1

26/04 – TTalks UX Dojo | Relato

O TecnoTalks UX Dojo do dia 26/04 na sala 204 do prédio 99A teve em torno de 30 pessoas presentes e usou como desafio o aplicativo Serviço Legal, que motivou uma hora de debate e proposição visual de melhorias através de pitchs e P&R.

No início tivemos algumas lightning talks e após o UX Dojo, através dos pitchs por equipe tivemos como resultado dezenas de insights, muita energia, provocações, interação, ensinos e aprendizagens … como deve ser qualquer dinâmica de Dojo.

Dá uma olhada na apresentação do aplicativo, no desafio e nos quatro pitchs:

Início do UX Dojo, apresentação das personas, estabelecimento dos grupos:

Pitch Equipe #1

Pitch Equipe #2

Pitch Equipe #3

Pitch Equipe #4

 A última foto da noite foi essa aqui ó:

0

Dojos não são iniciativas pessoais, são organizacionais

Em todo evento, abertos ou internos a empresas, há sempre um falso-dilema, profissionais reivindicam mais agilidade, mais qualidade, excelência técnica e tecnologia, mais boas prática de Clean Code, TDD, peer review, … A solução é Dojo, é treino prático, mas as empresas não dedicam tempo para isso em seus planos de projeto.

Analogia ao DOJO KATA (道場 ), local de treino das artes marciais, sobre movimentos de ataque e defesa, para desenvolvimento, preparo, aperfeiçoamento das aptidões físicas e psicológicas para o verdadeiro combate, incorporando-os ao modelo mental de forma a torná-los parte de seus reflexos naturais, instintivo:

Muitas empresas isentam-se da responsabilidade de ter um calendário de Coding Dojos, UX Dojos, Startup Dojos, Open Spaces, Workshops com agile games, Hackatons, … Estas mesmas empresas reclamam que apenas um pequeno número de colaboradores comparecem fora de horário para participar de boas iniciativas, via de regra pessoais.

É preciso que as empresas parem para refletir o quanto custa ter equipes esforçadas ou equipes preparadas. Todos eles tem interesse, queremos aprender, fixar, melhorar, queremos melhores profissionais, mais colaborativos, mais efetivos, melhores testadores, desenvolvedores, analistas, líderes, UX, … mas nem todos topam ou podem ficar para aprender coisas novas entre as 19:00 e 22:00.

Dojos não são eventos para especialistas, são treinamentos abertos à toda a equipe, papéis e perfis envolvidos, todos deveriam estar presentes, termos diferentes níveis de conhecedores e conhecimentos. É na união de diferentes bagagens e vivências que obtemos o mix que resulta em geração e difusão de conhecimento, inovação e sustentabilidade:

  • Ambiente descontraído, divertido e sem pressão por resultados;
  • Clima de inovação e empreendedorismo, tentar fazer diferente;
  • Erros são bem-vindos, pois gerarão aprendizado e não prejuízo;
  • A discussão é no campo das ideias, não pessoalize ou culpe;
  • Treinar a ouvir antes de falar, cada um será aluno e professor;
  • Total sentimento mútuo de colaboração e cooperação.

Para empresas, deveria ser um esforço coordenado, incentivado pela governança e PMO, uma intensa forma de antecipar os próximos passos tecnológicos, promovendo o auto-ensino e aprendizado pelas próprias equipes em relação a técnicas e tecnologias, aprimoramento das vigentes ou preparação do futuro.

I. Coding Dojo

Pode ser de backend (Java, Dot NET, …) ou FrontEnd e ao contrário do entendimento de alguns NÃO é só para treinar testes unitários, o foco é Pair Programming e Code Review, discussão de conceitos de programação ágil, foco em produtividade, qualidade, cobertura, colaboração, primando sempre pelos três pilares do Scrum – transparência, inspeção e adaptação. O clássico é:

1. Até 15 pessoas em volta da mesa de reuniões, um só notebook, conectado ao projetor, inicia com uma dupla, sendo um o piloto e outro co-piloto;
2. Os dois falam em voz alta o que pretendem, discutem, mas só o piloto pode digitar, sempre deixando claro os seus propósitos, meios e objetivos;
3. Após 5 minutos, o piloto volta a ser platéia, o co-piloto assumo como piloto e o próximo da mesa assume como co-piloto, para que todos experimentem;
4. A platéia não pode sugerir ou questionar as decisões da dupla, mas pode perguntar se não estiver claro o que estão fazendo, não pode ser no escuro;
5. Segue o ciclo de desenvolvimento TDD (red-green-refactor), iniciando pela classe de testes, desenvolvendo a classe da solução, validando, refatorando.

