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Vídeo-chamada com vídeo, áudio e muita sinestesia – Zoom, Miro, Trello e GDrive

Na noite do dia 27/03/2020, rolou a segunda aula remota pós quarentena da PUCRS pelo covid-19, nesta o Zoom e vídeo reunião já não era novidade e pude introduzir conceitos essenciais de facilitação remota e sinestesia, o impacto do uso das câmeras, comunicação não verbal e o uso de murais cooperativos.

Uma oportunidade de exercitar video-chamadas agregadas de conceitos sensoriais e ativos, colaborativas com MIRO, TRELLO e sheets do GDrive. Acoplando o conteúdo em ppt com as ferramentas, exercitando técnicas de mural para modelagem visual colaborativa, onde todos compartilham e editam ao mesmo tempo.

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Aproveitei o conteúdo da aula (história do gerenciamento de projetos e uma introdução ao PMI e PMBOK) para exercitar reuniões por vídeo o mais instigantes, empáticas e produtivas. Primeiro é preciso desapegar das restrições do século XX quando reuniões por vídeoconf eram limitadas, enquanto agora é possível engajar e ousado mais.

No Miro era possível ver 10 cursores com os nomes de cada um enquanto os elementos do diagrama iam surgindo, acordos sendo feitos e co-criação a bom termo. No Trello foi possível debater e incluir cards colaborativamente. No GDrive, usei uma planilha para simular o preenchimento de um PMC e todos trabalhando juntos.

Nas próximas aulas quero aproveitar para falar de outras ferramentas, como as de mapas mentais, outros boards, canvas e ferramentas de comunicação. Aproveitaremos as aulas remotas para ir além do conteúdo e exercitar a maior demanda dos dias de hoje – reuniões remotas para tudo, mantendo a empatia, sinergia … e elegância.

Vídeo-chamada sem vídeo e sem sinestesia? Pode isso Arnaldo?

O mundo está vivenciando home-office na marra, reuniões virtuais com quem está longe ou perto. Lembro em 2013 em projetos ágeis as empresas ainda insistiam em voo e hotel para garantir o presencial. Hoje, usarem largamente vídeo-chamadas já é uma conquista, agora vem novos paradigmas de interação com mais sinestesia.

Sinestesia refere-se a uma sensação secundária que acompanha uma percepção, ou seja, uma sensação em um lugar originária de um estímulo proveniente de um estímulo de outro (Dorsch, 1976), designa a união ou junção de planos sensoriais diferentes.

Muitos ainda mantém o hábito vintage de desligar o vídeo e ficar só com o áudio, mas devemos instigar e aproveitar diferentes sentidos sempre que possível, no caso de uma vídeo chamada, é possível ativar a audição, a visão e a ação, ativa ou mesmo estática … aquela que gera uma expectativa de ação.

Cenário #1 – inércia, sem quebrar paradigmas

Temos 5 pessoas em uma vídeo-chamada imposta pelo covid-19, todas de câmera desligada, uma falando por vez, repleto de lacunas, todos cheios de parcimônia, posso falar, desculpa te atrapalhar, ops não percebi que ainda estavas falando, todas olhando para uma tela estática em que a fotinho de quem está falando fica em destaque. Característica comum também é intercalar falas com gaps, fatias generosas de tempo sem ninguém falando porque ninguém sabe quem vai falar e pela ausência dos vídeos, não temos a menor ideia de quem quer ou vai falar;

Cenário #2 – sacudindo a poeira

Temos 5 pessoas em uma vídeo-chamada imposta pelo covid-19, câmaras ligadas, afinal, não importa se esta de casaco, blusão ou pijama (mínimo decoro é esperado), o que aparece é o busto, todos vendo o colega ou cliente, olho-no-olho, percebendo o movimento e intenção, um movimento de mão, mesmo se der uma atrapalhada, deixa seguir, aguarda mais um pouco, sem salamaleque. Aqui temos uma percepção sensorial melhor e divertida, as coisas encaixam a partir de um movimento de sobrancelhas, um aceno de mão, um piscar de olhos;

