Incubadoras, aceleradoras, coworking e anjos

Para empreender no meio digital não é preciso muita grana, com conhecimento, alguma habilidade e um computador conectado a internet é possível competir de igual para igual com Americanos, Australianos, Russos ou Tibetanos, pode-se tocar algo sozinho ou acompanhado, nem de TI precisa ser, dá-se um jeito.

É possível iniciar algo e validá-lo nas horas de folga, montar um time mesmo geograficamente distantes, tudo é possível … a tecnologia e a web nivelaram as coisas. Conheço cada vez mais pessoas tentando, construindo um sonho, como hobby, como negócio ou porque curte o astral da galera das startups.

O que mudou na nossa cabeça? Mudou nossa auto-confiança e auto-estima, nos predispomos a correr mais riscos, temos vontade de ir atrás de nossos sonhos, tão forte que as vezes nem sabemos qual é o sonho, mas já vamos para a estrada, pois lé a gente descobre 🙂

Até aqui eramos educados para procurar um emprego, um concurso público se possível, mas isto está mudando na cabeça da meninada. Eles leem sobre as grandes empresas DOT COM americanas e casos de sucesso brasileiros e não querem ficar sem saber se não serão os próximos.

O RS é um dos estados com maior número de iniciativas, temos vários parques tecnológicos, entre eles o TecnoPUC, considerado um dos melhores da América Latina. Incubadoras, aceleradoras, espaços de coworking, condomínios de empresas startups, escolas de inovação, comunidades de interesse e muito mais.

PARQUES TECNOLÓGICOS

Parques tecnológicos são iniciativas baseadas na famoso conceito da tripla hélice, integrando recursos de universidades, governo e iniciativa privada. Assim como um shopping atrai clientes cientes que em um único lugar há variada gama de lojas e serviços com segurança e organização, um parque possui suas âncoras, condomínios, incubadoras, aceleradoras e tudo o mais necessário para criar um ecossistema de negócios, inovação e empreendedorismo.

Há neles mecanismos que fomentam a integração e geração de negócios entre seus multiplos players, modelos especialmente úteis a empresas nascentes que sob esta chancela interagem facilmente com grandes empresas. A proximidade possibilita também a aproximação de múltiplas linhas de pesquisa científica. O primeiro parque teve base na UNiversidade de Stanford na Califórnia, gerando tamanho sucesso e reconhecimento que foi replicado em todo o mundo.

  • ANPROTEC é a associação nacional de parques tecnológicos e incubadoras possui muita informação e divulgação (clique aqui).
  • SCIT – Secretaria de Ciência, Inovação e Tecnologia do RS, com uma lista completa de parques, contatos e emails (clique aqui).
  • REGINP – Rede Gaúcha de incubadoras e parques, possui uma lista com incubadoras do estado (clique aqui).
  • O exemplo não poderia ser outro senão o TecnoPUC da PUCRS – http://www3.pucrs.br/portal/page/portal/inovapucrs/Capa/Tecnopuc

ESPAÇOS DE COWORKING

São espaços dominados por ambiente normalmente descolado, com espaços coletivos e bancadas nas quais os participantes podem locar, por hora ou mês, uma posição de trabalho, que ficará ao lado, atrás e em frente a outros empreendedores. Alguns usam estes espaços principalmente pelas oportunidades de networking entre iguais, onde um cara criativo e empreendedor se sentirá melhor entre outros fora da caixa como ele?

Os valores são atraentes, pois são espaços coletivo, fica-se entre pessoas de outras empresas na mesma bancada, salas, copa, cozinha, banheiros, áreas de descompressão, se por um lado gera muitas interações e networking, por outro exige disciplina quanto a direitos e deveres, afinal por ser coletivo devem haver regras claras de convívio. Novamente Porto Alegre e RS não fica para trás e possui várias iniciativas interessantes e muito conhecidas.

  • COWORKING BRASIL – É um site que lista e possibilita aos espaços de coworking brasileiros se cadastrarem (clique aqui)
  • Um exemplo que posso citar é um dos espaços de coworking mais antigos de Porto Alegre – http://www.noscoworking.com.br/

INCUBADORAS

Geralmente uma peça-chave em um parque tecnológico, é uma espécie de condomínio de startups e spin offs para as quais a incubadora apóia com mentoring em diferentes áreas, como análise de negócio, design, administrativo, comunicação, entre outras. O foco é fomentar o empreendedorismo em jovens inovadores, com idéias possíveis, mas que carecem de orientação inicial.

Não é gratuito, há uma taxa e o espaço possui um contrato de aluguel, a grande vantagem é o apoio e influência, pois através da incubadora é possível potencializar iniciativas junto ao parque, universidade, empresas relacionadas e mercado. Novamente neste quesito o RS é um estado privilegiado com diversas incubadoras, não só em parques vinculados a universidades como particulares.

  • ANPROTEC é a associação nacional de parques tecnológicos e incubadoras possui muita informação e divulgação (clique aqui).
  • Um exemplo que posso citar é o da RAIAR, incubadora do TecnoPUC – http://www.pucrs.br/raiar/

ACELERADORAS & INVESTIDORES

A principal diferença entre as aceleradoras e as incubadoras ou mesmo espaços de coworking é que as aceleradoras acolhe empresas nas quais decide investir, normalmente com uma contrapartida em ações ou quotas. Uma empresa aceita para aceleração receberá algum dinheiro, entregue um pouco de cada vez, enquanto recebe mentoria naquilo que necessita e se utiliza do espaço disponível, muito semelhante a um coworking.

Se alguns anos atrás era raro encontrar processos de aceleração ou oferta de investimento de capitais de risco em empresas nascentes, hoje em dia isso é comum, empresas e investidores nacionais e estrangeiros garimpam o mercado e promovem competições para identificar ideias promissoras e investir, entrando como sócios. Há profissionais inovadores por todo lado e algumas empresas encontram assim um meio de reter e gerar negócios com jovens e promissores talentos que de outra forma perderia para o mercado.

  • ANJOS DO BRASIL – Uma organização que se propõe a informar sobre eventos, oportunidades, fomentando investimentos anjo no Brasil (clique aqui).
  • STARTUPI – Neste site tem listas de sites de investidores de risco, governo, aceleradoras, informações e muito mais (clique aqui).
  • Um exemplo que conheço de perto é uma aceleradora sediada no bairro Azenha – http://www.estarte.me/

Se você é jovem de espírito, inquieto, empreendedor e quer tentar algo diferente, vai achar guarida em alguma destas iniciativas, pode formar uma empresa e alugar uma sala em um parque tecnológico, pode tentar uma incubadora ou aceleradora, buscar o apoio de um investidor anjo ou mesmo alugar uma mesa em um coworking.

Boa sorte!

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