O que OKR tem em comum com Scrum e Agile

A existência de objetivos claros e factíveis, desafiadores e valorosos, essa é a essência de nossas abstrações ágeis. Primeiro na modelagem do negócio, no uso de histórias do usuário para planejamento de iterações e entregas, na definição de tarefas para execução … somos movidos por objetivos e resultados-chaves que se consolidam no cruzamento do negócio com a tecnologia, do necessário com o possível, do cliente, lideranças e equipes, com entradas top-down e bottom-up.

A metodologia OKR (Objectives and Key Results) trouxe para a área de gestão de pessoas alguns princípios ágeis que nos permitem manter uma boa gestão visual, sempre tentando aprender e melhorar, desafiando-se a ir além. Já trabalhei em empresas com este modelo aplicado em um sistema de metas, acompanhamento e avaliação, sustentada em feedbacks transparentes e frequentes.

Na empresa em questão, uma consultoria foi contratada para diagnóstico e proposição para implantação de um modelo de avaliação com metas de objetivos e resultados adequados. Um trabalho que envolveu executivos, gerencias e equipes, um trabalho que durou meses para implantação e meses para rodar e ajustar. Um grande desafio, pois até hoje vem sendo melhorado!

Assim como nossos objetivos e resultados, desejados dentro de iteraçóes e releases, OKR deve seguir conceitos semelhantes aos que usamos para histórias INVEST (Independente, Negociável, Valorosa, Estimável, Pequena e Testável) e tarefas SMART (Específico, Mensurável, Realizáveis, Relevantes e Temporais). Transparentes e colaborativas).

Ao mesmo tempo que OKR determina a necessidade de objetivos pessoais, de grupo (equipes, departamentos, áreas) e organizacionais, os mesmos devem estar de alguma forma equilibrados e relacionados para que os objetivos individuais convirjam e agreguem aos de grupo e organizacionais. É a essência das equipes ágeis – valor, equidade e sustentabilidade na construção de valor.

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Mais que isso, objetivos e resultados claros ajudam na priorização e organização espaço-temporal, na eliminação dos desperdícios, na agregação de valor. Lembram e potencializam conceitos como auto-eficácia, auto-organização, empatia e sinergia, exigindo foco naquilo que é mais importante a cada momento, valorizando a transparência e interação humana para eliminar gargalos e garantir os melhores resultados possíveis.

Tanto na OKR quanto no Agile, o caminho não é o da imposição, mas o da negociação, é preciso que todos sintam-se donos dos seus objetivos e resultados consequentes, comprometidos com os do grupo e organização, pois estarão de alguma forma relacionados. O que alguns não entendem é o conceito de equidade, pois motivação e equidade andam juntas, não se conquista senso de time quando apenas uma das partes sente-se beneficiada de seus resultados.

Finalmente, resgatando o conceito de auto-eficácia de Albert Bandura, nós somos tão eficazes em nossos objetivos e resultados quanto acreditarmos na nossa capacidade de realizá-los. É o julgamento das próprias capacidades para se executar ações exigidas com o intuito de atingir um determinado grau de performance. Bandura deve ter inspirado alguns dos signatários do manifesto … Grande Bandura!

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