Cenário #3 – quebrando tudo \o/

Temos 5 pessoas em uma vídeo-chamada imposta pelo covid-19, câmaras ligadas, todos naturalmente estabelecendo protocolos informais de fala, olho-no-olho e cumplicidade, já sem salamaleques e data vênias. Além disso, com um quadro do Miro em branco ou pré-elaborado, talvez uma planilha (ou doc ou drawing) do Goggle Drive aberta, entre outros tantas opções (*), permitindo que algo dinâmico possa ser manipulado. Por exemplo, uma planilha com uma coluna para cada participante, um doc com tópicos, pauta ou diagrama, um Canvanizer, um Trello;

Conclusão

Em oficinas, treinamento, aulas e reuniões, tenho o hábito de colocar uma folha branca A2, postits e canetões no meio de cada mesa, isso vale para a DBserver, para workshops com a Sputnik e para minhas aulas na POlitécnica da PUCRS.

Em dias de home office nesta quarentena não poderia ser diferente … o povo ainda esta se adaptando a video meetings, o primeiro passo foi do covid-19, o segundo foi abrir um Zoom, Skype, Hangout ou Whereby, o próximo vai ser perder o medo deles, ir além do que se usava no passado, agora é as ganhas.

Canal oficial com vídeo-tutoriais do MIRO – https://www.youtube.com/channel/UCfhGfgBKDcFI74bBJ9yjLDQ

Canal de vídeo-tutoriais do Trello no youtube – https://www.youtube.com/channel/UClwrPjExZWnpU0fIMUj__ZA

Canal de vídeo oficial do Google Spreadshhets com tutoriais – https://www.youtube.com/channel/UC8p19gUXJYTsUPEpusHgteQ

Canal oficial do Zoom no Youtube – https://www.youtube.com/user/ZoomMeetings

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Home Office exige disciplina e indisciplina na medida certa

Listei alguns tópicos relevantes para quem nesses dias de covid-19 está atipicamente em casa fazendo um home office forçado, marquei de forma despretensiosa com (+) aqueles que exigem um tanto de maior disciplina e com (-) aqueles que inevitavelmente, por bem ou por mal, exigirá abrir um pouco a mão da disciplina e controle:

Antes de mais nada, carinho com quem tem menos compreensão: Tenha empatia, alerte e combine com os colegas e chefe para todos terem um pouco de paciência com eventuais deslizes dos filhos. Mas, pense bem, ter o papai ou a mamãe em casa, mostrando para eles como é legal o seu trabalho, pedindo uma “ajudinha”, brincando vez em quando no vídeo com os colegas, … Assim ficará mais fácil eles colaborarem. Lembre-se que seus filhos (gatos e cachorros também) estão acostumados a ter toda sua atenção quando você está em casa, precisarão de tempo para se acostumar que você está em casa, mas não a disposição, tenha paciência com eles e se necessário alerte e peça que o chefe, o cliente e os colegas também tenham.

AMBIENTE (+): Estabeleça uma mesa para ser o seu “home office”, preferencialmente uma mesa para que tenhas uma postura ergonômica, isso vai ajudar a seu cérebro começar a se adaptar caso essa parada de covid-19 demore um pouco mais que o esperado, sem stress, mas essa definição ajuda também a conjuge, filhos, outras pessoas a lembrarem que estás trabalhando.

