Retrospectivas ao ar livre

Se voce tem o privilégio de trabalhar em uma sede que possui um espaço ao ar livre, apto a tirar o pessoal da sala e ir lá para fora “trabalhar”, parabéns, este privilégio não é para todos, mas se voce não aproveita isto, então esta na hora de rever seus conceitos. Já escrevi sobre dinâmicas construtivas para retrospectivas ágeis e sobre ócio criativo, que tal unir estas poderosas ferramentas de trabalho ? Para nós que estamos no TecnoPUC e para empresas que possuem uma praça ou pedaço de natureza bem próximo ao local de trabalho, aproveite que é de graça!

Já realizei algumas retrospectivas ao ar livre, usando um cavalete de pintura como se fosse um flipchart, para montar um mural e assim escrever e colar os nossos inseparáveis PostIt’s coloridos.  Discutir nosso jeito de ser e fazer ao ar livre, com raios de Sol passando por brechas nas copas das árvores, gera um estado de descompressão e alerta ao mesmo tempo relaxante e produtivo, que podemos e devemos lançar mão.

Estrutura e Dinâmica

Refletir após um jogo rápido de integração, sentados em circulo ou ferradura, sem formalismos e longe das mesas e telefones tem seu valor. Vamos sacudir o nosso modelo mental, sair da zona de conforto, praticar o ócio criativo, praticar a inovação, induzir ao prazer em trabalhar e a busca por melhorias para o nosso ambiente, processo, produto e pessoas.

Novamente, do escotismo vem a inspiração de jogos divertidos, que aplicamos aos jovens para que aprendam conceitos de trabalhar em equipe, planejar antes de executar e realizar cada ação com segurança e apoio mútuo necessário. De forma lúdica, fixar conceitos de grupo, união, pertencimento, colaboração e muito mais. Jogos não são só para lazer, eles também são para lazer, mas são muito mais que isso. Jogos tem a missão de aproximar, de levantar e baixar barreiras. Servem para ensinar, aprender, para fixar, focar ou amplificar, deveriam ser mais usados nas empresas.

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Muito antes e além do livro Gamestorming dos autores Dave Gray, Sunni Brown, James Macanufo, empresas visionárias já utilizavam jogos para incentivar a produtividade, promover desbloqueios criativos e a inovação e quebrar a rotina. Este post NÃO é sobre mesas de pebolim, sinuca, um PS ou xBox em salas de descompressão, essa é apenas a pontinha do iceberg. Quem acredita nesta abordagem já ouviu e entende o conceito de aprendizado vicário, o quanto um jogo bem conduzido pode desenvolver senso de time.


Palavras de ordem, bordões e incentivos não formam times, times são formados por pessoas e é preciso algo mais que tarefas técnicas para gerar empatia, sinergia e alta performance. Desenvolvimento humano, desde seu aspecto individual, coletivo ao organizacional, envolve relacionamento e não discurso. Discurso pode mostrar o caminho, mas o mindset e zona de confortos trarão todos para fazer mais do mesmo.

Para quebrar paradigmas e mudar modelos mentais, diminuir o stress da mudança, mas acima de tudo fomentar que nossa gente se veja como gente. É comum em implantações ágeis haver conflitos e culpabilidades fúteis ou desnecessárias, alguém que acha que o outro fez de propósito … muitos jogos chamados de Team Buildings, IceBreakers e Warm’Ups nos ajudam a quebrar o gelo e fazer com que as pessoas se desarmem ao conhecerem-se um pouco mais.

Há é claro Agile Games que aportam muito conhecimento de técnicas, boas práticas, artefatos e regras, são games sofisticados criados para este fim, como o Mexendo com o fluxo, alfabeto perdido de macondo, extreme hour, aviões 2.0 e Scrumia, bamboo challenge, construindo cidades, …

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Mas há jogos divertidos e rápidos, tão importantes quanto os Agile Games, que possuem função tão relevante quanto os maiores, pois ajudam a trazer a atenção para aquilo que queremos tratar, geram vínculos, fazem a galera estar de corpo e alma na quele momento e local.

Antes de iniciar uma retrospectiva, um mini-evento ou reunião mais extensa ou muito importante, que tal mostrar para o cérebro de todo mundo que o que vai rolar é diferente e merece toda a atenção e comprometimento. Alguns se surpreendem em ver aquele cara ranzinza sorrindo e participando. Já falei de vários destes jogos por aqui, há uma infinidade deles na web, pode-se procurar por variadas formas, como Agile Games, Team Building Games, IceBreakers, Warm’Ups, Group Games, … com um pouco de pesquisa se acha textos explicativos, fotos e muitos vídeos de equipes “trabalhando”.


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A frase que eu uso é que não tem sentido trabalhar sem ter vontade de fazer o que fazemos com quem fazemos … e isso é possível. Somos diferentes sim, não somos um grupo de amigões, somos um grupo de profissionais unidos pelo destino naquela equipe, é preciso nos vermos como somos, nas diferenças e achar os caminhos para nos tornarmos um time de alta performance.

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