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6ª e 7ª aula de GP na FACIN

Este ano foi injusto com quem ministra aulas nas sextas feiras, pois tivemos 2 feriados e uma greve geral, na qual a universidade teve a sensibilidade de não exigir presença e evitar provas ou trabalhos, posto que não haveriam ônibus, trens e o risco de movimentação urbana com bloqueios de ruas e eventual violência.

Mas após um mês sem aulas, retomamos com uma boa revisão da matéria, os grupos tiveram um tempo para relembrar seus projetos, que ainda estavam em fase de modelagem inicial das ideias. A seguir retomamos de onde paramos, de lá para cá foram duas aulas e a realização da primeira prova, com boa média.

05/05/17 – 6ª AULA DE GP

Na quinta aula tínhamos chegado até o Termo de abertura do grupo de processo de Iniciação, usando para isso o artefato de Project Model Canvas. Aqui seguimos com a apresentação dos nossos stakeholders, oportunidade para discutir empatia além da formalidade, não só quem é, mas o que sente e quer.

A abordagem da empatia, trazendo uma visão típica do Design Thinking é porque gerenciamento de projetos de software no século XXI é fazer certo a coisa certa, inicia desde o entendimento do problema, da necessidade e não da solução. Então personas, empathy canvas e value proposition canvas são sim técnicas de GP, ou seguiremos com as mesmas charges infames do século XX sobre a galera de TI:

No último slot da aula fiz uma provocação sobre a área de INTEGRAÇÃO e seus processos, sobre o Termo de abertura da aula passada, sobre o plano de gerenciamento de projetos, as características do gerenciamento de mudanças e ao final as lições aprendidas. Discutimos especialmente o Plano de Gerenciamento para que na próxima aula após a prova entrássemos direto em ESCOPO.

12/05/17 – P1 (PROVA)

Entre a sexta e a sétima aula, tivemos a P1, onde ocupei dois créditos com estudo em grupos de três e uma revisão geral da matéria – conceitos de portfólio, programa, projetos, sub-projetos, operações, tipos de estrutura organizacional, governança, PMO, os 5 grupos de processos do PMBOK, diferenças entre o GP tradicional e ágil, as 10 áreas de conhecimento/planejamento do PMBOK.

19/05/17 – 7ª AULA DE GP

A sétima aula foi muito pegada, pois após feriados, greve e prova, tínhamos muito o que fazer para colocarmos a pauta em dia. Em linhas gerais, discutimos alguns dos fundamentos mais importantes sobre planejamento de escopo:

  • desenho de processo
  • funcionalidades
  • categorias de requisitos
  • épicos e histórias
  • tarefas

O exercício realizado logo no início que começamos a discutir requisitos é o clássico planejamento de um churrasco da turma, quer no formato de uma jornada de usuário, com pacotes de trabalho e estrutura semelhante a uma WBS ou em rede. O exercício ajudou a acordar os alunos mais cansados em uma noite de sexta.

A aula foi bem prática, evoluímos bem no entendimento por cada grupo sobre as funcionalidades possíveis em cada um dos projetos, alguns discutindo a nível de requisitos, outros em épicos e histórias. A meta era um grande brainstorming para que na próxima aula tenhamos a WBS/User Story Mapping materializadas.

Faltando ainda uma hora e meia para o final, optei por um quebra gelo famoso por produzir muita adrenalina, conhecido como Kaa e Bagheera no escotismo ou Snakes como Team Building Games. Descemos do terceiro para o térreo, fiz um briefing sobre sistemas empurrados e puxados, organizei as filas, expliquei o objetivo, as regras e usei uma tira de papel de 50 cm x 15 cm como rabichos.

A adesão e empenho foi muito legal, todos voltaram à aula muito acordados e dispostos a mais uma hora para o braisntorming de escopo … a opção pelo jogo me fez postergar a dinâmica de pitchs e reconstrução, mas valeu a pena. Na próxima aula cada grupo/projeto terá 30 minutos para organizar seu escopo e apresentá-lo, permitindo que todos os outros cinco grupos possam questionar, sugerir, ajudar.

Durante a aula relembrei a charge das árvores sobre requisitos em um projeto, insisti na minha abordagem de profissionais de perfil T ou Pi, sobre nem só fazer errado a coisa certa, nem fazer certo a coisa errada, nossa meta é fazer certo a coisa certa. É entender o problema, para mapear alternativas e trabalhar a solução.

  • Pizzaria – O cliente liga e pede o tamanho, a massa, o recheio, a borda, não cabe à pizzaria ficar questionando se por acaso o pedido é inadequado, se vai sobrar, se alguém é alérgico, …
  • Médicos – O paciente não chega pedindo uma injeção de terramicina, é o médico que deve levantar dados o suficiente para diagnosticar e receitar a melhor medicação (ou não) para o momento.

Quem você é? O que você faz? Você ainda faz software como no século XX, quando o cliente dizia o diagnóstico e especificava o que queria ou você faz levantamentos, discute, levanta alternativas para só então trabalhar naquela que parece ser a melhor solução, mesmo assim receita e pede que o paciente volte dali a duas semanas após tomar a medicação para certificar-se de que esta certo?