CHURRASCARIA (+): Divirta-se, faça uma placa tipo churrascaria, vermelha de um lado e verde do outro. Assim como o garçom, se estiver no vermelho não é para atrapalhar (vídeo, áudio ou tentando achar uma solução), só não deixe sempre no vermelho nem brigue se alguém esquecer … é uma forma de tornar esse puxa e solta com a família mais inusitado, diferente;

START (+): Eu recomendo o mindset da técnica dos 7 minutos no início de cada dia ou jornada, garanta alguns minutinhos com uma folha em branco, <1> liste as pendências do dia anterior, <2> liste os compromissos do dia, <3> seja criativo, pense o que vai rolar, ordene, priorize, veja e avise a quem está aguardando se algo não vai rolar. Um brainstorming individual e singular no início de cada dia ajuda a ter maior clareza nas prioridades, entregas, comunicações de status e é um excelente motor de arranque;

AGENDA (+): É importante manter uma agenda clara de reuniões, mesmo aquelas que antes não precisava agendar. No escritório é só cutucar o ombro do colega e bater um papo, mas lá percebemos o contexto, se o momento é apropriado, agora estamos todos distantes uns dos outros, então é preciso um pouco mais de disciplina e se possível combinar os melhores horários e agendá-los;

HORÁRIO (+/-): Por um lado, é muito positivo manter a rotina, acordar, tomar um bom banho, colocar uma roupa (**) confortável, mas por outro é preciso relaxar com os pequenos imprevistos previsíveis por estar em casa, o interfone, o vizinho, o conjuge, a filha (*), o contexto doméstico exige que não tornemos o dia “duro” demais para não tornar a experiência tensa … aproveite;

(*) FILHOS (-): Cara, relaxa, tenha uma visão de produtividade e entrega para o seu dia, mas não tente fazer de conta que está no escritório, seus filhos ou crianças não conseguirão entender isso. É preciso ser estratégico, ter papel e lápis, ir administrando e fazendo combinações de boas, sem stress, a parada tem que ser equilibrada e diplomática, senão vai ser o inferno. Em alguns casos, sua produtividade provavelmente será menor e a galera, inclusive o chefe tem que entender isso;

(**) DRESS CODE (-): Pessoalmente acho ruim trabalhar em casa de pijama e pantufa, melhor manter um mínimo de indicadores ao cérebro que você está perto do sofá, da TV, da geladeira, mas que não é final de semana e temos trabalho a fazer. Manter o habito de “ir para o trabalho” é significativo para o seu cérebro. Outra coisa, evite iniciar um vídeo sem camiseta, de cueca, etc, achando que ninguém vai perceber, daqui a pouco o celular cai, você passa na frente do espelho, o note fecha e aí vira folclore;

SW VÍDEO (+): Mantenha o(s) SW de video sempre aberto(s) e disponível(is) para chamadas (***), combine entre a galera o meio e mantenha-o aberto, porque cada um deles tem seu tempo para abrir e conectar, o Zoom usa uma chave, Teams, Whatsapp web, Skype, Hangout, Whereby, etc, cada um demora um tanto para abrir e fechar a conexão, senão terão que chamar mandar email ou Whats pedindo para abrir o vídeo ou áudio.

(***) OLHO-NO-OLHO (-): Uma coisa que aprendi com algumas equipes remotas é que podemos manter a chamada de vídeo o tempo que quisermos, mesmo sem falar, focados no trabalho, com todos em MUTE, para alguns ver os rostinhos dos colegas ali na tela ao lado ou em background torna tudo mais confortável e focado. Dá para fazer uma brincadeira, mostrar um recado, aproximar descontraindo;

GELADEIRA (+): Você vai ter que ter mais disciplina com a geladeira, no final de semana assaltar a geladeira faz parte, mas assaltar sete dias por semana não vai dar … policie-se, senão quando o covid-19 passar, você vai ter que passar uma temporada numa clínica de emagrecimento ou spa. Mantenha os mesmos hábitos do trabalho, um chimarrão, talvez um lanchinho no horário de sempre. Uma opção legal é ter frutas a mão e comprar menos bugigangas, isso tira a ansiedade gerada pela proximidade da geladeira;

Relaxe e aproveite, quem sabe é uma experiência forçada que nos autorizará a praticá-la com mais frequência por opção no futuro próximo.