II. UX Dojo

Semelhante ao Coding Dojo, podemos reunir profissionais de UX com analistas, desenvolvedores, clientes, desafiando-os a fazerem uma revolução em uma página, quebrando conceito, indo além nas boas práticas. Uma das técnicas constrói modelos e “maquetes”, peças em tamanho real ou exagerado do produto, podendo ser desenhos reais, simulações ou abstrações. Um formato que já rodei é:

10′ – Apresentação da capa e suas características pela PO, SEO e UX;
10′ – Debate aberto a todos para dúvidas e melhor entendimento;
05 – Formação das duplas, cada uma com um UX e um convidado;
20′ – cada dupla discute e desenha as suas proposiçõesd e melhorias;
Ciclos de 05′ – Cada dupla tem 5 minutos para apresentar suas ideias;
25′ – Debate aberto para montar uma proposta com o melhor de todas;
15′ – Avaliação do evento.

III. StartUp Dojo

Caia na real que inovação e empreendedorismo NÃO é coisa de startup, no mundo organizacional chama-se capacidade absortiva, que é a capacidade de uma equipe ou grupo resolver problemas, sendo criativo e inovador no aproveitamento de oportunidades ou eliminação de riscos.  Empresas que não entendem que inovação e empreendedorismo é cotidiano, é agilidade, é melhoria contínua, … estão aos poucos parando no tempo ou aguardam um milagre da área de P&D, nunca ouviram falar em Kaizen e desperdiçam 95% do seu capital intelectual.

1º. Lightning Talk sobre o Business Model Canvas;
2º. Divisão da galera em equipes entre 4 e 8;
3º. Debate para escolha de um negócio a ser detalhado;
4º. Decidido o negócio, montagem do Canvas dele;
5º. Apresentação do Canvas de cada equipe e questionamentos;
6º. Lições aprendidas e encerramento.

Nos Agile Brasil de 2011, 2012 e 2013 um assunto chamou a atenção, explodia uma profusão de palestras sobre StartUps, lightning talks, mãos na massa e muitos debates sobre formatos, modelos, Business Model Canvas, Lean Canvas, sobre o movimento Statup Dojo Brasil e seus filhotes em Brasília, Floripa, SP, RJ, …

IV. Maratonas

Por estas bandas, as “hackatonas” são eventos que reúnem uma galera decidida a modelar ou construir soluções ou serviços no intervalo de 1 ou 2 dias, chegando ao final com soluções modeladas ou publicadas em produção. A maioria das empresas acredita que isso é mais uma legalzisse do Facebook, Google, etc, não percebendo o potencial em energização, melhoria e crescimento coletivo.

Empresas como o FaceBook se utilizam deste expediente para mobilizar centenas de seus desenvolvedores, com dezenas de suas equipes mundo afora em uma atmosfera saudável, divertida, criativa e … competitiva. A intenção é tirar a galera da zona de conforte, é mostrar que a escala Agile não está só no projeto ou equipe, mas em toda a empresa, é uma estratégia organizacional de incentivo a inovação.

Existem maratonas no mundo digital e fora dele, eventos em empresas que buscam novas ideias, discussão, modelagens e prototipação. Mas o formato mais difundido e conhecido por nós da TI são iniciativas abertas ou internas a empresas, com dezenas de profissionais dispostos a construir algo em 1 ou 2 dias. Se envolver novatos, estudantes, aconselho a fazer um evento prévio para orientações e dicas, configurações, com veteranos, com basta wi-fi e café.

No dia, uma programação simples, boas-vindas, definição dos times, ideação (o ideal é provocar que todos já venham com ideias) e escolha do projeto por cada equipe, que pode ser de 3 a 5 integrantes. Permitir que mais de uma equipe trabalhe na mesma ideia de forma a construir algo maior e de mais valor.

V. Agile Games

Tenho convicção de que uma das melhores maneiras de fixar conteúdo sobre métodos e técnicas ágeis é através de “Agile Games”, quando os participantes são desafiados a simular e exercitar certos conceitos de forma controlada, de forma que seja possível gerar gargalos, riscos, situações em que decisões serão tomadas e logo depois analisadas.

