E por falar em Art Of Hosting

Uma pena que cada proposta de novas comunidades não ofereçam uma visão clara do quanto ela possui pontos de contato, intersecção, contra-ponto, similaridades e divergências com outras tantas. Creio que isso é assim por questões de patente, direito autoral ou interesses econômicos, comerciais ou mesmo de citação. Sendo assim, cada uma delas, quer seja Art of Hosting, Lean, Scrum, Kanban, Design Thinking, Dragon Dreaming, Lean Office, Gamestorming, etc, isentam-se de apontar origens conceituais e assim não facilitam conexões nem sinergia.

The Art of Hosting é uma versão ou instanciamento do Conceito de Bá de Takeushi & Nonaka, é a proposta de uma tribo que desenvolve e compartilha técnicas de potencialização, de aproveitamento do capital intelectual, independente de área, vínculos ou tamanho. Tem muito a ver com Design Thinking, tem muito a ver com Agile Coach em metodologias ágeis, mas foca apenas na arte de receber, da arte em planejar, organizar, facilitar a execução e ajudar a garantir os desdobramentos.

sinergia

Na prática diz que juntos somos mais, quer para ideação, para priorização, quer para modelagem, realização, validação, entrega e aprendizados para melhoria contínua, mas não fortuitamente, mas juntos de forma proposital, planejada, organizada de forma a atingir o máximo de resultados. Tudo a ver com coaching, com ciclos curtos de planejamento a feedback iterativo-incremental-articulado.

Princípios elementares

Qualquer reunião ou evento que pode contar com mínima organização, planejamento, execução racional e lições aprendidas, atingirá melhor seus objetivos, satisfará seus diferentes integrantes, será mais sustentável e produtiva, garantirá o engajamento e apropriação de todos a cada edição.

Organizarmos uma simples reunião, escolhendo-se o lugar mais apropriado, preparado-o de forma a torná-lo ainda melhor, se utilizando de boas práticas para ativar ao máximo o interesse de todos, a participação, o engajamento ao objetivo, interessados não em cumprir, mas em colaborar para o seu melhor.

Art Of Hosting diz respeito ao combate ao desperdício de tempo e oportunidades, é trabalhar para garantir a criação e o aproveitamento da egregora formada a cada momento de geração ou compartilhamento de conhecimento com o objetivo de atingir e ir além de nossas metas e expectativas possíveis. Os exemplos que posso dar de técnicas, todos são nossas velhos conhecidos:

  • World Coffee;
  • Open Space;
  • Fishbowl;
  • Círculo de conselho;
  • Múltiplas técnicas de retrospectivas;
  • User Story Mapping;
  • etc etc etc

A Art Of Hosting é o uso e boa aplicação dos princípios e conceitos de Gamestorming e Design Thinking, é parte do trabalho de orientação e facilitação de um bom Scrum Master. Um exercício desafiador para quem organiza e para quem participa, que possui uma curva de aprendizado, baseado em melhoria contínua, que imerso em metodologias de trabalho mais colaborativas, auto-organizadas, focadas em satisfação e sustentabilidade;

Desde o estudo de boas práticas, da aplicação delas no planejamento conforme a necessidade, contexto e momentum, até a auto-avaliação do grupo para constante aperfeiçoamento, até a colheita dos resultados, que vão além daquele momento, pois são a materialização dos resultados e desdobramentos idealizados. É como uma cálculo de ROI de um projeto de software, ele não pode se limitar ao término e entrega, mas aos resultados que ele gerará em certo período de tempo, pois o objetivo nunca é o produto, mas a solução que ele gera.

3 comentários sobre “E por falar em Art Of Hosting

  1. Eu sou fã do seus posts de autor. O assunto deste aqui já estava doendo de tão maduro. Os métodos têm muitas coisas em comum, e divergem, como você colocou, em pontos-chaves. Mas no fundo têm a mesma visão ou origem. Por conta de tantas sobreposições eu tento me conter, evito me dispersar. A cada novo problema eu testo Scrum e Kanban e apenas se eles não resolvem eu recorro a mais coisas.

    Tem lá suas brechas, essa atitude. Por exemplo, problemas mercadológicos, ou de inovação e conceituação (= “ideação”?) são pobremente atendidos por Scrum e Kanban, e nestes pontos coisas como Design Thinking e Gamefication são adequados.

  2. Pingback: Um bizú geral sobre Gestão do Conhecimento | Jorge Horácio "Kotick" Audy

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