A tempo, covid-19 não é o apocalipse Zumbi, então não consuma mais que o necessário, não compre mais que o necessário, seja racional em tudo, é só seguir as orientações … sem corridas aos supermercados, ok! Com calma, cuidados, consumo inteligente e usando a tecnologia a nosso favor, logo passa e dentro do possível aos poucos voltamos ao normal.

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2020 já está valendo, melhor revisar sua estratégia, portfólio e estrutura

Nos últimos anos tenho com frequência me envolvido com eventos para organização de portfólios e programas, algo que proporciona a todos os envolvidos uma oportunidade de exercitar um debate bem mais amplo do que um produto ou projeto. Partimos sempre de um alinhamento de missão e visão, debatemos propósito e direcionadores estratégico, para então esclarecer o mapa de programas, projetos e iniciativas.

Não importa se é uma startup que iniciou com uma única ideia, uma empresa P, M ou G, todas merecem ter um mapa estratégico que materialize ideias, planos e execuções em portfólio, sub-portfólios, programas, banco de ideias. Se inexistem projetos grandes como existiam no século XX, mas sim programas que representam todos os MVP’s, MMP’s, releases, é preciso ter uma única visão daquelas mais importantes.

Nunca um planejamento é igual ao outro, sempre depende das características da empresa, pessoas envolvidas, por isso exige um levantamento prévio de informações sobre estrutura e planos, para assim organizar o material e abordagem. O ano de 2020 está aí, melhor iniciar com um alinhamento estratégico, com um brainstorming entre os principais interessados para convergência entre objetivos e execuções.

1. Preliminares

Tudo inicia com uma reunião prévia e um pacto, seguido de um breve trabalho de resgate, pesquisa e organização, mapeando o 5w2h do portfólio que queremos, definir quem são os envolvidos, onde estão as informações disponíveis, como organizar e o que precisamos para nos reunirmos com sucesso, o que temos sobre portfólio, sub-portfólios, programas e projetos em 5 status – recentemente entregues, em curso, próximos aguardando para iniciar, backlog e novidades. Também faz parte a proposta de uma agenda e programação para o planejamento.

Há dois grandes aspectos a serem levantados nas preliminares, a estrutura e portfólio, pois saber qual o organograma, times, squads ou esteiras é tão importante quanto saber no que estão trabalhando e irão trabalhar. Uso muito aqui a representação fantástica do PMRank do Ricardo Vargas, é preciso saber a estratégia, os filtros, estabelecer o funil, conhecer as esteiras atualmente disponíveis em suas características e dimensionamento para garantir a melhor distribuições e resultados práticos.

2. Planejamento

Reunir as pessoas necessárias e compatíveis ao desafio, em uma programação que gere um grande alinhamento estratégico, apresentação dos levantamentos realizados, sempre dou preferência para montar este mapa em uma parede, oportunizando momentos para debate e brainstorming, validação, ranqueamento e sequenciamento dos principais itens nos 5 status propostos. Algumas vezes (não é exceção), a estratégia não esta clara e a construção de direcionadores ou objetivos estratégicos para o ano, semestre ou mesmo trimestre é necessário.

o sequenciamento básico é uma boa abertura com as boas-vindas, provavelmente contando com um quebra-gelo seguido por um alinhamentos e uma fala significativa do sponsor ou stakeholder, com frequência o presidente, VP ou um diretor, temos então a apresentação da situação atual, usualmente por pasta, diretoria ou área em seus 5 status, as vezes com foco mais no que está em curso e próximos, talvez com algumas propostas de mudança ou não, depois um debate, ranqueamento, sequenciamento e esclarecimento de próximos passos.

3. Iterativo-incremental-articulado

Desde o início vamos pactuando como criar ou resignificar ciclos de acompanhamento e tomadas de decisão, de forma a manter o portfólio vivo, sendo debatido em sua execução e oportunizando adaptações e ajustes se necessário para aproveitar ao máximo abordagens ágeis, ao mesmo tempo top-down e bottom-up, decisões de negócio e estratégia, por outro efeitos positivos e eventualmente negativos da execução.