Há dezenas deles, a cada evento sobre Agile é possível aprender mais um, exemplo do Alfabeto perdido aperfeiçoado pelo Eduardo Peres (DBServer), o Aviões 2.0 do Flávio Steffens (Woompa) e Rafael Prikladnicki (AGT), os de análise de negócios ágeis do Luiz Parzianello (RBS), Extreme Hour do Daniel Wildt (uMov.me), Mexendo o Fluxo do Paulo Caroli (ThoughtWorks), etc.

Eu os crio, adapto, utilizo semanalmente em workshops com líderes, equipes, clientes e outras áreas, desenvolvedores, testadores, executivos, tudo depende do objetivo, momento, oportunidades, equipes que se empenham em crescer, empresas que tentam entender e se inserir neste paradigma.

Conclusão

Acredito em “Experiência Vicária”, o valor de experimentar ou ver alguém semelhante a si experimentando situações que geram aprendizado, pelo exemplo, tanto pelo sucesso ou insucesso, pois o que aprendemos em dojos, Agile Games, hackatons, dinâmicas e simulações vivenciadas, dificilmente esqueceremos.

0

Uma nova forma de adotar e crescer em Agile

Uma nova modalidade de serviços para adoção e crescimento em métodos ágeis, mais voltado ao desenvolvimento de equipes, com atendimento A la Carte, podendo ser de 2, 4, 8 ou 16 horas. Quer seja um treinamento técnico ou na quebra de paradigmas, energização de equipe, reciclagem ou apoio as pequenas melhorias que simbolizam uma cultura ágil.

Na cultura Lean temos os conceitos de Kaizen e Kaikaku combinando-se para manter um processo evolutivo sustentável, Kaizen diz respeito a pequenas melhorias diárias a nível de projeto e equipe, Kaikaku são saltos estratégicos maiores, que exigem maiores investimentos e planos mais complexos.

Kaizen (改 善) é um conceito relacionado a melhoria contínua do Lean Toyota, um processo cotidiano de pequenos ajustes e adaptações para melhor, tem a ver com auto-organização e humanização do trabalho. Eliminação sustentável de desperdícios e potencialização de valor entregue através da otimização e equilíbrio entre demanda e controle.

Kaikaku (改革) não é o oposto de Kaizen, mas seu complemento, é quando trabalhamos por uma mudança significativa, como a introdução de uma nova tecnologia, um novo projeto que envolve parte da organização. O Kaikaku normalmente exige tomada de decisão gerencial ou executiva, envolvendo contratações e aquisições.

kaizen-kaikaku

Empresas ocidentais preferem os Kaikakus, ciclos longos com contratação de consultores, cursos de grife e novas contratações, um modelo necessário para realinhamento estratégicos e solução de crises. Mas é no Kaizen do dia-a-dia que pequenas mudanças garantem melhores resultados cumulativos, ajustando o tático e operacional, corrigindo erros, aproveitando oportunidades.

Mas como viabilizar suporte pontual a um processo de crescimento contínuo? Como gerar treinamentos pontuais em disciplinas específicas com carências? Como proporcionar pequenos workshops acoplados a sua realidade e momento? A solução são pequenos spots de algumas horas para qualificação e energização.

Uma modalidade que usa agilidade na agilidade, o uso de coach e mentoring para equipes. Uma abordagem ágil, com treinamentos A la Carte, preparados e realizados conforme a realidade de cada equipe e empresa:

  • Workshops de energização de equipes
  • Agile Games para introdução ou fixação de conhecimentos
  • Treinamento SCRUM 360
  • Reciclagem metodológica
  • Sessões com Product Owners, Scrum Masters, equipes ou usuários
  • Facilitação em dinâmicas de grupos (Open Space, Fishbowls, …)
  • Organização de eventos

No dia-a-dia de um projeto e para o ambiente de trabalho o mais importante é manter um clima de realização, aprendizagem e crescimento e as vezes o que falta é uma ou duas horas de coach ou mentoring, para desembaçar a imagem.

Flyer final_2

0

24/06 = GUMA + RSJUG

Hoje, dia 24 de junho terá mais um evento do GUMA – Grupo de Usuários de Metodologias Ágeis, clique no link e inscreva-se: http://www.sucesurs.org.br/evento/evento-guma-rs-rsjug

Abertura com palestra sobre carreira e formação de equipes com Daniel Wildt e uma palestra sobre Kanban com Eduardo Bobsin Machado, para depois iniciar  um CodingDojo em parceria com o RSJUG – Grupo de Usuários Java do RS.

