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Mais uma turma de GP na SI da Politécnica PUCRS

Na ementa da disciplina consta fundamentos sobre estrutura organizacional, sobre a arte do gerenciamento de projetos, sobre os diferentes ciclos de vida em projetos e o núcleo duro do corpo de conhecimento sobre este tema mantido pelo PMI – o PMBOK.

Mas como o assunto é GP e o método ágil mais usado no mundo para gerenciamento de projetos é o Scrum, para cada uma das 10 áreas eu explico adicionalmente diferentes técnicas praticadas por equipes Scrum,

Ao final de um semestre o que temos são trabalhos incrementais em que grupos vão desenvolvendo e discutindo e experimentando diferentes canvas, mapas, kanbans, matrizes, que vão de gestão de funil de ideias e portfólio, termos de abertura, wbs, tanto quanto oficina de futuro, personas, jornadas e user story mappings.

Aos poucos vamos passando por integração, stakeholders, comunicação, escopo, risco, qualidade, tempo, aquisição, recursos e custos, sempre convergindo os 5 grupos de processos do PMBOK e também o framework Scrum e dezenas de técnicas usadas por seus times.

No início do semestre após duas aulas introdutórias, experimentamos o Banco Intergaláctico, com direito a fundo de cena, mascotes e tudo o mais. Fazemos tudo em uma note, quatro créditos, desde a inception, estimativas em TShirt e fibonacci, passando por sprints, construindo e entregando as primeiras telas do nosso MVP.

Logo no início, logo após o embasamento teórico, mas não é um treinamento, é como colocar o bode na sala, em uma aula poder gerar o incômodo pela necessidade de conhecimento, organização, planejamento, senão pressão, problemas, dificuldades na entrega é uma roleta russa 🙂

Depois disso entramos em uma espiral e a cada aula revemos conceitos cada vez com mais detalhes, perto do final trago alguns profissionais de referência em PMO, GP e Agile, ano passado foi o Vladson, Paula e Patrícia, este ano foi o Jonatan, Denize e Tanara, para discutir o que são estes papéis na prática e como é o mercado.

Mais que isso, durante o debate eu convido profissionais de diferentes empresas da minha rede para participarem do debate, assim acaba gerando ainda mais valor.

Seguindo minha crença de que o valor não é despejar conteúdo, mas tentar garantir a melhor absorção possível, lanço mão de dinâmicas, alternando teoria e prática, iniciando sempre com uma revisão dos tópicos mais importantes vistos até então.

Outra opção é ir trabalhando em layers, em camadas, ao invés de apresentar um tópico em profundidade, vou alternando PMBOK e SCRUM em overviews superficiais e descendo mais e mais até termos tudo detalhados, sempre usando exercícios e vivências.

A cada aula chego uma ou duas horas antes, reorganizo a disposição da sala 314 do 32 em ilhas, assim como na de tópicos é em U, quer para trabalho em grupos ou para incentivar a interação e conquistar assim aliados para uma maior atenção e foco na aula.

Via de regra o quadro repete-se evoluindo em densidade, estrutura organizacional, ciclo de vida, SCRUM e seus fundamentos e uma enorme matriz com 10 zonas, uma para cada área de planejamento do PMBOK, dentro de cada uma as técnicas tradicionais e ágeis utilizadas para planejamento e gerenciamento.

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Debates entre Especialistas na Escola Politécnica

A cada semestre implemento um programa de Debate Entre Especialistas, convidando não só profissionais de muita experiência para montar um painel ou storytelling sobre um tema de grande interesse, como BDD (Behavior Driven Development), DDD (Domain Driven Design), DevOps e GP em projetos ágeis.

O objetivo é aproximar alunos e profissionais experientes para uma hora de interação, troca de percepções, muito aprendizado vicariante. As contribuições são em 360º, além dos debatedores ou palestrante, a aula é aberta, mesclando alunos com profissionais da comunidade TecnoTalks de empresas do parque TecnoPUC.

Não só em 2018, mas em anos anteriores sempre tive a oportunidade de contar com grandes profissionais, contando com a presença e contribuição do Sr Lincolm Aguiar, Matheus Alagia, Paula Martins, Patrícia Garay, a cada ano conforme o tema e interesse das turmas nas disciplinas de GP e Tópicos Especiais em Engenharia de SW.