Os três passos são essenciais, uma preparação adequada para não confiar na memória e improviso criativo, o alinhamento e organização do portfólio geral ou parcial, a garantia de uma agenda recorrente de acompanhamento, garantindo o melhor aproveitamento deste modelo. A partir daí é PDCL, Kaizen, Scrum, Kanban, seguir ciclos de execução que antecipe a entrega de maior valor e aprendizados.

O modelo mental a consolidar vem do Lean Startup, Design Thinking, Service Thinking, Human Centered Design, … manter ciclos vivos de aprendizado e melhoria, busca por entrega do principal e maior valor a cada passo, aproximando-se ao máximo das partes envolvidas, como clientes, stakeholders, equipes, parceiros, antecipando validação de hipóteses e uma visão holística do todo e partes.

Times são um reflexo de suas pessoas

As margens do rio Pinheiros, iniciamos as 7h30AM para preparar a sala para receber mais de 100 profissionais de uma área de apoio estratégica ao atendimento, comercial e pós-vendas de nossa maior Telecom.

Kits com cadernos e canetas da empresa e da Sputnik, sala lindona, cadeiras dispostas inicialmente em auditório e contagem regressiva para instaurar o caos, formar times, abrindo espaços e dispondo material.

Material básico para os 8 exercicios práticos e dinâmicas para fixação que acontecerão durante 4 horas, 2 pela manhã e 2 a tarde. Folhas A3 e A4, alguns pré-impressos, muitos postits e canetinhas.

Que comecem os jogos, boas-vindas, alinhamento estratégico e vamos nós … paradigmas de mercado, fundamentos essenciais para gestão do tempo, organização, aceleradores, etc, small project philosophy e fracionamento.

Até o final da manhã tivemos um quebragelo, exercicios de entendimento, brainstorming e facilitação. Antes do almoço trocamos para uma sala maior, com mesas, vista, balanços, … 🙂

A tarde, auto-conhecimento, pessoas e carreira, da roda da carreira a value proposition. Após teorias e praticas sobre desenvolvimento humano, uma discussão e praticas sobre modelagem de times de alta performance.

Ao final, muito sobre conexões, debate e exercicio sobre redes e gestão do conhecimento. A tarde, logo após o almoço, bate aquela letargia, mas rolou tudo bem até o fim, ao perguntar sobre insights quase todos levantaram as mãos.

Na pratica, menos de 4 horas, com boas-vindas, apresentação, quebra-gelo, troca de sala, mesmo assim uma adesão total aos exercicios praticos, trabalhos e debates em grupo. Foi um sucesso, do inicio ao fim.

A equipe de organização foi ótima, um evento para mais de 100 é uma experiência fascinante, e foi melhorando durante o dia. A métrica são sorrisos, cabeças acenando positivamente na medida que novas tecnicas são experimentadas.

Sempre com muitos insights sobre outras formas em alguns momentos, na parceria com o João e Raíssa, mas acima de tudo o sentimento de ver a todo momento anotações, brilho nos olhos, cenários futuros de mudanças.

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2020, ano novo com baralhos novos – Toolbox e Jogos

Não acredito mais em livros para compartilhar conteúdos que são modulares, passíveis de serem reagrupados, versáteis o suficiente para montar murais, jornadas, … dezenas de possibilidades conforme nossa criatividade.

A partir de agora não tenho mais livros, mas baralhos de TOOLBOX 360° e JOGOS 360°, cartas e tabuleiros ampliados, ainda mais úteis, fruto dos últimos meses de workshops, muitos feedbacks e aprendizados.

Um trabalho em equipe, a Luisa com sua arte, a Marinês com sua experiência em design, o investimento foi de 14k em gráfica e muito mais em tempo, preliminares, editoração, protótipos, bonecos, arte, editoração e atividades apaixonantes.

O valor até Março continua o mesmo da edição de 2019, R$100,00 (cem reais) já com o custo de correio, é só mandar um email para toolbox.audy.360@gmail.com com nome, endereço completo e qual o kit que deseja receber.