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1ª aula de GP – Somos gerentes e somos o projeto

A pedido, vou ilustrar rapidamente a primeira aula de Gerenciamento de Projetos para jovens de cursos de CC e SI em uma noite de sexta-feira, das 19:30 as 22:30. De antemão alerto que nada é por acaso em uma sala de aula, cada dinâmica, jogo ou energização, além de seus benefícios tangenciais de grande valor, devem ter um porque, preparação, execução e reflexão/aprendizado … eu acredito muito nisso!

Creio que metade da turma chegam com 5 a 15 minutos de atraso, porque a maioria já trabalha e tem que enfrentar o trânsito inclemente da Ipiranga em horário de pico. Após uma semana inteira de trabalho de dia e aulas a noite, meu papel é entender, energizar e manter o interesse em disciplina que tem muito a ajudar com conceitos e temas como empatia, foco em valor, práxis e agilidade.

Me apresento e digo qual é a disciplina, para caso alguém tenha entrado na sala errada, conto um pouco da minha trajetória como profissional. O quebra-gelo deste primeiro dia tem foco em mostrar que nossa carreira é nosso maior projeto, onde planejamos onde queremos chegar, uso o icebreaker do crachá, que aprendi em uma oficina de dinâmicas com a Mayra da TW, mexendo nele o necessário para atender a necessidade de valor em cada uso.

QUEBRA-GELO

Antes do quebra-gelo, apresento uma técnica que mitiga o desafio de grandes grupos, apesar de não ser uma dinâmica em equipes, sugiro que um a cada 6 ou 7 alunos, de forma auto-organizada, venha pegar postits grandes coloridos e canetas hidrocôr para si e seus colegas, uma técnica muito utilizada para rapidamente organizar em meio ao entendimento do que é auto-organização.

Em poucos minutos todos tem postit e hidrocôr em mãos, quando peço para fazerem um grande retângulo na metade esquerda do postit e acima dele coloquem seu nome de guerra, como gostam de ser chamados. A partir de agora farei com que eles interajam com diferentes colegas de toda a sala, a cada passo escolhendo aleatoriamente alguém para se apresentar e desenhando sua “foto”.

Alternadamente, com diferentes colegas, trocar seus crachá, evoluir os dados e desenho, destrocar e seguir adiante >>> [curso e semestre] > [desenhar os olhos do colega, com sobrancelha, óculos] > [qual seu cargo hoje] > [desenhar o nariz] > [onde quer estar/fazendo o que daqui a 5 anos] > [desenhar a boca] > [qual o seu hobby ou paixão] > [concluir o desenho fazendo a moldura, cabelo, barba, …]

Começo a chamar uma carreira desejada, de forma que todos que possuem o mesmo sonho formem nuvens, como GP, Governança, dev Games, dev Web, dev Mobile, Arquitetura, Segurança, Academia, … Novamente chamo a atenção para o que é nosso maior projeto, também para a técnica de clusterização, que nos permite em poucos minutos organizar com a participação ativa de todos um grande mapa com os crachás e sonhos.

Segue uma apresentação da ementa, conteúdo programático, bibliografia recomendada, avaliação via provas e trabalhos, mas o cunho construtivista até onde é possível, com foco em aproveitarmos ao máximo cada minuto. A noite de sexta já foi, será em sala de aula, qual a importância, relevância e valor para cada um em fazer valer ao máximo e construirmos juntos ensino e aprendizado 360º, sugerindo, debatendo, confrontando ideias e opiniões.

A ideia é não deixar rolar mais que 30 minutos sem exercitar os conceitos discutidos, seguindo o substrato do aprendizado experiencial de David Kolb, pelo aprendizado vicariante de Albert Bandura, no construtivismo de Piaget. Mas nada disso é hora do recreio, cada jogo tem um fim, para isso é preciso antecipar desafios ou conhecimento, pô-los a prova na prática lúdica e refletir logo após.

MARSCHMELLOW CHALLENGE ÁGIL

Se a disciplina é gerenciamento de projetos e a noite será dedicada a planejamento de carreira, o jogo Marschmellow Challenge Ágil propõe a importância de nos utilizarmos de empatia, entendendo o que se quer, onde se quer chegar e qual o critério para avaliar se o resultado foi atingido. Nada melhor que o Marschmellow em 3 sprint de cinco minutos para a construção de torres de comunicação para o exército do General Audy.

Eu coloco um chapéu camuflado e uso um apito para demarcar cada ciclo, sou o cliente, quero torres de comunicação, faço pressão por resultados, é fundamental entender a frase de “Eu Robô” quanto a “Minhas respostas são limitadas, portanto faça as perguntas certas.” Gerenciar projetos é saber fazer as perguntas certas, quer nossa carreira, férias, filhos, um novo app ou um ERP, projetos exigem empatia com o cliente para saber o que atende o problema, qual é o valor.

Auto-organização, um representante de cada equipe pega em uma mesa lá na frente um punhado de espaguete, uma tesoura e um rolo pequeno de durex, além de caneta e papel para o planejamento. Eu dou 10 minutos em dois ciclos de 5 para que se organizem, me perguntem o que quiserem, para então desenhar ou escrever o que farão em cada um dos três ciclos de 5 minutos que terão.

