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Psicologia das multidões (Gustave Le Bom)

Em tempos de redes sociais hyper-empoderadas, excessos em grupos, torcedores, políticos, negócios e líderes carismáticos, cada qual com seguidores e extremismos, é bom resgatar a Psicologia das Multidões de Le Bom (1).

Não participo de tribos ou grupos, nada contra, mas não concordo com visões monocromáticas de nenhum tipo. É direito meu, 56 anos, pago minhas contas em dia e estou nessa estrada chamada vida mais pela diversão que pelo dinheiro.

A realidade em grandes grupos é que inconscientemente ocorre algo que na economia chamam de “Efeito Manada” (2) e na antropologia de “Síndrome de Solomon” (3), qualquer posição pode ser retroalimentada e excessos são legitimados.

(1) Psicologia das multidões

Na resenha do livro Psicologia das Multidões, “de acordo com Gustave Le Bom, os indivíduos em uma multidão organizada correm o risco de descer a vários degraus na escada da civilização, ou seja, podem se comportar de uma forma primitiva. Em seu livro, Le Bon também formulou a teoria do contágio e argumenta que multidões motivam as pessoas a agir de maneira distante de um comportamento individual.” – https://www.bonslivrosparaler.com.br

A influência combinada com o aparente anonimato por trás do grupo resulta em um comportamento as vezes irracional, emocionalmente carregado. Assim, o frenesi da multidão de alguma forma é contagioso, se autoalimenta, crescendo com o tempo. A multidão mexe com as emoções a ponto de poder levar as pessoas a se comportarem fora da razão.

“Na obra A Loucura das Multidões, Charles Mackay explora o lado ridículo dos fenômenos de massa. Na obra A Multidão: Um Estudo da Mente Popular, Gustavo Le Bon aponta impulsividade, incapacidade de raciocínio e ausência de senso crítico como características intrínsecas de multidões. O sociólogo Gabriel Tarde e Sigmund Freud propõem teorias para explicar o comportamento do indivíduo em grandes grupos – Psicologia das Massas e a Análise do Ego.” – wikipedia

(2) Efeito Manada

Um termo usado na economia para identificar investidores ou pessoas que seguem o que o mercado ou a maioria dita, ilustrado por exemplo pela tendência coletiva as vezes irracional de comprar ações, vender ações, migrar de ou para o mercado de câmbio, imobiliário, etc.

O efeito manada é um grande aliado de especuladores profissionais, porque é em momentos que muitos compram só porque outros estão comprando que a maioria dos bois fazem exatamente o que alguns poucos os induzem para aumentar seus ganhos ou diminuir suas perdas.

(3) Síndrome de Solomon

Há algumas semanas houve uma reportagem sobre um experimento em que havia um teste em que o primeiro da fila respondia a uma pergunta, o último da fila não sabia mas todos os demais foram instruídos a dar uma resposta errada, na sua vez ele tende a seguir os demais.

A Síndrome de Solomon desafia psicólogos em relação à uma aparente dicotomia em situações sociais, quando muitas vezes a maioria segue um condicionamento pela opinião da maioria, quer para não gerar um senso de oposição, de ser diferente, quer para não arriscar ser o único errado.

Esta síndrome acaba por estabelecer um senso coletivo, acima de cada indivíduo, que pode estabalecer padrões que os legitimem ou “protejam” de sua individualidade. É claro que ouvir o contraditório e opiniões contrárias é um princípio essencial para uma boa tomada de decisão, mas de forma racional.

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II Toolbox na Educação na Politécnica – 1ª parte

Uma noite mágica, o privilégio de interagir com mais de 50 professores da Politécnica, colegas e amigos dos cursos da engenharia, arquitetura e informática. Uma sequência de dinâmicas 100% horizontais, auto-organizadas, descontraidas … que geraram um mapa inicial de técnicas e estabeleceram metas para a segunda parte, mais duas horas semana que vem onde teremos Lightning Talks e detalhamento auto-organizado das melhores sugestões para 2019/1.

Rolou um papo inicial sobre o conceito e oportunidades, seguido de um super-warm up que adoro, o dos bonecos, que se transformaram em três personas em um exercício de empatia sobre o que esperam e pensam sobre o semestre que em mais um mês se inicia. Depois debates em grupos sobre aulas, técnicas e boas práticas, com a escolha e apresentação daquelas que cada grupo acreditava serem as mais impactantes e clusterização de todas. Daqui a uma semana tem mais …

A preparação foi desde cedo, murais, material distribuido em mesas para 10 grupos, chegando ao prédio 32 sob o coro de passarinhos, em meio a uma vegetação ímpar e que transmite uma grande satisfação em poder considerar a PUCRS-TecnoPUC minha segunda casa. Hoje seria a primeira parte de duas, a segunda será daqui a mais uma semana e terá a missão proposta pelo próprio grupo de montar nosso mural e cada um detalhar aquela técnica que mais curte, para aplicar a técnica de wall com postits verdes e amarelos sobre dompinio e desejo … gestão do conhecimento em sua materialização mais distribuida.