JOGOS 360° em tabuleiro e baralho

O tabuleiro do JOGOS 360° é tamanho A3, dobrado ao meio, com frente e verso coloridos, de um lado temos um grande guia de possibilidades com espaço para marcação e possibilidade de uso de postits para apontamentos, no verso temos o meu canvas de mapeamento de jogos, desde a oportunidade/missão a sua organização e execução.

O baralho vem com quase o dobro de jogos que o livro, 130 icebreakers, warmups e agilegames, cada carta possui um QRCode que nos leva para o blog em um artigo mais detalhado sobre uso e com a possibilidade de comentários e contribuições, interagir comigo sobre detalhes, variações, material preparatório e muito mais.

TOOLBOX 360° revisado e ampliado

O baralho vem com quase o dobro de jogos que o livro, experimentando um legenda de uso, em dimensão ampliada, de forma que seja possível montar os murais com as próprias cartas em uma proporção ideal, consequentemente o tabuleiro ficou maior que uma A3, o que exigiu um trabalho de design muito legal da Marinês, agora com duas dobras.

Assim como o de jogos 360°, atingiu a marca de 130 dinâmicas e boas práticas, sem filtros ou preconceito, em suma é o que eu como consultor uso em um ano típico na DBServer, as legendas possuem ícones de Estratégia, Ideação, Planejamento, Execução, Monitoramento e Aprendizado, uma devolutiva a pedidos de quem já usa e queria dicas de uso.

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Team Building raiz – integração e jornadas

Rolou um Team Building raiz essa semana com mais de 50 profissionais de uma empresa em um momento de transformação, prototipando squads e tribos em meio a reflexões e workshops sobre Agile, Managements 3.0, OKR, Spotify e muito mais.

Uma tarde, cinco horas, no campus UniRitter do Iguatemi, um espaço realmente excepcional. Fazia um tempo que não facilitava algo tão 100% lúdico, sem um aporte significativo de conhecimentos, foi possível fazer algo relacional, intenso e motivacional.

Não conhecia a galera, então levei vários jogos, dinâmicas e material, acho que usei menos da metade, mas estava pronto para tudo, mérito dos organizadores, o programa coincidiu com as expectativas da galera e dedicamos o tempo necessário a cada passo:

1. Boas vindas e briefing – Recepção, palavra dos organizadores, uma visão para 2020 e combinações para a tarde;

2. Empatia – circular pela sala e escolher aleatoriamente uma dupla para energizar, trocar algo de bom com ele e dar um abração;

3. Checkin – percepção e expectativas individuais, compartilhadas e debatidas em grupo e posterior apresentação dos mais relevantes a todos os demais com clusterização para termos os mais lembrados e desejados, que foram ter muita interação com os colegas, jornada dos times, diversão e práxis.

4. Apresentação – cada um escreve em meia folha colorida A5 uma apresentação sua, tempo de 5 minutos, mais 5 minutos para apresentar-se a um colega e vice-versa, depois a outro, na sequencia o colega escreve o que mais lhe chamou a atenção em um postit médio e cola sobre aquela metade do A5. O fechamento é cada um apresentar um colega com quem interagiu e contribuiu, com tempo para feedbacks e informações adicionais pelas pessoas que já o conhecem. Uma dinâmica de muita interação positiva e integradora, especialmente para times que estão sendo formados;

5. Coffee e Jogo sobre mudança – 123 para refletir que mudar é necessário e por mais que queiramos, é desafiador e apoiado no coletivo, na auto-organização, é mais fácil 🙂

6. Cara/crachá – Dentro de cada squad, interagir com todos os demais para que cada um colabore no seu desenho no lado esquerdo da folha A5 onde está sua apresentação, gerando folhas coloridas com desenhos colaborativos de cada um e um resumo das principais qualidades de cada pessoa. Alguns times fizeram uma fila circular e tudo passou por todos com um tanto de caos para não desenhar o colega no postit errado, outros ficaram de pé e interagiram 1:1 até que todos interagissem com todos;