Sou o cliente e lhes informo tudo o que querem saber sobre o que eu quero, mas esquecem de saber qual é o meu problema (história do usuário / valor), como eu testarei a torre (critérios de aceitação), critérios para escolha da melhor torre. Nos envolvemos em questões técnicas … cito Dado Schneider, “O mundo mudou, bem na minha vez”, porque agora usamos o capital intelectual de todos, que devem usar seus conhecimentos a favor do sucesso de cada passo do time.

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PLANEJAMENTO DE CARREIRA

O primeiro passo é entender o que é um projeto, o que diferencia um projeto de uma operação. O primeiro é algo com início, meio e fim, contendo um objetivo relevante e singular, para o qual é preciso gerir recursos e atividades necessárias. Operações são atividades continuadas e repetitivas, e é neste quadro comparativo que discuto carreira, que na prática é um programa ou mesmo um portfólio de variados projetos, que se geridos conjuntamente tendem a gerar maior valor.

A maioria dos  profissionais que conheço possuem desejos e reclamações, mas não possuem planejamento. Retomo Dado Schneider, “O mundo mudou, …” para discutir diferentes abordagens sobre o papel de profissionais do conhecimento, retomando paradigmas da revolução industrial até hoje, conceitos discutidas em “equipes de alta performance”, “equipes ágeis”, há muita discussão de valor.

Reconheço que vejo nos olhos de alguns poucos a mesma expressão que vejo em cursos Scrum Brasil afora, um certo desconforto ou até mesmo contrariedade, como se não merecessem ouvir estas provocações, mas os trato como a qualquer colega, cliente ou amigo, profissionais do século XXI. Se já sabem e já fazem, legal, excelente, mas assim relembram alguns fundamentos e princípios básicos.

Profissionais de perfil T ou Pi, é o que somos, buscamos profundidade em conhecimentos e habilidades que nos tornam especialistas, mas com a haste horizontal que nos distingue de operários do século XX, nossa amplitude de conhecimento. Falo muito e compartilho muito a minha crença de que estamos no lugar certo na hora certa, no maior ecossistema acadêmico-empresarial do Brasil.

Afora o TecnoPUC, apenas o Porto Digital tem tanta força, semanalmente rolam eventos, programas de qualificação, estágios, vagas, temos o espaço de coworking, a incubadora RAIAR, o CriaLab, uma dezena de programas do Centro de Inovação, e mesmo que não possam aproveitar tudo, como podem aproveitar o ecossistema a favor de seus planos para conquistar o mundo no menor espaço de tempo \o/

Começamos por um bom WarmUp, uma matriz SWOT ou FOFA, uma discussão com exemplos conceituais e práticos, cases para forças e fraquezas, situações que representem oportunidades e ameaças. O objetivo é aquecer sinapses, começar a refletir de forma ampla, o mais aberta possível sobre si mesmo e o seu entorno, para então começar a dirigir estas reflexões para uma modelagem de carreira.

Alexander Ostherwalder ao especializar seu best seller “Business Model Generation” para carreiras, criou o canvas de modelagem de carreiras “Business Model You”, semelhante a forma como modelamos negócios emergentes. Eu inclui algumas premissas, ícones e substrato a partir de reflexões sobre os três eventos TecnoTalks de Janeiro deste ano – Sonho, CHA e gurus!

Afora isso é o Business Model You, propondo que conversem com os colegas ao lado, pois conversando e trocando experiências é possível ir muito além, fruto da sinergia entre diferentes vivências, expertises. Insisti muito com meus conceitos aplicados de Parceiros de Viagem, oriundos de anos de Agile Coaching, sempre somos mais quando somamos forças.

Uma aula que dá o tom do semestre, realizaremos dezenas de dinâmicas, jogos e exercitaremos diferentes técnicas e boas práticas, sempre alinhadas a uma ementa sobre gerenciamento de projetos, o substrato são as dez áreas de conhecimento e planejamento do PMBOK, seus cinco grupos de processo e muito, mas muito mesmo de Scrum, SAFe e princípios e técnicas ágeis.

Vamos fazer startup dojo para escolher um projeto, vamos fazer modelagem das ideias escolhidas, inceptions dos projetos, vamos entender e modelar cada uma das áreas utilizando boas práticas, sempre baseadas em auto-organização, em empatia e Teoria da Equidade. Para isso vou trazer um tanto de Design Thinking, de Lean Startup, tanto quanto PMBOK e variadas técnicas em projetos.

Após algumas aulas, teremos novamente as paredes assim como a foto abaixo, porque a cada aula levo um rolo de papel pardo e branco, muitos postits, hidrocôr, fita crepe e meu kit básico para Agile Coach aprendiz de feiticeiro que me acompanha a 8 anos. O quórum cresceu, este semestre são 40 alunos de quinto semestre, este ano será um desafio especial manter o nível de interação \o/

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Turma 2016/2, CC e SI de GP – Aprendizado experiencial

Sou professor na FACIN PUCRS e uma das disciplinas é a de Gerência de Projeto de Software dos cursos de Ciências da Computação e Sistemas de Informação, tratando deste tema vital de forma a oferecer aos alunos senso crítico baseado em contexto e resultados, pontos de contato e sinergia entre PMBOK e SCRUM.