Hoje (22/06/18 as 19:30) teremos o encerramento na disciplina de GP com três grandes nomes em PMO, Agile e Projetos com o objetivo de debater o papel do novo escritório de projetos em empresas ágeis, interagindo com os papéis de Agile Coachs, Scrum Masters e Gerentes de Projetos.

Na quinta-feira de 21/06 as 19:30 tivemos o compartilhamento de conhecimento de um dos grandes arquitetos de solução do RS, Cléber da Silveira falou todo o abecedário de um projeto do século XXI usando as melhores práticas de DevOps, automação, escalabilidade, papiline de infraestrutura a software.

No dia 07/06 tivemos um super-debate sobre uma disciplina obrigatória em equipes que buscam uma arquitetura de solução orientada a domínios e não a tecnologia, três profissionais responsáveis por aplicá-la em seus projetos ou empresa interagiram e compartilharam suas experiências.

Sobre BDD o bicho pegou, falamos da teoria e o contrastes com a prática de mercado, dificuldades, resistências e equívocos em lidar com BDD como uma técnica de automação de testes sem envolver todo o processo e desde o início para entendimento e modelagem a partir de comportamento.

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TecnoTalks – Data Science, BI, OI, Machine Learning e outras paradas

A seguir o vídeo do TecnoTalks sobre BI que rolou no dia 02/05/2018 as 19:00 na sala 204 do prédio 99A do TecnoPUC, um bizu 360° sobre o tema, iniciando com o Sergio Adriano Blum desmistificando o primeiro passo usando a plataforma Azure, o irreverente guru Fabio de Salles sacudindo a árvore de conceitos sobre o tema, o Cristofer Weber do Sicredi falando sobre modelos preditivos, um papo didático com o prof Diógenes de SP, fechando com o Brito mostrando com maestria o passo a passo de projetos desta natureza e variados cases de sua empresa.

A seguir os links para os linkedins dos palestrantes e uma breve apresentação do que temos nas duas horas e meia do vídeo acima:

Sérgio Adriano BlumTeve a responsa de abrir o evento e o fez com maestria, desmistificando os primeiros passos ao mostrar um passo-a-passo na plataforma Azure para a criação de um Data Lake e a demonstração de um processamento de imagens com alguns poucos clicks. Atua como instrutor, gestor de projetos e consultor em Tecnologia da Informação pela White Cube. Atua como desenvolvedor e arquiteto de soluções de Business Intelligence, Business Analytics e Big Data, em diversas tecnologias e cenários empresariais. Realizou inúmeros projetos de implantação e migração, possuindo conhecimento em toda plataforma de Dados da Microsoft, OnPremises e Azure. É graduado em Administração de Empresas com Ênfase em Análise de Sistemas pela PUC-RS.

Fábio de Salles (SP)Desde SP, via HangOut Google ele propôs desistirmos da Inteligência de Negócios e Sejamos Felizes! BI existe há décadas, e até hoje sofre dos mesmos problemas que sofria em sua aurora: projetos falham, usuários abandonam, envolvidos frustram-se. Chega. Inteligência de Negócio não está entregando suas promessas. Veremos porque e entenderemos a relevância do conceito de Operational Intelligence. O Fábio se auto-define como um profissional pró-ativo, curioso, otimista, um trabalhador de grupo e ansioso para deixar a sua marca neste mundo, seja como um bom profissional em qualquer uma das suas áreas de conhecimento, paixões (BI, FLOSS, Física, Ensino, Escrita) ou como um parceiro em conquistas relevantes.

Cristofer WeberO valor da Ciência de Dados entregue em software e seu caminho até a produção. Um pouco sobre como entrega resultados em projetos analíticos com ênfase em modelos preditivos. Projetos de Ciências de Dados não se encerram na criação de modelos de Machine Learning; ainda há um longo caminho até a entrega de valor. E, uma vez publicados, não podemos deixar de acompanhar de perto os seus resultados. O Cristofer é Cientista de Dados na Plataforma Digital do Sicredi e professor na Especialização em Data Science e Big Data da UniRitter. Mestre em Ciência da Computação pela PUC-RS na área de Inteligência Computacional, e pós-graduando em Métodos Quantitativos pela mesma instituição.