Se voce não sabe o que é Coding Dojo, clique aqui.

guma+gujs

4

StartUp Dojo no TecnoPUC

Sob a batuta do Daniel Wildt, realizou-se na última terça-feira, dia 18/09/12, um STARTUP DOJO na sala 105 do prédio 93A do TECNOPUC, dia em que parecia que o dilúvio bíblico estava voltando, com um volume d’agua impressionante caindo lá fora e com quase 40 pessoas debatendo e construindo hipotéticos Business Model Canvas lá dentro … O apoio para espaço, material e coffee foi do Grupo RBS, Rally Software e Incubadora RAIAR.

As 19:30, iniciamos um Coffee arrasa quarteirão (*) proporcionado pela Rally, maior solução em software para apoio a equipes que praticam agilidade e que possui uma licença gratuita “community” para até 10 usuários … no link abaixo é possível dar uma olhada nas funcionalidades e características desta versão:

http://www.rallydev.com/product-features/rally-community-edition

(*) chá, café, suco, água mineral, minis sanduichinhos, salgadinhos, bolinhos e docinhos, … tem que registrar, porque um bom Coffe para 40 pessoas sai em torno de R$350 e um bate-papo e networking de final de tarde em dia útil é muito mais divertido em torno da mesa  🙂

As 20:00 a Marines Audy da incubadora RAIAR da PUCRS, que por acaso e privilégio é minha esposa, apresentou aos presentes como funciona o processo de pré-incubação, incubação, oportunidades e ecossistema onde a incubadora esta inserida, um espaço que suscitou muitas perguntas e que levou a mais 15 minutinhos de Coffee – clique aqui e acesse o site da Incubadora RAIAR

1. Pois bem, iniciamos o STARTUP DOJO sob as orientações do Daniel, que iniciou nivelando aos mais desconectados os conceitos básicos de um Business Model Canvas e sobre o seu preenchimento, peça central do Dojo;

2. Formaram-se 5 times, que realizaram um brainstorming de 10 minutos para a escolha do negócio que iriam “modelar”, cada um fluindo de acordo com as idéias e alternativas que surgiam … mais e menos elaborados. Algumas de produto, serviços e é claro uma maioria de sites e produtos digitais;

3. Iniciou-se na sequencia o preenchimento do Business Model Canvas por cada equipe, discutindo internamente e contando com alguns debates laterais e com o Daniel sempre que necessário;

4. Após o BM Canvas preenchido, um integrante de cada equipe apresentou um Pitch de 2 minutos da sua proposição de negócio para todos os presentes …

O encerramento foi uma série de reflexões feitas pelo Daniel, uma batida final no Coffee, um bate-papo de encerramento entre os que esperaram um pouco para ver se a chuva aliviava, até a resignação final e o enfrentamento … acho que mesmo enfrentando o maior temporal do ano e chegando enxarcados em casa, acredito realmente que todos aproveitaram mais esta oportunidade de aprendizado.

O Daniel deve ter irmãos gêmeos, quíntuplos provavelmente, pois o número de eventos, workshops, oportunidades de compartilhamento e para transmissão de conhecimento proporcionados a cada semana é absurdo … não da para perder. O relato dele sobre o Dojo esta em http://startupei.ro/2012/09/startupdojo-em-porto-alegre-edicao-de-set2012/

Não posso expor as idéias e canvas montados pelas equipes, posto que algumas das idéias já nem são tão idéias assim, o pessoal trouxe para o Dojo iniciativas que já estavam sendo discutidas no mundo real e que podem acabar saindo do papel a qualquer momento. Dada esta restrição, abaixo estou ilustrando o nosso exercício de Dojo com o BM Canvas do Skype   🙂

1

StartUp Dojo em Porto Alegre

Em meio a tantas apresentações assistidas no Agile Brasil 2012, um assunto  chamou especial atenção – STARTUPs – havia uma profusão de palestras, lightning talks, conversas de bastidores, muita ansiedade e debate sobre formatos, modelos, experiências ocorridas em Brasília, Floripa, São Paulo, Rio de Janeiro, … e em Porto Alegre.

