Times são um reflexo de suas pessoas

As margens do rio Pinheiros, iniciamos as 7h30AM para preparar a sala para receber mais de 100 profissionais de uma área de apoio estratégica ao atendimento, comercial e pós-vendas de nossa maior Telecom.

Kits com cadernos e canetas da empresa e da Sputnik, sala lindona, cadeiras dispostas inicialmente em auditório e contagem regressiva para instaurar o caos, formar times, abrindo espaços e dispondo material.

Material básico para os 8 exercicios práticos e dinâmicas para fixação que acontecerão durante 4 horas, 2 pela manhã e 2 a tarde. Folhas A3 e A4, alguns pré-impressos, muitos postits e canetinhas.

Que comecem os jogos, boas-vindas, alinhamento estratégico e vamos nós … paradigmas de mercado, fundamentos essenciais para gestão do tempo, organização, aceleradores, etc, small project philosophy e fracionamento.

Até o final da manhã tivemos um quebragelo, exercicios de entendimento, brainstorming e facilitação. Antes do almoço trocamos para uma sala maior, com mesas, vista, balanços, … 🙂

A tarde, auto-conhecimento, pessoas e carreira, da roda da carreira a value proposition. Após teorias e praticas sobre desenvolvimento humano, uma discussão e praticas sobre modelagem de times de alta performance.

Ao final, muito sobre conexões, debate e exercicio sobre redes e gestão do conhecimento. A tarde, logo após o almoço, bate aquela letargia, mas rolou tudo bem até o fim, ao perguntar sobre insights quase todos levantaram as mãos.

Na pratica, menos de 4 horas, com boas-vindas, apresentação, quebra-gelo, troca de sala, mesmo assim uma adesão total aos exercicios praticos, trabalhos e debates em grupo. Foi um sucesso, do inicio ao fim.

A equipe de organização foi ótima, um evento para mais de 100 é uma experiência fascinante, e foi melhorando durante o dia. A métrica são sorrisos, cabeças acenando positivamente na medida que novas tecnicas são experimentadas.

Sempre com muitos insights sobre outras formas em alguns momentos, na parceria com o João e Raíssa, mas acima de tudo o sentimento de ver a todo momento anotações, brilho nos olhos, cenários futuros de mudanças.

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Serendipity é um achado casual resultado de muito empenho e saberes

“Alguém sempre poderá justificar dizendo que foi sorte!”

A criatividade e a inventividade é como um “músculo”, no caso de não os exercitarmos, eles ficam atrofiados, se de repente precisarmos dele … provavelmente não vão corresponder. Ideação e adaptação, jogos de improviso e charetting são bons exemplos, muitas pessoas travam ao tentar variar o contexto, pivotar ou idear.

O uso de técnicas colaborativas, cada vez mais disseminado em empresas de todos os portes e áreas de atuação, onde dezenas de profissionais usam dinâmicas e jogos para co-criação de estratégia, negócios, produtos, serviços, processos, mais sinergicos, lean, inovadores, é uma academia para a capacidade de questionar, idear, inventar, inovar,

A palavra Serendipity foi criada no século XVIII pelo escritor Walpole, referenciando os protagonistas de um dos seus livros que faziam descobertas “ao acaso”. A valorização se dava por não possuírem delimitações ou método, mas poder de observação, amplitude de conhecimentos e perspicácia, isso é serendipity!

Quando falamos de inovação, de design thinking, de Lean Startup, não estamos falando de genialidade, estamos falando de ideias, estudo, preparo, pesquisa, técnicas de brainstorming, métodos, mas também o acaso, como os Pivots oferecidos a qualquer momento, pois pior que não validar uma ideia, é fechar os olhos para a serendipity.

Pessoas bem sucedidas no Design Thinking por exemplo, estão dispostas a seguir métodos para ideação, modelagem, validação, tanto quanto dispostos a desapegarem de um pressuposto a fim de questionam ideias e hipóteses a luz do inesperado, é o famoso “evitar se apaixonar” pela solução ao fechar os olhos ao seu entorno.

