Empresas não podem mais pensar como um Monge Beneditino

Pensei este post para falar sobre “exploration” em startups, mas acabou convergindo a uma convicção minha de a muito tempo, que inovação e empreendedorismo é obrigação de todos, quer você venda pipocas ou espaçonaves, é preciso interagir com o cliente, ser inovador, agregar valor.

Nenhuma empresa pode viver como se fosse um monge beneditino, pois não sobreviverão se viverem na clausura e não não se esforçarem em colocar em cheque suas crenças sobre seu negócio, mudando, aproveitando oportunidades, mitigando riscos, sempre validando com o mundo lá fora cada ciclo da construção ou reinvenção de seu produto e serviço.

Estamos em 2014 e creio que o maior ensinamento que o Lean StartUp, Design Thinking e Service Thinking tem para todos nós é que NÃO existe inovação que resista ao enclausuramento. O tempo dedicado a sua sala deve ser proporcional ao tempo junto ao mercado, com seus atuais e futuros clientes, se possível também interagindo com outros fóruns sobre inovação e empreendedorismo.

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Atenção, é importante sempre relembrar a máxima que TODOS nós somos startups, pois TODOS vivemos imersos em meio a dúvidas, a um mercado mutante, globalizado e competitivo, quer sejamos PP, P, M, G ou GG … Uma média ou grande empresa que viva apenas produzindo mais do mesmo e não está aberta a entender e atender os seus cliente, atuais e potenciais, corre o risco de um futuro incerto ou de não ter futuro.

A missão de permanentemente escutar os clientes atuais e potenciais, não é o mesmo que fazer consultas dirigidas sempre aos mesmos, a um pequeno nicho, apenas a quem já é cliente ou a conhecidos, pois assim a representatividade das informações extraídas serão distorcidas. A interação com o mundo do lado de fora da startup precisa ser maliciosa e perspicaz, ir em busca não só do que já sabemos, mas do que não sabemos, de forma variada, casual ou dirigida, repetida ou aleatória.

Mas não vire de 8 a 80, sair da clausura de sua sala e encarar o mundo la fora não quer dizer que a solução é virar turista, a solução é um Iô-Iô, pois o ciclo é Pressupor -> desenvolver o MVP de sua pressuposição -> Validar.

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Há fórmulas já tradicionais, como o uso de landing pages com coleta de emails, convite para contato e participação de pesquisa, um vídeo explicativo, uso da nuvem e serviços de terceiros para compôr uma primeira versão que eventualmente será um trabalho de patchwork, algumas vezes nada que um bom exercício de mockup não resolva.

Adicionalmente, o quanto você colabora e compartilha agrega e faz muita diferença em muitos casos, criar um blog ou site, organizar e participar de eventos, demonstrar conhecimento e paixão pela área de seu negócio ou conhecimento. Isto gerará uma visão clara de você para o mercado, gerando empatia e vínculos. Mas se para você é difícil escrever e compartilhar textos sobre a área de atuação de seu negócio … tem alguma coisa errada com a sua escolha.

O próximo post eu pretendo que tenha uma explanação sobre o conceito de Exploitation e Exploration (James March, 1991), porque é preciso ter equilíbrio entre a busca da inovação (~Exploration) e crescimento (~Exploitation). ASAP

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