Prof. Diógenes Justo (SP)Um bate-papo didático sobre as bases conceituais e tecnológicas do BI. O Prof Diógenes questiona em seus artigos e experimentos recentes: Imagine se pudéssemos utilizar nossos conhecimentos para mudar o mundo a nossa volta? E que tal se pudéssemos ver a integração entre o mundo acadêmico e o mundo real como forma de resolução de problemas? Colocar alunos em contato com profissionais de mercado para aplicar seus conhecimentos e desenvolver ambos através de novas experiências? Um ambiente de competição para desenvolvimento de modelos de previsão desafiadores.

Gustavo Assis BritoUma visão pragmática, o Gustavo apresentou sua experiência prática nas diferentes fases em um projeto de Data Science, ingestão de dados, desenvolvimento, alguns cases práticos, como em contencioso juridico, riscos e fraude, entre outros. Ele é especialista Oracle Middleware e administração de Infraestrutura Fusion Middleware. MBA em Gestão, Empredorismo e Marketing pela PUCRS com 30 certificações em Tecnologia. Fundou a GAVB SOLUÇÕES EM TI com ênfase em Data Science e Big Data, Inteligência Artificial e soluções de Analytics para grandes corporações, como SHELL, Amil, Rumo, Oi, etc.

Prof. Grimaldo Lopes de Oliveira (BA) Uma série de problemas técnicos iniciais inviabilizou a participação do Prof Grimaldo, que deixou ela gravada em vídeo e abaixo está compartilhada. Mais de 20 anos de experiência na área de TI, como conbsultor, GP e na gestão de equipes. Experiência em administração de ambiente de redes de computadores, incluindo as áreas de infra-estrutura de redes, software básico (sistema operacional), segurança, banco de dados e suporte às equipes de desenvolvimento de sistemas.

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14/05 – Martin Spier no Meetup de Arquitetura

No dia 14/Maio próximo haverá o 3º Encontro do MeetUp de Arquitetura de TI de Porto Alegre, contando com uma palestra singular sobre a ARQUITETURA DE ALTA PERFORMANCE pelo olhar de Martin Spier, Engenheiro de Performance da Netflix.

Inscrições em https://www.meetup.com/pt-BR/Arquitetura-de-TI-Porto-Alegre/events/250147759/

Martin foi aluno de Ciências da Computação na Escola Politécnica da PUCRS, enquanto ainda chamávamos de faculdade de Informática, entre os anos de 2002 e 2008, a partir de então desenvolveu uma meritória carreira internacional.

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Martin Spier, segundo ele próprio, é engenheiro de desempenho na Netflix, a maior rede de televisão baseada na Internet do mundo e a maior fonte única de tráfego de internet na América do Norte. Ele diz que tenta enriquecer seus dias tentando tornar o Netflix o mais rápido, eficiente e resiliente possível, desde o seu client para iPhone até o sistema operacional que alimenta todos os seus serviços.

Performance Engineer na Netflix, CTO da HandsOn.TV, empreendedor, aventureiro, viciado em viagens e música eletrônica.

Ele é co-fundador e CTO da HandsOn.TV, uma plataforma de vídeo global para descobrir, aprender e compartilhar conteúdo com espírito empreendedor cuidadosamente selecionado. A empresa e sua solução parte da crença de que a mentalidade empreendedora pode mudar o mundo para melhor, tendo em vídeos o melhor formato para divulgá-la!

Dando uma rápida navegada encontramos números gigantescos, em certos horários a Netflix é responsável por um 1/3 do tráfego de Internet entre consumidores na América do Norte, operando com sua própria rede global de servidores de armazenamento e entrega de streaming. Com inteligência, cada servidor aproveita horários de baixa para cachear aqueles filmes que serão os mais assistidos. Privilegiando software aberto e hardware desenvolvido especialmente para este armazenamento e entregas, são PetaBytes distribuídos em dezenas de localidades, cada nodo suportando milhares de streamings simultâneos.

