Métricas e indicadores para auto-conhecimento e melhoria contínua

Quadros e métricas devem refletir o fluxo de trabalho de um time e projeto, “declarar” visualmente como está sendo executado e se está fluindo corretamente, conforme prioridade, versus expectativas do planejamento, apontando gargalos, ocorrências e oportunidades. Ou seja, responder questões básicas, como O QUE, QUANTO, COMO, VALOR, QUALIDADE, SATISFAÇÃO.

No basquete temos cestas, assistências, rebotes, títulos ganhos, departamento médico, advertências, expulsões, estas informações ajudam a analisar melhorias, treinos, fundamentos, só ganhar não chega, tem que saber como manter e melhorar. Uma analogia perfeita é o filme “Moneyball, o homem que mudou o jogo”, Billy Beane, ex-jogador que contrariou o status quo do beisebol e introduziu a estatística e métricas como base para a tomada de decisão de um time, treinador, equipes.

moneyball

Métricas auxiliam todos a monitorarem oportunidades de melhorias, na qualificação do trabalho relacionado a escopo, tempo, risco, qualidade, custo, rh, aquisições, … mas para medir e monitorar é preciso ter bom senso, para isso há algumas características essenciais:

1. Use apenas aquelas que necessita, menos é mais. De nada adianta ter uma parede cheia de métricas que o time não usa para nada, gerando desperdício e dissipando o foco naquela(s) que são essenciais e imprescindíveis;

2. Introduza uma por vez, são para ajudar e não atrapalhar, ao adotar um método ágil ou optarem por introduzir novas métricas, priorizem aquela que mais agrega, utilizem-na, consolidem no fluxo de trabalho, gerem valor, uma por vez;

3.Foque em tendências, elas ajudam na tomada de decisão, sempre analise com cuidado as estatísticas e números, eles não são mágicos. O melhor é ter métricas que ajudem a perceber a evolução, a tendência, a melhoria contínua;

4. Devem ser fluidas, de fácil obtenção, a partir do fluxo normal de trabalho, porque se exigirem esforço extra e forem de difícil obtenção há algo errado. Talvez a métrica não esteja acoplada ao trabalho e um dos dois precisa ser melhorado;

5. Elas devem estar expostas, ser úteis e utilizadas por todos, nenhuma métrica jamais deveria ser oculta e apresentada ao cliente ou stakeholder (exceto financeiras) sem terem sido manipuladas e entendidas pelo time;

6. Finalmente, o time deve acreditar nelas, métricas tradicionais muitas vezes eram usadas a revelia do time que as gera através de seu trabalho, para que elas reflitam a realidade o time precisa acreditar nelas e saber explicá-las.

Uma lista básica de métricas ou indicadores que já utilizei ou vi utilizarem em projetos nos quais participei como Agile Coach, coordenador de desenvolvimento ou Scrum Master é quase um resumo do que se tem a disposição no mercado:

  • Burndown: tendência de conclusão no tempo previsto;
  • Lead time: tempo total desde o TO DO até o DoD (3dias x US);
  • Takt time: cadência representada por Qtde x tempo (6US x Sprint);
  • Throughput – número de tarefas entregues por período;
  • Velocidade: horas trabalhadas x US, horas úteis x total;
  • Sorrisometro: pesquisa satisfação com stakeholders, usuários, time;
  • CHAx5: nível de Maturidade em Competências;
  • Planejamento de testes: cenário de testes x US, US com cenários;
  • Cobertura: % testes unitários implementados x sprint ou produto;
  • Funcionais: % testes funcionais implementados;
  • Inversão: não conformidades x unidade (2 bugs x US, 30 x sprint);
  • Retrabalho: % tarefas/tempo para corrigir sprints passadas;
  • Mudança: % de US alteradas no Sprint e em sprints passadas;
  • WIP (Work In Progress) – limites por status no fluxo de trabalho;
  • Sonar – complexidade ciclomática, código duplicado, padrões,
    desperdício, findbugs (bugs óbvios), etc;
  • Matriz de realização de pair programming;
  • Matriz de realização de peer review.

Tem uma tese de doutorado de 2014 da Raquel Aparecida Pegoraro que lista todas as métricas pesquisadas por ela – “Métricas de Avaliação para Abordagens Ágeis em Projetos de Software” – que vale a pena dar uma lida pela sua amplitude e profundidade.

tese métricas

KPI – Indicador Chave de Desempenho

É um valor mensurável que demonstra a eficácia com que uma empresa está alcançando os principais objetivos de negócios. Os KPIs de alto nível podem se concentrar no desempenho geral do negócio, e os de baixo nível podem se concentrar no desempenho em departamentos. Uma notação a ser usada segue o critério SMART – específicas , mensuráveis , atingíveis , relevantes , com limite de tempo.

O link é de um artigo longo, mas muito completo sobre KPI’s na Klipfolio, recomendo – https://www.klipfolio.com/resources/articles/what-is-a-key-performance-indicator

Balanced scorecards

O balanced scorecard é uma ferramenta de gestão para desempenho da estratégia, um relatório estruturado semi-padrão, que pode ser utilizado pelos gestores para acompanhar a execução das atividades da equipe sob seu controle e monitorar as consequências decorrentes dessas ações.

Desde que o balanced scorecard foi popularizado no início da década de 1990, surgiu um grande número de alternativas ao original de ‘quatro caixas’ promovido por Kaplan e Norton em seus vários artigos e livros, propostas por eles mesmos e outros autores.

O link é de um artigo do próprio Kaplan e Norton na HBR – https://hbr.org/1992/01/the-balanced-scorecard-measures-that-drive-performance-2

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