Há oportunidades por todos os lados, Design Thinking, Lean Startup, métodos ágeis, Art of Hosting, comunidades, Dragon Dreaming, Team Building Games, Storytelling, … creio que todos nós estamos dispostos a investir algum tempo para o desenvolvimento desta habilidade. Se sozinho já é interessante, com parceiros de viagem é muito mais divertido.

Alguns casos se tornaram lendas, como o ovo de Colombo, a maça e a Física de Newton, a banheira e o princípio de Arquimedes, uma combinação de acasos e a Penicilina por Fleming, as rãs e a bioeletricidade de Galvani, … está ao nosso alcance em uma observação seguida de dedução, perspicácia, ideia, pivot, melhoria, solução, algo novo ou mudança.

Quanto tempo cada um de nós dedica para ampliar horizontes, novos conhecimentos, interagir com pessoas incríveis, participar de processo de ideação e inovação, se propõe a debater e melhorar aquilo em que está direta ou indiretamente envolvido, vale também voluntariado, somar sua experiência a contextos completamente diferentes … tudo é possível.

Conclusão

Serendipity pode ser um presente dos deuses, mas a amplitude de conhecimento, o estudo de diferentes assuntos, o interesse real pelo mundo que nos cerca, são características comuns que definem muitos dos maiores nomes da humanidade, a maioria deles capaz de navegar nos mais diferentes campos do conhecimento humano.

Serendipity não é fruto da sorte, ela tem a ver com alimentar sinapses, instigar a sinergia neural, a habilidade de somar 2 e 2 e descobrir um 5, tem a ver com networking, com capacidade de absorção, ambidestria, ócio criativo, se houveram Michelangelos, Galileus, Édisons, nos dias de hoje todos nós podemos desenvolver esta capacidade e habilidade.

De uma forma ou outra, serendipity representa alguns dos temas que mais compartilho aqui, relaciona-se à gestão do conhecimento, a ambidestria do conhecimento profissional e organizacional, dar-se ao direito de participar de coisas novas, de mudanças, de exercitar sua criatividade, sua perspicácia, senso de observação, síntese e dedução.

Afinal, seria natural dizer em 2020 que não queremos apenas fazer mais do mesmo, ver o tempo passar, queremos pensar, criar, nos surpreender, nos ver fazendo e ajudando a fazer algo diferente, criativo, inovador, … para isso é preciso estar atento, perceber sutilezas, somar detalhes, para debater e co-criar o melhor de nós mesmos.

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Jogo da Persona

Uma proposta bem diferente para sua retrospectiva, separe a galera em grupos de três e peça que eles encontrem um ponto em comum que os identifique enquanto persona ou estereótipo, algo divertido ou inusitado, talvez um estilo musical, um tipo de alimento, esporte, gênero literário, hobby, …

Provoque-os para um exercício de criatividade, perspicácia, senso de humor, mas baseados em algo próximo deles, de forma que curtam desenvolver essa ideia no transcorrer da reunião, pois eles definirão um brasão ou íconografia, um desenho que os represente e suas características como tal.

É um exercício usando o mapa de personas ou um empathy canvas, onde irão auto-atribuir um codinome ou alcunha comum a todos, traços de personalidade de quem curte ou faz o que fazem, predileções, restrições, características ou qualidades estereotipadas que desejem identificar em seu personagem comum.

A partir desta discussão, o objetivo final é gerar a partir de seu mapa de personas ou empathy canvas um crachá e a própria personificação do personagem em si mesmos, de forma que durante o restante da retrô, por exemplo, explicite quem é o seu grupo de afinidade, qual é a sua persona.

Trata-se de um jogo que nos alerta para as oportunidades de empatia através da identificação de personas, mas também os cuidados intrínsecos ao uso destas personas, pois há uma infinidade de especificidades em cada um e há riscos a serem validados na construção destes estereótipos.