Todos nós somos mestres e alunos nessa vida, nos inspiramos e somos inspiração, curto Piaget, Bandura, Prensky, Ausubel, Kolb, Maturana, Ebbinghaus, … dezenas de mestres que interpretamos e nos apropriamos, resignificamos a nosso contexto, porque o mundo gira e muda um pouco a cada volta. Como base, cada mesa ficou com uma provocação falando sobre Educação 3.0, nativos/imigrantes digitais e sobre o movimento PUCRS 360° cada vez mais materializado em cada prédio e colega.

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Curso de Governança de TIC para Governo Digital

Tive o privilégio de assumir o módulo de gestão de projetos de um curso inovador entre govero do estado e a escola de negócios da PUCRS. Fui convidado pela Profª Edimara e o Prof Guilherme a compartilhar teoria e prática em governança de projetos, desde e ideação e portfólio.

Com média presencial de 25 gestores de TI do governo, realizado no vigésimo andar do Centro Administrativo do Estado do RS, tive o prazer de rever alguns conhecidos de projetos que me envolvi no passado recente e com certeza ganhei novos parceiros de viagem.

O substrato de todo o curso é governo digital, governo 3.0, smart cities, governança de TIC e governança de projetos, PMO, Agile, inovação e empreendedorismo, ambidestria organizacional.

Composto por oito módulos, um curso intensivo onde governo digital, governança, inovação, gestão de projetos e empreendedorismo foram a grande tônica … inspirados permanentemente pela lembrança da abordagem oferecida pelo novo governador eleito para 2019 – 2022.

  • Transformação Digital;
  • Governo 3.0;
  • Governança de TIC;
  • Gestão de Serviços de TIC;
  • Gestão de Projetos;
  • Segurança da Informação;
  • Data Analytics;
  • Atividade Integradora.

O meu módulo foi denso, com muito conhecimento e exemplos práticos, a cada tópico oferecendo uma visão o mais ampla e eclética possível, com uma última aula 100% prática, servindo de elo de ligação entre um módulo e outro, especialmente uma oficina integradora que encerrará o curso.

O feedback no fechamento foi prazeroso, tendo conseguido passar além de conhecimento e informação, também crenças e princípios que venho defendendo na última década, como consultor pela DBServer e professor da Escola Politécnica da PUCRS.

A tempo, a oportunidade de interagir desde 2013 pela DBserver em grandes projetos com empresas de TI da união, estadual e municipal, como SERPRO, PROCERGS, PROCEMPA, Defensoria Pública do RS e outras, me agregou muita experiência vicariante a compartilhar.

A expectativa de todos nós, gaúchos, é que a experiência exitosa do governo do Sr governador Eduardo Leite frente ao municipio de Pelotas, reconhecido meritóriamente pelo viés de tecnologia aplicada a favor do cidadão gerará uma espiral crescente de otimismo e empreendedorismo no estado.

Que venha 2019, será um ano de virada! \o/

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11/10 – Debate entre especialistas sobre DDD

É HOJE, quinta-feira, 11/10 das 19:30 as 21:00, três grandes profissionais, um debate sobre DDD (Domain Driven Design) na Escola Politécnica promovido pelo grupo TecnoTalks aqui do TecnoPUC e apoiado pela DBServer.

Não é uma aula, é um debate entre especialistas, um programa que entra em seu terceiro ano, discutindo temas de interesse da galera de desenvolvimento de software, o Antônio, Fabrício e Mauro debaterão temas como:

– O que é DDD? Quando usar/Quando não usar?
– Quem do time deve adotar?
– Design Discussions
– DDD é só conceito ou código?
– Como transformar linguagem ubíqua em código?
– Design Estratégico e Tático
– Lógica de aplicação e domínio
– Como tratar de forma ágil as refatorações do código com sua evolução ao longo do projeto?
– DDD com linguagens dinâmicas (Ruby, Python,…)
– DDD com funcional existe?

https://www.facebook.com/events/873715292819477/

 

A cada semestre rola um programa de Debate Entre Especialistas, convidando não só profissionais de muita experiência para montar um painel ou storytelling sobre um tema de grande interesse, como BDD (Behavior Driven Development), DDD (Domain Driven Design), DevOps e GP em projetos ágeis.

