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Smoothieterapia de Sábado a Sábado – experimente

Posto uma vez ao ano uma receita que no fundo é uma declaração, porque não é comida, mas coisas com sabor de infância, família, amigos, saúde, … neste post vou compartilhar uma dica saudável, familiar, refrescante e relaxante que começa em um Sábado e só termina no próximo, sete dias depois.

Um smoothie é uma bebida saudável, saborosa e muito refrescante. Feito com sucos, frutas, sorvetes, iogurtes e outros ingredientes naturais, é uma ótima fonte de energia, pois contém pouquíssima gordura e é rico em vitaminas e minerais. Um smoothie é mais do que uma bebida, é uma escolha de vida saudável ideal para quem se preocupa com o bem estar do corpo, mas não abre mão de uma combinação deliciosa – drinquepedia

1° passo – Comprar frutas frescas, saborosas, maduras e saudáveis

Sabado pela manhã, acorde cedo e vá à uma feirinha horti-fruti-granjeira promovida em todas as cidades, muitas bancas diretamente do produtor, com frequência vindas dos cinturões verdes das grandes cidades. Aproveite e escolha frutas da estação, além de outras que podem vir de outras cidades ou estados e que irão enriquecer em sabor seu Smoothie.

O site da SMIC de porto Alegre tem três listas, há 35 feiras modelos, há 6 feiras agroecológicas, além de 7 feiras do produtor, eu vou todos os Sábados na ecológica da Getúlio e do produtor ao lado do estádio Olímpico. Na época dos cítricos, estão ainda com galhinhos e folhas verdes, colhidas a alguns dias, além de pêssegos, ameixas, mamão, melão, banana.

Divirta-se, vá cedinho, vou sempre com minha esposa e/ou filha, vamos a pé andando umas 10 quadras e levamos um carrinho (colocamos papelão no fundo para machucar menos as frutas, pesadas embaixo e leves encima, frágeis na mão). Vá sem pressa e vai reconhecer amigos, pais de amigos, filhos de amigos, … ir a feira é uma terapia familiar.

2° passo – Lavar, fracionar, cortar, ensacar e congelar

Ao chegar em casa, lave tudo, separe na bancada, pegue uma faca, vá cortando e separando porções, colocando-as em saquinhos, tire o máximo de ar e feche. Você pode fechar saquinhos já mixados, mas eu guardo saquinhos com uma só fruta em porções pequenas, mais ou menos pequenas, porque nunca fazemos menos de uma jarra de smoothie.

3° passo (diário) – Bota de tudo um pouco no liquidificador

Ao chegar em casa após um dia de trabalho, nós vamos de bicicleta, são 6Km de ida e depois volta, é tranquilo, mas ao chegar em casa pegamos 3 ou 4 saquinhos do freezer e colocamos tudo no jarro do liquidificador, acrescentamos meio litro de suco natural de laranja (pode ser outros sucos, pêssego por exemplo).

Essa semana compramos maracujá fresco, a Luisa não gosta de manga, então dá pra imaginar a logística … é divertido, fazemos, separamos uns copos, colocamos mais outras frutas, normalmente a cada dia, agora no verão, cada um fica com um copo e meio a dois copos grandes de smoothie, mais ainda quando recebemos amigos e família no fim de semana.

Não é preciso colocar nada de açucar, também não é preciso descascar as frutas com cascas comestíveis como ameixas e pêssegos, mas é lógico que não é pra tudo, mamão e melão é só a polpa, maracujá é suco, banana é sem casca. Nós só usamos frutas, mas tem receitas na internet com smoothies que tem legumes, mel, yogurte, etc … pra todos os gostos.

Tem muitas receitas, mas nós só colocamos frutas e suco natural de fruta  o/

Post anteriores sobre coisas feitas na cozinha e tal:

20/07/12 – Pedrinhas de maça – fizeram o maior sucesso nos Tecnotalks de 2012 a 2014, fácil de fazer, divertido, fizemos com a Luisinha desde os 7 ou 8 aninhos, dá pra mudar os ingredientes (não gosto de frutas cristalizadas do original);
17/03/13 – Pudim de maçã com pão – Fazemos quando tem pão do dia anterior, fica tipo um pudim, se prepara e assa muito rápido e a meninada adora com o café ou chá, fazemos o recheio que fique bem farto, mas não roube a cena;
07/07/13 – Grostoli da colônia tem gosto de infância – Essa receita é tradição da colônia, quem me deu foi a mãe de uma amiga da Marinês, dá trabalho e demora, mas o resultado é delicioso, sequinho, crocante, impressionante;
23/05/15 – Granola feita em casa é tudo de bom – Esse aqui começa em uma visita ao mercado público central de Porto Alegre para comprar todos os ingredientes na banca do Holandes ou suas vizinhas, flocos, passas, com variações;
22/12/15 – Biscoitos de Gengibre – Esse eu fui atras de tanto ver falar em filmes e a receita faz os melhores biscoitinhos de gengibre do planeta, podendo ser decorados com chocolate amargo, crocantes por fora e macios por dentro;
07/08/16 – Comidinha de gato – Um gesto de cuidado e carinho com seu gatinho ou cachorro, uma comidinha feita de miúdos, fígado, moela, etc, cozidos sem nenhum sal ou tempero, picadinhas, misturadas, congeladas em porções;
11/01/17 – Bruschettas vegetarianas – Essa é um clássico, um quebra-galho saboroso e pronto em minutos, podendo ser feitas com quase que qualquer tipo de recheio e variação, mas que fica sempre uma delícia para um final de tarde.

 

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Serendipity é um achado casual resultado de muito empenho e saberes

“Alguém sempre poderá justificar dizendo que foi sorte!”

A criatividade e a inventividade é como um “músculo”, no caso de não os exercitarmos, eles ficam atrofiados, se de repente precisarmos dele … provavelmente não vão corresponder. Ideação e adaptação, jogos de improviso e charetting são bons exemplos, muitas pessoas travam ao tentar variar o contexto, pivotar ou idear.

O uso de técnicas colaborativas, cada vez mais disseminado em empresas de todos os portes e áreas de atuação, onde dezenas de profissionais usam dinâmicas e jogos para co-criação de estratégia, negócios, produtos, serviços, processos, mais sinergicos, lean, inovadores, é uma academia para a capacidade de questionar, idear, inventar, inovar,

A palavra Serendipity foi criada no século XVIII pelo escritor Walpole, referenciando os protagonistas de um dos seus livros que faziam descobertas “ao acaso”. A valorização se dava por não possuírem delimitações ou método, mas poder de observação, amplitude de conhecimentos e perspicácia, isso é serendipity!

Quando falamos de inovação, de design thinking, de Lean Startup, não estamos falando de genialidade, estamos falando de ideias, estudo, preparo, pesquisa, técnicas de brainstorming, métodos, mas também o acaso, como os Pivots oferecidos a qualquer momento, pois pior que não validar uma ideia, é fechar os olhos para a serendipity.

Pessoas bem sucedidas no Design Thinking por exemplo, estão dispostas a seguir métodos para ideação, modelagem, validação, tanto quanto dispostos a desapegarem de um pressuposto a fim de questionam ideias e hipóteses a luz do inesperado, é o famoso “evitar se apaixonar” pela solução ao fechar os olhos ao seu entorno.

Há oportunidades por todos os lados, Design Thinking, Lean Startup, métodos ágeis, Art of Hosting, comunidades, Dragon Dreaming, Team Building Games, Storytelling, … creio que todos nós estamos dispostos a investir algum tempo para o desenvolvimento desta habilidade. Se sozinho já é interessante, com parceiros de viagem é muito mais divertido.

Alguns casos se tornaram lendas, como o ovo de Colombo, a maça e a Física de Newton, a banheira e o princípio de Arquimedes, uma combinação de acasos e a Penicilina por Fleming, as rãs e a bioeletricidade de Galvani, … está ao nosso alcance em uma observação seguida de dedução, perspicácia, ideia, pivot, melhoria, solução, algo novo ou mudança.

Quanto tempo cada um de nós dedica para ampliar horizontes, novos conhecimentos, interagir com pessoas incríveis, participar de processo de ideação e inovação, se propõe a debater e melhorar aquilo em que está direta ou indiretamente envolvido, vale também voluntariado, somar sua experiência a contextos completamente diferentes … tudo é possível.

Conclusão

Serendipity pode ser um presente dos deuses, mas a amplitude de conhecimento, o estudo de diferentes assuntos, o interesse real pelo mundo que nos cerca, são características comuns que definem muitos dos maiores nomes da humanidade, a maioria deles capaz de navegar nos mais diferentes campos do conhecimento humano.

Serendipity não é fruto da sorte, ela tem a ver com alimentar sinapses, instigar a sinergia neural, a habilidade de somar 2 e 2 e descobrir um 5, tem a ver com networking, com capacidade de absorção, ambidestria, ócio criativo, se houveram Michelangelos, Galileus, Édisons, nos dias de hoje todos nós podemos desenvolver esta capacidade e habilidade.

De uma forma ou outra, serendipity representa alguns dos temas que mais compartilho aqui, relaciona-se à gestão do conhecimento, a ambidestria do conhecimento profissional e organizacional, dar-se ao direito de participar de coisas novas, de mudanças, de exercitar sua criatividade, sua perspicácia, senso de observação, síntese e dedução.

Afinal, seria natural dizer em 2020 que não queremos apenas fazer mais do mesmo, ver o tempo passar, queremos pensar, criar, nos surpreender, nos ver fazendo e ajudando a fazer algo diferente, criativo, inovador, … para isso é preciso estar atento, perceber sutilezas, somar detalhes, para debater e co-criar o melhor de nós mesmos.

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Relato do primeiro 3×360° pela DB – Agile, Toolbox e Jogos

Não tinha relatado o que rolou na primeira edição 3×360° pela DBServer, foram três dias intensos com os meus workshops homônimos aos livros e baralhos. A alusão à 360° diz respeito a fugir do óbvio, do manual oficial e debater todas as possibilidades e oportunidades no seu entorno – Agile 360º, Toolbox 360° e Jogos 360°.

Como sempre, nestes workshops recebo profissionais de qualquer área de conhecimento e atuação, para discutir boas práticas oriundas de múltiplas origens, Lean, Design Thinking, Agile, Lean Startup, algumas remontam ao início do século XX, ainda úteis, outras propostas há poucos meses – Ideação, estratégia, planejamento, validação, execução, melhoria.

Se houver interesse pelos workshops, entra em contato comigo  😉

Agile 360° – O primeiro dia debateu o mindset ágil, compartilhou e debateu os métodos Scrum, Kanban e XP em suas semelhanças e diferenças, mas mais que isso alinhou o que é valor em equidade, auto-organização, interação, entregas e melhoria frequentes a partir de técnicas e modelos relativos a profissionais, equipe e escala.

Esta foi uma edição em que usamos o Agile Game das roupinhas (Prêt-à-Porter), que oferece um contexto lúdico bastante flexível e adaptativo para sprints ou fluxo contínuo, em ambos os casos discutindo Dor/DoD, alinhamento de expectativas até a qualidade na entrega baseada em muita interação entre todos os envolvidos e entregas frequentes de valor.

  • Fundamentos ágeis;
  • Histórico e atualidade;
  • Perspectivas futuras;
  • Framework Scrum;
  • Método Kanban;
  • XP (Extreme Programming).

Toolbox 360° – É um prazer debater paradigmas da era do conhecimento, abordagens de mercado, organizacionais e profissionais. Navegamos em modelos e boas práticas de facilitação e aceleração, para então discutir dezenas entre as 130 cartas pertinentes a pessoas, equipes, liderança e conexões, exercitando uma grande variedade delas.

Este workshop sempre permite que os grupos formados escolham desafios e objetivos a serem trabalhados, carreira, projetos, operações, família, startups, por um lado sempre surgem novidades e através do jogo, do baralho, dos debates e vivências de variadas técnicas as alternativas e soluções surgem e geram muitos insights e compartilhamentos.

  • https://jorgeaudy.com/toolbox-360/
  • Paradigmas, mercado, oportunidades;
  • Auto-organização, facilitação, aceleração;
  • Pessoas, carreiras, auto-conhecimento;
  • Equipes, team building, estrutura e fluxos;
  • Liderança, novos paradigmas no século XXI;
  • Conexões, redes, hubs, comunidades;
  • Overview sobre estratégia, projetos e operações.

Jogos 360° – Um dia dedicado ao conhecimento, debate e vivência de quebragelos (icebreakers), aquecimentos (warm ups), pedagógicos (agile games) e gamification através da proposta de desafios para co-criação de jogos que os atendam em seus objetivos. A cada jogo, exercitamos conceitos de seleção, valor, organização, execução e resultados.

Assim como o Toolbox, um workshop em que estou acostumado a receber profissionais e pessoas de todas sa áreas de conhecimento, o interesse vai do uso de jogos junto a família/filhos, no trabalho, em sala de aula, escotismo e vamos navegando e mapeando estas áreas de interesse e oportunidades de agregação de valor do início ao fim.

  • https://jorgeaudy.com/jogos-360o/
  • O workshop quase não tem “ppt” ou apresentação, ele foca em compartilhar, experimentar e debater o uso de jogos além da pura diversão;
  • Durante todo o workshop usamos um mural feito com o baralho de cartas que todos levaram para casa, contendo 130 jogos, distribuídos nas categorias abaixo, cada carta com um QRCode com mais detalhes;
  • Icebreakers (quebragelos);
  • Warm Ups (aquecimentos);
  • Agile Games (pedagógicos);
  • Co-criação de jogos, novos ou customizados).

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No somatório já enviei e entreguei em mãos mais de dois mil livros e kits com baralho, acabei de mandar fazer mais mil, a cada nova edição me energizo com a interação, feedback, curto cada um dos feedacks compartilhados nas redes:

“Muito bom, um Sábado de grande aprendizado. Agradeço a oportunidade de ter conhecido pessoas fantásticas e ideia incríveis. Parabéns Jorge pelo trabalho magnífico.” – Bruno Canal

“Foram três dias ricos de muito conhecimento, técnicas, métodos e muitas trocas e experiências. Gratidão ao Jorge Audy e ao caros colegas por todos os insight e vivências durante essa jornada.” – Diego Gualtieri

“Dia intenso de muito aprendizado com esse fera Jorge Audy!” – Patrícia Boeno

Em breve sai do forno mais animações de divulgação, o próximo será o de Jogos 360° …

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Contornando crenças limitantes, síndrome do impostor e dissonância cognitiva

Um período agitado para organizações e profissionais imersos em um mundo globalizado, tecnológico, “líquido”, tão rico em riscos quanto oportunidades. Mudar e inovar deixou de ser um privilégio ou opção, mas para fazê-lo é preciso acreditar que somos capazes, com acesso a informações, técnicas e tecnologia.

Albert Bandura chamava esse sentimento de auto-eficácia, afirmando que somos tão mais capazes enquanto acreditamos que podemos, conceito fundamental na autoconfiança, é a crença que uma pessoa tem na sua própria capacidade em completar uma tarefa ou resolver um problema a bom termo.

gato ou leão

Acima de tudo, ano de 2020, é preciso ter crença no aprendizado pela experimentação, pois se estamos tentando algo com propósito, auto-organizado, iterativo-incremental, evolutivo, estamos no caminho certo … é certo que haverá dificuldades, mas vamos nos adaptando aos poucos, método e cultura, aprendendo e melhorando.

Síndrome do Impostor

Síndrome do Impostor – A síndrome do impostor é uma teoria da psicologia desde meados dos anos 70 (Clance e Imes), no qual pessoas capacitadas sofrem de uma inferioridade ilusória, subestimando as próprias habilidades, chegando a acreditar que outros indivíduos menos capazes também são tão ou mais capazes do que eles.

É essencial que nos sintamos empoderados através da busca contínua de novos conhecimento e vivências … evitando nos compararmos ao que os outros aparentam, evitando achar que os outros fazem melhor porque são melhores e o que estamos fazendo está errado. Vivemos uma realidade em que o showbiz apresenta suas façanhas de sucesso irretocável, contrastando com as dificuldades dos que iniciaram e praticam ciclos iterativos, melhoria contínua e evolutiva, auto-organização a se questionarem sobre sua capacidade, abrindo mão de seus aprendizados … um ciclo vicioso que os coloca à procura do santo graal, do método infalível que nunca é o atual, mas o do guru da vez com receitas infalíveis.

Crenças Limitantes

Determinados pensamentos nos impedem de fazer algo que desejaríamos ou precisaríamos que acontecessem, estes pensamentos acabam por força do hábito negando a nós mesmos oportunidades ao implicitamente justificar o porque não daria certo ou não poderia acontecer.

Desde sempre vamos materializando muros e limites imaginários, que para alguns passam a ser reconhecidos como intransponíveis. Alguns vem na forma de proteção, quando alguém em quem confiamos nos alertam para perigos que ao serem introjetados teremos no futuro dificuldades para nos libertar. Da mesma forma que estas crenças podem ser positivas ou protetivas, elas também podem ser negativas e acabar nos limitando e impedindo que cresçamos e alcancemos o sucesso, seja no âmbito pessoal ou no profissional. Estes pensamentos são conhecidos como crenças limitantes e nem sempre são reconhecidos como tal.

Dissonância Cognitiva

Proposta por Festinger, procura explicar a própria necessidade de coerência entre nossas ações e cognições (crenças e conhecimento). Sempre que nosso consciente não encontra explicação para uma inconformidade, mecanismos psíquicos de defesa criados pelo nosso inconsciente se encarregam de explicá-la.

Estas defesas psíquicas não são dolosas, existem para nos proteger de nossas angustias e mesmo não conscientes podem ser percebidas e melhoradas, alguns destes mecanismos de defesa, negam, projetam, transferem, racionalizam, substituem, identificam-se, reprimem ou geram uma formação reativa. O uso eventual de defesas pelo inconscientes é normal, passa a ser problema quando passamos a usá-las com muita frequência, mascarando a realidade, mentindo para nós mesmos, impedindo nossas reações e aprendizados. Frente ao excesso, este embate diário entre crenças e atitudes semi-conscientes podem gerar conflitos, internos e interpessoais.

Antídoto e alquimia

O autoconhecimento é o grande antídoto, aquilo que transmuta teorias, modelos e aprendizados em mudanças evolutivas tem a ver com querer saber, com a inquietação de quem acredita que há mais além do muro daquilo que já sabemos, envolvendo questionamento e aprendizado. Ao saber o que não sabemos, podemos tomar decisões melhores, escolher priorizar, aprender, internalizar, aplicar, sistematicamente melhores que ontem, piores que amanhã.

Do limão, uma limonada

O ideal é escolhermos nossas batalhas por estarmos de olho no mundo, no mercado e em nós mesmos, estudando e compreendendo os porquês, avaliando de que forma pode ou não ser bom cada técnica e boa prática, mantendo-se em movimento o suficiente para não sermos surpreendidos pelo óbvio (desconhecido).

Toolbox – Há uma infinidade de técnicas para autoconhecimento, muitas confrontam Crenças Limitantes, Síndrome do Impostor e Dissonâncias Cognitivas ao gerarem o debate e questionarem colaborativamente causas e efeito. O mínimo é escrever nossos objetivos, planos ou desafios para debate, registrando e debatendo restrições e motivações, questionando como ir além, desconstruindo cada limitação, ideando sem filtros para validar e seguir adiante – CSD, alçada, 5w2h, cynefin, HMW, C8′, Johari, MVP,  validation, N canvas, causa x efeito, desconstrução, há técnicas para todos os gostos 🙂

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Algumas entrevistas e vídeos do último ano

Esse ano rolou uma super entrevista com o empreendedor e fundador da Sociedade Gaúcha de Coaching, o Ronald Pantin Filho, para um canal de TV a cabo do Vale dos Sinos e no canal de vídeo do Business RS, onde falamos por uma hora sobre a Toolbox de profissionais e empresas do século XXI, paradigmas, modelos, mediadores e moderadores:

Tive a surpresa e honra de ser convidado a palestrar no TEDxLaçador de 2019, onde falei sobre oportunidades em aproveitar Design Thinking, Agile e Team Building Games no nosso dia-a-dia, em família, com nossos filhos, amigos, voluntariado … técnicas lúdicas para uma vida mais leve e assertiva no recado que gera e passa:

Mais para o início do ano teve uma entrevista para o canal Coffee & IT do Cleber da Silveira e Vinicius Soares sobre algumas de minhas crenças sobre o profissional do século XXI, sobre capacidade de absorção e ambidestria, sobre nossa responsabilidade em estarmos frequentemente descobrindo o que esta rolando mundo afora e aprender com isso:

Mais para o final do ano tive uma entrevista com a Lucélia Ouriques no canal do Papo de RH para falar sobre minha experiência como uma das palestras de abertura do CongregaRH 2019 e o que venho fazendo e vivenciando em diferentes empresas sobre um novo posicionamento da área de RH (Pessoas) relativo a vagas, contratação, onboarding, gestão do conhecimento, relacionamento com o mercado, eventos, cultura e muito mais:

Nesta linha, não posso deixar de resgatar o webinar para a King Host sobre carreira e profissionais em um vídeo um ano antes, compartilhando percepções de técnicas e abordagens para um planejamento de carreira eficaz e eficiente, estratégica e taticamente promissores, adaptáveis e em ciclos positivos e evolutivos:

Tive também o prazer de abrir a trilha Stadium do TDC de Florianópolis, é possível cadastrar-se com um click usando o usuário Facebook, com isso se tem acesso a dezenas de palestras interessantes, uma de cada trilha do TDC Floripa 2019 … garanto que vale a pena: https://www.eventials.com/Globalcode/tdc-floripa-2019-stadium-sabado-1/

Mas de todos os vídeos de 2019, um em especial, imprevisto, presente da AnimaPoket, deu vida aos personagens criados pela Luisa Audy para o jogo Desafio Toolbox 360°, um vídeo que passa com clareza os principais aspectos do jogo e que agregou maior entendimento a quem quer conhecer e jogar pela primeira vez:

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Replicação de eventos – uma experiência de grande potencial

Um colega venho falar sobre o post anterior sobre lições aprendidas e gestão do conhecimento, curioso por onde começar, há várias formas, top-down, bottom-up, middle-out, centralizado, orquestrado, em algumas empresas é meio caótico, mas igual, todos ganham se começarem por algum lugar, por ex: Programa de replicação!

Um pacto ou política para replicação de eventos é simples e fácil de aplicar e oferece uma degustação impactante através do valor gerado pelo compartilhamento de novos conhecimentos a partir da participação em um evento, elevando-o do individual para o fomento de uma cultura de aprendizado organizacional.

Caso hipotético #1 – Em algum lugar do passado, o colaborador J solicita a sua chefe, Srta T, inscrição, viagem e hospedagem para ir a um ótimo evento em Buenos Ayres, ele vai, assiste palestras, workshops e participa de debates. Ao retornar, passa pela Srta T no corredor e ela pergunta como foi o evento e ele responde: “Massa!  o/”. De fato ele curtiu, assistiu, selecionou aquilo que mais lhe agregaria a si e a seu trabalho, o que lhe gerará oportunidades de uso de boas práticas, técnicas, tecnologias e mais em sua equipe, projeto, produto. Fim da história!

Caso hipotético #2 – Em algum momento no início do século, o colaborador A solicita a sua chefe, Srta X, inscrição, viagem e hospedagem para ir a um ótimo evento em Buenos Ayres, mas ele vai com o compromisso de após retornar fazer uma palestra, lightning talks e/ou debates sobre o que de melhor vivenciou. Por isso, A ao assistir as palestras, workshops e debates, ele fotografa, filma, anota dicas, insights, aprendizados, conversa com os palestrantes e os inclui em seu networking no Linkedin, eles e outros participantes. Ao retornar, organiza e divulga um evento de replicação no qual repassa tudo o que viu, aprendeu e compartilha insights e informações de interesse dos colegas, com um debate ao final.