Na ementa temos histórico, fundamentos, pontos fortes, desafios, mas 50% do tempo constitui-se de exercícios em aula, desde a ideação, modelagem de negócio, elicitação, as 10 áreas de planejamento, execução e frequentes lições discussões sobre aprendidas. No início do semestre a turma se divide em grupos, a partir dali cada um deles desenvolverão um passo-apasso de um projeto, de A-Z.

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A ideia não é ensinar artefatos, mas mindset, instigar a importância da modelagem, validação e planejamento antes de sair fazendo. Um dos grupos me autorizou a compartilhar suas percepções sobre alguns dos exercícios e dinâmicas realizadas em aula durante os exercícios de ideação e validação intra e inter-equipes, este grupo propôs, planejou e “desenvolveu” o aplicativo “iExpress”, do pitch até as telas desenhadas com argumentação de negócio:

Na foto abaixo o grupo em Marshmellow Challenge Ágil no início do semestre, uma discussão sobre planejamento e execução iterativo-incremental-articulada. Realizamos diversos icebreakers, warmups e agile games durante o semestre, sempre com o objetivo de refletir fundamentos, mas também para espantar o cansaço das sextas-feiras nos períodos LMNP (19:30 as 22:30): 
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Quanto a validação e evolução baseada em colaboração e sinergia, cada um dos projetos evoluiu muito no transcorrer, apoiado em dinâmicas intra ou em debates inter-equipes, como se os outros grupos fossem usuários e colaboradores dos demais.  Transcrevo a seguir algumas das percepções deles e compartilho ao final estas percepções no seu formato original em PDF.

No caso do iExpress, a ideia e proposição desta solução aconteceu no início do semestre, venho bem antes do Uber lançar seu Uber Bike para pequenas entregas em grandes cidades. Uma ideia muito boa que aparentemente já estava no road map da gigante proxy de transportes ou a Uber tem olheiros espalhados pelos corredores da FACIN e curtiram a ideia  🙂

A partir deste ponto o relato é dos alunos, em primeira pessoa:

1. Análise inicial do Projeto

O iExpress é um aplicativo focado na realização de entregas de forma segura, prática e rápida. O cliente poderá optar por realizar entregas utilizando diferentes meios de transporte, como: motoboy, office-boy e Ciclistas. Assim como os motoboys, office-boys, e ciclistas poderão se cadastrar e fornecer sua mão de obra a nossos clientes. Neste trabalho iremos realizar uma análise crítica, descrevendo os principais artefatos e técnicas utilizados para elaboração do projeto, o aplicativo iExpress.

2. Product Tree

A Árvore do Produto demonstra de forma simples uma visão geral do produto, ou seja, ver o produto como um todo, exibindo através de um brainstorm todas as ideias relacionadas ao projeto que está sendo criado, juntamente com suas funcionalidades e tarefas. Tudo isso de uma forma bastante visual, facilitando assim perceber se o mesmo está em equilíbrio e comtempla foco principal do projeto. O resultado pode inclusive ser mantido em algum lugar visível para servir como um “radiador de informação”.

Nossa equipe através da Árvore do Produto conseguiu estabelecer todos tópicos que seriam abordados e melhor explicado pelos outros artefatos, garantindo a integridade da ideia proposta, sem deixar de lado sugestões paralelas que foram expostas na árvore, como rastreamento, agendamentos e etc.

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3. Elevator Pitch

O Elevator Pitch tem como objetivo apresentar de maneira rápida uma ideia ou uma oportunidade de negócio. Essa técnica permitiu ao grupo debater aspectos importantes relacionados ao produto e alinhar as expectativas sobre as definições de negócio do produto, tais como: o que o produto é, o que ele não é, o que ele faz, o que ele não faz, qual problema se propõe a resolver, quem é o público alvo, como é a solução elaborada, quais são os concorrentes ou produtos substitutos, o valor entregue para os usuários e o diferencial. A consulta desse artefato durante as outras etapas de execução do projeto ajudou a resolver dúvidas que surgiram e economizou tempo de discussão em assuntos que já haviam sido debatidos e definidos.

No caso do iExpress usamos o seguinte template: Cliente, Problemas, Solução, Categoria, Valor, Concorrente e Diferencial. No início os pontos chaves para nosso pitch eram:
 Cliente: Empresas localizadas no centro de Porto Alegre.
 Problema: Receber produtos de uma forma rápida, segura e prática.
 Solução: Entrega de documentos de maneira segura.
 Categoria: Serviço.
 Valor: Redução de custo, sem perder a segurança.
 Concorrentes: Motoboys e Office Boys.
 Diferencial: Eficácia e segurança na entrega de documento entre empresas.

Após a apresentação para os colegas da turma, recebemos algumas sugestões para expandir as opções de transporte para realizar as entregas. Algumas das sugestões foram incorporadas e o grupo acrescentou entrega via de motocicletas e automóveis.