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Jogo Imagem & Ação

Para ser jogado usando desenhos, pode ser usando as cartas do excelente jogo homônimo da Grow, mas eu prefiro ter palavras escolhidas, que tenham sentido especial para a galera que vai participar, como inovação, comunicação, auto-organização, qualidade, etc … considere isso como uma aula sobre facilitação visual.

A opção que mais uso é quando divido em equipes e cada equipe receberá as mesmas cartas (palavras), uma por vez, um por vez lendo e tendo que desenhar para os demais descobrirem o que era, debatendo ao final sobre como melhorar e cada equipe mostrando às outras como foi e como melhoraram (grandes insights).

  • Separe o grupo em times de cinco integrantes;
  • Cada time recebe cinco cartas viradas para baixo;
  • Cada time se coloca junto a um quadro ou mesa;
  • Em cada time, um por vez, pega uma carta;
  • Volta e faz desenhos para o time descobrir a palavra;
  • O time tenta descobrir que palavra é;
  • Após cada palavra, cada time reflete em como melhorar;
  • Ofereça dois minutos por carta e mais dois para a reflexão;
  • Após a reflexão de cada time eles apresentam aos demais;
  • Após encerrar a palavra, outro integrante pega nova carta.

No final, mesmo as cinco cartas sendo as mesmas para cada time, os desenhos e reflexões terão sido bem diferentes entre si. O processo de ilustração e discussão gera bons insights e proporciona que a cada retrospectiva o time vá melhorando sua comunicação e objetividade. Um bom jogo para aquecimento.

Outro formato divertido e estabelecer uma batalha onde cada equipe escolhe palavras do seu dia-a-dia para a outra, podendo então alternar as tentativas para que todos assistam e possam sugerir como melhorar o desenho.

PRINCÍPIOS: Destaque ao conceito de capital intelectual e síntese, o valor coletivo de diferentes conhecimentos e vivências. Mas pode considerar um treinamento em facilitação e registro visual, habilidade essencial para reuniões de todos os tipos.

DICA: Os termos podem ser pensados de acordo com o momento do time, com palavras que instiguem boas práticas ou oportunidades, técnicas ou boas práticas.

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TecnoTalks sobre A Jornada do Herói (Campbel)

Fiquei devendo um relato sobre o primeiro TecnoTalks de 2018, realizado em Janeiro sobre o monomito de Campbel, resultado de uma extensa pesquisa que resultou em uma das teorias mais fascinantes em relação a arte de contar histórias (storytelling).

Desde os primórdios do homem na terra, ainda na idade da pedra, se reuniam para contar histórias, um modo prodigioso para a perpetuação de sua cultura, liderança, crenças, segredos, folclore, ao redor do fogo, em salões, entre nobres, religiosos e povo.

O assunto não pode ser mais apaixonante, com palestra e exercício prático sobre o Monomito de Campbell, também conhecido como o Herói das Mil Faces ou mais ainda por A Jornada do Herói.

Para descontrair e fazer todo mundo entrar no clima levei um monte de toucas de bichos, vários de meus ítens relacionados a cosplay, que uso em treinamentos temáticos e curiosidades.

O evento foi um sucesso, com o Dreyson Queiroz do Estaleiro Liberdade fazendo a talk sobre o Monomito e a Adri Germani, Andreza Deza e outros TecnoTalkers ajudando na facilitação e mentorias durante o trabalho em grupo, com aprendizado e diversão garantida.

Os trabalhos em grupo tinham como objetivo exercitar a criação de uma história baseada no monomito de Campbel, a partir da palestra do Dreyson e de material específico distribuído para orientar o arco do personagem escolhido para ser seu herói (ou anti-herói).

O primeiro Tecnotalks de 2018 foi em 18/01 as 19:00 na sala 204 e 206 do 99A no TecnoPUC. Quería compartilhar a minha paixão pela construção de grandes histórias, quer para filmes, livros, animações, quadrinhos, todo contexto em que uma história precise ser narrada.

