Auto-conhecimento para desconstruir hábitos e reinventá-los

O maior desafio não é aprender SCRUM, nem Kanban ou XP, isso é o de menos, difícil é esquecer velhos hábitos, é treinar cotidianamente para a prática de um trabalho mais humano e colaborativo, a partir do pressuposto de que todos estão aprendendo, todos irão errar, alguns aprenderão rápido e outros mais lentos.

“A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau” – Mark Twain

Tem gente que enxerga TODOS os menores erros dos outros como sendo algo imperdoável, sismam que é prejudicial a seus interesses e sua zona de conforto, no velho hábito de criticar e apontar culpas, não enxergando seus próprios erros, a começar pelo pior deles, o de tentar ser arauto e juiz daquilo que julgam ser certo ou errado nos outros.

Hábitos

A partir de nossos cinco sentidos criamos o que a PNL chama de “representações internas” do mundo, que somadas a nossos diálogos internos, conscientes e inconscientes, geramos padrões repetitivos que chamamos de hábitos.

Apoiada na neuro-ciência, podemos buscar explicações para diferentes hábitos, são milhares de ações realizadas repetitivas a cada dia, não tudo é óbvio e visível, como reações a uma fobia, ao stress, pressão ou dificuldades.

Após anos, talvez décadas, trabalhando em comando-controle e de forma individualista, internalizamos muitas reações inconscientes, várias delas visando auto-preservação em um contexto e mindset vigente.

“Onde quer que haja tendência para aprender, há processos autocorretivos, com mudanças de hábito, onde quer que haja ação guiada por um propósito, aí há inteligência.” (Lúcia Santaella)

Estes hábitos podem ser treinados pela repetição, como em um Dojo Kata, internalizando ou substituindo padrões, posto que mente, corpo e linguagem interagem para criar a percepção que cada indivíduo tem do mundo.

mudanca-de-habito

O conjunto de hábitos mais utilizados são relativos a comunicação, entendendo isso não só o que falamos ou escrevemos, mas qual a mensagem que enviamos ao mundo através de atitudes e comportamentos, nem sempre sincronizados as nossas crenças, hábitos podem se perpetuar inconscientemente mesmo após termos reinventado nossas crenças.

Comunicação

Apenas 7% de nossa comunicação provêm da palavra, 93% é não verbal, a maior parte do tempo estamos passando recados conscientes e inconscientes de amor, ódio, satisfação, frustração, aceitação, irritação, descaso, interesse, etc, muitas vezes precisamos dos outros para nos alertar para esta nossa comunicação.

A pior forma de se comunicar no Agile é através de mensagens subliminares, de nada adianta bufar, sair da sala, olhar de revesgueio, falar agressivamente ou displicentemente,  muito disto são velhos hábitos contra os quais devemos lutar, de uma época em que não eramos consultados e tínhamos baixa autonomia.

Nessas horas é importante termos alguém em quem confiamos, um parceiro de viagem, alguém que dê um toque sutil para que saiamos do piloto automático, até porque muitas vezes esta atitude é prejudicial a nós mesmos, pois o que resolve são debates construtivos, opções, soluções, sempre baby-steps, conscientes.

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A maioria da comunicação não verbal acontece em hábitos que nos remetem a infância, crianças com sono ficam ranzinzas, quando contrariadas elas choram e resmungam, pura dissonância cognitiva, frente a angústia e insatisfação elas buscam defesas psíquicas, o que esperamos no Agile é consciência e negociação.

Mudança Ágil

O substrato de uma adoção ágil é a interação humana construtivista, buscando o que de melhor temos em cada um e gerando empatia e sinergia de forma a que o grupo seja mais que a simples soma das partes, cada um de nós.

Todos temos crenças e hábitos, alguns mais aderentes e outros menos, construídos através de nossas vidas, o importante é estabelecer alguns pactos internamente ao time que nossos colegas possam usar para nos fazer voltar a razão quando estivermos no piloto automático e na contra-mão.

Mudança de hábito pressupõe que estejamos abertos a nos conhecermos e nos ajudarmos, há uma infinidade de técnicas, algumas delas baseadas nos Dojos Kata, que procuram estabelecer novos hábitos através jogos e exercícios colaborativos.

3 comentários sobre “Auto-conhecimento para desconstruir hábitos e reinventá-los

    • Sim, o blog é de opinião e quando uso texto de terceiros eles ficam entre aspas ou identificados, como as imagens que estão com os devidos créditos pois sempre procuro imagens que ajudem meu ponto de vista ou tenham significado. Estas duas nem estão muito acopladas mas gostei do recado que passam em relação a mudança de hábitos, que era o tema em questão.
      Pergunta estranha!?! 🙂
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    • Marco, se estas questionando porque vês inspiração em outro post ou texto, é absolutamente possível, mas com tranquilidade e certeza absoluta o texto final é meu, com meu prisma e abordagem, exemplos e referências. Fiquei muito curioso quanto a tua pergunta e percepção … manda mais. A maior inspiração é em meus posts de anos anteriores sobre PNL …
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