4. Business Model Canvas

O Model Business canvas foi criado para ajudar a empresa a achar seu modelo de negócios ou pontos chave para o funcionamento de um novo produto ou estratégia de mercado. Basicamente o objetivo é responder as seguintes perguntas divididas em 9 blocos:

O objetivo do Canvas é ser mutável, simples e versátil. Geralmente é usado post-it para tornar a mudança mais mutável. Esse Canvas é muito usado por Start-ups, e é um contraponto ao longo e descritivo plano de negócios. No IExpress esse Canvas foi muito importante pois nos direcionou a pensar sobre alguns itens que não tínhamos pensado, como canal de comunicação com cliente, segmentos e relacionamento. Nos ajudou também a pensar sobre parcerias e alinhar expectativas e visão da empresa e proposta de valor.

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5. Project Model Canvas

A mesma relação do Plano de negócios e Business Model Canvas acontece entre Project Model Canvas e Plano de projeto.

Um plano de projeto é um documento descritivo que reúne e organiza todos os documentos da fase de planejamento, definindo como o projeto será executado, monitorado, controlado, encerrado além de planejar a ação necessária para alcançar os objetivos e o escopo para os quais o projeto foi aprovado.

Enquanto o Model Business Canvas trata da empresa ou produto, o Project Model Canvas é mais específico, se tratando do projeto. O Painel é dividido em 13 blocos. Esse canvas nos ajudou a pensar em riscos, tempo de execução, tempo das entregas em sprints, e algumas restrições do produto que não tínhamos pensado anteriormente.

6. Customer Journey Map

A ideia central é desenhar um mapa que permite conhecer o cliente e os seus “touch points”, que são usados para interagir com nosso serviço. Existem diferentes etapas para diferentes objetivos que o cliente utiliza. As etapas são o caminho que o cliente faz para utilizar o nosso serviço do início ao fim do processo. No Caso do iExpress o mais interessante foi a análise de toda jornada que o usuário faz para criação de tarefas que facilitou o uso de nosso sistema, além da descoberta de
novas ações que o usuário poderia tomar dentro do sistema, que até então não tinham sido previstas pela equipe do IExpress.

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7. User Story Mapping – WBS (Work Breakdown Structure)

A utilização do User Story Mapping para a construção do backlog foi uma maneira mais dinâmica e interessante para identificar os requisitos (ao invés de elaborar um documento de requisitos extenso e que provavelmente poucas pessoas leriam). O conceito chave dessa técnica é levantar os requisitos colaborativamente. A estrutura do story mapping é a seguinte: Goals > Activities > Tasks > Stories.

Primeiramente é definido um objetivo, e em seguida as maneiras (atividades) como o usuário pode alcançar esse objetivo. Para completar a atividade, ele precisa realizar tarefas, que são transformadas em user stories para desenvolvimento.

Algumas das vantagens da utilização do Story Mapping são: ter uma ideia visual ampla de todo o backlog do projeto, ajuda a definir funcionalidades que não são realmente necessárias e funcionalidades consideradas desejáveis. Outro ponto interessante é que a disposição das histórias lado a lado facilita a tarefa de estimar o tamanho delas, pois torna possível a comparação entre elas. Através dessa atividade, conseguimos também priorizar as funcionalidades mais relevantes para nosso produto e decidir quais seriam executadas antes, visando entregar valor de forma mais rápida para o cliente.

8. Matriz de Análise de Risco / Plano de Comunicação

A utilização da matriz de análise de riscos fez o grupo refletir sobre aspectos que podem impactar em nosso produto e a maneira como lidar com essas ameaças. Elas foram distribuídas em uma matriz, classificadas por Impacto e Probabilidade, em uma escala de 1 a 3, onde 3 significa maior impacto/probabilidade. As formas de tratar essas ameaças eram as seguintes: Aceitar, Mitigar e Evitar. As situações em que não possuímos nenhum controle ou influência foram tratadas com “Aceitar”, nas outras, que podemos tomar atitudes para não sofrer tanto caso ocorram, foram tratadas por “Evitar” e “Mitigar”.

O plano de comunicação nos permitiu identificar e definir quem deveria ser notificado/consultado em cada situação, como recebimento de status report, reuniões, aquisições, contratações, change requests, etc. Isso auxilia a equipe como um todo a se auto-organizar e auto-gerenciar, visto que todos ficam cientes dos responsáveis por cada evento caso seja necessário contatar uma determinada pessoa.

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Aqui termina o relato dos alunos, o/

Todas as 12 aulas de 4 créditos iniciaram com uma revisão do básico sobre Projetos, seus fundamentos essenciais, PMBOK e SCRUM. Mais que grupos de processo e áreas de planejamento, discutimos áreas de conhecimento e sua importância em nossa vida, planejamento de carreira, empresas onde estamos ou na startup que iniciamos.

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Clique aqui para dar uma olhada neste trabalho em pdf, um dos três trabalhos formais, produzidos e entregues em aula como parte da nota da disciplina. Compartilhar é uma forma de valorizar o esforço e aprendizado de todos eles. Agradeço a parceria, tenho o privilégio de tê-los no Face e Linkedin.

Bom 2017 e até breve!