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18/01 – TecnoTalks sobre Storytelling com a Jornada do Herói

Teremos um bucaneiro puxando o Tecnotalks sobre storytelling no dia 18/01/18 as 19:00, o Dreyson Queiroz fará uma palestra e depois faremos um Startup Dojo diferente, baseado na jornada do herói, no arco do personagem e a jornada do gamer. Vamos idear e desenhar novas histórias, personagens, heróis, talvez virem livros, tirinhas, filmes, animações, talvez novas oportunidades de negócios.

Mini-CV da fera: Único gaúcho a participar do Sprint no Google Venture, ele trabalhou na Substantiva e foi diretor de Arte na Paim Comunicação e na Cadastra. Hoje é um dos protagonistas no Estaleiro Liberdade e é designer de interações na empresa Clashdi.

O evento está no facebook no grupo TecnoTalks – https://www.facebook.com/events/1549969218456078

Uma oportunidade de conhecer técnicas utilizando as jornadas, mas se você não conhece as jornadas, imperdível para conhecer e refletir o número de oportunidades que esta abordagem abre para games, livros, vídeos, filmes, animações, quadrinhos, storytelling …

Aqui vai um tira-gosto sobre a jornada do herói de Campbell:

Tem uma apresentação que mostra sete tipos de heróis e anti-heróis, os desenhos são muito legais e a caracterização é bem didática:

Também tem um vídeo do VDB que é nota 10 sobre Storytelling que vale dedicar alguns minutos para assistir:

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6ª e 7ª aula de GP na FACIN

Este ano foi injusto com quem ministra aulas nas sextas feiras, pois tivemos 2 feriados e uma greve geral, na qual a universidade teve a sensibilidade de não exigir presença e evitar provas ou trabalhos, posto que não haveriam ônibus, trens e o risco de movimentação urbana com bloqueios de ruas e eventual violência.

Mas após um mês sem aulas, retomamos com uma boa revisão da matéria, os grupos tiveram um tempo para relembrar seus projetos, que ainda estavam em fase de modelagem inicial das ideias. A seguir retomamos de onde paramos, de lá para cá foram duas aulas e a realização da primeira prova, com boa média.

05/05/17 – 6ª AULA DE GP

Na quinta aula tínhamos chegado até o Termo de abertura do grupo de processo de Iniciação, usando para isso o artefato de Project Model Canvas. Aqui seguimos com a apresentação dos nossos stakeholders, oportunidade para discutir empatia além da formalidade, não só quem é, mas o que sente e quer.

A abordagem da empatia, trazendo uma visão típica do Design Thinking é porque gerenciamento de projetos de software no século XXI é fazer certo a coisa certa, inicia desde o entendimento do problema, da necessidade e não da solução. Então personas, empathy canvas e value proposition canvas são sim técnicas de GP, ou seguiremos com as mesmas charges infames do século XX sobre a galera de TI:

No último slot da aula fiz uma provocação sobre a área de INTEGRAÇÃO e seus processos, sobre o Termo de abertura da aula passada, sobre o plano de gerenciamento de projetos, as características do gerenciamento de mudanças e ao final as lições aprendidas. Discutimos especialmente o Plano de Gerenciamento para que na próxima aula após a prova entrássemos direto em ESCOPO.

12/05/17 – P1 (PROVA)

Entre a sexta e a sétima aula, tivemos a P1, onde ocupei dois créditos com estudo em grupos de três e uma revisão geral da matéria – conceitos de portfólio, programa, projetos, sub-projetos, operações, tipos de estrutura organizacional, governança, PMO, os 5 grupos de processos do PMBOK, diferenças entre o GP tradicional e ágil, as 10 áreas de conhecimento/planejamento do PMBOK.

19/05/17 – 7ª AULA DE GP

A sétima aula foi muito pegada, pois após feriados, greve e prova, tínhamos muito o que fazer para colocarmos a pauta em dia. Em linhas gerais, discutimos alguns dos fundamentos mais importantes sobre planejamento de escopo:

  • desenho de processo
  • funcionalidades
  • categorias de requisitos
  • épicos e histórias
  • tarefas

O exercício realizado logo no início que começamos a discutir requisitos é o clássico planejamento de um churrasco da turma, quer no formato de uma jornada de usuário, com pacotes de trabalho e estrutura semelhante a uma WBS ou em rede. O exercício ajudou a acordar os alunos mais cansados em uma noite de sexta.

