A pesquisa “State of Agile” é um grande termometro balizador da prática do Agile no mundo, esta pesquisa é realizada desde 2006 e desde o início estabeleceu uma abordagem de sucesso em gerar um Raio X da comunidade ágil, legitimando os relatórios com uma visão ampla e representativa.
Iniciada originalmente pela VersionOne, então um nome mundialmente conhecido pelo seu software de gestão ágil que rivalizava com a Rally, hoje Digital.ai. Ler os primeiro, intermediários e recentes oferece uma percepção temporal muito consistente, sobre o que se mantém e o que mudou.
A pesquisa mapeia mediadores e moderadores da prática ágil, expectativas e benefícios, métodos e papéis, práticas e ferramentas, ajudando o mercado a compreender a evolução da agilidade a partir de quem pratica. Anualmente dedico algum tempo para analisar e compartilho em minhas aulas.
O relatório mudou, durante 17 edições ele se debruçava nas prática, gerando informações estatísticas e boas analises sobre elas. Entretanto, a edição 18 lançou um novo viés, sobre tendências, oferecendo temas para debate sobre o futuro (projeções), não apenas no presente (como o nome diz – state of agile).
Link para o site da pesquisa – https://stateofagile.com/

Da 1ª até a 15ª – Os relatórios mostram um crescimento da prática ágil, uma percepção de expectativas e benefícios que circunda os princípios ágeis, como alinhamento ao cliente e a empresa, priorização, adaptação, sem esquecer tópicos de produtividade, velocidade e qualidade. Sempre apontou a predominância da metodologia Scrum, o crescimento do Jira e de processos hibridos, a importância da Daily e das Retrospectivas.
“Após 20 anos desde o Manifesto, acreditamos ser um bom momento para olhar para trás e refletir sobre a notável jornada que o Agile percorreu nessas últimas duas décadas.” – 15ª edição
16ª edição – A metodologia ágil segue como prioridade para 89% das empresas. O sucesso dessa abordagem reside em equipes de alto desempenho fundamentadas em valores humanos, cultura sólida, ferramentas precisas e lideranças atuantes. Quando bem implementada, a agilidade transcende a eficiência individual, influenciando uma cultura Lean-Agile, gerando benefícios para a organização e seu entorno.
“Há muito o que discutir sobre um mundo ágil predominantemente virtual e como gerenciar o novo mundo híbrido, estando às vezes no escritório e às vezes remotamente.” – 16ª edição
17ª edição – Embora pequenas organizações ainda vejam na agilidade uma estrutura de produtividade, o cenário muda em empresas de maior porte. Quase 50% das médias e grandes companhias preferem adotar estratégias personalizadas de desenvolvimento de software, integrando diferentes frameworks. Para a maioria, o sucesso dessa adoção e evolução dependem do apoio de um patrocinador (sponsor).
“A metodologia ágil está tendo dificuldades para se adaptar, desde a IA, stress, ambientes de trabalho híbridos e demandas implacáveis.” – 17ª edição
18ª edição – Aqui o relatório aponta seu foco para o futuro, pela primeira vez o relatório inclui estratégias para o futuro da agilidade. Ele ainda compartilha os mediadores e moderadores a partir da estatística (presente), mas dá especial foco no que está mudando e para onde o ágil está caminhando. A edição 18 compartilha insights valiosos da comunidade ágil para impulsionar esta jornada nas organizações. Com a adoção cada vez mais madura, agora é combinar e evoluir. A chegada da IA e da automação potencializa as entregas, trazendo consigo o desafio de elevar a governança e a precisão dos dados para decisões mais inteligentes.
“A metodologia ágil não está morrendo; ela está se transformando! 25 anos após o Manifesto ter reformulado o desenvolvimento de software, estamos em outro momento decisivo.” – 18ª edição
A afirmação acima, logo no início do 18° relatório, aponta um movimento de transformação e amadurecimento, com o Agile se reposicionando estratégicamente nas organizações. Seu domínio sobre os dados do passado e análise do presente, habilita a Digital.ai a oferecer uma visão de futuro. O diferencial competitivo vai depender cada vez mais de entender o contexto, ter uma visão holística em camadas, ambasando decisões estratégicas, táticas e operacionais que impactem a performance e resultados das organizações em seu contexto e conexões.
Além de questões inerciais, como a evolução do uso das metodologias sem o engessamento do método de origem, mas combinando com outros métodos e práticas conforme as características da organização, seu negócio e sua cultura, também cresce a aproximação cada vez maior da estratégia da organização, da visão de valor além do time, projeto ou produto, o que influencia a busca de indicadores de negócio e não apenas de fluxo. Inovador, o tema de Inteligência Artificial ganhou bastante espaço, tanto na pesquisa quanto no relatório, uma tendência natural, enfatizando a sua importância hoje.