7. Inovando com a Laranja – O velho jogo sobre criatividade e enxergar fora da caixa, cada meia squad deve listar coisas a que um desenho remete (desenho de uma laranja) e escolher os dois mais instigantes. Peço que um de cada grupo vá para a frente sem deixar ninguém mais ver a escolha do grupo e peço que cada um faça a mímica para que a galera presente descubra o que é … laranja mecânica, gari, Marte, corrupto, o primeiro aventureiro a cair do Niagara em um barril tropeçou em uma laranja e morreu (esse foi impossível … rsrsrsrsrs);

8. Jornada da Squad – Cada squad teve tempo para desenhar ou listar como será sua jornada de trabalho, interna e transversal, pontuando o que já fazem e o que não fazem mas querem fazer, baseado no conteúdo dos workshops que fizeram, em insights da galera de gestão, áreas de negócio, UX, devs, etc. Após isso, cada squad apresentou sua percepção de jornada (trimestral, big room planning, mensal, UX testes, Chapters de tribos, quinzenais com sprints, papéis, técnicas, timeboxes … incremental a partir de cada apresentação;

9. Nó humano – Uma disputa onde dois grupos que fazem o nó e desfazem mais rápido sem soltar as mãos, muita diversão, energia, adrenalina em uma competição positiva, terminamos com todos super pilhados;

10. Checkout – Fechamentos sobre o que rolou, quais as perspectivas iniciais, construção coletiva e feedback;

11. agradecimento dos organizadores, próximos passos e confirmação do cenário de curto prazo.

Amo muito estas oportunidades …  \o/

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E por falar em Team Building …

Uma empresa no início do século XX era percebida explicitamente por grandes nomes da administração como máquinas, cada área e cada profissional em sua especialização, com um estrutura de comando e controle.

Em meados do século XX, empresas como organismos, pessoas como células tronco destinadas a especialização, equipes seriam órgãos e sistemas, pulmões, coração, ossos, músculos, com um cérebro tomando decisões.

Em função destas alegorias, nossos livros de administração mostram estruturas organizacionais previsíveis, como as tradicionais funcionais, matriciais e projetizadas, as três baseadas em premissas de comando e controle.

No início do século XXI temos estruturas ainda não reconhecidas por alguns livros de administração, mas que ilustram e materializam modelos baseados em redes, contendo ao mesmo tempo modelos formais e flexíveis.

Um dos meus gurus sobre teorias das organizações que aprendem e se adaptam dinamicamente, é Ikujiro Nonaka, que com seus parceiros gerou algumas das propostas mais consistentes para nortear esta mudança.

O modelo hipertexto propôs três dimensões organizacionais, uma formal, que estrutura e suporta, uma invertida com equipes auto-organizadas e uma terceira que explicita a gestão do conhecimento como um ativo organizacional.

Outro autor de renome, John P Kotter propôs uma estrutura que batizou de Dual, com uma dimensão formal, análoga a 1ª da hipertexto e uma análoga a 2ª através de redes dinâmicas conforme propósito, mais inquieta e inovadora.

“Kotter argumenta que você deve fazer as duas coisas ao mesmo tempo. O lado hierárquico, analítico e sequencial dos negócios precisa de coordenação. O lado experimental, imaginativo e da rede, precisa de capacitação. Vinculando os dois para que operem em paralelo, mantendo o lado hierárquico conectado à inovações, para que a hierarquia acompanhe e construa o todo em vez de puxá-lo em direções diferentes.”

Kotter

Em 1972, Kotter doutorou-se e passou a lecionar na faculdade da Harvard Business School, passou a professor titular em 1981, nomeado Professor de Liderança Konosuke Matsushita, mítico fundador da Panasonic, inovador em gestão no Japão pré-guerra.

