Contratos ágeis, com foco em valor \o/

Um projeto ágil possui dois pontos cruciais, o primeiro contratual e o segundo de execução, ambos importantes, cada um a seu tempo. Os dois exigem a derrubada de certos feudos … sem derrubá-los não funciona. Manter uma desconfiança oculta, falta de empatia e relações ganha-perde não dá mais, já esgotou!

Receita: Faça um piloto, escolha um projeto para validar contratos e projetos ágeis, com todos puxando para o mesmo lado! Não estou propondo confiança cega, mas validar o nível de colaboração sem pesar cargos e crachás. Empresas falando em co-criação, coopetição e ao mesmo tempo outras ainda encarando fornecedores e funcionários como um problema só resolvido com pulso.

morte aos feudos

Quer seja um departamento de TI ou fornecedores, precisamos estimar tempo e custo, afinal, um comitê estratégico ou diretoria precisa aprovar o projeto e assinar um cheque a cada mês. Isso não é um resquício de waterfall, é uma necessidade do mundo dos negócios, é preciso aprovar uma verba, planejar-se, prever próximos passos, …

Para muitas empresas um orçamento e contrato é realizada com suporte de métodos mais tradicionais. Usa-se pontos de função, experiência calibrada, possuem equipes para orçamentação, etc. Os contratos são baseados em percepções tão abstratas quanto as utilizadas pelo SCRUM em um Release Planning, mas ao invés de 10 cabeças, tem-se uma ou duas decidindo. Não há aqui um juízo de valor, estou relatando um fato, é uma opção, muitas empresas a seguem.

É possível construir o contrato a partir de uma orçamentação como acima descrita ou usando Release Plannings colaborativos, com US Mappings, alguns turnos ou dias contando com a presença de representantes do(s) cliente(s), construindo uma visão, quer baseada em features, funcionalidades ou user stories para mapear o número de sprints. A diferença real neste primeiro passo de um projeto (orçamento e contratação), é que contam com uma dinâmica ágil, colaborativa, com 10 cabeças de diferentes skills mapeando todo o possível.

De toda forma, quer em um pré-game tradicional ou ágil, o esquema que eu uso para ilustrá-los possui dois triângulos, independente se o primeiro momento é tradicional ou ágil. O primeiro evidencia a construção do contrato, negociação e o convencimento de um cliente, o segundo representando a execução do projeto em uma metodologia ágil, mais precisamente o método SCRUM.

contratos

Não vou fazer juízo de valor sobre o método para construir o contrato no primeiro triângulo, mas tenho certeza que ele é um passo necessário e vital em qualquer projeto. O segundo triângulo deve estar amarrado contratualmente ao método em que o projeto será trabalhado, explicitando os papéis e alçadas do SCRUM por exemplo. Precisa ter sim o tempo e custo contratado como baliza, mas esclarecer que estará sujeito a alterações de escopo pelo time, contando no SCRUM com a palavra final de um representante do cliente (PO).

Muitas empresas já trabalham assim e o número aumenta a cada ano, conforme pesquisas da Version One e Standish Group. Projetos baseados na experiência de cada envolvido, com a confiança de que todos tem interesse que os resultados sejam o melhor possível. Todos querem poder participar de um projeto de sucesso, com bom ROI, aprendizados, beneficiando assim suas carreiras.

Importante: O segundo triângulo precisa estar previsto nos termos do contrato, prevendo um processo iterativo-incremental-articulado, onde a cada sprint decisões serão tomadas, riscos mitigados e oportunidades aproveitadas com foco no melhor resultado. Plannings, reviews, retrospectivas, de forma cadenciada, sustentável, com equilíbrio entre valor e qualidade, conforme custo e tempo.

Garanto que funciona, é só fazer um piloto, um contrato lastreado em tempo, custo e escopo, mas com uma execução valorizando as decisões que o time tomar em benefício do projeto e do negócio. Isto não quer dizer que você vai pirar na batatinha, mas que o time vai usar o tempo e custo em benefício do negócio e que seja factível para um produto de valor e qualidade no tempo e custo combinados.

Dica: Um passo para maior entendimento é participar mais das oportunidades de compartilhamento de conhecimento de grupos de usuários e comunidades de prática dedicadas a este campo do conhecimento. Privilegie neste caso eventos em que cases são apresentados, em que não um consultor ou fornecedor o relate, mas a galera da empresa, para relatos e cases.

A DBServer pratica contratos ágeis em vários projetos, com amarração ao método SCRUM, inclusive na esfera pública, onde os próprios editais já exigem ciclos iterativos-incrementais, papéis, timeboxes e artefatos. A Version One e Standish Group apontam esta realidade crescente em estudos anuais, não é motivo para todos mudarem, mas o suficiente para se darem ao direito de experimentar, colocar a prova em um piloto …

triângulos

Se já não faz, tenta lá e comenta aqui se funcionou!?!    o/

3 comentários sobre “Contratos ágeis, com foco em valor \o/

      • Não brinca! É o The Goal para TI! Mostra o conceito de DevOps e é ágil do cabo ao rabo! Você **precisa**, não, você **deve** ler. Me abriu um mundo! Para você ter uma idéia, já pensou em TI como uma linha de produção, com gargalos e tudo mais, bem no estilo do A Meta?? É um desbunde!!!! Comprei em e-book e não consegui largar até acabar!

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