O primeiro e o segundo tiveram excelente parceria, com bom feedback, vamos ver se mantemos o ritmo de assuntos diversos e instigantes  \o/

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Tecnotalks 18/01 as 19:00 – Também tem o Arco do Personagem

A programação do dia 18/01 a noite na sala 204 e 206 do 99A do TecnoPUC é uma proposta de start criativo para 2018. Para amantes de livros, filmes, quadrinhos, games, todo tipo de narrativa de histórias, aquelas boas, que geram empatia com seus personagens.

Pense bem, não é diferente de uma inception, um planejamento ágil, enxuto, iterativo-incremental-articulado:

  • Qual a Ideia? (elevator)
  • Quem são os atores? (Personas)
  • O que querem? (Objetivos)
  • Quais são as jornada? (journey map)
  • Começa com temas, épicos, histórias, …
  • Fazemos desenhos e diagramas se preciso
  • No final temos tudo planejado  \o/

A criatividade não tem receita de bolo, ela precisa de substrato multivariado, vem da Maiêutica Socrática, na Poiésis de Platão, no Ócio Criativo de Domênico De Masi, na Teoria da Capacidade de Absorção de Cohen & Levinthal, também está nos estudos de Campbell.

Queremos viajar na maionese sobre as bases conceituais de Campbell sobre o MonoMito, o herói de mil faces, a Jornada do Herói, no Arco do Personagem. Conhecer múltiplas teorias e o passado, nos ajuda a entender o presente e projetar o futuro.

Já falei um tanto da Jornada do herói de Campbell, mas tem muitas outras técnicas e desdobramentos que nos ajudam a materializar, a tirar da cabeça nossas ideias. Assim como grandes escritores, que se utilizam de técnicas para fazer fluir e garantir consistência a suas histórias.

  • Quem é o seu herói? Como ele é?
  • Onde vive? Qual é o seu cotidiano?
  • Quem são seus parceiros nessa viagem?
  • Quem ou o que irá tirá-lo do previsto?
  • Como ele reagirá? Quais suas forças?
  • Quais os embates, aventuras, desafios?
  • Como se sai e se transforma nosso heroi?

A partir disto, vamos evoluindo, mergulhando em mapas, diagramas, desenvolvendo ao máximo empatia. Também aqui temos sprints, MVP’s, Releases … assim como também temos stakeholders e parceiros que contam e com quem contamos.

Afinal, é mais um projeto, iguais e diferentes daqueles do trabalho, de nossa carreira, as férias, um filho, de forma fluida usamos nossos conhecimentos e substrato para tudo em nossas vidas, inclusive quando queremos contar histórias  \o/

Nós, assim como nossas histórias e heróis, estamos em uma jornada, a seguir para fechar esta provocação, alguns Arcos de Personagens:

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18/01 – TecnoTalks sobre Storytelling com a Jornada do Herói

Teremos um bucaneiro puxando o Tecnotalks sobre storytelling no dia 18/01/18 as 19:00, o Dreyson Queiroz fará uma palestra e depois faremos um Startup Dojo diferente, baseado na jornada do herói, no arco do personagem e a jornada do gamer. Vamos idear e desenhar novas histórias, personagens, heróis, talvez virem livros, tirinhas, filmes, animações, talvez novas oportunidades de negócios.

Mini-CV da fera: Único gaúcho a participar do Sprint no Google Venture, ele trabalhou na Substantiva e foi diretor de Arte na Paim Comunicação e na Cadastra. Hoje é um dos protagonistas no Estaleiro Liberdade e é designer de interações na empresa Clashdi.

O evento está no facebook no grupo TecnoTalks – https://www.facebook.com/events/1549969218456078

Uma oportunidade de conhecer técnicas utilizando as jornadas, mas se você não conhece as jornadas, imperdível para conhecer e refletir o número de oportunidades que esta abordagem abre para games, livros, vídeos, filmes, animações, quadrinhos, storytelling …

Aqui vai um tira-gosto sobre a jornada do herói de Campbell:

Tem uma apresentação que mostra sete tipos de heróis e anti-heróis, os desenhos são muito legais e a caracterização é bem didática:

Também tem um vídeo do VDB que é nota 10 sobre Storytelling que vale dedicar alguns minutos para assistir: