A vida exige análise multivariada

A análise multivariada remonta à década de 50, uma técnica analítica que manipula informações estatísticas de diferentes fontes. Um exemplo pitoresco é a previsão do tempo, depende da região, estação, temperatura, pressão, umidade do ar, vento de baixa e alta, histórico, as formigas, etc.

A primeira referência é TW Anderson, An Introduction to Multivariate Statistical Analysis, Wiley, New York, 1958. Assim como na ciência, empresas foram estabelecendo modelos, métodos e frameworks para lidar com decisões multivariáveis, buscando acelerar suas reações com qualidade.

Reza a Lenda que o Observatório Antares, famoso no Cone Sul nos anos 70, era uma pessoa, ela analisava informações diversas e histórico, cruzando-os fazia suas previsões do tempo para a região, famosas pela acuidade.

Na minha opinião, uma boa Toolbox é a marca do profissional do século XXI, aquele que alguns chamam de profissional do conhecimento. O quanto ele está aberto a conhecer, experimentar, a realmente ser interativo e iterativo ao invés de preconceituoso e tendencioso.

Caixa de Ferramentas ‘multivariada’

Enquanto empresas repetem o discurso VUCA, empirismo e ambidestria, ao mesmo tempo buscam e pagam bem à alguém que diga que tem Uma Solução que resolve todos os problema, dito isto sem sequer ter posto os pés na empresa, conhecer suas pessoas, história, cultura.

Acredito que sempre é preciso averiguar o contexto, mercado, negócio, pessoas, riscos, fluxo, cruzando seus níveis de importância e influência. Equivalente a análise multivariada, gerando meios para acesso e compreensão dos principais fatores e a inter-relação entre eles.

Por exemplo, é preciso compreender Lean Startup, Design Thinking, Lean UX, Scrum, Kanban, Lean, Effectuation, … como opções não mutuamente excludentes, mas como uma caixa de ferramentas que nos proporciona um modelo de raciocínio multivariável para escolha e uso.

Análise Mono, bi e multidimensional

MONO’VARIADA é aquela que não importa a pergunta, porque a resposta é sempre a mesma, logo, não interessa se é a padaria da esquina ou a NASA, há quem defenda até a morte o direito de achar que somente existe uma forma de resolver, tudo o mais é absurdo e recriminável.

‘BI’VARIADA é quando detenho conhecimento em diferentes receitas. mas de forma mutuamente excludente, ao optar por A ou B, é by the book até o final. Afinal, haverão dezenas de livros e centenas de milhares de empresas que a utilizam mundo afora, com sucesso e bons resultados.

‘MULTI’VARIADA é como as previsões meteorológicas, a solução só vem depois de pesquisa e compreensão do problema, suas características, ‘ventos’ de alta e baixa, ‘pressão’, histórico. É não iniciar pela ferramenta, método ou abordagem, mas pelo problema que queremos solucionar, rodar pilotos e provas de conceito que estabelecerão as oportunidades ao invés de padrões pré-moldados.

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