A aula foi bem prática, evoluímos bem no entendimento por cada grupo sobre as funcionalidades possíveis em cada um dos projetos, alguns discutindo a nível de requisitos, outros em épicos e histórias. A meta era um grande brainstorming para que na próxima aula tenhamos a WBS/User Story Mapping materializadas.

Faltando ainda uma hora e meia para o final, optei por um quebra gelo famoso por produzir muita adrenalina, conhecido como Kaa e Bagheera no escotismo ou Snakes como Team Building Games. Descemos do terceiro para o térreo, fiz um briefing sobre sistemas empurrados e puxados, organizei as filas, expliquei o objetivo, as regras e usei uma tira de papel de 50 cm x 15 cm como rabichos.

A adesão e empenho foi muito legal, todos voltaram à aula muito acordados e dispostos a mais uma hora para o braisntorming de escopo … a opção pelo jogo me fez postergar a dinâmica de pitchs e reconstrução, mas valeu a pena. Na próxima aula cada grupo/projeto terá 30 minutos para organizar seu escopo e apresentá-lo, permitindo que todos os outros cinco grupos possam questionar, sugerir, ajudar.

Durante a aula relembrei a charge das árvores sobre requisitos em um projeto, insisti na minha abordagem de profissionais de perfil T ou Pi, sobre nem só fazer errado a coisa certa, nem fazer certo a coisa errada, nossa meta é fazer certo a coisa certa. É entender o problema, para mapear alternativas e trabalhar a solução.

  • Pizzaria – O cliente liga e pede o tamanho, a massa, o recheio, a borda, não cabe à pizzaria ficar questionando se por acaso o pedido é inadequado, se vai sobrar, se alguém é alérgico, …
  • Médicos – O paciente não chega pedindo uma injeção de terramicina, é o médico que deve levantar dados o suficiente para diagnosticar e receitar a melhor medicação (ou não) para o momento.

Quem você é? O que você faz? Você ainda faz software como no século XX, quando o cliente dizia o diagnóstico e especificava o que queria ou você faz levantamentos, discute, levanta alternativas para só então trabalhar naquela que parece ser a melhor solução, mesmo assim receita e pede que o paciente volte dali a duas semanas após tomar a medicação para certificar-se de que esta certo?

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1ª aula de GP – Somos gerentes e somos o projeto

A pedido, vou ilustrar rapidamente a primeira aula de Gerenciamento de Projetos para jovens de cursos de CC e SI em uma noite de sexta-feira, das 19:30 as 22:30. De antemão alerto que nada é por acaso em uma sala de aula, cada dinâmica, jogo ou energização, além de seus benefícios tangenciais de grande valor, devem ter um porque, preparação, execução e reflexão/aprendizado … eu acredito muito nisso!

Creio que metade da turma chegam com 5 a 15 minutos de atraso, porque a maioria já trabalha e tem que enfrentar o trânsito inclemente da Ipiranga em horário de pico. Após uma semana inteira de trabalho de dia e aulas a noite, meu papel é entender, energizar e manter o interesse em disciplina que tem muito a ajudar com conceitos e temas como empatia, foco em valor, práxis e agilidade.

Me apresento e digo qual é a disciplina, para caso alguém tenha entrado na sala errada, conto um pouco da minha trajetória como profissional. O quebra-gelo deste primeiro dia tem foco em mostrar que nossa carreira é nosso maior projeto, onde planejamos onde queremos chegar, uso o icebreaker do crachá, que aprendi em uma oficina de dinâmicas com a Mayra da TW, mexendo nele o necessário para atender a necessidade de valor em cada uso.

QUEBRA-GELO

Antes do quebra-gelo, apresento uma técnica que mitiga o desafio de grandes grupos, apesar de não ser uma dinâmica em equipes, sugiro que um a cada 6 ou 7 alunos, de forma auto-organizada, venha pegar postits grandes coloridos e canetas hidrocôr para si e seus colegas, uma técnica muito utilizada para rapidamente organizar em meio ao entendimento do que é auto-organização.

