Storytelling: Passo-a-passo de uma revolução

Aqui um relato do passo-a-passo de uma adoção ágil, iniciando do primeiro Bom Dia até o final de um piloto ou início do Roll-Out. A seguir, um storytelling de um projeto de adoção ágil envolvendo uma empresa ou equipe que ainda não domina os paranauês do Scrum, Kanban, Lean e XP. Apertem os cintos \o/

Antes de mais nada, compre uma garrafa litrão de bom senso, paciência, muita, mas muita vontade de discutir ideias, sem levar para o lado pessoal, lembrando que medo de errar deve nos levar a ter prudência, jamais confronto ou proteção de sua zona de conforto. Para mudar, é preciso querer mudar e relembrar disto.

Esta mesma narrativa serve para equipes mais experientes, pulando os primeiros passos, o desmistificando e o treinamento. A cada passo imagine-se rodeado pelo seu time, contando com seus stakeholders e usuários quando necessário … é tão seguro quanto revolucionário, senão vejamos:

passo-a-passo

1. Se uma empresa está querendo iniciar um processo de adoção ou fixação de Métodos Ágeis, o primeiro passo é garantir o alinhamento com a alta direção, tão alto quanto possível. Este passo chamamos de DESMISTIFICANDO AGILE, consiste em duas horas com CIO e lideranças, governança e PMO, as vezes CEO e diretorias. Discutimos o que é e o que não é Agile, o que esperar e o que não esperar, piloto e rollout a partir da adoção de metodologias ágeis. Uma forma de valorizar a percepção de que o apoio da alta direção e lideranças inicia por um correto alinhamento de entendimentos e expectativas;

2. A seguir, com o objetivo de delinear nossa linha de tempo, releases e sprints deste projeto de adoção, cumprimos uma fase identificada por DOJO BOSHÚ, destinada a entender o contexto, organização, portfólio, equipes, oportunidades e riscos. Facilito o mapeamento e seleção, com frequência envolvendo portfólio, estrutura organizacional, SWOT, 5w2H, o resultado mínimo é o Project Model Canvas e o SCRUM SETUP CANVAS (*) adoção ágil. É projetar o caminho a ser trilhado, partindo sempre da premissa que inexiste receita de bolo que sobreviva a uma nova empresa, cultura, premissas, restrições e metas singulares;

(*) Tanto quanto o Project Model Canvas, é essencial a construção e atualização do SCRUM SETUP CANVAS, artefato que criei para materializar os parâmetros que serão usados para o planejamento, específicos para times SCRUM:

scrum-model-canvas-vazio-vii

3. Alinhado com nossos líderes, entendido o contexto do projeto de adoção e estabelecido o caminho a ser trilhado, partimos para o treinamento das pessoas envolvidas. A base do TREINAMENTO é SCRUM 360° e TOOLBOX 360°, lúdico e experiencial, único (*), sempre convidando equipe de desenvolvimento, PO, SM, keyusers e partes interessadas, inclusive fornecedores ou parceiros. Isto é fundamental para que todos iniciem na mesma batida, com o mesmo alinhamento e entendimento sobre o que é o processo que está sendo desenhado, os métodos e boas práticas envolvidas;

(*) o treinamento jamais é exatamente o mesmo em diferentes empresas, porque é preciso criar um fundo de cena, contextualizado, trazer elementos particulares, envolver as pessoas, mitigando assim resistências por falta de zelo na passagem, em duas vias, não é só um curso, é uma construção a N mãos.

4. Um piloto pode começar com um coaching ao PRÉ-GAME, através de técnicas e boas práticas em elicitação colaborativa, usando de mapas mentais cooperativos, sempre usando a parede e muita gestão visual, desenhando em alto nível processos e mapas de necessidades. Inspirado em design thinking, sinergia de conhecimentos e experiências das diferentes partes envolvidas nesta construção. Assim que o domínio sobre a necessidade se estabelecer, quer em um ou mais momentos orquestrados, vamos para o Release Plan;

5. RELEASE PLAN é o marco que divide o pré-game do game, quando botamos a mão na massa e código de qualidade e valor será construído em ciclos iterativo-incrementais-articulados. Não esqueça da relevância de um bom Project Model Canvas, KickOff e seu SCRUM SETUP CANVAS. O importante é que ao final seja possível termos parte ou o todo planejado em Sprints e Releases, seguindo o conceito de Small Project Philosophy, evitando tentar planejar de forma monolítica um projeto que não é projeto, mas um programa. Aplico o conceito de capacidade e de reserva técnica (*) para obter ao final um planejamento realista e possível, factível;

(*) Reserva técnica é levantar uma média histórica ou fazer uma projeção de cenários que levam em consideração o percentual que teremos de disponibilidade do time para o projeto que iremos planejar. Levamos em consideração dedicação a outros afazeres, como sustentação, atendimento, sazonalidade, férias, eventos e situações previsíveis e relevantes para os próximos meses. Alguns são duradouros, outros esporádicos, como prever um pico no sprint seguinte a uma entrega em produção, prever treinamentos, etc.

6. Cada SPRINT conta com mentoria e agile coaching em seus principais momentos, como Sprint Planning, Daily (algumas delas presenciais ou remotas), Review e Retrô. Meu papel é ajudar o Scrum Master ou liderança a assumir o papel de facilitador. Defendo muito artefatos ou técnicas baseadas no incentivo a mudança de modelo mental, considerando Shu-Ha-Ri, Curva de Tuckman, acima de tudo sem rupturas e gerando resultados … nada supera o argumento de bons resultados em equidade, o cliente feliz, a empresa feliz e o time feliz. \o/

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A tempo, não concordo com a linha de que facilitador, scrum master e agile coachs só facilitam, não podem ajudar, influenciar, usar sua experiência para então sonegá-la. Não me considero um facilitador igual aos outros, porque uso toda e qualquer experiência prévia para ajudar na provocação, discussão, perguntas e respostas, entendimento, etc, até mesmo nas estimativas. Afinal, o diabo sabe mais por ser velho que por ser diabo. Mas na minha percepção, isentar-se é sonegação!

Acredito na fala do Bilbo Bolseiro – “Você pisa na Estrada, e se não controlar seus pés, não há como saber até onde você pode ser levado” – o segredo é melhoria contínua, baseado em conhecimento acumulado, não só pela equipe, mas principalmente pela humanidade. Uso como argumentação teorias robustas oriundas de pesquisas científicas, no campo da psicologia, sociologia, ciências sociais, pedagogia, … até das exatas e informática 🙂

2 comentários sobre “Storytelling: Passo-a-passo de uma revolução

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