Viajando em mais um mosaico do Mng 3.0

O melhor de debruçar-se em qualquer método, framework, disciplina, é que descobrimos que Lavoisier tinha muita razão, tudo evolui e se transforma, jamais vem do nada. Compartilho minha reflexão sobre mais algumas técnicas e boas práticas do Management 3.0 – que corroboram princípios que praticamos, quer em Lean, Agile, gestão do conhecimento, design thinking, lean startup, etc:

Business Guilds e Corporate Huddles – Fala brevemente das antigas corporações de ofício como predecessoras das nossas CoP’s, uma das disciplinas que mais incentivo e invisto meu tempo, inter e intra-organizacionais, em Tecnotalks, a convite ou pelos GU’s da SUCESU RS.

Celebration Grid – Um canvas para demonstrar os resultados e aprendizados de um experimento, projeto piloto, novas práticas, adoção ágil, etc. Um artefato dinâmico, evolutivo com o tempo, minha dissertação no mestrado comprovou que em um monitoramento longitudinal percebemos a Curva de Tuckman.

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Exploration Days – É uma reflexão sobre dias dedicados a criação, inovação, engajamento em algo além do previsível, são as nossas hackatonas, hack days, também considero nessa vibe nossos Startup Dojos ou Weekends, entre tantas outras iniciativas que nos obrigam a sair da caixa e criar algo de A a Z.

Feedback Wraps – Apesar do nome curioso, é mais uma técnica para feedback, com transparência e foco em resultados, priorizando e endereçando.

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Happiness Door – É o nosso quadro de sorrisômetro permanente, aquele que construímos em retrospectivas e que permanecem a vista em uma parede próxima ao time no dia-a-dia.

Identity Symbols – Este ponto é sensacional, é a construção de símbolos que reforcem a identidade do grupo e seus integrantes, é ainda mais que a minha tática de avatares com fundo de cena – Star Wars, Liga da Justiça, mangás, …

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Improvement Dialogues – Uma abordagem muito legal sobre a resignificação de feedbacks formais e informais, no senso de pertencimento do time, organizando-se para isso através de pares, 360°, um capítulo que é uma disciplina por si só.

Internal Crowdfunding – “O papel da gerência não é selecionar as melhores idéias, mas criar um ecosistema que permita surgirem as melhores ideias”. Tem a ver com as empresas se organizarem para terem % disponível para que a galera faça aquilo que jamais poderão fazer se só cumprirem ordens e contratos.

Merit Money – Os salários devem ser sempre esperados. Os bônus não devem ser; Os ganhos devem ser baseados na colaboração, não na competição; O feedback dos pares é a principal medida de desempenho; Pensamento criativo pode crescer o sistema de compensação; A compensação pode ser usada para nutrir a motivação intrínseca.

Metrics Ecosystem – medir a coisa errada ou simplesmente medir errado a coisa certa é pior que não medir. Devemos medir para incentivar valor; Todos devem concordar e se apropriar das métricas; Estabeleça metas quali e não quanti; Evite conectar métricas a recompensas; Visualizar e humanizar; iterativo-incremental-articulado.

Personal Maps – Uso a muito tempo em meus treinamentos a construção de mapas mentais pessoais, com hobbyes e paixões, características, conhecimentos ou representando suas últimas férias … é uma forma de aumentar a empatia, muitas vezes descobrimos que um toca bateria, outro violão, outro curto vocal. Uso esta dinâmica como icebreaker, warmup ou mesmo como Agile Game, evoluindo iterativo-incremental.

Problem Time – Esta recomendação é o cerne de todos os frameworks ágeis, orientando que o nosso foco deve ser em eliminar desperdícios dia-a-dia, de nada adianta ter foco no futuro, o sucesso é garantido no presente. Problemas relatados são melhores do que problemas não relatados; Problemas novos e desconhecidos são melhores do que problemas velhos ou recorrentes.

Scoreboard Index – Quanti ou quali, precisamos de objetivos para balizar nossa execução, para isso temos Release Plan, burndown e burnup, assim como os OKR e balanced score cards, mas no nosso caso metas e indicadores dia-a-dia de propriedade do próprio time. Fala em envolver o cliente, em ciclos, com dados reais, transparentes, flexibilidade, fala de gestão visual e planos de ação (kaizen).

Team Competency Matrix – Aqui está mais um velho conhecido, com cores ao invés da escala de O (desconheço) a 5 (ninja) em CHA (conhecimentos, habilidades e atitudes). Aqui o vermelho é aprendiz, amarelo é praticante e verde é especialista … ferramenta extremamente útil e que embasa planos de ação, passagem de conhecimento, treinamentos, oportunidades e muito mais.

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Salary Formula – Impossível falar de gerenciamento e liderança e em algum momento não discutir remuneração, direta e indireta, benefícios de parte a parte, o management 3.0 corrobora a perspectiva conhecida nas grandes empresas de tecnologia que o praticam, como Google, Facebook, etc.

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Work Expo – Clareza na missão, propósito, metas, sem isso será obra do acaso e menos provável ter sucesso. É papel dos gestores e lideres alinhar e direcionar os esforços de cada time e do conjunto no rumo certo.

Work Profiles – Fala da percepção de valor da nossa posição, cargo, função, titulo, o quanto nossa auto-imagem de relevância e geração de valor é alavancada por questões semânticas. Curto muito a proposição de auto-eficácia de Bandura, pois nossa auto-imagem promove ou não nossa autoeficácia, crença que temos sobre nossa capacidade em realizar com sucesso cada atividade.

Yay! Questions – Relembra conceito ágeis de dividir o todo em partes menores, executá-las e comemorar cada pequena vitória rumo ao sucesso. É focar na psicologia positiva, é focar no aprendizado contínuo, a superação ao invés de valorizar cada erro ou fracasso … isso aumenta a auto-eficácia!

Management 3.0 não é para gerentes, é uma disciplina a ser estudada por qualquer profissional, obrigatória para agilistas. Mas, porque? Porque está disponível e ao alcance de todos, porque é complementar a tudo o mais, porque vale a pena abrir nossos horizontes, além do SCRUM, além do Kanban, além do Lean, além do Design Thinking, além do Mng 3.0, porque a vida é muito mais que qualquer um deles sozinho, é a sinergia de todos, como mais agregar valor.

4 comentários sobre “Viajando em mais um mosaico do Mng 3.0

  1. Você… leu meu post de hoje, não foi? 😉 Pô, e agora? Vou precisar de dois anos para escrever sobre isso e BI em 2017!! 🙂 Muito obrigado mais uma vez. Eu não tinha idéia de que existia um Mng 3.0… :-O 😀

  2. Pingback: De Taylor a James Shore, de Deming a Eric Ries | Jorge Horácio "Kotick" Audy

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