TOC – Teoria das Restrições

A duas semanas atras, no workshop do Daniel sobre Business Model, ele falou superficialmente sobre a Teoria das Restrições, metodologia de gestão idealizada pelo Dr. Eliyahu M. Goldratt, físico, cientista, educador e líder de negócio … fui atras de maiores informações:

A Teoria das Restrições (TOC – Theory of Constraints) é uma filosofia de negócios que se utiliza de princípios científicos, especialmente o conceito de que muitos efeitos são explicados por poucas causas, logo, devemos conhecer e resolver as causas ao invés de gerar despedício atuando isoladamente em cada uma de seus efeitos.

A solução é termos uma visão holística, mais ampla, mas com foco em causa e efeitos, buscando uma imagem sintética de todos os elementos da empresa, que poderão ser relacionadas a visões parciais abrangendo suas estratégias, pessoas, operação e execução na organização.

O médico analisa sintomas e quadro clínico para emitir um diagnóstico de causa, quer dizer, a Dengue (causa) gera efeitos como febre, dor de cabeça e mal estar generalisado (efeitos). Se tratarmos separadamente os efeitos, o resultado será insatisfatório, mas se solucionarmos a causa, todos os efeitos desaparecerão.

TEORIA DAS RESTRIÇÕES (TOC)

Cada organização, de StartUp a mega-corporações, é um sistema, formado por  inúmeros processos interdependentes, onde o elo mais fraco da corrente é a restrição. Assim, a TOC nos diz que deveríamos focar no processo ou atividade mais restritivo, a causa, aquele que reduz de fato o resultado do conjunto.

Na TOC temos cinco etapas em um ciclo contínuo de aprendizado e melhoria:

Identificação – Identificar holisticamente a principal restrição (causa);
Exploração – Investir no aperfeiçoamento desta causa (-desperdício +valor);
Subordinação – Analisar os outros processos subordinados (relacionados);
Elevação – Se a melhoria não refletiu no resultado, aperfeiçoar o sistema;
Repetição – Melhoria contínua, ao eliminar uma restrição, procurar próxima.

Paradoxo

Se a empresa é um sistema inter-dependente – mkt, financeiro, produção, TI, etc – como os elos de uma corrente, não adianta fortalecer indiscriminadamente cada um destes elos, devemos permanentemente verificar qual destes elos é o mais fraco, qual esta comprometendo o resultado final, logo, é este que deve ser melhorado. Qualquer estratégia diferente desta pode gerar grandes despedícios.

O nome que a TOC dá ao “elo mais fraco” da corrente, é Restrição !

Há sempre o risco de desperdício a partir da incorreta percepção do elo mais fraco, por exemplo, se investirmos na área de produção e tivermos o gargalo na área comercial, geraremos estoque sem aumentar vendas, tornando necessário diminuir a velocidade de produção, convertendo o investimento em prejuizo.

Conclusão

Todos os sistemas sempre possuirão restrições, na medida em que atuamos para identificá-las e trabalhamos na tentativa de resolvê-las ou mitigá-las, de acordo com sua priorização, novas serão percebidas. em um ciclo de melhoria contínua.

TOC na Wikipedia
TOC aplicada a GP
TOC x Kanban (*)

(*) Os sistemas puxados (pull system), intrinsecos aos métodos ágeis, são baseados nos mesmos fundamentos da TOC, a produção puxada controla as operações sem a utilização de estoque em processo, um dos pilares da filosofia LEAN, o fluxo contínuo do sistema ganha relevante importância.

2 comentários sobre “TOC – Teoria das Restrições

  1. Pingback: Um ano e meio de blog – Obrigado galera! | Jorge Horácio "Kotick" Audy

  2. Pingback: Reflexões teóricas sobre adoção ágil e senso de time | Jorge Horácio "Kotick" Audy

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