Em poucos minutos todos tem postit e hidrocôr em mãos, quando peço para fazerem um grande retângulo na metade esquerda do postit e acima dele coloquem seu nome de guerra, como gostam de ser chamados. A partir de agora farei com que eles interajam com diferentes colegas de toda a sala, a cada passo escolhendo aleatoriamente alguém para se apresentar e desenhando sua “foto”.

Alternadamente, com diferentes colegas, trocar seus crachá, evoluir os dados e desenho, destrocar e seguir adiante >>> [curso e semestre] > [desenhar os olhos do colega, com sobrancelha, óculos] > [qual seu cargo hoje] > [desenhar o nariz] > [onde quer estar/fazendo o que daqui a 5 anos] > [desenhar a boca] > [qual o seu hobby ou paixão] > [concluir o desenho fazendo a moldura, cabelo, barba, …]

Começo a chamar uma carreira desejada, de forma que todos que possuem o mesmo sonho formem nuvens, como GP, Governança, dev Games, dev Web, dev Mobile, Arquitetura, Segurança, Academia, … Novamente chamo a atenção para o que é nosso maior projeto, também para a técnica de clusterização, que nos permite em poucos minutos organizar com a participação ativa de todos um grande mapa com os crachás e sonhos.

Segue uma apresentação da ementa, conteúdo programático, bibliografia recomendada, avaliação via provas e trabalhos, mas o cunho construtivista até onde é possível, com foco em aproveitarmos ao máximo cada minuto. A noite de sexta já foi, será em sala de aula, qual a importância, relevância e valor para cada um em fazer valer ao máximo e construirmos juntos ensino e aprendizado 360º, sugerindo, debatendo, confrontando ideias e opiniões.

A ideia é não deixar rolar mais que 30 minutos sem exercitar os conceitos discutidos, seguindo o substrato do aprendizado experiencial de David Kolb, pelo aprendizado vicariante de Albert Bandura, no construtivismo de Piaget. Mas nada disso é hora do recreio, cada jogo tem um fim, para isso é preciso antecipar desafios ou conhecimento, pô-los a prova na prática lúdica e refletir logo após.

MARSCHMELLOW CHALLENGE ÁGIL

Se a disciplina é gerenciamento de projetos e a noite será dedicada a planejamento de carreira, o jogo Marschmellow Challenge Ágil propõe a importância de nos utilizarmos de empatia, entendendo o que se quer, onde se quer chegar e qual o critério para avaliar se o resultado foi atingido. Nada melhor que o Marschmellow em 3 sprint de cinco minutos para a construção de torres de comunicação para o exército do General Audy.

Eu coloco um chapéu camuflado e uso um apito para demarcar cada ciclo, sou o cliente, quero torres de comunicação, faço pressão por resultados, é fundamental entender a frase de “Eu Robô” quanto a “Minhas respostas são limitadas, portanto faça as perguntas certas.” Gerenciar projetos é saber fazer as perguntas certas, quer nossa carreira, férias, filhos, um novo app ou um ERP, projetos exigem empatia com o cliente para saber o que atende o problema, qual é o valor.

Auto-organização, um representante de cada equipe pega em uma mesa lá na frente um punhado de espaguete, uma tesoura e um rolo pequeno de durex, além de caneta e papel para o planejamento. Eu dou 10 minutos em dois ciclos de 5 para que se organizem, me perguntem o que quiserem, para então desenhar ou escrever o que farão em cada um dos três ciclos de 5 minutos que terão.

Sou o cliente e lhes informo tudo o que querem saber sobre o que eu quero, mas esquecem de saber qual é o meu problema (história do usuário / valor), como eu testarei a torre (critérios de aceitação), critérios para escolha da melhor torre. Nos envolvemos em questões técnicas … cito Dado Schneider, “O mundo mudou, bem na minha vez”, porque agora usamos o capital intelectual de todos, que devem usar seus conhecimentos a favor do sucesso de cada passo do time.

