BrainStorming – porque usamos pouco?

Brainstorming ou “tempestade de ideias” é a arte de fazer um debate em grupo na busca de uma solução ou inovação, é explorar a criatividade e conhecimento de cada participante em prol de uma solução em que todos contribuiram, ninguém é o gênio que criou a solução, mas a solução foi além do que cada um teria criado sozinho.
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Quer saber minha opinião do por que é uma técnica quase inexistente em 95% das equipes de TI que conheço ? Pelo mesmo motivo que é tão difícil ver Code Review, Pair programming, Coding Dojo, UX Dojo, … culpa de um modelo mental baseado em individualismo e desdém em fazer o melhor possível, pois entregar algo funcionando já é o suficiente e a TI sabe muito bem que ganha parabéns e tapinhas nas costas a décadas, é um “jogo do contente”.

Outro viés cultural que colabora, ninguém gosta de se expôr, de receber críticas, de ser questionado em seu conhecimento, já pensou um estagiário ou cliente ficar criticando e sugerindo algo melhor? Tem gente que não esta preparada psicologicamente para estas situações, então “não tem tempo”, “já tenho a solução montada”, “já fiz antes e foi um desperdício”, etc … tenho um post muito legal sobre isso (nosso inconsciente acha explicação para tudo).

Dívida técnica ou herança maldita?

As empresas se contentam em receber qualquer “coisa”, com qualquer qualidade, desde que possam passar para a próxima “coisa” o mais rápido possível, se alguém questionar o custo desta estratégia ninguém vai saber dizer, mas com certeza os próximos anos serão pagando o pato, até surgir a oportunidade de comprar ou desenvolver tudo de novo e começar outro ciclo causal de priorizar quantidade e visibilidade ao invés de qualidade e solução.

Já que falei em pagar o pato, quero chamar a atenção para ROI, as áreas de desenvolvimento calculam ROI sem levar em conta dívida técnica e heranças malditas, custos invisíveis de futuras crises e delays em função de uma má construção ou reconfecção, fazer mal e depois refazer é na prática duas entregas, logo, duas oportunidades de ganhar os parabéns por mais uma entrega.

Tem uma pessoa que admiro que lá em 1999 dizia que áreas de TI haviam inventado o “motocontínuo”, uma das áreas de desenvolvimento, middleware, banco, ambiente, redes, segurança, atendimento local, call center, gerava um problema, uma das outras era acionada, que acionava outras, que solucionava e ganhavam os parabéns. Dizia mais, se nenhum novo projeto iniciasse e nada fosse mudado, estas equipes passariam meses gerando trabalho uma para as outras … É uma piada de mau gosto, mas faz a gente pensar né?

Conclusão

Até podemos continuar assim, mas temos que ser cada vez mais realistas quanto ao custo REAL para o negócio, custos de curto, médio e longo prazos, em especial o quanto vale a pena ou não privilegiar a pressa e entregas deficientes, há casos em que pode até ser uma vantagem competitiva, uma necessidade, mas o custo invisível deve sempre ser apresentado, pois a decisão deve ser realista e consciente, se for assim, Ok, assina mais um cheque e toca o barco.

3 comentários sobre “BrainStorming – porque usamos pouco?

  1. Nada a ver com o tema, mas foi o conteto contigo que encontrei.
    Lendo uma reportagem sobre como educar crianças, me deparo com o seguinte trecho:

    “A tarefa não é fácil e para ajudar os pais a driblar essa necessidade da criança e mostrar para elas quais são as regras Marcelo dá a dica dos 5 pontos que devem ser ensinados:

    Planejar
    Antecipar
    Compartilhar suas emoções e sentimentos
    Fazer uma rotina
    Questionar”

    Familiar? Acho que vale uma reflexão :o)

    Link completo: http://revistapaisefilhos.uol.com.br/nossa-crianca/educacao-com-coerencia-nao-causa-trauma

    • Vale sim, mas tu puxou o princípio de tudo, educar é fácil na teoria e difícil na prática, sou pai e chefe escoteiro, mas não é muito diferente em equipes que usam métodos ágeis, é muito mais fácil ser ditador que democrata, tratar as crianças ou pessoas adultas como indivíduos é um grande desafio para todos nós … sou apaixonado pela filosofia construtivista exatamente porque vê que cada um é diferente e tem algo a desenvolver, algo a contribuir, crescer, … Vive la difference! Abração!

  2. Pingback: Um ano e meio de blog – Obrigado galera! | Jorge Horácio "Kotick" Audy

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