O objetivo é aproximar alunos e profissionais experientes para uma hora de interação, troca de percepções, muito aprendizado vicariante. As contribuições são em 360º, além dos debatedores ou palestrante, a aula é aberta, mesclando alunos com profissionais da comunidade TecnoTalks de empresas do parque TecnoPUC.

Não só em 2018, mas em anos anteriores sempre tive a oportunidade de contar com grandes profissionais, contando com a presença e contribuição do Sr Lincolm Aguiar, Matheus Alagia, Paula Martins, Patrícia Garay, a cada ano conforme o tema e interesse das turmas nas disciplinas de GP e Tópicos Especiais em Engenharia de SW.

Sobre DDD, na apresentação do livro do Evans na Amazon, referência base de quem pratica, temos:

“A comunidade de desenvolvimento de softwares reconhece que a modelagem de domínios é fundamental para o design de softwares. Através de modelos de domínios, os desenvolvedores de software conseguem expressar valiosas funcionalidades e traduzi-las em uma implementação de software que realmente atenda às necessidades de seus usuários. Mas, apesar de sua óbvia importância, existem poucos recursos práticos que explicam como incorporar uma modelagem de domínios eficiente no processo de desenvolvimento de softwares. O Domain-Driven Design atende essa necessidade. Este não é um livro sobre tecnologias específicas. Ele oferece aos leitores uma abordagem sistemática com relação ao domain-driven design, ou DDD, apresentando um conjunto abrangente de práticas ideais de design, técnicas baseadas em experiências e princípios fundamentais que facilitam o desenvolvimento de projetos de software que enfrentam domínios complexos. Reunindo práticas de design e implementação, este livro incorpora vários exemplos baseados em projetos que ilustram a aplicação do design dirigido por domínios no desenvolvimento de softwares na vida real. Com este livro em mãos, desenvolvedores orientados a objetos, analistas de sistema e designers terão a orientação de que precisam para organizar e concentrar seu trabalho, criar modelos de domínio valiosos e úteis, e transformar esses modelos em implementações de software duradouras e de alta qualidade.”

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Iniciando um Toolbox sobre Educação entre colegas de Politécnica PUCRS

A convite da professora Ana Paula, em parceria com as professoras Milene Silveira e Cristina Nunes, que reuniram professores da Escola Politécnica da PUCRS para debater educação, facilitei a construção de um Toolbox Wall do zero, contendo apenas o que cada um usa em sala de aula.

Foram em torno de três horas de debates, world café, clusterização, com revisão e edição das categorias propostas e ítens distribuídos entre Ações Externas, Dinâmicas, Método, Avaliação, Recursos, Engajamento … com muita descontração, brincadeiras e camaradagem.

Para melhor entendimento, levei meus walls de boas práticas e de jogos, fiz uma introdução ao conceito de Toolbox Wall, cheguei mais cedo, organizei a sala em ilhas de seis, cada uma contendo uma folha grande de papel pardo, muitos postits grandes, quadrados e pequenos, além de canetões.

Este foi o primeiro passo, agora o mural vai para uma parede junto a sala dos professores, onde queremos que aos poucos vão surgindo outras dinâmicas ainda não materializadas, refinamento delas com mais informações, para que no segundo semestre seja possível formatar além dos postits.

Tenho para mim que um mural desta natureza é um ativo, que expandido torna-se um ativo de interesse não só da politécnica, um mapa inspiracional com diferentes abordagens e técnicas praticadas por colegas, com quem podemos tirar dúvidas, experimentar, inovar, somar, fazer igual diferente.

Esta parada só está começando!  \o/

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Mais uma turma de GP na SI da Politécnica PUCRS

Na ementa da disciplina consta fundamentos sobre estrutura organizacional, sobre a arte do gerenciamento de projetos, sobre os diferentes ciclos de vida em projetos e o núcleo duro do corpo de conhecimento sobre este tema mantido pelo PMI – o PMBOK.

Mas como o assunto é GP e o método ágil mais usado no mundo para gerenciamento de projetos é o Scrum, para cada uma das 10 áreas eu explico adicionalmente diferentes técnicas praticadas por equipes Scrum,

Ao final de um semestre o que temos são trabalhos incrementais em que grupos vão desenvolvendo e discutindo e experimentando diferentes canvas, mapas, kanbans, matrizes, que vão de gestão de funil de ideias e portfólio, termos de abertura, wbs, tanto quanto oficina de futuro, personas, jornadas e user story mappings.

