Comunicação não verbal é uma arma, contra ou a favor

Segundo preceitos da PNL (programação neuro-linguística), apenas 7% de nossa comunicação provêm da palavra, 93% é não verbal. Todo ser humano está sujeito a transparecer suas emoções, de forma casual ou proposital, positiva ou negativa, somos reconhecidos por isso, quer seja por um sorriso carismático, um eterno franzimento de testa e sobrancelhas, um agressivo ar blasé e por aí vai.

Sabemos que não é preciso ser o Paul Ekman, inspiração para a série Lie To Me, para ler a linguagem não verbal das pessoas. O que muitos não se importam é que abusar acaba gerando rótulos, quer de mala sem alça, de amigões que se quer por perto ou chatos dos quais queremos distância.

Algumas pessoas são especialistas nisto, gentis, positivas, construtivas, sempre com uma frase de incentivo, com um sorriso e otimismo. Muitos flutuam, deixando-se levar pelo sentimento do dia, muitos tendendo a serem agradáveis, mas alguns não. Alguns parecem o cupê mal assombrado, sempre com uma nuvem de tempestade sobre a cabeça, sérios, ácidos, difíceis de lidar.

Achei a imagem abaixo no site da BBC em um artigo sobre linguagem corporal durante entrevistas de emprego, mas vou além, de nada adianta ter uma postura em uma entrevista de emprego e outra no dia-a-dia. Minha recomendação é mais trabalhosa e mais efetiva – Mude suas atitudes, revolucione seus maus hábitos, um a um, o melhor caminho é melhorar a nós mesmos.

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Ser uma pessoa melhor, mudar dá menos trabalho que ficar tentando se fazer passar por uma pessoa melhor do que se é, além disso, fazer parecer tem prazo de validade, rapidinho, como a fábula do escorpião que quer atravessar o rio.

Quer melhorar? O primeiro passo é ouvir o seu entorno, muita gente se recusa a escutar e refletir sobre o que as pessoas, físicas e jurídicas, lhe dizem ou insinuam. Explícita ou implicitamente, exercite o exercício proposto pela Janela de Johari, tente ficar ligado naquilo que você pensa de si e o que o mercado corrobora ou diverge, esta é uma forma muito efetiva para traçar planos de melhoria.

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Por fim, qualquer um pode ser genioso, chato, incisivo, pode ser o que quiser com a família, amigos, na mesa do bar, mas achar que pode ser qualquer coisa no trabalho é de uma ingenuidade comum em meados do século XX, não no XXI.

Evite rótulos, mas se for para tê-los, que seja de pró-ativo, colaborativo, positivo, construtivo e outros …tivos desta natureza. O profissional do conhecimento é aquele que valoriza sua atitude, comportamento e postura, é importante possuir know-how e expertise, mas só isso já não basta, você é contratado por ser um especialista, mas será retido se souber trabalhar em grupo de forma efetiva.

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