O StartUp Dojo de Brasília é um case de sucesso que esta se espalhando pelo Brasil, veja este convite – http://www.youtube.com/watch?v=VLsuZ9sVWPM

Quando citaram POA, me interessei em saber mais, pois os nomes citados eram de ninguém menos que Daniel Wildt e Paulo Caroli … afinal, estavamos lá para aprender coisas novas, de cabeça aberta, das palestras e workshops sobre o tema, recomendo olhar nas seguintes palestras do Agile Brasil 2012:

http://bit.ly/QsQ2iB – 1º Dia – Guia da Startup – Joaquim Torres – LocaWeb
http://bit.ly/Q6fxdI – 2º Dia – StartUp DOJO – Fabricio Buzeto (Brasilia)
http://bit.ly/TvHii5 – 2º Dia – MVP Daniel Wildt / StartUp Dairton Bassi
http://bit.ly/PS7I8g – 3º Dia -L3 Alexandre Magno / VSM Samuel Crescêncio

Guy Kasawaki – Entenda StartUps e Investidores – http://bit.ly/QbMfYF
Site recomendado – http://startupei.ro

A palestra do Fabricio Buzeto foi inspiradora e ele relatou a disseminação do modelo de StartUp Dojos de Brasília para diversos estados brasileiros, usando inclusive o mesmo logotipo … que é muito legal, fica aqui a dica do site deles:

Clique aqui e veja o 1º post da galera pioneira de Brasília em seu primeiro Dojo
Clique aqui para ler o post prévio ao Startup Dojo em porto alegre 09/11/2011
Clique aqui para ler o post relatando como foi aquele Startup Dojo em POA
Clique aqui e veja o vídeo do 1º Dojo da galera pioneira de Brasília

Empreendedorismo na veia ?

1. Não faça estoque, 99% dos estoques são desperdício, não faça estoque idéias, não faça estoque conhecimento, não espere saber tudo sobre Lean StartUp, Business Model Canvas, etc … O primeiro passo é começar, se voce tem uma idéia e não sabe por onde, procure uma incubadora, descubra onde ocorrem StartUp Dojos em sua cidade, … ou simplesmente comece, parece uma coisa idiota de se dizer, mas simplesmente comece, dê o primeiro passo;

2. Caia na real que 99% dos mortais são mais parecidos com o Batman, cada um de nós precisa de um Robin, se voce é um professor pardal, procure um administrador, se voce é um marketeiro, procure um desenvolvedor prodigioso, busque um sócio que o complemente;

3. Procure ficar perto de quem empreende, de ambientes cooperativos, universidades, parques tecnológicos, incubadoras, aceleradoras, sementes, há uma infinidade de oportunidades de troca de conhecimentos e experiências … NÃO enfie-se em uma sala, achando que fará tudo sozinho e que alguns meses depois sairá de lá barbudo, desnutrido e com um produto que mudará o mundo;

4. Tente, arrisque-se, mas não se apeque, erre o mais breve possível, se necessário for, busque aprender com suas tentativas … não é fácil saber quando mudar (pivotar) ou insistir um pouco mais, mas temos que estar atentos, buscar validar cada um de nossos pressupostos o quanto antes, vá de encontro a seus clientes, ao mercado, mantenha-se sempre alerta;

5. Participe de StartUp Dojos, eventos, competições e maratonas, é uma forma muito intensa de aprendizado e se não for de graça, normalmente é simbólico. Nestes locais, encontrará gente como voce e outros tipos muito inspiradores, não só empreendedores, mas sonhadores, malucos, idealistas, …;

6. Não perca a oportunidade de participar de eventos gratuítos de Grupos de Usuários como o GUMA, GUAN, GUGC, … networking é tudo e abrir a mente a novos conceitos e perspectivas não tem preço. Todos nós temos sempre muito a aprender e a ensinar, logo, compartilhe nas duas vias … assista, mas também candidate-se a palestrar e repassar aquilo que aprendeu, assim o mercado verá voce com outros olhos;

6. Estude, se não é para fazer estoque, também não é para procurar o benefício da ignorância, escolha livros e eventos que lhe abram os olhos para conceitos de Lean StartUp, técnicas ágeis de desenvolvimento de negócios, produtos, clientes e pessoas, Programação Neuro Linguistica, Gestão do Conhecimento, Agilidade, Propriedade Intelectual, …;

7. Não desista, se não deu certo da primeira vez, use o que aprendeu para tentar novamente e melhor, apesar dos relatos românticos de grandes empreendedores, é pouco provável que tudo tenha dado certo e tenham sempre tomado as decisões mais apropriadas … lembre-se, todos erraram muito, o que fica para a hiostória são os sucessos, mas eles aprenderam muito com os erros que somente eles sabem que fizeram;

Boa sorte e juizo !