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PLANEJAMENTO DE CARREIRA

O primeiro passo é entender o que é um projeto, o que diferencia um projeto de uma operação. O primeiro é algo com início, meio e fim, contendo um objetivo relevante e singular, para o qual é preciso gerir recursos e atividades necessárias. Operações são atividades continuadas e repetitivas, e é neste quadro comparativo que discuto carreira, que na prática é um programa ou mesmo um portfólio de variados projetos, que se geridos conjuntamente tendem a gerar maior valor.

A maioria dos  profissionais que conheço possuem desejos e reclamações, mas não possuem planejamento. Retomo Dado Schneider, “O mundo mudou, …” para discutir diferentes abordagens sobre o papel de profissionais do conhecimento, retomando paradigmas da revolução industrial até hoje, conceitos discutidas em “equipes de alta performance”, “equipes ágeis”, há muita discussão de valor.

Reconheço que vejo nos olhos de alguns poucos a mesma expressão que vejo em cursos Scrum Brasil afora, um certo desconforto ou até mesmo contrariedade, como se não merecessem ouvir estas provocações, mas os trato como a qualquer colega, cliente ou amigo, profissionais do século XXI. Se já sabem e já fazem, legal, excelente, mas assim relembram alguns fundamentos e princípios básicos.

Profissionais de perfil T ou Pi, é o que somos, buscamos profundidade em conhecimentos e habilidades que nos tornam especialistas, mas com a haste horizontal que nos distingue de operários do século XX, nossa amplitude de conhecimento. Falo muito e compartilho muito a minha crença de que estamos no lugar certo na hora certa, no maior ecossistema acadêmico-empresarial do Brasil.

Afora o TecnoPUC, apenas o Porto Digital tem tanta força, semanalmente rolam eventos, programas de qualificação, estágios, vagas, temos o espaço de coworking, a incubadora RAIAR, o CriaLab, uma dezena de programas do Centro de Inovação, e mesmo que não possam aproveitar tudo, como podem aproveitar o ecossistema a favor de seus planos para conquistar o mundo no menor espaço de tempo \o/

Começamos por um bom WarmUp, uma matriz SWOT ou FOFA, uma discussão com exemplos conceituais e práticos, cases para forças e fraquezas, situações que representem oportunidades e ameaças. O objetivo é aquecer sinapses, começar a refletir de forma ampla, o mais aberta possível sobre si mesmo e o seu entorno, para então começar a dirigir estas reflexões para uma modelagem de carreira.

Alexander Ostherwalder ao especializar seu best seller “Business Model Generation” para carreiras, criou o canvas de modelagem de carreiras “Business Model You”, semelhante a forma como modelamos negócios emergentes. Eu inclui algumas premissas, ícones e substrato a partir de reflexões sobre os três eventos TecnoTalks de Janeiro deste ano – Sonho, CHA e gurus!

Afora isso é o Business Model You, propondo que conversem com os colegas ao lado, pois conversando e trocando experiências é possível ir muito além, fruto da sinergia entre diferentes vivências, expertises. Insisti muito com meus conceitos aplicados de Parceiros de Viagem, oriundos de anos de Agile Coaching, sempre somos mais quando somamos forças.

Uma aula que dá o tom do semestre, realizaremos dezenas de dinâmicas, jogos e exercitaremos diferentes técnicas e boas práticas, sempre alinhadas a uma ementa sobre gerenciamento de projetos, o substrato são as dez áreas de conhecimento e planejamento do PMBOK, seus cinco grupos de processo e muito, mas muito mesmo de Scrum, SAFe e princípios e técnicas ágeis.

Vamos fazer startup dojo para escolher um projeto, vamos fazer modelagem das ideias escolhidas, inceptions dos projetos, vamos entender e modelar cada uma das áreas utilizando boas práticas, sempre baseadas em auto-organização, em empatia e Teoria da Equidade. Para isso vou trazer um tanto de Design Thinking, de Lean Startup, tanto quanto PMBOK e variadas técnicas em projetos.

Após algumas aulas, teremos novamente as paredes assim como a foto abaixo, porque a cada aula levo um rolo de papel pardo e branco, muitos postits, hidrocôr, fita crepe e meu kit básico para Agile Coach aprendiz de feiticeiro que me acompanha a 8 anos. O quórum cresceu, este semestre são 40 alunos de quinto semestre, este ano será um desafio especial manter o nível de interação \o/

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