Aos poucos vamos passando por integração, stakeholders, comunicação, escopo, risco, qualidade, tempo, aquisição, recursos e custos, sempre convergindo os 5 grupos de processos do PMBOK e também o framework Scrum e dezenas de técnicas usadas por seus times.

No início do semestre após duas aulas introdutórias, experimentamos o Banco Intergaláctico, com direito a fundo de cena, mascotes e tudo o mais. Fazemos tudo em uma note, quatro créditos, desde a inception, estimativas em TShirt e fibonacci, passando por sprints, construindo e entregando as primeiras telas do nosso MVP.

Logo no início, logo após o embasamento teórico, mas não é um treinamento, é como colocar o bode na sala, em uma aula poder gerar o incômodo pela necessidade de conhecimento, organização, planejamento, senão pressão, problemas, dificuldades na entrega é uma roleta russa 🙂

Depois disso entramos em uma espiral e a cada aula revemos conceitos cada vez com mais detalhes, perto do final trago alguns profissionais de referência em PMO, GP e Agile, ano passado foi o Vladson, Paula e Patrícia, este ano foi o Jonatan, Denize e Tanara, para discutir o que são estes papéis na prática e como é o mercado.

Mais que isso, durante o debate eu convido profissionais de diferentes empresas da minha rede para participarem do debate, assim acaba gerando ainda mais valor.

Seguindo minha crença de que o valor não é despejar conteúdo, mas tentar garantir a melhor absorção possível, lanço mão de dinâmicas, alternando teoria e prática, iniciando sempre com uma revisão dos tópicos mais importantes vistos até então.

Outra opção é ir trabalhando em layers, em camadas, ao invés de apresentar um tópico em profundidade, vou alternando PMBOK e SCRUM em overviews superficiais e descendo mais e mais até termos tudo detalhados, sempre usando exercícios e vivências.

A cada aula chego uma ou duas horas antes, reorganizo a disposição da sala 314 do 32 em ilhas, assim como na de tópicos é em U, quer para trabalho em grupos ou para incentivar a interação e conquistar assim aliados para uma maior atenção e foco na aula.

Via de regra o quadro repete-se evoluindo em densidade, estrutura organizacional, ciclo de vida, SCRUM e seus fundamentos e uma enorme matriz com 10 zonas, uma para cada área de planejamento do PMBOK, dentro de cada uma as técnicas tradicionais e ágeis utilizadas para planejamento e gerenciamento.

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Debates entre Especialistas na Escola Politécnica

A cada semestre implemento um programa de Debate Entre Especialistas, convidando não só profissionais de muita experiência para montar um painel ou storytelling sobre um tema de grande interesse, como BDD (Behavior Driven Development), DDD (Domain Driven Design), DevOps e GP em projetos ágeis.

O objetivo é aproximar alunos e profissionais experientes para uma hora de interação, troca de percepções, muito aprendizado vicariante. As contribuições são em 360º, além dos debatedores ou palestrante, a aula é aberta, mesclando alunos com profissionais da comunidade TecnoTalks de empresas do parque TecnoPUC.

Não só em 2018, mas em anos anteriores sempre tive a oportunidade de contar com grandes profissionais, contando com a presença e contribuição do Sr Lincolm Aguiar, Matheus Alagia, Paula Martins, Patrícia Garay, a cada ano conforme o tema e interesse das turmas nas disciplinas de GP e Tópicos Especiais em Engenharia de SW.

Hoje (22/06/18 as 19:30) teremos o encerramento na disciplina de GP com três grandes nomes em PMO, Agile e Projetos com o objetivo de debater o papel do novo escritório de projetos em empresas ágeis, interagindo com os papéis de Agile Coachs, Scrum Masters e Gerentes de Projetos.

Na quinta-feira de 21/06 as 19:30 tivemos o compartilhamento de conhecimento de um dos grandes arquitetos de solução do RS, Cléber da Silveira falou todo o abecedário de um projeto do século XXI usando as melhores práticas de DevOps, automação, escalabilidade, papiline de infraestrutura a software.

No dia 07/06 tivemos um super-debate sobre uma disciplina obrigatória em equipes que buscam uma arquitetura de solução orientada a domínios e não a tecnologia, três profissionais responsáveis por aplicá-la em seus projetos ou empresa interagiram e compartilharam suas experiências.

Sobre BDD o bicho pegou, falamos da teoria e o contrastes com a prática de mercado, dificuldades, resistências e equívocos em lidar com BDD como uma técnica de automação de testes sem envolver todo o processo e desde o início para entendimento e modelagem a partir de comportamento.