Em uma equipe ágil não há espaço para estrelismo, se voce quer ser o centro das atenções ou fica reiteradamente colocando alguém da equipe em foco, pró ou contra, reveja seus conceitos, o objetivo é o equilibrio do coletivo, na certeza de que o crescimento, idéias e boas iniciativas são abertas a todos, convidados a participar e colaborar pela melhoria continua.
Acredito em abordagens construtivistas, mas, especialmente no valor de se trabalhar verdadeiramente em equipe, com claro entendimento do que isto significa, buscando ter orgulho do que e como estamos trabalhando e construindo. Afinal, passamos mais tempo com nossos colegas de trabalho do que com nossas famílias … isso diz tudo!
O primeiro passo é conhecermos melhor aqueles com quem trabalhamos cotidianamente, quer sejam nossos colegas de equipe, empresa, clientes e fornecedores. Qual o maior ganho na realização de retrospectivas, reviews, debates e outras dinâmicas ágeis ? É para nos aproximarmos uns dos outros, deixando de ser apenas um número.
Cabe a cada um de nós o papel de conhecer e valorizar o que de melhor cada um possa contribuir, investir no potencial de crescimento de todos, equilibrando as diferenças que sempre existirão em um time, para assim torná-lo mais forte e vencedor. Não se obtem sinergia em meio a conflitos e desconfianças, apenas na colaboração e convergência.
O pior caminho é ficar criticando ou elogiando alguém em demasia, posto que não há ser humano que aguente de forma isenta a um bombardeio de responsabilização ou rasgação de seda. Após inúmeros “Voce não tem jeito” ou “Voce é o melhor”, o tal cidadão corre o risco de começar a acreditar nesta bobagem e acabará metendo os pés pelas mãos.
A vida como ela é
Na verdade, o ambiente de trabalho refletirá os valores que cultivamos na nossa vida particular, mas esta é uma via de mão dupla, pois podemos melhorar em ambos se começarmos a resignificar nossos valores, de forma justa e racional, pensando em todos os envolvidos, em sí como parte e não como todo, evitando o embate inócuo e a injustiça, porque amanhã será outro dia.
Minha filha iniciou em um colégio confessional e conteudista tradicional, o mesmo que a 45 anos atras eu mesmo havia estudado, entretanto optamos por transferí-la para um bom colégio de cunho construtivista. Qual a diferença ? Não queremos que ela seja um número, quero que ela aprenda a pensar por sí, não para ser igual aos outros, afinal somos todos diferentes.
No escotismo, cada qual descobre o seu espaço, aprendendo a lidar com as diferenças e encontrar a sua melhor contribuição para o grupo. crianças e jovens aprendem a entender que as lideranças existem, brotam naturalmente, mas que deve ser exercida com respeito e colaboração, que todo objetivo deve ser discutido, entendido e planejado de forma a ser bom para todos.
Tudo isto, para concluir dizendo que não é fácil para ninguém, é trabalho duro, devemos contar uns com os outros, pelo exemplo, pela camaradagem, pois se o time vencer, todos vencem. Se o ambiente é saudável, se de fato somos ágeis, não precisamos nos preocupar em não sermos “vistos”, a cosntrução é de todos, mas a colaboração individual sempre acabará transparente.




O trabalho em equipe é fundamental para o sucesso do coletivo.
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