Com o desafio de ajudar uma dupla muito querida que estuda abrir um restaurante na Zona Leste, me propus a ajudar a mapear certezas e dúvidas, pontos fortes e fraquezas, riscos e oportunidades. Desde o início, por experiência, tratando-se de um negócio tradicional, projetaremos custos, mapeamento geográfico detalhado de fornecedores, clientes, marketing, produção, serviços, financeiro, nosso destino final é um plano de negócio.
Fui atrás de modelos diferentes de planos de negócios, de forma a consolidar quais os tópicos iniciais para debate e modelagem – operação, produtos e serviços, mercado, fornecedores e clientes, capital e sociedade, comercial, financeiro e marketing. Uma dinâmica descontraída, onde a experiência de cada um de nós, da Marinês com sua experiência na incubadora, das sócias com diferentes vivências em negócios e em especial no ramo de alimentação.
Não tínhamos, acho que não existe um canvas para esta condição, então a partir dos tópicos iniciais fomos conversando e mapeando grupos de informações e distribuindo quesitos e informações. No final, uma lista de tarefas e dúvidas a serem dirimidas, atividades a serem realizadas e informações levantadas, custos, mapeamento geográfico da região com raio inicial de algumas quadras.
Na prática, um mapa mental estruturado, hierárquico, pontuando todas as informações disponíveis e dúvidas a serem sanadas nas próximas semanas. Uma técnica que deixou todos bem a vontade para desenvolver o que temos a respeito do futuro restaurante. Mapas mentais tem um fascínio natural, relativo a visibilidade por todos de tudo o que todos estão dizendo e pensando.
O desafio é bem maior que a modelagem de uma startup de matriz tecnológica, porque no caso de um restaurante não podemos fazer de conta que não temos informações precisas e disponíveis sobre o negócio. Importante entender qual o entendimento de cada uma delas sobre o cardápio, planilhar custos diretos e indiretos, investimento inicial e recorrente, fluxo de caixa, equipe com perfis e salário previstos, campanhas de mkt, fidelidade.
É preciso gerar cenários, crescimento, gatilhos, em um negócio tradicional não podemos nos abster de levantar dados geográficos, visitar a concorrência nas quadras em torno do endereço que possuem outro negócio e agora pretendem expandir. Quem são, qualidade, preço, diferencial, características, bem como mapear seus clientes, profissionais em escritórios, lojas, residenciais em casas, condomínios, profissionais e alunos das escolas, … presencial, embalagem para viagem e delivery.
Princípios acordados de transparência, inspeção e adaptação, foi uma noite agradável, com pessoas interessadas na discussão e em contribuir, ao todo 5 participantes … dois serão os sócios, o restante todos da família, dividindo uma tábua de frios, belisques com ramón crudo e queijos variados.
Este primeiro foi só um quebra-gelo, para nos conhecermos e iniciarmos o mapeamento, acho que semana que vem tem mais e aí começamos ter uma visão mais clara e dúvidas começarão a virar informação! \o/



Crescemos, desde guri mesmo, iludidos pela idéia de que as Ciências estão prontas e acabadas. Esquecemos que a vida ensina, e que ensinar nos permite aprender e criar. Esse é um post ao qual, tenho certeza, você vai se referir quando, no futuro, chegar a uma nova técnica de elaboração de planos de negócio – “e tudo começou no restaurante, neste post aqui…” 😀
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Parabéns pela “ousadia” de desbravar novos mercados, porque não?
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Oi tchê, e a tua pequena não queria conversar sobre uns babados de TI? Podemos marcar para o próximo finde uma jantinha aqui, aí ou na Denise … que tal? 🙂
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interessante é um assunto novo pra mim mas é muito relevante, eu estou tentando criar um plano de negócio mas não conseguias
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