Stage-Gate

Tenho me envolvido em um trabalho junto a uma indústria que é líder e referência no Brasil e em diferentes países no seu segmento. Team Building, start de uma Tribo de BI, GoToMarket de um novo produto, tangenciei um projeto que usa TRIZ como abordagem de inovação, agora vi a necessidade de estudar mais modelos de tomada de decisão em áreas e projetos de P&D … neste momento estudando sobre STAGE-GATE.

O modelo STAGE-GATE é uma abordagem para gerenciamento de projetos na qual uma iniciativa ou projeto é dividido em estágios, contando sempre com um GATE para tomada de decisão como transição. Em cada GATE (portão), a continuação é decidida por um stakeholder, comitê de direção ou conselho de governança.

Durante cada estágio, informações e dados são levantados como entrada ao processo avaliativo e decisório (GATE) antes do próximo estágio, podendo decidir por: GO (atingimento dos objetivos), RECYCLE (avaliação positiva sujeita a melhorias), HOLD (suspensão até decisão contrária) ou KILL (não é mais justificável).

https://www.stage-gate.com/discovery-to-launch-process – Originado na indústria química, uma abordagem para gestão de projeto proposta por Robert Cooper, idealizada sob um propósito para inovação de produtos.

Voltada a cultura de inovação, cada estágio é projetado para evoluir um passo, aprender e coletar informações que subsidiarão a tomada de decisão. Cada estágio é definido por um propósito e as atividades dentro dele. Cada um dos 6 estágios planejados são evolutivos e reduzem progressivamente a incerteza. 

Estágio 0 – Descoberta – Atividades destinadas a identificar novas oportunidades de negócios e gerar novas ideias de produtos, serviços e tecnologia.

Estágio 1 – Escopo – Investigação secundária preliminar rápida e barata para definição do escopo de uma ideia, avaliar a viabilidade técnica e obter insights sobre clientes potenciais.

Fase 2 – Business Case – Investigação detalhada envolvendo pesquisas e experimentos primários – tanto de mercado quanto técnicos – levando a um Business Case.

Etapa 3 – Desenvolver – projeto detalhado e o desenvolvimento do novo produto ou serviço e o projeto das operações ou processo de produção necessários para uma eventual produção em escala real.

Etapa 4 – Teste e validação – Testes (mercado, laboratório e planta) para verificar e validar a inovação proposta, contando com várias iterações para protótipo, validação e evolução.

Etapa 5 – Lançamento – Início das operações em grande escala ou produção, marketing e vendas. A transição da inovação para o processo de Gerenciamento do Ciclo de Vida do Produto.

Desde o início é preciso clareza dos critérios que serão utilizados a cada gate, o modelo propõe 6 critérios essenciais: Ajuste Estratégico, Produto e Vantagem Competitiva, Atratividade de Mercado, Viabilidade Técnica, Sinergias / Competências Essenciais, Recompensa Financeira / Risco.

O diagrama abaixo apresenta o fluxo proposto pelo modelo em três perfis de aplicação – Full Process, Stage-Gate Express e Stage-Gate Lite:

https://www.designorate.com/stage-gate-new-product-development-process/

P&D (R&D) – pesquisa e desenvolvimento

A cada fase, temos um gate, momento racional para Go-No Go, diz respeito a avaliar critérios que justifiquem e corroborem o custo-benefício, a viabilidade do projeto, me lembra muito projetos de P&D que me envolvi como facilitador, quando abandonamos ou optamos por versões a cada ciclo (phase).

Surgido na indústria, contexto onde temos permanentemente dezenas de projetos relacionados a P&D, bem como projetos para incrementos a produtos e serviços, cada um deles com racionalidade e apetite ao risco em contraste a um orçamento que deve ser permanentemente direcionado àqueles mais promissores.

Neste contexto industrial, Cooper percebeu o valor de um comitê, uma banca de avaliação recorrente destes projetos e responsável pelo Go-No Go, não olhando individualmente para cada projeto, mas por função tendo uma visão estratégica onde decisões são tomadas estratégica e comparativamente.

Combinação do Gartner – DT, LS e Agile

Sensacional quando materializamos modelos ao cruzarmos diferentes abordagens e metodologias. Em todas que usamos em nosso dia-a-dia, há sim transições de fases ou iterações onde aferimos com o mercado, stakeholders, partes envolvidas, etc, empiricamente, para decidir se e como prosseguiremos.

Curto a nomenclatura PDCL (com Learn no final), dito isto, analisando o Stage-Gate em seu berço no P&D e inovação industrial, fica mais explícito no L o aspecto de “Aprender e Decidir”, que tem em seu bojo refletir sobre os ciclos até aqui, aprender com eles e agir (tomar decisões).

Imagine o pensamento Small Project Philosophy do Standish, a bordagem Lean Startup, facultativamente com pretotipação, prototipação, wizard of Oz, MVP, MMP, Releases, ou mesmo os laboratórios de Design Thinking com cinco fases, no Agile temos iterações, em todas elas há níveis deste principio do Stage-Gate.

No site internacional do modelo Stage-Gate há uma imagem que apresenta formatos gerais aplicados a diferentes tipos de projetos, fora do escopo de P&D e inovação industrial:

https://www.stage-gate.com/discovery-to-launch-process/

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