Caso hipotético #3 – Estamos em Dezembro, os times debateram em suas CoP’s e Grupos de discussão quais são os melhores e mais relevantes eventos para 2020, encaminhando a partir disto uma recomendação de eventos e treinamentos que julgam e justificam como importantes para crescimento e tal ano que vem. As chefias ainda estão fechando o orçamento 2020 e tem a oportunidade de defender as verbas para eventos e qualificação. No momento apropriado, passagens, estadias e inscrições adquiridos, participações registradas e enriquecidas. Os compartilhamentos organizados ocorrem dentro da agenda de CoP’s, GU’s, Chapters, Guildas, Clubes, etc que acontecem periodicamente com grande adesão da galera (*). As apresentações são gravadas em vídeos, podcasts, salvas em um repositório, linkadas em artigos na nossa wiki, enriquecendo uma grande base de conhecimento que possui crescimento orgânico consistente e que retroalimenta a gestão do conhecimento organizacional.

(*) Em alguns casos o participante convidou o palestrante durante o evento, que topou o convite para vir refazer sua palestra em uma CoP interna com presença usual de dezenas de profissionais, registro e divulgação.

Gestão do Conhecimento

Em meio a discussão de organizações exponenciais, organizações que aprendem, gestão de conhecimento organizacional, modelo SECI, conceito de Ba, exploitation/exploration, etc, qualquer empresa é capaz de argumentar e estabelecer uma cultura saudável de comunidades de prática com interesses comuns, desenvolvimento humano, hard e soft skills.

O risco é a centralização ou a hierarquização de tais comunidades, que precisam ser fluidas e despertar nelas e em seus participantes os princípios da auto-organização e melhoria contínua. Se GC ainda é meio que taboo, comece comendo esse mingau pelas beiradas, de forma prática, replicando eventos e gerando assim conhecimento de grande impacto.

Essa iniciativa pode ser o ponto de partida, um instrumento que instigará outros mecanismos de compartilhamento, criação e enriquecimento de uma grande base de conhecimento e aprendizados organizacional. Só evite idealizar, o mais importante é iniciar, e neste caso a isca da replicação é quase irrecusável como convite ao aprendizado.

Em 2015 um estudo meu com um colega de mestrado – Mário Oscar Steffen – foi aprovado em um congresso, era uma pesquisa quantitativa baseada em uma survey sobre o quanto CoP’s externas em eventos abertos influenciam CoP’s internas entre colegas da mesma organização e os resultados foram muito interessantes – https://jorgeaudy.com/2015/05/29/cop-capacidade-absortiva-e-desempenho-organizacional/

A experiência física ou virtual, real e de valor, no compartilhamento e gestão do conhecimento, identificadas no Conceito de Ba por Nonaka e Takeuchi na década de 80, inspirados em ensinamentos do filosofo Nishida, fundador do movimento filosófico japonês pela escola de Kioto:

Podemos chamar de Ba cada espaço compartilhado para a geração de conhecimento, de forma consciente e organizada, desde que investido de um contexto visando o debate, a troca, o crescimento.

O fator chave de um Ba é o pré-requisito de possuir um substrato que possibilite e fomente o processo de compartilhamento e geração de conhecimento de forma consistente.

Ba possui valor subjetivo, dependente dos atores que o constituem ou constroem, cabe a organização proporcionar as condições, incorporar estes valores em seu modelo mental e de seus integrantes.

Um conceito originário na filosofia de Nishida, proposto por Nonaka, um dos pais do SCRUM, que orienta que Ba não tem hierarquia, pois é orientado ao senso de pertença e protagonismo dos envolvidos.

Dito isto sobre Gestão do Conhecimento em um contexto organizacional, nunca é demais novamente compartilhar a significância dos estudos de Nonaka e seus parceiros:

Gestão do Conhecimento e Lições Aprendidas

Há uma semana atras estava debatendo sobre como promover e potencializar ao máximo Lições Aprendidas, que muitas vezes ficam restritas a repositórios fragmentados por projeto, iniciativas, ou perdem-se em meio a um enorme volume de informações fracionadas sem concentração por tipo de lição aprendida, conteúdo ou … conhecimento.

Retrospectives ou Futurespectives são dinâmicas de grupos voltadas a aprendizados e melhoria contínua, podendo ser com frequência pré-determinada como no Scrum ou conforme demanda. Seu conceito mais tradicional advém do registro das lições aprendidas no transcorrer ou final de um projeto, para que fiquem ao alcance de outras equipes ou colegas.