Moral da história, não se acanhe em pedir conselhos e aprender com quem sabe, mas não tenha medo de seguir seus instintos, as técnicas de validação de pressupostos irão lhe ajudar a não cometer erros previsíveis, mas se todos acreditassem em tudo o que esta escrito ou que foi dito, não haveria inovação.

Clique aqui e veja o post com o balanço do StartUp Dojo

1

TDD – Test Driven Development

TDD – Test Driven Development
Kent Beck – 2003

Qualidade não pode ser avaliada ou pretensamente alcançada através de testes em um produto já construido. Com o uso de  TDD temos por objetivo prevenir defeitos em primeiro lugar, desde antes e durante toda a construção do software, permitindo uma medida real de qualidade, que podem ser assim traduzidas:

1. A cada decisão construida e não testada, existe uma grande probabilidade da decisão ou da sua implementação estar errada;
2. Funcionalidades de software que não podem ser demonstradas através de testes automatizados não são confiáveis;
3. Testes garantem que refletiremos sobre o que e onde queremos chegar, independente da forma como a solução será implementada.

Comecei a entender o que de fato era TDD após assistir um Coding Dojo, você inicia pela classe de teste, evoluindo seu código aos poucos, sempre a partir do seu teste unitário. Algumas vantagens desta abordagem são:

• Ajuda na documentação: testes bem construidos são mais simples de ler pela equipe que o próprio código, como se fossem critérios de aceitação;
• Incentiva a simplicidade: como a solução vai surgindo pouco a pouco, a tendência é que se foque no imprescindível;
• Aumenta a confiança: todos os testes são montados antes e durante a construção do software, dando-lhe maior confiança;
• Facilita refactorings: quanto mais testes existem no sistema, maior é a segurança para fazer e entregar refactorings.

O código de testes têm 2 funções principais:
1. De especificação, para definir uma regra que seu software deve obedecer.
2. De validação, para verificar que a regra é obedecida pelo software.

Para tornar a construção de testes mais produtivas, existem no mercado frameworks e plugins, como por exemplo o jUnit e Mocks, que são objetos que simulam o comportamento de objetos reais de forma controlada.

O processo de criação de programação orientado a testes segue um ciclo contínuo de desenvolvimento, conforme a seguir referenciado. Estes 3 passos são repetidos até que não se consiga pensar em novos testes, pois a funcionalidade está 100% desenvolvida e testada:

  1. Escrevemos um teste que falhe, ainda para uma classe/método que não existe. Como se fossemos declarar os critérios de aceitação, pensamos primeiro no teste e só depois que o teste estiver pronto, crie somente o suficiente de código necessário para que ele compile e falhe ao rodar.
  2. O passo seguinte é fazer o teste passar, construa um mínimo de código de forma que o teste passe OK.
  3. Agora que temos o mínimo viável de código, refatore e melhore ele um pouco, otimizando-o naquilo que for possível, em pequenos passos. Existe uma técnica chamada FAKE IT,por duplicação através de constantes.

Na WikipPedia tem uma página com várias laudas, extensa e didática:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Test_Driven_Development

Descobri uma página que diz que aqui na UFRGS, na sala 104 do Prédio 67, tem Coding DOJO toda Segundas-Feira as 15:30 da tarde … quem é da UFRGS tem que verificar e comentar aqui se isso esta rolando mesmo (site).

Uma frase recorrente é, “qual o desafio para nosso primeiro Coding DOJO?”, pois acabei com este impecilho, pois encontrei um site só de desafios sugeridos … lá diz que as sugestões foram utilizadas em 1577 Dojos, eu acredito: http://dojopuzzles.com/

Várias cidades, como Brasilia, RJ, Floripa, etc, tem blogs com a agenda e muito conteúdo  sobre TDD e Coding Dojos, achei o de Floripa muito legal, com conteúdo, vídeos, exemplos, livros e tudo o que precisa-se para iniciar:

Floripa – http://dojofloripa.wordpress.com/2007/09/10/tudo-sobre-tdd/
Rio de janeiro – http://dojorio.org/material/
Brasilia – http://www.dojobrasilia.org/pages/sobre_coding_dojo

Também encontrei um vídeo de uma palestra da LocaWeb sobre Dojo que eu gostei muito, é bem extenso, mas muito didático, eu sugiro dar uma olhada: