12ª Troca de Cartões ainda gerando valor e reflexões

Vou guardar todo o material compilado pela galera do 12ª Troca de Cartões do dia 24/11/2015 no TecnoPUC. Mas quero compartilhar algumas reflexões como facilitador daquela noite especial do mais pura práxis do que é networking ativo, muito mais que uma simples troca de cartões, com o exercício legítimo de auto-conhecimento e garimpo de parcerias e oportunidades, empatia e sinergia.

Não tem certo e errado, cada um tem seu momento e reflete centenas, talvez milhares de momentos de aprendizado em diferentes vivências e momentos. Muitos foram munidos de folders, cartões de visitas, material promocional, outros foram para ver qual seria a boa. A dinâmica, batizada de CONECTE.ME, gerou grandes aprendizados, insights e provocações.

A seguir a maioria dos cartões de visitas ampliados pelas A5 utilizadas para gerar conexões a partir daquilo que somos, oferecemos e necessitamos. As redes montadas e conexões percebidas já postei no meu post anterior sobre aquela noite e dinâmica, mas aqui tirei uma foto na forma de mosaico. Tivemos o privilégio de contar com profissionais de variados segmentos, dos mais variados:

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Na mesa do coffee e durante a noite, recebi de bom grado muitos cartões e um lápis promocional, que também fotografei como forma de agradecer a presença e o interesse em gerar conexões comigo. A todos eu me apresentei como sendo consultor da DBServer, dedicado a implantação de métodos ágeis e atuando como Agile Coach, apoiando equipes a adotarem e nos primeiros aprendizados …

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Em pleno ano de 2015, creio que cartões de visita são um hábito simbólico, eu não os uso, mas os valorizo pelo que significam. No século XXI, temos a um click, acesso direto e irrestrito a muito mais que um cartão pode dizer – as redes e o Google nos traz em segundos fotos, notícias, eventos, redes profissionais e redes sociais, vídeos e muuuuuuuito mais.

Isso me faz refletir sobre ética, ecossistema, transparência, atitude, sobre o pouco que dizia um cartão do século XX e o quanto temos acesso nos dias de hoje. Isto vale para recrutamento e seleção, para aquisição de produtos e serviços, parcerias e tomadas de decisões relevantes … cada vez mais o que queremos ser e aparentar importa menos, porque o mundo tem acesso a tudo o que fazemos.

Big Brother

Big Brother é uma alusão social do romance 1984 de George Orwell, ele descrevia uma sociedade onde todos os cidadãos estão permanentemente sob vigilância das autoridades. Esta permanente visão 360º de tudo e todos estava apoiada no slogan de Estado “o Grande Irmão te observa” (“Big Brother is watching you”).

Vivemos uma era de acesso irrestrito a informações virtuais (verdadeiras ou falsas) sobre pessoas físicas e jurídicas, é preciso que todos saibam lidar de forma ativa com estes mecanismos. Mais que se utilizar de estratégias de marketing digital, é usar de boas práticas de exposição controlada, inteligente, no passado havia um alto custo no uso dos meios de comunicação, agora é de graça, mas não é trivial.

Saber usar o mundo virtual a seu favor não é uma oportunidade, em tempos de Big Brother é uma imposição, precisamos saber usar sites, blogs, eventos, diferentes redes virtuais e tudo o mais que esta era nos oferece de forma construtiva e com estratégia … se deixar levar ou isentar-se de seu uso positivo é um risco, porque quer queira ou não você está inserido em tudo isso.

A maioria de nós, após conhecer alguém que tenha chamado nossa atenção, quer em um esbarrão casual, evento ou compromisso … dá uma conferida na web para saber qual o perfil daquele profissional e daquela empresa, mentira tem perna curta e ficar de mi-mi-mi contra a conectividade e reclamar do Big Brother no qual estamos metidos é inútil …

É igual ao filme do Capitão América, quando o Dr Abraham Erskine diz que o soro do super-soldado potencializa o que nós temos lá dentro de nós … A web é igual: o que é ruim aparece e fica pior, o que é bom fica melhor ainda. O que é você?

erskine e cap américa

5 comentários sobre “12ª Troca de Cartões ainda gerando valor e reflexões

  1. Excelente post! São nestes que temos um vislumbre do que você guarda! Parabéns! (E só para provocar: na década de 90 haviam muitos experimentos “tecno-sociais”, e dois dos mais bacanas eram o anel Java e a smart tag – crachá inteligente. O primeiro era um chip de dedo, que possuia terminais no anel e era usado encostando-o em um conector. Na mesa hora você seria registrado no local e anunciado para quem houvesse relevância. O anel, por sua conta, baixaria informações sobre o evento. A smart tag teria alguma tecnologia NFC e daria um aviso, um bip, alguma coisa assim, sempre que localizasse a poucos metros alguém com perfil interessante para você. Um LinkedIn do mundo real, instantâneo. Legal né? Estamos em 2015, uns 20 anos depois, e até hoje usamos… CARTÕES DE VISITA!!! 🙂 )

    • Vou guardar até o próximo e remontar na forma de mosaico … dará outra dimensão para o que é a essência do evento. Sensacional, da para fazer usando bluetooth hoje em dia … sai até em uma hackatona … abração aí companhero 🙂

  2. Pingback: Resumo de quatro anos e meio de TecnoTalks | Jorge Horácio "Kotick" Audy

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