A dúvida não é fazer ou não fazer, mas estabelecer racionalmente sua estrutura e natureza, muito especialmente definir uma abordagem clara para a gestão cumulativa de conhecimentos como núcleo essencial, um meio disponível e acessível a todos para ser seu repositório, podendo este ter diferentes naturezas, como wiki, blog, site, …

O PMBOK orienta que um Projeto deve ter registrada suas Lições Aprendidas antes de encerrar, sendo mais eficaz fazer estes registros a medida que o projeto transcorre e aprendizados acontecem. Este processo foca na redução de riscos e aproveitamento de oportunidades ao iniciar cada novo projeto.

Fato, muitos gerentes de projetos realizavam este registro ao final do projeto preenchendo e anexando ao site de projeto um formulário de lições aprendidas, de forma que o aprendizado é de um projeto e não de um tema ou assunto. Qualquer estratégia centrada no projeto, transforma a lição aprendida em refém do projeto ou GP, ao invés de tratá-la como um aprendizado da organização, registrada através de artigos estruturados como em um jardim do conhecimento.

Organizações que aprendem

Senge (1990) afirma que colaboradores geram e aplicam seus conhecimentos, novos e consolidados, desenvolvendo sua capacidade de gerar resultados e valor, onde surgem novos e elevados padrões em que a aspiração coletiva é liberada, onde as pessoas aprendem a aprender em grupo.

Nonaka e Takeushi (1997) são considerados os pais da gestão do conhecimento como a conhecemos hoje, dois dos grandes contribuidores das Teorias das Organizações que Aprendem, circulando entre o conhecimento tácito e implícito, transformando aprendizado individual em organizacional.

Jardim do Conhecimento

Jardim do conhecimento, por exemplo, pode ser uma plataforma wiki em que cada ítem é categorizado e tagueado de forma a facilitar seu agrupamento, localização, permitindo fácil rastreabilidade, criando páginas autônomas com hipertexto para outras páginas, centrado cada uma em um item de conhecimento.

Podemos ter categorias ou trilhas sobre Scrum, com tags para papéis, timeboxes, artefatos e regras, outra sobre Kanban, com métricas, gestão de fluxo, maturidade, uma sobre Dot NET, JAVA, DevOps, etc, talvez uma sobre reuniões, facilitação, gestão de conflitos, … contendo links, hipertexto, áudio, vídeos, … com versionamento.

Cada item está relacionado a uma categoria e sub-categorias, de forma a gerar estruturas (árvores ~ tronco e galhos onde temos as folhas ~ conhecimento), com tags livres para fácil localização. Se o conteúdo é 100% co-criado livremente, a estrutura precisa curadoria para não perder-se em conflitos de estrutura, redundâncias e ‘anacronismo’.

Co-criação

Bem conduzido e orquestrado desde o início é garantia de um volume imprevisível e exponencial de conteúdo co-criado e refinado por seus pares, versionado e permanentemente enriquecido por links e mídias internas e externas. Previsivelmente poderá ser usado como base de conhecimento para workshops, livros, inbound marketing, etc …

Um excelente exemplo para árvores de conhecimento é a Wikipedia, que se utiliza de um open source chamado MediaWiki criada por eles para atender a sua própria necessidade. Cada página é editável pelos próprios envolvido de forma colaborativa, segundo um manual básico de estilo, que é uma página de recomendações de estrutura textual e hipertexto.

Em um contexto organizacional, NÃO é preciso uma mediação prévia de conteúdo, beirando a censura, ao contrário, a liberdade integrada a uma estrutura e recomendações gerará muitos aprendizados de forma descentralizada em volumes e pertencimento desejados para que transforme-se uma ferramenta de todos, mantida colaborativamente.

Mediação NÃO é necessária, mas uma equipe ou comitê organizador é imprescindível, de forma a fazer crescer a estrutura e categorias conforme os aprendizados vão-se ampliando e gerando novas oportunidades. Em empresas com uma boa gestão de comunidades, há sempre grupo(s) que se reúne(m) periodicamente com atribuições de boa administração.