustes;
Token: Objeto usado na daily que identifica o único que pode falar por vez;
Review: Reunião para apresentação do que foi construído e próximos passos;
Pacote: Incremento de valor disponível para entrega em produção;
Pacto: Rito de esclarecimento de regras de convivência e sinergia da equipe;
Retrospectiva: Reunião do time para reflexão e definir melhorias no processo;
Em linhas gerais, temos a abstração abaixo (link axosoft), cada timeboxe do Scrum tem muito assunto, detalhes e vivências, pretendo postar em breve um artigo para cada uma delas (se ainda não leu, leia o Scrum guide, vale a pena).
O diagrama abaixo é uma excelente abstração do core do método Scrum, mas a AxoSoft também tem em seu site um vídeo maravilhoso sobre o papel desempenhado por nós, Scrum Masters (clique aqui para ver o vídeo).
O diagrama de burndown, é o mínimo que utilizamos para garantir a visibilidade e acompanhamento da construção de cada Sprint (~ iteração) ou Release (~ projeto), com foco em deixar clara a evolução de cada tarefa acordada, como :
BurnDown – Diagrama que mostra um comparativo de consumo de tempo previsto x realizado, atualizado a cada dia após a reunião diária;
Story Tracking – Diagrama que mostra a linha de tempo de todas as tarefas, cada qual desde o dia que iniciou até o seu término;
Todas as nossas equipes usam os dois diagramas acima, entretanto estamos pretendendo iniciar o uso dos dois abaixo:
Lead Time – Diagrama que mostra o números de tarefas concluídas a cada dia, através de pontos, visando esclarecer a média e desvio padrão;
BurnUp – Gráfico de área demonstrando o volume de tarefas em fila, iniciadas, em testes, em homologação e entregues.



