A forma precisa estar a serviço da função

É preciso estarmos atentos e pró-ativos quando percebemos que a empresa irá investir em espaços mais integrados ou disruptivos, garantir que haja o debate de visão, brainstorming, personas, co-criação de jornadas, trade off e priorização. Nossa pró-atividade pode gerar ótimos espaços e de quebra disseminar com outras áreas e profissionais abordagens de Design e Service Thinking, de quebra potencializar o investimento.

Estamos envolvidos diariamente em técnicas do Lean Startup, Design Thinking, Service Thinking, Art of Hosting, Agile e muitas outras fontes, chega um hora que parece que todo mundo está na mesma batida, mas não é assim, projetos, ações e iniciativas a todo momento são iniciadas sem pesquisa, buscar por empatia e sinergia, debate e seleção envolvendo de alguma forma todos direta e indiretamente interessados.

SALAS INOVADORAS

Todos nós vemos pipocarem fotos de salas destinadas a incentivar a inquietação, criatividade, inovação, disrupção, … cores, formas, puffs amarelos, sofás, quadros, até obras de arte e jogos  🙂   Em parques tecnológicos, empresas privadas e estatais, espaços coworking, mais recentemente em universidades e colégios … a provocação visual e dinâmica de que são lugares diferentes para fazer diferente!

Há uma profusão de estudos e modelos, é preciso pesquisar as práticas que ali acontecerão e necessidades, consultar os usuários. A forma e a função devem andar juntas, espaços arenas possuem um propósito, não é para qualquer sala, ao invés de tentar preencher todos os espaços como todas as ideias, buscar o equilíbrio e lembrar que menos é mais, garantindo espaço para dinâmicas e movimentação por exemplo.

A foto abaixo é uma sala da UniRitter Iguatemi, o amarelo ao fundo é uma colméia de Puffs em seus nichos, assim não atrapalham quando não usados e ficam bonitos, poderiam até ser de duas cores ou tons para fazerem mosaicos, As 24 mesas são dobráveis e ficam embaixo de uma grande bancada, as cadeiras são empilháveis em um nicho ao fundo a direita, há três projetores independentes, um maior ao centro e dois nas laterais, ligados juntos ou em separado para liberar a parede para uso, a bancada sobre as mesas pode receber mochilas e materiais para não ficarem atrapalhando, a sala tem equipamento de áudio pelo HDMI e a parede lateral esquerda é toda de vidro para a rua … não sei quem projetou, mas com certeza estudou, pesquisou, foi um trabalho profissional. Um sala realmente multiuso que vale cada tostão investido!

SALAS DE TRABALHO

O mesmo vale para espaços aberto com grandes bancadas, que deveriam instanciar um estudos e conceito sobre o tema, espaços amplos, áreas de transição, zoneamento multiuso, intercalando com espaços privados, como salas de reuniões de diferentes portes e de integração. Espaços abertos não são o mesmo que linha de produção, não são várias bancadas apertadas em espaço mínimo, com mais gente que o razoável.

Em 2016 a Johnson & Johnson materializou muito de minhas crenças em um post sobre seus estudos e investimentos no que chamaram de “Programa de inovação do local de trabalho“. Um Conceito de Open Workspace com espaços amplos em equilíbrio com áreas de transição e espaços privados temporários, diferenciados, semelhante a vários exemplos que compartilho mais adiante.

Aproveitando, da uma olhada nessa matéria na Harward Business Review, ela discute o assunto de “workspaces-that-move-people“, um artigo denso, longo e multi-facetado … Para ser publicado na HBR isso é o mínimo que podemos esperar … fala sobre o uso de espaços abertos ou não, promover interações entre as pessoas, fala de zonas de conforto, mudança em adaptação a novos paradigmas.

Conceito de Ba 

A sala não é a protagonista, a empresa pode ter salas pequenas, grandes ou médias, mas sempre serão as pessoas que geram, compartilham, trocam, doam e adquirem conhecimentos. Mas, com certeza, o ambiente é um moderador ou mediador em muitas destas possibilidades de constituição do conceito de Ba, oferecendo espaços mais atraentes, amplos, instigantes, provocativos em diferentes sentidos e percepções.

Quando falamos de “Ba Concept” (Takeushi & Nonaka), a sala ou espaço utilizados podem sim ajudar, podemos chamar de Ba cada espaço compartilhado momentaneamente para geração de conhecimento, de forma consciente e organizada, mesmo uma conversa na hora do intervalo, um café, se investido de contexto visando o debate e troca.

  • Um espaço Físico como escritório, espaço de negócios, etc;
  • Um espaço Virtual como e-mail , teleconferência, etc;
  • Um espaço Mental como ideias, valores, objetivos, experiências.

O Ba não é um valor objetivo, mas subjetivo e dependente dos atores que o constituem ou constroem, cabe a organização proporcionar as condições, incorporar estes valores em seu modelo mental e de seus integrantes, não tem hierarquia, é orientado ao senso de pertencimento. São quatro os tipos de Ba: originating, dialoguing, systemizing e exercising:

Bah

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