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Qual é o Canal? Vamos falar de pessoas, carreiras e realização

Na terça-feira do dia 22/11/16 das 17:30 as 19:00 vai rolar a primeira edição dos eventos “Qual é o Canal?” que vai se propôr a debater temas de interesse da comunidade do ecossistema PUCRS – TECNOPUC.

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Nas palavras da mediadora Cíntia Becker, este primeiro evento será sobre:

No dia 22/11 falaremos principalmente sobre a mudança de mindset que estamos vivendo e consequentemente novos cenários de futuro do trabalho que estão sendo projetados para os próximos 15 – 20 anos.  Fomos e ainda somos formados em uma lógica linear, segmentada, repetitiva e previsível, mas em uma era pós digital, a lógica passa a ser não linear, conectada, multidisciplinar e exponencialmente imprevisível. 

Estima-se que até metade das ocupações atuais deixem de existir e que mais da metade das crianças que estão sendo formadas hoje, trabalharão em profissões que ainda nem existem.

Para este cenário futuro (e por que não já presente?!), as habilidades sociais serão mais valorizadas do que as habilidades técnicas. Como isso muda a nossa forma de pensar? Quais são os impactos disso na nossa formação? Como podemos nos adaptar ou nos reinventar para esse novo contexto?

Para saber mais sobre a mediadora, debatedores e anfitriões:

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Não sei onde vai dar o debate, mas escolhi três post ano-a-ano desde 2012:

23/05/12 – Individualismo e Coletivo
07/07/12 – Ser “Feliz” ou “Bem-Resolvido”
19/11/12 – De Baby Boomers a Millennial
08/01/13 – A vida é como banana-boat, …
06/04/13 – O destino dos profissionais do século XXI
24/04/13 – E por falar em felicidade no trabalho
11/03/14 – Leve seu cérebro para passear ou ele irá petrificar
11/08/14 – Você está em uma Rainforest ou Blackforest
11/08/14 – Business Canvas You e o mapa de Achados e Perdidos
23/04/15 – Planejamento pessoal e de carreira
28/09/15 – Métrica de desperdício ou valor após eventos e cursos
27/10/15 – Quem é o profissional do século XXI?
30/03/16 – Estratégia, Tática e Planejamento de Carreiras
28/04/16 – Sobram operários e faltam filósofos
21/05/16 – Mudamos porque o mundo e pessoas mudaram
08/06/16 – Carreira ou emprego?

05/08/16 – T Shaped
02/09/16 – Todos nós somos GP

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Aula? Curva de ebbinghaus, Ludificação e Aprender fazendo

Uma disciplina de Gerenciamento de Projetos onde discutimos semanalmente a prática real, pontos fortes, restrições, dicotomias, confrontando diferentes conceitos industriais, tradicionais, enxutos (Lean) e ágeis. Em cada aula, iniciando por relembrar o básico – As 10 áreas de conhecimento do PMBOK, seus 5 grupos de processos, SCRUM e as boas práticas ágeis que contemplam em si cada uma das 10 áreas e da essência dos 5 grupos de processos.

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CURVA DE EBBINGHOUSE

Segundo Ebbinghaus, a repetição é um fator decisivo e essencial para uma maior retenção daquilo que aprendemos, a quantidade de informações que o cérebro humano retém decai significativamente com o passar do tempo. Entretanto, a repetição eleva este patamar a cada revisão, fixando cada vez maior parte do conteúdo, convertendo-o em conhecimento.

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Sendo assim, sobre os ombros de gigantes, incorporando ao processo de aprendizado uma importante teoria da psicologia do final do século XIX sobre a memória humana, cada nova aula de gerenciamento de projetos começa com três imagens desenhadas na maior escala possível no quadro branco, além de projetadas. As 10 áreas de conhecimento e os 5 grupos de processos do PMBOK a esquerda do quadro, tendo a direita o ciclo de vida SCRUM, contendo boas práticas ágeis adicionais pertinentes as áreas e grupos de processos.

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LUDIFICAÇÃO

Aulas semanais de quatro créditos (3Hrs) nas sextas-feiras a partir das 19:30, prolongando-se assim até as 22:30 é um grande desafio contra o cansaço inerente a noite do último dia útil da semana, último compromisso antes do merecido descanso e laser do final de semana. Se não houver ludicidade, dinâmicas, exercícios práticos, alguns games, é certo que corremos o risco de que o cansaço e sono vençam teoria e sobrecarga de conceitos e novos conhecimentos.

Sendo assim, a cada hora ou hora e meia rola um jogo pertinente, teve SCRUMIA, Mashmellow Challenge, a dos triângulos do Caroli, entre outros. Formas divertidas para manter-se no conteúdo, mas ficar um pouco de pé, movimentar-se, acordar, aproveitando para trazer alguns princípios e conceitos.

APRENDER FAZENDO

Durante todo o semestre houve um exercício transversal em que cada um dos 6 grupos formados com 4 a 6 integrantes desenvolveram um projeto, passando pelos 5 grupos e 10 áreas de conhecimento, pautando sempre técnicas PMBOK e ágeis. Exercícios trazem percepções de acertos e erros, é para isso que existem em aula, proporcionando aprendizado direto ou vicariante, conhecimento pela vivência.

