CHÁ dos CINCO

Há um artefato lúdico e tão divertido quanto sério que utilizo em meus Dojos Boshús para recrutamento e/ou seleção, é uma matriz auto-organizada de CHA, que conforme o caso é proposta e incrementada pelos próprios participantes em suas retrospectivas. O usual é avaliação técnica, mas há equipes que ali colocam a participação nas timeboxes, como planning, daily, review e retrospectiva.

O ideograma CHA é uma forma mensurável de especificar competência. O C é o conhecimento, Know-how, o saber. O H é a habilidade em produzir resultados com o conhecimento, é saber fazer. O A é a atitude assertiva e pró ativa, é o querer fazer.

É um exercício que propomos uma matriz com os nomes de cada integrante nas colunas e nas linhas colocamos método, linguagem, framework ou outros CHA’s importantes para o sucesso do time e seus integrantes. A galera pode dar foco ou incluir outras linhas em comum acordo, gerando um exercício legal de auto-conhecimento a partir da oportunidade de se explicitar no contexto e crescer.

É um artefato relativo, interno ao time, de sua propriedade, não serve para comparações entre times, mas ajuda a ter uma visão real da área. Lembrando Tuckman, uma percepção coletiva que pode mudar com a entrada de um novo integrante e quebra de paradigma no entendimento da escala. O importante é tê-la como fonte para alinhamento de expectativas coletivas realistas e na geração de planos de ação para melhoria contínua.

matriz CHA do time

Um exercício a ser utilizado quando da formação de um time e pode ser mantido por ele em suas retrospectivas, pois enquanto um quadro de retrospectiva usual aponta pontos fortes e de atenção da equipe, este quadro permite uma visão mais pessoal, para crescimento profissional e de carreira. Não é bonitinho como acima, usamos postits pequenos, coloridos, com observações e planos ao redor.

Alguns se incomodam com a possibilidade de comparação, mas o objetivo é explicitar onde é possível ou mesmo necessário atuarmos com mais atenção, coaching, treinamentos, dojos, etc. Assim como para o negócio, é preciso estabelecer uma visão transparente do time para priorizar passagem de conhecimento e qualificação naquilo que é mais importante a cada momento.

Impossível não lembrar da Teoria das Restrições (TOC), dos princípios SCRUM da transparência, inspeção e adaptação, além da Teoria da autodeterminação, que nos permite entender que temos uma visão de nós mesmos e esta visão é influenciada e corroborada pela percepção que os outros tem de nós mesmos.

Experimente iniciar pelos quesitos técnicos e na medida em que o time vai ganhando fluência em agilidade eles mesmos irão incluir outros tópicos de CHA, complementares ao pacto de time e quadro de retrospectiva, facilitando a geração de planos de ação focados em times de alta performance. Se levantarem voo e em algum momento perceberem que não agregar mais, é só abandonar.

A tendência é a galera comemorar pequenas vitórias, um colega que começou a praticar testes unitários, está mais experiente em JPA, está aprendendo Java ou CSS. Cada passo vale uma pizza, se tentar, comenta aqui como é que foi!

4 comentários sobre “CHÁ dos CINCO

  1. Pingback: Multi-convergência metodológica é o melhor caminho | Jorge Horácio "Kotick" Audy

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