“Jogo do empurra” ainda manda bem

Tem muito líder (e colaborador) que acredita em técnicas mecanicista, sabendo que o possível é 100 unidades, irá pressionar e fazer teatro como se o objetivo fosse 120 unidades, na crença mezozóica que ao pressionar por um resultado 20% acima ou impossível fará os colaboradores se puxarem, pior, acham depois que o mérito é pela sua pressão, reclamação, xingamento e ameaças.

Algo tipo década de 20, o famoso “jogo do empurra”, em que tudo é um grande teatro, para que no final todos tenham bons álibis e bodes expiatórios, “tu faz de conta que não viu que é impossível e eu faço de conta que vou fazer o possível, no final pode dar certo ou errado, mas acima de tudo, após os xingamentos, todo mundo tem razão, nada muda e começamos um novo ciclo nesta inocente farça”.

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Diferentes diretores ou gerentes, líderes, podem se “isentar” de colaborar com as decisões do dia a dia, não tem tempo, insistindo em usar a tática de pedir diferentes ações e soluções, todas com a mesma prioridade, tranferindo e cobrando dos colaboradores o “seu melhor”, taxando-os de ineficientes ou incapazes, mas jamais os demitindo, porque sabemos que é tudo teatro.

Da mesma forma, colaboradores deixam-se espizinhar pelas lideranças, aceitam esculacho, injustiças, porque no fundo sabem que o seu “líder” esta encenando, não vai demití-los ou afastá-los, sabem que fizeram o melhor que podiam diante das contradições do “jogo do empurra”. O pior é que tanto fizeram que já nem percebem o quanto isto é impróprio, pois é puro desperdício de energia.

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Conclusão

O organograma de um negócio, empresa ou área não foi criado para enfeite, menos ainda para conveniências e teatro tácito, é para sabermos a quem recorrer no caso de ordens e prioridades conflitantes. Há uma lei, entre duas ordens onde apenas uma poderá ser realizada, uma SEMPRE será “A” mais importante … há exceções, mas se a exceção é a regra, tem algo MUITO errado!

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A solução é sensibilizar quem paga por todo este desperdício, que no fundo acha que pedindo e se isentando é melhor, alguém com um mínimo de maturidade e conhecimento da estratégia e negócio tem que acompanhar, decidir, pode ser só uma pessoa caso o workflow seja centralizado ou um comitê caso tenhamos uma equipe atendendo diferentes projetos e tarefas de diferentes sponsors.

É lógico-hululante dizer que essa solução dá trabalho, exige envolvimento e disponibilidade, então prepare-se porque não é fácil não, os saudosistas do “jogo do empurra” vão relembrar velhas técnicas, mas temos que tentar parar e relembrar que é uma fila e não dá para fazer tudo de qualquer jeito, se fizer, geramos dívidas técnicas que um dia serão cobradas com juros …

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