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1. Os primeiros quadros, iniciamos com ideação usando matriz CSD, Oficina de Futuro ou Lean Canvas para que cada grupo realizasse um brainstorming e escolhesse qual o projeto que gostaria de executar simbolicamente durante as aulas até o final do semestre;

2. Na  sequência foram construídos os termos de abertura (Project Model Canvas) e apresentação de partes interessadas (mapa de stakeholders), ilustrando assim a necessidade de um kickoff apresentando todas as informações disponíveis quando da estruturação para início do grupo de processos de planejamento do projeto;

3. Usamos User Story Mapping para montar a Work Breakdown Structure (WBS ou EAP – Estrutura analítica de projeto) onde declararam o escopo do projeto, enquanto em um quadro análogo montaram um escopo de projeto, com atividades, reuniões e marcos relacionados a atividade de gerenciamento do projeto, como artefatos ou eventos relacionados aos planos, execuções e controle pertinentes as 10 áreas de conhecimento e planejamento;

4. Cada grupo realizou um plano de RH contendo cada um deles enquanto integrantes do time, disponibilidade, alocação, perfil, etc, de forma a permitir os planos de tempo (Release Plan e exemplo no MS-Project) em cronogramas sumarizados, risco (quali ou quanti) e qualidade (prévio e controle).

5. Discutimos custos, aquisições, referenciamos integração, comunicação e partes interessadas, para enfim realizarmos um exercício de execução, monitoramento e controle. O exercício foi usando tesoura, folhas brancas, recicladas e pautadas, cola, durex, postits e hidrocor, de forma que cada grupo se organizasse em papéis, responsabilidades e atitude na tarefa de construir as telas. Uma folha branca era o fundo de tela e não pode ser riscada, outra cor de folha são recortados os labels, campos, botões, grids, …

6. Durante a execução em Sprints de 8 minutos, retrospectivas e reflexões sobre o que deu certo ou não, o quanto lembraram das 10 áreas de conhecimento e 5 grupos de processos, o quanto seguiram o ciclo de vida SCRUM, sprints, plannings, dailys, reviews (envolvimento do cliente) e lições aprendidas …

O quanto temos um modelo mental quantitativo e conteudista, usando sempre métricas internas de volume e individualismo? Quer usando PMBOK ou SCRUM, o quanto colaboramos, compartilhamos e nos mantemos informados e informamos com o intuito de ajustar o andamento, corrigir desvios, gerar planos de ações diários para evitar surpresas e riscos, desperdício ou boa vontade?

Agilidade já está incorporada ao PMBOK e boas práticas dele já foram assimiladas pela comunidade ágil, métodos ágeis estão sendo praticados em pequenas, médias e grandes empresas, cada vez mais e a cada ano amplia-se experiências em empresas públicas e privadas … é preciso uma percepção holística e ajustar o método escolhido de forma a não desperdiçar velhas e novas lições, aprendizados que aceleram e potencializam resultados.

ENSINO

Em uma turma de alunos de quinto ou sexto semestre, lidamos com profissionais já com alguma experiência, reter um conteúdo programático sem oferecer um mix real daquilo que o mercado pratica e exige de nós é um risco maior que nos expormos a não apenas passar conteúdo registrado em livros, mas experiência prática e exemplos, usando nem só uma abordagem tradicional, menos ainda uma visão romântica da agilidade … somos muito mais que isso!

É um grande desafio, pois na graduação oferece-se uma base, conhecimentos e conceitos, mas ali temos alunos com diferentes interesses e objetivos, assim como dito por Piaget, é preciso não sermos preconceituosos com a unicidade de cada um, porque a responsabilidade de reter a atenção, passar informação, levar em consideração as diferenças, … é do professor, que deve permanentemente se questionar sobre seus métodos e técnicas, profundidade e amplitude, para ajustar-se, pois cada turma é diferente da anterior, não pelo tempo, mas porque são diferentes grupos humanos, com suas individualidades e características unas.

Amo muito tudo isso   \o/

Quanto ao conteúdo, meu papel é mostrar que TUDO o que consta como valoroso na gestão de projetos tradicional, também o é em projetos ágeis. Quer em artefatos próprios ou fundidos em artefatos típicos, como no Release Plan com espaço para riscos, stakeholders, qualidade, comunicação, quer no product backlog ou no quadro kanban, é preciso simbolizar para não esquecer áreas essenciais para que um projeto se torne um sucesso. Não sigo o PMBOK a uma década, mas compartilho minha convicção de que é preciso termos nossas metas, pactos e interesses visíveis, tanto quanto o quadro de retrospectiva e de tarefas …

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Relato StartUp Dojo TTalks-FACIN

Rolou nosso Startup Dojo na FACIN, contando com 67 inscrições, mas com uma quebra de mais de 50% (fato usual em eventos gratuitos).

1. Convidamos a cada participante trazer algo comestível para o coffee, como biscoitos por exemplo. Os facilitadores trarão os bebes, como café, refri e/ou chimarrão, etc … sem cafeína não rola;

2. Ao meio dia fomos todos ao bar e restaurante do Maza na Bento Gonçalves para dar uma descansada, confraternizar, trocar ideias não só sobre modelagem de negócios, mas sobre vida;

3. Está frio, pedimos quem tivesse e pudesse trazer doações de roupas usadas, recolhemos. Tudo o que foi recolhido vamos encaminhar à Amigos Anjos, a favor das comunidades das ilhas.