Os princípios de Konosuke Matsushita já na década de 30, foco da disciplina de Kotter, pregava a qualidade e eliminação de desperdícios, priorizando as necessidades dos clientes e colaboradores, com a responsabilidade de ser difusor de desenvolvimento social. O sucesso era a meta do empresário aos operários, nos anos 20 e 30 em meio a crises, manteve os quadros e pôs todos a vender e colaborar das formas possíveis.

matsushita

Não por acaso, há conhecimento e princípios essenciais que ligam os grandes nomes que admiro, Nonaka, Deming, Ohno, Matsushita, Juran, Kotter, Druker, mas me dando o direito à interpretação, prisma do aprendizado significativo de David Ausubel, pois precisamos interpretar o que descobrimos à luz de nosso saber (subsunçores).

Nos meus treinamentos, moldei gradualmente um conceito baseado em disciplinas, aos poucos consolidadas em sete, quatro essenciais e três pragmáticas – pessoas, equipes, liderança e conexões, seguido de estratégia, projetos e operações.

Dual ou ambidestramente, estruturei o cerne de conhecimentos e aprendizados em sete disciplinas, paradigmas e mais de 130 boas práticas, úteis de forma direta ou indireta no desenvolvimento humano e formação de times.

Materializando este sincretismo, publiquei livros e jogos sobre SCRUM, Toolbox, Team Building Games, com muitas teorias da filosofia, psicologia, sociologia e ciências sociais, porque precisamos estar “Sobre os Ombros de Gigantes!”.

TEAM BUILDING

4 essenciais – Quatro disciplinas que dizem respeito a base humana, social, sobre pessoas e suas relações, desde aspectos de contribuição e carreira (proteana), passando por equipes (auto-organizadas), lideranças e conexões (redes), espontâneas, induzidas ou orquestradas – Pessoas, Equipes, Lideranças e Conexões:

3 pragmáticas – Três disciplinas práticas, onde o foco é inspiração e transpiração, usando de empatia e sinergia, na construção de processos fluidos onde o protagonismo é compartilhado em 360°, colegiado, colaborativo, constantemente redirecionado para melhoria contínua de suas metas, entregas e aprendizados – Estratégia, Projetos e Operações.

Não há uma receita de bolo, mas um grande substrato que nos proporcionam rápida interpretação, alinhamento, experimentação, validação, alimentando ciclos contínuos e virtuosos. A cada oportunidade, um maior domínio sobre este substrato garantirá que nossas escolhas não sejam casuais, mas uma opção comparativa e evolutiva.

Uma boa abordagem é discutir brevemente prismas e paradigmas de mercado, de estrutura e desenvolvimento humano, para então dedicar-se de forma prática no entendimento e exercício real, primeiro falando de pessoas, como se agrupam e trabalham juntas, como exercem liderança, para então entender as possibilidades de conexões.

Em um dia de exercícios partindo das questões mais essenciais, humanas, passamos a algumas das melhores práticas relacionadas a estratégia, táticas e execução de projetos e operações … desde o início com foco em modelagem de quem somos e como fazemos para nos ressignificarmos e propormos melhorias incrementais relevantes .

Cada uma das disciplinas conta com dezenas de oportunidades, variáveis conforme as características do próprio time, cultura organizacional, processos, produtos e serviços, mas há uma linha mestra:

  1. Pessoas com maior domínio sobre seu planejamento de carreira, auto-conhecimento e planos;
  2. Equipes com clareza de missão, contexto, intra e inter, em ciclos contínuos de melhoria contínua;
  3. Liderança baseada em transparência, confiança, proporcionando o substrato e meios possíveis;
  4. Conexões, tanto intra-equipe, inter-equipes e inter-organizacional, mercado e comunidade;
  5. Estratégia enquanto envolvimento, comunicação, alinhamento claro em prol de sinergia e resultados;
  6. Projetos, inspirado em paradigmas ágeis, colaborativos, empírico e convertendo o máximo de valor;
  7. Operações, baseadas intensamente em comunicação, gestão efetiva de fluxo com foco em solução.