A execução planejada para a manhã e tarde sofreu um deslocamento porque a galera demorou um pouco além das 09:00 no início da manhã, estendemos duas horas para comportar os pitchs, atrasando o almoço e o retorno, mas cumprindo o desejado.

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09:30 – abertura do turno da manhã e boas-vindas
Palestra relâmpago sobre Canvas para modelagem de negócios
Divisão em equipes (se preferir, você pode vir com sua equipe montada)
Ideação (cada equipe irá fazer um brainstorming e escolher a melhor ideia)

===> Vídeos rápidos, Eventos acadêmicos, Smart Cane, We Closet, Find Car, Pape Run, Pesquisadores e Respondentes, Agile Life e App Bike

Modelagem (Facilitadores apoiarão a modelagem de cada equipe)
Elevator Pitch (cada equipe apresentará seu negócio e P&R com a galera)

14:30 – Almoço – Bar e restaurante do Maza

15:30 – Palestra relâmpago sobre planejamento estratégico e tático de projeto
Realização de planejamento de funcionalidades, MVP e atividades

18:00 – Encerramento

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Time de mentoria que apoiou a galera – Denise Dariva, Adri Germani, Marinês Audy, Tiago Totti, Cristian Mathias, Carlos Barros, Leonardo Casuriaga e eu.

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O ápice em aprendizado e interação foi nos Pitchs, inicialmente propostos em uma apresentação de 30″ mais 120″ para perguntas e respostas, dicas e alertas, acabamos privilegiando 5 a 10 minutos de interação para cada ideias modelada:

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Após o almoço houve um contratempo, os seguranças não tinham o registro de autorização para a a realização do evento, mantendo por algum tempo todos do lado de fora da FACIN e outro tanto no saguão porque o tempo estava virando, com vento e chuviscos. Nesta hora, nos viramos como podiamos para não desperdiçar mais que o mínimo necessário de tempo, fazendo a lightning talk de abertura da tarde sobre Planejamento dos projetos, atividades e sobre MVP:

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No restante da tarde, assim que autorizados a subir, cada equipe desenvolveu seu planejamento, alguns evoluíram no entendimento, alguns modelaram seu MVP e outros dedicaram-se a planejar o fluxo de atividades e ações para os próximos passos, para as próximas semanas.

Nota especial para o coffe-break colaborativo, pois todos trouxeram alguma coisa e assim manteve-se uma mesa de comes e bebes variados desde as 09:00 até as 18:00, quando encerramos com a saída dos últimos participantes:

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FACIN-GUMA aquecendo ainda mais as noites de verão

Uma noite quente de uma quarta-feira, dia 13/01/2016, um evento idealizado pela FACIN-PUCRS (Faculdade de Informática) em parceria com o GUMA-RS (grupo de usuários de métodos ágeis do RS). Muita gente, auditório da 516 do prédio 32 lotado, acho que tinha umas 3 ou 4 cadeiras sobrando, um evento antológico, uma discussão franca sob diferentes prismas sobre compartilhamento de conhecimento gerando publicações, convertendo tácito em explícito.

Grandes nomes da comunidade brasileira e geúcha de métodos ágeis – Rafael Prikladnicki, Paulo Caroli, Luiz Parzianello, Daniel Wildt, Dionatan Moura, Guilherme Motta, mais algumas dezenas de pessoas que admiro e são meus parceiros de estrada. Um evento de pura energia, compartilhamento, bom nível de interação e que ao final reteve pelo menos 20 pessoas batendo papos-cabeça sobre agilidade, comunidade, tecnologia e próximos eventos.

Sorteamos 10 livros, dois de cada – Agilidade do Prikladnicki, XP do Wildt, Dionatan e Lacerda, Direto ao Ponto do Caroli (parceiro de fé, que venho da praia e pegou o ônibus das 20:30 de volta) e os meus SCRUM 360 e JOGOS 360. Além disso disponibilizamos um código de promoção com direito a 20% de desconto para compras destes livros diretamente no site das editoras, é “agile_poa“. Esta promoção só vale para estes livros e seus ebooks, somente até o final do mês.

Iniciamos com um abrangente painel sobre este tema, abrindo os trabalhos, depois lightning talks de cada um dos autores, cada qual dado sua visão do processo ou do próprio conteúdo de seus livros e publicações, fechando com algumas P&R, sorteio e muita interação e networking ao final. Um começo de ano promissor para o primeiro evento GUMA, um primeiro evento na FACIN que organizo já como professor da casa. Que venham os próximos \o/

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Não me canso de repetir, GU e CoP são confrarias, são como amigos, mesmo os conhecidos ou menos que isso, porque mesmo não havendo uma apresentação e tal, há um empatia, um sorriso, uma energia. Muitos já são próximos, outros só conheço de vista, mas mesmo assim sabemos que vibramos na mesma frequência … curto muito tudo isso!  o/